.Moda de Subculturas - Moda e Cultura Alternativa.: Novembro 2010

30 de novembro de 2010

Decadência Real

Belíssimo editorial com peças de alta costura  + pret a porter moderno. Adorei mistura de Renascença, Barroco e toques de estilo Império. Maquiagem dramática em algumas fotos e oh... aquela última foto, que perfeita, tão vampiresca!




Vogue Rússia de dezembro 2010.

Francesinha Inversa

Recentemente o estilo "meia lua", comum dos anos 20 a 40, começou a ser chamado de "francesinha Inversa". Nessa técnica, a base da unha é deixada sem esmalte ou pintada com uma tonalidade pálida enquanto o resto da unha é pintada normalmente.

Achei bem mais interessante a francesinha inversa em que se pinta a base e a unha de cores diferentes ou contrastantes como a foto abaixo.
Eu tentei reproduzir com roxo e preto, fiquei horas pensando se pintava primeiro a unha com auxilio do adesivo e depois a base; ou se pintava primeiro a base com o adesivo bloqueando a unha. Enfim, no final deu certo, mas decidi que preciso aprimorar a técnica ou descobrir se já há algum outro tipo de truque que facilite o trabalho.


"Dark Angel", Glow Magazine, outubro 2010.

Calçados Steampunk

No exterior o mercado de moda alternativa é tão profissional como o da moda mainstream, por isso não é à toa que a cada nova tendência de moda alternativa que surja por lá, logo logo as lojas/marcas já adaptam suas coleções aos novos estilos desejados pelos clientes.

Não foi diferente com a recente tendência de moda Steampunk. Embora o termo Steampunk tenha se originado nos anos 80, foi apenas há poucos anos atrás que subculturas como  goths e punks se interessaram por essa estética. Especialmente os góticos,  já que a estética Steampunk é baseada em inovações tecnológicas da Era Vitoriana, Era cuja estética é a base da subcultura gótica tradicional.

E claro, pra compor um look Steampunk total, é preciso ter desde roupas até acessórios. E como as coleçõs são bem planejadinhas, não esqueceram de criar os calçados também:


Flying High


Puro Rock n Roll.
Vogue China, dezembro 2010.


 

27 de novembro de 2010

Cópias na Moda Alternativa

Todos sabemos, e já foi escrito várias vezes aqui no blog, que Moda Alternativa é uma moda alternativa à moda dominante (mainstream).
A moda alternativa não segue tendências ou tem regras. Cada designer ou estilista cria o que quiser, como quiser e de qual material quiser, sem se importar se vai atingir a grande massa, vender horrores, atingir público pequeno ou ser conceitual. O foco são as pessoas que querem vestir algo diferenciado, não seguem padrões estéticos dominantes ou que pertencem a alguma subcultura.

Essa é a grande vantagem da moda alternativa: a liberdade criadora do designer/estilista. É triste e chato quando uma marca alternativa copia uma peça autoral de outra. Triste porque é justamente na moda alternativa que você tem a liberdade de criar o que quiser, sem precisar se basear em estilos ou peças já existentes. É onde pode exercer sua criatividade com total liberdade. Eu já abordei esse tema anteriormente nessa postagem.

Muitas vezes pegamos modelos de roupas estrangeiras e mandamos fazer uma igual para nós. Não acho isso errado. Acho errado comercializar cópias, principalmente de marcas nacionais, marcas estrangeiras até dou um desconto, porque como escrevi na postagem linkada acima, somos carentes em variedade. Já houveram alguns casos de pessoas que copiaram peças de marcas nacionais. Os casos foram resolvidos entre as partes sem causar grandes alardes.

O motivo de eu voltar ao assunto de cópias foi que essa semana, uma marca alternativa, a Mother of London, teve uma de suas icônicas peças copiada e sendo usada por uma atriz mirin num evento importante, o AMA. A Mother of London, é uma marca alternativa que tem peças muito, mas muito peculiares que já estrelaram diversos editoriais de revistas e de fotógrafos alternativos.
A cópia da peça da Mother of London, causou revolta entre outros designers alternativos, especialmente porque a imagem da artista mirim rodou sites e TVs da mídia mainstream  americana com a peça sendo creditada à outra pessoa. Como apenas a MoL criou esse modelo de peça, houve uma preocupação de que desavisados ligassem a horrenda cópia amarela à marca original.


A designer Kambriel disse:
"O que me deixa mal nesse tipo de situação é como "designers" que fazem esse tipo de coisa (cópias), podem sentir qualquer tipo de realização pessoal, sendo que eles estão apenas sugando a visão de alguém criativo. Nesse caso, é uma oportunidade perdida para um designer independente, cuja criação foi intrigante o suficiente para ser escolhido para um evento importante. Espero que os futuros clientes encontrem a fonte real dessa criação, que é muito mais digna de ser usada e desfrutada e não, que comprem algo criado e projetado para ser uma cópia."

Louise Black disse:
"Vocês já viram quantas cópias foram feitas do meu  famoso "corset-camafeu"? Recebo e-mails todos os meses de clientes me avisando sobre outro designer que me copiou. O que posso fazer? Isso é tão chato. Quando eu vi a roupa no palco, eu pensei comigo mesma: parabéns à Mother of London! É triste saber que ela não estava envolvida e alguém teve a coragem de copiar uma peça tão original. Mildred (dona da Mother of London), tome isso como um sinal de que você está fazendo algo certo. Eu não tiraria essa peça da coleção, ao contrário, anunciaria-a ainda mais para que todos saibam onde obter a original. 
No começo desse ano, a Lip Service foi uma das marcas que me copiou, produziu em massa meu "corset-camafeu", com a minha assinatura de pregas de fita, renda na borda e o círculo do camafeu. Liguei pra eles e me disseram pra não me preocupar porque a qualidade do trabalho deles era inferior ao meu e que não seria uma concorrência. UGH! Tem havido dezenas de designers menores copiando meus corsets e vendndo-os no etsy, no ebay, etc. Eu mando email a eles pedindo-lhes que, por favor, pare de vender a minha criação, e respondem-me dizendo que achavam que eu não me importaria, porque eu sou uma  "grande estilista". Gente, eu luto como todo mundo para ser uma designer independente!  Eu realmente gostaria que houvesse algo que pudéssemos fazer. Alguma maneira para proteger nossos projetos.
O "top de uma manga só" da Mildred é definitivamente sua assinatura, assim como o "corset-camafeu" é minha assinatura.
Sendo designers de moda alternativa, nós precisamos ficar juntos e cuidar uns dos outros".

Abaixo: corset-camafeu Louise Black e uma das marcas que copiou a peça.


Louise Black disse tudo na última frase. Sou da opinião que as pessoas que compram imitações não são as mesmas pessoas que compram um design original, pois essas pessoas valorizam não apenas a peça, mas sim a criatividade do designer. No Etsy, pode-se encontrar imensidões de cópias de peças e acessórios de marcas alternativas reproduzidas por designers iniciantes que as vendem, algumas vezes por um preço maior que a peça original e ainda com menor qualidade.

Quem sabe se a cópia tivesse ficado apenas na surdina não teria havido todo esse bafafá, mas a copista foi burra o suficiente pra colocar a cópia num evento grande e televisionado, mas não esperava que a cena alternativa fosse tão unida, inteligente, informada, descobrisse a cópia e trouxesse à tona.
Não importa se a marca é grande ou desconhecida, cópia é algo errado, é uma questão de ética na profissão. 
Se uma pessoa não tem ética na profissão, que dirá com a sociedade.

23 de novembro de 2010

Kerli: Rococó Lolita em Tea Party

Eu estou fascinada pelo figurino desse clipe! Assisti umas quatro vezes seguidas e cada vez que olho acho um detalhe diferente de produção.

A música é da trilha sonora do filme Alice in Wonderland de Tim Burton, que se passa no século XIX. Curiosamente, o clipe não aborda só a estética do século XIX, mas também todo o luxo e ostentação exagerada da Era Rococó. O máximo que se chega perto da Alice é a cor do vestido azul à la Maria Antônieta da cantora. Do século XIX: corsets, chapéuzinhos, objetos de cena e um fetichezinho presente nas peças de couro e vinil. Fora uma coisinha ou outra de outras épocas - inclusive a atual - e claro, impossível não comentar também o perfeito toque Lolita que é característico na estética da cantora Kerli

Aliás, Kerli não é novata em se interessar pelo meio alternativo, quando lançou seu primeiro álbum, foi entrevistada pela revista americana Gothic Beauty e a capa de seu disco é de ninguém menos que a artista de fotografia digital Natalie Shau. Aos que não sabem, a música "I Fell Immortal" cantada por Tarja Turunen, foi escrita por Kerli, mas ela não conseguiu colocá-la em seu disco e repassou para Tarja, que reescreveu alguns trechos.

Maquiagem e perucas perfeitas, acessórios de dar inveja, gargantilhas e rufos lindos, peças interessantíssimas, combinações de roupas e épocas em perfeita harmonia. E o que é aquele sapato do look Lolita-Maria antônieta?  Moda alternativa muito bem produzida, já que a responsável pelo figurino do clipe é uma pessoa entendida do assunto: Roxin Contin, que conseguiu juntar o melhor da moda alternativa historica atual com muita criatividade. 

Sem dúvida, em termos de estética, é um dos meu clips preferidos. Afinal, não é todo dia se vê um trabalho em vídeo que envolva minhas duas paixões: moda histórica e moda alternativa. Acho que também vão apreciar o figurino tanto quanto eu:

 


20 de novembro de 2010

13 de novembro de 2010

Sorteio de vale compras na Dark Fashion


A Dark Fashion está fazendo o sorteio de um vale compras no valor de R$80,00. Para participar, basta apenas responder a pergunta:
 
"PORQUE EU MEREÇO GANHAR UM VALE COMPRAS NESTE NATAL?"

A resposta deve ser postada neste tópico da comunidade do Orkut da marca.

A resposta mais criativa leva o vale compras. A promoção é válida de 30/10 a 20/12/2010. O vencedor será anunciado entre os dias 20 e 24/12/2010 e  o vale compras será válido a partir de janeiro de 2011.
 

A Dark Fashion é uma das raras marcas alternativas brasileiras (senão a única) que une qualidade e preço justo. Lança coleções novas todo ano, aliás, que linda a nova coleção de corpetes! Parabéns pra designer Nívia!  
 

Being Bathory

A modelo Marcelina Sowa em fotografias inspiradas na Condessa sangüinária húngara  Elizabeth Bathory.


Before the Tide Comes

Antes da maré: fotogafia de Zhang Jingna para a marca conceitual de peças sob medida Mother of London.

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