.Moda de Subculturas - Moda e Cultura Alternativa.: Relógio de Caveira do século XVII está em Museu de São Paulo

8 de dezembro de 2012

Relógio de Caveira do século XVII está em Museu de São Paulo

Recentemente descobri que o Museu do Relógio em São Paulo está com uma nova aquisição, trata-se de um relógio de caveira do século XVII! Claro que a "caveirologista" aqui ficou louca!
O Museu do Relógio tem mais de  600 ítens no acervo e sempre está adquirindo novos ítens. Na coleção há carrilhões, relógios-cuco, os primeiros marcadores de ponto, peças raras, preciosas e até mesmo curiosas. Boa parte do acervo é formado de doações.
O relógio mais antigo do museu é um exemplar de bolso, em prata, que possui apenas o ponteiro das horas (o ponteiro de minutos é a partir de 1670), este foi fabricado em 1620, na Alemanha. Também há uma peça da segunda metade do século XIX que pertenceu à  Imperatriz Amélia de Leuchtemberg, esposa de D. Pedro I.

O relógio de caveira, é chamado de "relógio caveira dos Piratas"! No panfleto abaixo, ilustra o texto:
"Achamos um tesouro do século XVII e gardamos no Museu do Relógio
O inimaginável atravessou o tempo e marcou em peças que simbolizam o próprio tempo, a história e a vontade dos homens. Aqui, no Museu do Relógio, você atravessa ao tempo e tenta vivenciar a inspiração dos criadores destes relógios. Este ano, a peça mais memorável é um relógio em forma de caveira do século XVII, que ainda deixa-nos intrigados: será um adereço de algum pirata daquela época? Ou algum objeto simbolizando a morte?"



A pergunta "Ou algum objeto simbolizando a morte?", é pertinente. Será mesmo um relógio de pirata? 

Como uma boa amante de história da arte e "caveirologista", não posso deixar de lembrar do medieval "memento mori"; das obras cheias de esqueleto representando a Peste Negra e  do vanitas, que era comum durante os século XVI e XVII na Europa. Os renascentistas gostavam de lembrar que a vida era curta demais para nos preocuparmos com futilidades, os relógios simbolizavam o tempo e a fugaz existência terrena. No Barroco e no Rococó, diversas caveiras estampavam as obras de Nicolas Poussin. Vocês podem ler mais sobre isso AQUI.

Obras: Hans Holben (notem a caveira na diagonal) e Nicolas Poussin.

O Museu do Relógio Professor Dimasde Melo Pimenta é na Avenida Mofarrej, 840, Vila Leopoldina, de visitação gratuita e monitorada. Funciona de segunda a sexta-feira, das 9 às 11h30 horas e das 14 às 17 horas e no último sábado de todo mês.

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1 Comment

  1. Puxa que incrível! Eu fazia ideia deste simbologismo da caveira.

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