.Moda de Subculturas - Moda e Cultura Alternativa.: Julho 2011

30 de julho de 2011

Look do Leitor: Tarí Fëfalas e André

Quer mostrar seu estilo aqui no blog? Basta participar da sessão Look do Leitor! Leia as regras AQUI e entre em contato!

Os participantes de hoje são o casal Tarí Fëfalas e André, de 37 e 24 anos. Ambos moram em Joinville (SC), ele é  violista clássico e ela estudante de violino e violoncello. Trabalham com a arte do fogo (cerâmica), vivenciam experiencias dentro do ocultismo, do mítico e agora estão adentrando na bela viagem do vapor: o steampunk!

Eu já havia visto foto do casal no álbum do Picnic Vitoriano Curitiba e conhecer a história deles os torna ainda mais interessantes.
                   

Quer ver quem já participou? Clique no link abaixo:

26 de julho de 2011

Novo Marcador: Editorial de Moda Alternativa

Todos sabem que posto aqui muitos editoriais de moda. Os editoriais de moda alternativa que postei estavam sob a tag "editorial de moda", então, pra facilitar a busca e a pesquisa dos leitores que vem aqui somente em busca de moda alternativa, decidi separar as tags (já era tempo!).

A partir de agora você pode ir ao "Navegue por Assunto" na lateral direita do blog e clicar na tag "editorial de moda alternativa", pra ver todos os editoriais de moda alternativa postados aqui. E claro, ao visitá-los, não deixe de comentá-los deixando sua opinião.

Aguardem que vem muito mais editoriais incríveis por aí! Fiquem de olho no blog!



Procuram-se Meninas para Desfile CyberPunk/CyberGoth

A Tatiana é estudante de Moda da UDESC e vai se formar no fim do ano. Ela fará um desfile composto de 3 looks com temática cyberpunk/cybergoth e está procurando meninas que gostem do estilo e tenham atitude coerente para desfilar no dia 22 de novembro no Stage Music Park em Florianópolis, para um público de aproximadamente 3.000 pessoas.

Sobre a coleção:
A coleção se chama Cyber Echoes e tem como proposta a reflexão sobre o uso da tecnologia no dia-a-dia das pessoas. Trabalha a estética do cybergoth e cenário do cyberpunk - em processo de renovação - para atingir tal objetivo. 
Tecidos brilhosos e estruturados em silhuetas sinuosas remetem ao fetichismo e à sensualidade em que a tecnologia se oferece aos usuários. Materiais como filó e arrastão representam os furos, as tentativas de se enxergar e se expressar além do óbvio. Os cetins forrados em néon quebram a escuridão dos quartos fechados e gritam por atenção, enquanto os metalizados nos lembram do que nos cerca.
O processo busca soluções sustentáveis como o reaproveitamento de lixo eletrônico em aplicações nas roupas e acessórios, representando como a tecnologia pode ser incorporada pela população em diversos tipos de amarrações. É a techmodernidade provocando cada vez mais dependência.


Se você mora em SC ou tem disponibilidade de viajar e está interessado em desfilar ou fazer parcerias, contate a Tatiana pelo email:

tatibhmelo@gmail.com



23 de julho de 2011

Frigideira Rock n Roll

Pra não dizer que só os gringos fazem objetos para casa ao gosto dos alternativos, a Tramontina lançou a frigideira "Rock n Roll". Com direito à guitarra e caveiras.
Preço: entre R$ 31,00 e R$ 38,00

 
Quer ver outros objetos interessantes já postados aqui no blog? Clique nos links:

22 de julho de 2011

Rick Genest na Fashion Magazine

Que linda a foto em que ele usa o blazer amarelo! Parece cena de filme de terror! Lindo, lindo!!
Tem mais Rick aqui e aqui.
Rick Genest (Zombie Boy) por Mateusz Stankiewicz, FASHION Magazine #36, 2011

1º Picnic Vintage do Rio de Janeiro

A Luciane, dona do perfil destinado a troca de idéias do universo vintage: Sweet Vicious- Vintage Girls, é consultora de figurino, cabelo e maquiagem temáticos, de terror e vintage, está divulgando o
1º Picnic Vintage do RJ!
Data: 07/08/2011
Local: Quinta da Boa Vista, Templo Apolo
Hora: 11h
O dresscode do evento são os anos 20, 30, 40, 50 ou 60.

Claro que você encontra textos de referência à esses anos aqui no blog!
Anos 50 está sendo escrito, mas pra você ter uma idéia pode consultar o marcador.



Atenção: Nova Data do Meeting Vitoriano RJ!

O Meeting Vitoriano da cidade do Rio de Janeiro (que você pode ler os detalhes AQUI), mudou sua data para o sábado dia 13/08

Devido a um evento religioso que ocorrerá dia 23/07 (data original) e sendo dia 14/08 (domingo) dia dos pais, sábado foi escolhido como nova data.

Local e dresscode continuam os mesmos. Veja aqui.



21 de julho de 2011

Retratos de Frances Bean Cobain

Ela carrega os genes de duas lendas do Rock: Kurt Cobain e Courtney Love.
Prestes a fazer 19 anos, Frances é emancipada pela justiça americana. Frances canta, mas ainda não demostrou real interesse em ser cantora, ela também ama fotografia e artes. Ano passado fez uma exposição de seus desenhos sob o pseudônimo de Fiddle Tim. As obras são desenhos bem perturbadores que falam sobre dor, decadência, morte e tortura, ao descobrirem que as obras na realidade eram dela, todas foram vendidas! Taí o peso de um sobrenome! 
Frances também recusou o papel de Bella na saga "O Crepúsculo" e também o de Alice, no filme homônimo de Tim Burton. Oportunidades fáceis que muitas garotas aceitariam de cara! 

Frances diz:
"Essas pessoas são fascinadas por mim, mas eu ainda não fiz nada". "Se você é um grande fã do Nirvana, um grande fã do Hole, então entendo porque quer me conhecer, mas não sou os meus pais". "As pessoas precisam esperar até que eu tenha feito alguma coisa válida com a minha vida." "Eu faço meu tempo. Mas tenho que questionar o que eu quero fazer todo tempo por causa dos meus pais, por causa da vida que eu vivo".

Courtney Love diz: "Ela tem as sobrancelhas e a cara irritada de Kurt.  Ela tem um pouco dos meus olhos, um pouco dos olhos dele."

Portraits of Frances Bean Cobain por Heidi Slimane, Los Angeles, junho 2011.

 

Claudia

Claudia Schiffer, uma das supermodels dos anos 90 continua linda e na ativa aos 41 anos! 
Aliás, ela fica ótima em editoriais darks como você pode ver nessa edição da Muse e em versão vitoriana fotografada por Karl Lagerfeld.
Editorial Claudia; Vogue Alemanha, agosto 2011

 

19 de julho de 2011

Anos 10/20: 1º Guerra Mundial e Anos Loucos

Textos complementares:

Vestido "barril"
Como vimos na postagem sobre a moda na Belle Époque e na Era Eduardiana,  no começo dos anos de 1910, ocorreram mudanças significativas na moda feminina, como o banimento dos corsets, o orientalismo e as revoluções estéticas de Madeleine Vionet, Paul Poiret e Coco Chanel. Com a 1º Guerra Mundial, os homens no front de batalha e as mulheres entrando no mercado de trabalho, as roupas deveriam ser práticas, simples, de tecidos baratos e duradouros. Roupas extravagantes não ficavam bem em épocas de guerra. A Guerra abafou a moda e não aconteceu nenhuma mudança durante os anos em que se seguiram (1914-1918).
Em 1919, as saias amplas foram substituídas por uma saia em formato de "barril", a tentativa era dar ao corpo feminino um formato de cilíndrico. 


A roupa de banho também causava escândalo, os maillots (maiôs), diminuiam cada vez mais, chegando até as virilhas.
Na praia de meia e sapatilhas (1917):

Ao contrário do que muitos pensam, os vestidos femininos dos anos 20 de uso diário não eram curtos, variavam entre a altura do tornozelo e da batata da perna. Esse engano se dá porque restaram da época muitos vídeos e fotos de festas noturnas onde se dançava o Charleston


As roupas eram coloridas, brilhantes, de tecidos leves, com texturas e padrões. 

Os vestidos curtos se limitavam ao uso noturno e chegavam no máximo até abaixo do joelho, cerca de 45 a 50cm acima do chão, mas essa moda foi breve, durou entre 1926 e 1928. As saias "curtas" foram condenadas por religiosos em diversos países e abalaram uma estética de "corpo coberto" que vinha de séculos. Leis multavam "saias de comprimento inferior a 8cm acima dos tornozelos", mas foi tudo em vão, uma nova mulher havia surgido.

Para à noite, as saias traziam uma sobre-saia de gaze mais comprida ou eram mais compridas atrás do que na frente, em tecidos como lamê, renda do tom de ouro velho ou musseline de seda preta.
 

Muito dessa vibração revolucionária, desta alegria pós guerra, se perde nas fotografias em preto e branco que restaram da época. Fotografias essas que não mais retratavam apenas a classe alta, como até então acontecia, muito do que restou dessa época é referente também à classe média. 


Nos anos 20, a moda se tornou pela primeira vez, acessível para todos. Como as roupas da época eram fáceis de fazer, muitas aprenderam a costurar e faziam roupas em casa, assim, as roupas baratearam. Os ricos vestiam trajes de seda à noite, mas a massa populacional encontrou sofisticação nos vestidos de forma reta.

Entre 1920 e 1928, a venda de corsets caiu 2/3 em seu lugar as mulheres usavam muitas variedades de camisolas e os primeiros modelos de sutiãs.
As meias e os calçados assumiram destaque, já que agora eram bastante visíveis. Por conta disso, uma imensa variedade de meias de seda surgiram nas cores do arco íris, rendadas, com padrões diferenciados, em tons de bege e as populares meias pretas eram o símbolo da mulher elegante. 

Já os calçados ganharam variedade, agora à mostra devido aos vestidos mais curtos, eles deviam ser escolhidos com cuidado: com bicos arredondados, saltos, fivelas, laços, Mary Janes com tiras no tornozelo. O sapato se torna um importante acessório para a moda e passam a serem fabricados em massa.

O ideal erótico era a androgenia: as moças procuravam ter aparência de rapaz disfarçando suas curvas. As mulheres que usavam a moda dos vestidos retos, soltos e na altura dos joelhos eram chamadas de "melindrosas" e causavam escândalo quando o joelho aparecia ao dançar o jazz e o Charleston
E como rebeldia final, surge o corte à la garçonne, que recebeu esse nome devido ao romance de Victor Margueritte. Os cabelos eram cortados curtinhos, lisos, evidenciando a forma da cabeça, sendo quase impossível distinguir um menino de uma menina, exceto pelos lábios carmim em formato de coração, os olhos pintados de preto e as sobrancelhas desenhadas com lápis. As musas do cinema hollywoodiano dos anos 20, aderiram à essa estética e ajudaram a difundi-la ao grande público.
Com a redefinição da feminilidade, agora as mulheres fumavam em longas piteiras, bebiam e retocavam a maquiagem em público, ações antes inaceitáveis.
O chapéu cloche, era uma febre e impossível de se adequar à cabelos compridos, já que para ser bem vestido ele precisava se encaixar na cabeça e cobrir a testa. Aliás, cobrir a testa era lei, seja com chapéus, lenços ou franjas, as testas estavam definitivamente fora de moda nos anos 20.

Corte à la garçonne, testas cobertas, chapéu cloche e maquiagem:

  

Em 1929, bainhas assimétricas ajudaram a fazer com que o comprimento das saias voltassem a ser mais longos.
Na moda, Coco Chanel revolucionou a década de 20 encontrando mais tarde uma rival: a italiana Elsa Schiaparelli. Essas duas estilistas são peça importante dentro de toda a revolução artística da época. Elsa Schiaparelli fez grande sucesso, o que ela fez de inovador foi a introdução de roupas de boa qualidade para a classe trabalhadora. Apesar de simples, as roupas tinham muita elegância e eram muito copiadas. Já Coco Chanel trabalhou com tons neutros e com tecidos moles e fluidos em cortes de formas simples que valorizavam o conforto. Ela foi uma das primeiras mulheres a usar calças, cortar os cabelos curtos e rejeitar o espartilho, promovendo a emancipação e a liberdade da moda feminina.

As Ziegfeld Girls (1907-1931), coristas de espetáculos teatrais, tinham adoração popular.  

 

Na moda masculina houveram dois períodos distintos. No começo da década, os homens usavam terno curto, casaco e os fraques eram usados em ocasiões formais. A moda foi influenciada pelos uniformes militares da primeira guerra, como as calças retas, estreitas e curtas mostrando as meias. Em 1925, calças mais amplas entraram na moda, os paletós voltaram a ter cintura no lugar e as lapelas se tornaram maiores. 

O homem da década de 20 abandonou as roupas excessivamente formais em troca de peças mais esportivas (o terno do homem atual é baseado no terno do homem dessa época). As camisas do traje a rigor tinham punhos independentes de linho engomado, com abotoaduras de couro ou madrepérola. Sobre a camisa: peitilho de linho engomado. Para a noite o smoking garantia o ar esnobe e discreto em tons de azul ou cinza escuro, meias e gravata combinando e  um lenço branco no bolso esquerdo do paletó. 

 
Os homens andavam sempre bem barbeados, com cabelos curtos e penteados para trás. Bigodes curtos e rigorosamente aparados.  Botinas, gravatas coloridas chapéus arredondados. Os cidadãos de classe alta geralmente usam cartola, os de classe média ou usavam fedora ou um chapéu de feltro e o chapéu de palha era popular no verão, os homens da classe trabalhadora usavam um boné "newsboy" ou nenhum chapéu.


Na medida que a década de 1920 foi chegando ao fim, as saias foram gradativamente voltando a ser compridas e a cintura retornou ao lugar certo. O chapéu cloche foi deixado de lado, os cabelos cresceram, as mangas compridas retornaram. A festa havia acabado: a queda da bolsa de Nova York e a ascencão de Hitler deram início aos anos 1930: uma época de ombros largos, quadris estreitos e as costas sendo eleitas a mais nova zona erógina de uma mulher.
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O texto foi escrito pela autora do blog, de acordo com pesquisas em livros de Moda lançados no Brasil. Se for usar para trabalhos ou sites, citem o blog como fonte. Leiam livros de Moda para mais informações e detalhes.


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