.Moda de Subculturas - Moda e Cultura Alternativa.: Dezembro 2012

10 de dezembro de 2012

Dica de Loja: Sweet Sam

Finalmente consigo postar sobre uma marca que já faz um tempo que estou de olho! A dica de loja de hoje é da Sweet Sam.
Sweet Sam é uma marca voltada ao publico rocker, hard rock, sleazy, heavy metal e a quem se interessa por muita malha brilhante, couro, vinil, renda, tachas e spikes! 
A marca surgiu em São Paulo em 2006 e é uma das pioneiras em oferecer peças alternativas sob encomenda e sob medida pra todo o Brasil. No começo, a marca importava tecidos e aviamentos para a confecção de peças que até então estavam só no sonho do(a) cliente brasileiro. E até hoje a marca importa insumos para oferecer um material diferenciado. Lembram do calendário Metal Pin up? Várias roupas da marca participaram da produção das fotos.

Em seis anos a marca cresceu bastante, provavelmente devido à qualidade e por fazer peças raramente encontradas em outras lojas (ainda mais sob medida). Lembram do post "Você quer criar uma marca de roupas alternativas" quando eu disse que sua marca precisa ter uma personalidade? Então, a identidade da Swet Sam é tão forte que eu já consigo identificar um produto da marca mesmo que a foto não tenha o logo da loja. Vejam apenas alguns dos tipo de peças que ela produz:
Peças com studs:
 

Saias, vestidos e short de tecidos estampados:


 Calças ao estilo Doro Pesch/Heavy Metal:


Uma das raras lojas nacionais que faz roupas steampunk sob encomenda:


 Trajes inpisrados em moda histórica e figurinos de filmes:


 Customizações à pedido de clientes:


 Acessórios como cintos, luvas, bolsas e essa cartucheira que achei super original:

 Outras peças:


Contato:

Se você está se formando em moda e precisa de alguém para confeccionar as roupas de seu TCC? A marca também faz esse trabalho!
Como viram nas imagens acima o portifólio é bem abrangente e variado, ao gosto do cliente!

Crinolinas e Romantismo na Vogue México

Se lembram das crinolinas de Dolce and Gabbana que já estamparam a Vogue Itália , a Vogue Turquia e das  desfiladas recentemente por Alexander McQueen? Aqui vai mais um editorial, desta vez da Vogue México, "Carta de Amor", rementendo ao romantismo do Early Victorian.


8 de dezembro de 2012

Chanel e Renascença: Inspiração em Mary Stuart, Rainha da Escócia

A grife Chanel acabou de desfilar uma coleção intitulada Metier d’Art. O desfile foi na Escócia, mais específicamente no castelo de Linlitghgow que era a moradia dos monarcas escoceses dos séculos XV ao XVI. Destruído por um incêndio em 1424, o castelo foi reconstruído em 1622. 
Além desse cenário histórico, o tweed, cardigans, o xadrez e referências ao kilt também não faltaram, mas o que me chamou a atenção foi o toque renascentista nas roupas. Mary Stuart, rainha da Escócia de 1542 a 1567, nasceu no castelo, foi coroada rainha com apenas nove meses de idade e, como não enxergar às referências à ela no cabelo e maquiagem das modelos?
O curioso que a própria Coco Chanel, passou por lá (pelo castelo) com seu amante, o duque de Westminster. 

 
 

Comparação com Mary Stuart e um look do desfile: releitura de moda histórica! Reparem o abertinho na sobresaia revelando a saia de baixo como no retrato de Mary, assim como as cores (branco e dourado) e o formato semelhante das jóias.

  

Relógio de Caveira do século XVII está em Museu de São Paulo

Recentemente descobri que o Museu do Relógio em São Paulo está com uma nova aquisição, trata-se de um relógio de caveira do século XVII! Claro que a "caveirologista" aqui ficou louca!
O Museu do Relógio tem mais de  600 ítens no acervo e sempre está adquirindo novos ítens. Na coleção há carrilhões, relógios-cuco, os primeiros marcadores de ponto, peças raras, preciosas e até mesmo curiosas. Boa parte do acervo é formado de doações.
O relógio mais antigo do museu é um exemplar de bolso, em prata, que possui apenas o ponteiro das horas (o ponteiro de minutos é a partir de 1670), este foi fabricado em 1620, na Alemanha. Também há uma peça da segunda metade do século XIX que pertenceu à  Imperatriz Amélia de Leuchtemberg, esposa de D. Pedro I.

O relógio de caveira, é chamado de "relógio caveira dos Piratas"! No panfleto abaixo, ilustra o texto:
"Achamos um tesouro do século XVII e gardamos no Museu do Relógio
O inimaginável atravessou o tempo e marcou em peças que simbolizam o próprio tempo, a história e a vontade dos homens. Aqui, no Museu do Relógio, você atravessa ao tempo e tenta vivenciar a inspiração dos criadores destes relógios. Este ano, a peça mais memorável é um relógio em forma de caveira do século XVII, que ainda deixa-nos intrigados: será um adereço de algum pirata daquela época? Ou algum objeto simbolizando a morte?"



A pergunta "Ou algum objeto simbolizando a morte?", é pertinente. Será mesmo um relógio de pirata? 

Como uma boa amante de história da arte e "caveirologista", não posso deixar de lembrar do medieval "memento mori"; das obras cheias de esqueleto representando a Peste Negra e  do vanitas, que era comum durante os século XVI e XVII na Europa. Os renascentistas gostavam de lembrar que a vida era curta demais para nos preocuparmos com futilidades, os relógios simbolizavam o tempo e a fugaz existência terrena. No Barroco e no Rococó, diversas caveiras estampavam as obras de Nicolas Poussin. Vocês podem ler mais sobre isso AQUI.

Obras: Hans Holben (notem a caveira na diagonal) e Nicolas Poussin.

O Museu do Relógio Professor Dimasde Melo Pimenta é na Avenida Mofarrej, 840, Vila Leopoldina, de visitação gratuita e monitorada. Funciona de segunda a sexta-feira, das 9 às 11h30 horas e das 14 às 17 horas e no último sábado de todo mês.

5 de dezembro de 2012

Você quer lançar uma marca de roupas alternativas?


O essencial para esse nicho de mercado crescer e aparecer aqui no Brasil é a
profissionalização.

Entre outras coisas, para lançar uma marca de roupas alternativas você:

- Deve ter um mínimo de interesse em Moda (inclusive mainstream e alta costura) e história da moda, pra saber de onde tudo veio e pra onde tudo está indo.
- Ter mente aberta, nunca tenha preconceito com determinada peça de roupa, calçados ou acessórios. Isso limita a criatividade.
- Ser criativa ou ao menos ser empreendedora.
- Evite copiar peças de lojas nacionais, o mercado aqui já é pequeno e todo mundo se conhece, acaba-se criando atritos desnecessários ao invés de concorrência sadia. 
Em moda não há patentes e nem deve ter (estou devendo um post profissional sobre isso), mas existe a ética profissional (como em qualquer outra profissão) e se você quer ser um profissional respeitado, não reproduza material de outra marca para seus clientes.
- Reproduzir  roupas estrangeiras: novamente, não há patente em moda, mas se você quer reproduzir uma roupa estrangeira pra uso próprio, pra tentar descobrir a modelagem, vá em frente, mas não é legal copiar 100% e vender a seus clientes.
- Crie sua identidade! Você tem uma personalidade, não tem? Transfira isso para o que você cria!
- Inspire-se em peças já existentes (atuais, antigas, históricas), adapte, mude materiais, crie sua versão, inove!

Estudo (Profissionalização):
Você não precisa fazer faculdade de moda se não tem grana ou não tem o curso na sua cidade. Se você gosta de criação, o obrigatório é:
- Fazer um curso de Modelagem: onde se aprende com fazer as bases de moldes das roupas. Em cima das bases você vai poder criar todo o tipo de roupa. Modelagem pode parecer chatinho porque tem que fazer contas milimétricas e usar réguas estranhas, mas se você aprender de fato, você será pra sempre uma pessoa livre! Vai poder criar a roupa que quiser sem depender de ninguém! 
Se definitivamente você perceber que não tem habilidade pra fazer modelagem, faça amizade com alguém que entende e faça uma parceria com a pessoa. Ela faz a modelagem pras suas criações por um preço justo e você pode dar desconto à ela nas peças que você criar.
- Fazer curso de corte e costura: não dá pra desenhar algo incrível e não saber se é possível costurar e criar aquela peça. Saber o mínimo de costura e como são os processos, é fundamental pra você criar suas peças. Até mesmo pra colocar em prática as modelagens que você criou.
- Se houver na sua cidade: faça curso de moulage. Moulage é modelagem francesa de alta costura, sob medida. Um curso essencial pra quem quer fazer roupas sob medida e corsets!
 

Onde estudar?
Por incrível que pareça tem muito curso de modelagem e de corte em costura em Igrejas, centros comunitários, centros do trabalhador... e de graça!! Mas também tem em lugares como Senai, Senac, ONGs, em cursos profissionalizantes para pessoas desempregadas. Corte e costura é um curso clássico! Com certeza, por menor que seja a sua cidade, você vai encontrar um! O aprendizado vai depender de seu interesse.


Qualidade: Se aprende na prática!
- Não venda suas primeiras peças. Faça muitas peças pra você mesma, refaça, faça pra amigas, parentes, mas não venda (ou venda pelo preço de custo: tecido + aviamentos), só venda quando perceber que atingiu um nível de qualidade comparável à peças existentes do mercado. Assim, você entrará no mercado no mesmo nível da concorrência, batendo de frente!
- Crie intimidade com tecidos e saiba o que cai bem em cada um deles. Pesquise e descubra qual o melhor tecido para o quê. Faça peças piloto (peças de teste) e analise o caimento, se não ficou bom, refaça a peça com outro tecido. Se sua cliente lhe pedir uma peça em tal tecido que você sabe que a peça não terá o caimento ideal, convença-a a mudar o tecido. Se ela não concordar, não faça a peça; não suje a imagem de sua marca fazendo uma peça que vai ficar feia.

Preço:
Uma questão delicada, afinal depende da qualidade do material que você usou, do tempo que você trabalhou, da sua idéia inovadora e criativa.

- Preço mínimo? 100% do valor de custo. Exemplo: se você usou 30cm de tecido, aviamentos, papel de molde, etc e você gastou uns R$30,00 nisso, venda sua peça por no mínimo R$60,00. Em cursos de administração (SEBRAE tem de graça) você vai aprender a colocar seu preço adequadamente.
- Não copie preços da concorrência. Pois cada empresa tem seus gastos particulares.
Não coloque preços de forma aleatória do tipo "eu acho que essa peça vale tantos reais". Não "ache" nada! Faça suas contas e defina o valor de seu trabalho!

- Existem livros nacionais sobre costura, modelagem, modelagem de figurinos, história da moda. Leia-os!
- Tenha paixão, gosto, interesse, entusiasmo por Moda e pelo que faz. Sem isso melhor fazer roupas apenas para si mesma.
- Tenha educação, disposição, paciência e clareza para lidar com os clientes. Se não tiver, crie um FAQ ou contrate alguém para fazer isso para você.
- Tenha senso crítico, você sempre pode melhorar. Estude e pratique muito!

Não consegui aprender a desenhar, modelar e costurar...

Algumas pessoas não tem tanta criatividade ou habilidade pra desenhar roupas, fazer modelagem ou costurar mas em compensação, são ótimas administradoras ou cheias de idéias de marketing! Que tal então seguir por esse ramo e chamar outra pessoa pra  criar as peças de sua marca?

Divulgação: Tire fotos boas das peças que produz, uma pessoa (ou a peça num manequim) em fundo neutro (preferencialmente branco) em vários ângulos. Imagens claras e nítidas e de tamanho grande para que o cliente possa ver os detalhes. 


Uma forma barata de divulgação é em blogs ou sites direcionados à seu público alvo. Não hesite em pagar por banners ou patrocinar blogs/sites alternativos se souber que terá retorno do público destes sites.


Se tiverem outras dicas ou quiserem contar experiências próprias, fiquem à vontade!

Calçado Kronier - Parte 2

Como vimos no post anterior, onde citei a marca Kronier como uma das criadoras originais dos sapatos sem salto, percebi que já estava na hora de fazer outra postagem sobre a marca, afinal lá se vão 2 anos!
Como o primeiro post foi uma apresentação da marca, este vai ser sobre algumas de suas criações mais incríveis e criativas. A marca alemã está na ativa desde 1994, é especialsta em criar figurinos e calçados diferentes e extravagantes para eventos artísticos diversos, drag queens e para a cena fetichista.
Vou dar uma geral nas criações da marca cronologicamente pra vocês verem como essa coisa de sapatos bizarros e sem saltos são quase 20 anos anteriores à Lady Gaga, Nina Ricci, Jeffrey Campbell, entre outros ;)

Em 1994 surge a idéia de fazer sapatos com plataformas imensas só que sem saltos e surge este (da esquerda) em 1995. E em 1996:
Black Alien!
 

2000 e 2003:

2004:


2004, feito para Nina Hagen! ... E 2005.

 2006 e 2009:

 2009 e 2012 (pony shoes):
 

Só comparando: Nina Ricci em 2008/2009 e Jeffrey Campbell (atual).

 

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