.Moda de Subculturas - Moda e Cultura Alternativa.: Março 2013

27 de março de 2013

Heavy Metal: Moda Feminina

Não existe uma genuína moda Heavy Metal feminina. A moda feminina desta subcultura é surgida de um código masculinista, da moda masculina ou da fantasia masculina sobre uma mulher. Portanto, a moda feminina heavy metal buscou referências em outras subculturas ou na moda vigente de cada época para se construir.

Nós temos (ou tínhamos originalmente):
- Versões Femininas do look masculino (e não look feminino independente do dos homens - como na subcultura gótica por exemplo, onde há a moda gótica masculina e a feminina, cada uma à seu modo), a mesma roupa usada pelos homens da subcultura é adaptada para as mulheres (calças, camisetas, jaquetas, cintos).
- Uma moda feminina da mulher idealizada pelos homens da subcultura ou seja, roupas femininas que são sexies para os homens (traduz-se em mini saias, saltos altos etc..).

Outro ponto é que não há um estilo de moda Metal que as mulheres podem usar da maneira que seus colegas do sexo masculino podem. O mesmo item, seja ele uma jaqueta de couro preta ou cabelo muito longo, é lido de forma diferente, não têm o mesmo significado, quando o portador é a fêmea. Calças de couro justas num homem não significam a mesma coisa que calças de couro justas numa mulher da subcultura.
Vimos nas postagens anteriores que a moda masculina heavy metal é baseada na estética dos Rockers/Bikers dos anos 1950. Estilo este que é associado à estética fetichista S&M. Jeans e cabelos longos vem dos hippies e os patches, correntes e alfinetes dos punks.
Isto citado acima ainda existe até hoje, porém a partir dos anos 1990, as opções de trajes para as mulheres se ampliaram (influenciadas pela moda feminina de outras subculturas) e depois dos anos 2000 ficou mais abrangente ainda. Como em qualquer subcultura, o mundo do heavy metal tem regras de vestimentas e desafiá-las é por sua conta e risco, porque críticas vão surgir. 

Anos 1970 - Começo de 1980
Havia um número relativamente pequeno fãs femininas que se vestiam de forma muito semelhante aos homens: calças jeans/rasgadas, camisetas, coturnos, cintos de tachas/bala, jaquetas (couro, jeans) e coletes. Na falta de uma moda feminina específica para elas, as mulheres acabavam por "roubar" elementos da subcultura punk como a maquiagem, piercings e acessórios.

Rock Goddess e Girlschool: os primórdios da moda heavy metal feminina mostram que as roupas eram versões das roupas masculinas: calças, camisetas, jaquetas de couro, cintos com studs, correntes. A maquiagem preta nos olhos é copiada das punks.




Anos 1980
Na década de 80, entra em cena a lycra® em calças que davam mais liberdade de movimentos no palco e mostravam o corpo atlético dos músicos promovendo uma imagem de poder.
Embora tenham sido populares no HM, foi no Hard Rock e no Glam Metal que a lycra® era mais usada, especialmente em leggings que vinham de todo o estilo: lisas, metálicas, estampadas, zebradas... também era parte do estilo: mini-saias justas e curtas de couro ou bondage/malha; camisetas que eram frequentemente cortadas as golas, mangas ou barras e usadas sob um top curto. Botas dos mais diversos modelos, incluindo botas de cano super longo, coturnos, saltos altos ao estilo scarpin, tênis esportivos com meias brancas grossas. Cintos grandes na cintura, bastante maquiagem e cabelos longos ou armados e comumente claros com as raízes mais escuras. Acessórios prateados ou com couro e spike em grande quantidade.

Leather Leone com cropped top (cortou curto uma camiseta) e Lita Ford com um bustier. Ambas com calças com cós na altura do umbigo. Leather usa cabelo de duas cores e Lita uma cruz como pingente do colar e tem caveiras no cinto. 


Doro e as garotas da Vixen com calças de lycra® cirrê adornadas com studs. Doro usa corselet de amarração frontal e na foto da Vixen, Roxy Petrucci usa sutiã com spikes em cima de uma blusa de renda, legging preta e uma mecha cor de rosa no cabelo. Destaque também para o look de Share (à direita): o cabelo dela é de listras (foi revivido pelos scene), reparem que todas usam luvas de renda e/ou de couro. E os cabelos eram repicados, armados, com franjas ou ao estilo "poodle"/mullet.


Outro look comum nos anos 80 era usar algum tipo de top, seja regata, corselet ou bustier com mini-saia reta de malha, bondage ou de couro com cós alto. Lee Aaron usa cinto e luvas de renda e as garotas do Oral meia calça fumê e scarpins (calçados brancos eram comum na época).



Anos 1990
No começo dos anos 1990, a moda metalhead mudou, aparentemente devido ao aumento de formas musicais diversas e extremas dentro da cena. O início da década ainda tinha um pouco do excesso dos anos 80 mas depois os visuais foram ficando mais simples, minimalistas, com cores mais neutras e poucas estampas.
A calça jeans dá lugar à calça de brim preta e as jaquetas com patches são deixadas de lado em troca de camisetas baby look e cropped tops. A versão feminina do headbanger masculino se manteve nas cenas mais extremas.

Nesta década os elementos estéticos da moda gótica e fetichista ficaram mais evidentes, mas combinados com o minimalismo característico da década. O vinil começa a aparecer mais no lugar do couro por causa da ascencão do cyber e de sons industriais e eletrônicos.
A década de 90 viu o nascimento do grunge - feminilidade em vestidos camisola, transparências e um pouco de infantilidade. Vestidos tubinhos, saias de pregas lisas ou com estampas xadrez eram populares.
Devido a popularização do skate e da patinação in line, moletons ou calças mais largas aparecem especialmente na cena onde os estilos musicais tinham referencia ao hardcore punk.
Na maquiagem também houve diversificação, desde influência gótica; maquiagem leve; até apenas olhos pintados ou apenas batom vermelho ou ainda nenhuma maquiagem. Os acessórios diminuem de quandidade se comparados à década anterior. Coleiras de spike se popularizam bastante e os cabelos agora menos armados, assumem cortes curtos e desfiados, tingidos em cores como preto ou vermelho. Raramente cores fantasia eram exploradas.

A guitarrista Syang no começo da década num clássico look da cena mais extrema: calça justa, botas e jaqueta. A influência da moda fetichista se tona mais forte nesta como podemos ver na roupa de Queen Vixen da Clicle Sluts from Hell.


As roupas de Doro mostram tendências dos anos 80 que permaneceram no começo dos 90: camisetas cortadas e shortinhos e na foto seguinte bustier com jaqueta e calça de cós alto. Porém os acessórios e os cabelos diminuiram tanto no tamanho quanto no volume.

 

Esta foto da Phantom Blue mostra a influência grunge: cabelos menos armados e mais naturais, pouquíssmos acessórios, estampa xadrez e shorts curtos, um deles com barra desfiada - pode ter sido uma calça.


A ex-baixistas da Coal Chamber, Rayna Foss ilustra muito bem a moda gótica começando a ter um pouco mais de espaço na estética Metal em meados da década. Ela usava muitos corsets e vestidos com renda. Aparentemente ela era uma moça atualizada com a moda do momento como vemos nas imagens: vestido e mangas de renda na primeira foto; vestido tubinho preto de alcinha, típico da época usado come meia fumê preta e sapato de boneca, uma das raras moças da cena Metal a usar corsets e look mais casual comum nas meninas de meados dos anos 90: blusinha baby look (terminavam na altura do umbigo) com saia xadrez ou mini-saia reta com meias esportivas e botas.


Nadja Peulen, também ilustra a influência punk e gótica: blusa de tela com sutiã aparente e corselet de vinil - material que ficou muito popular na subcultura; cabelos vermelho cereja.


Talena, ex-baixista da banda Kittie era a encarnação perfeita da fortíssima influência gótica na estética HM no fim dos anos 90 (até na moda masculina aconteceu isso como devem lembrar deste post): cabelos vermelhos ou pretos, maquiagem escura nos olhos e boca, o lado Metal fica com os spikes e o vestido preto curto. Os cabelos curtos já ficam mais populares no fim da década.

Foto da banda Kittie ilustrando bem a variedade de estilos do fim dos anos 90 na moda feminina HM. Comparando com os anos 80, os cabelos são bem mais curtos e tingidos ou de preto ou de vermelho. Morgan Lander está com os cabelos curtinhos como ela comentou neste post; camisetas são baby looks de cores mínimas ou estampas discretas, o vinil substitui o couro em tops, calças e saias; os acessórios são agressivos, com spikes embora pulseiras de plástico ou metal também fossem usadas e a maquiagem é pesada e pálida. A foto ao lado, de Morgan cantando, representa um período do fim da década em que tecidos metalizados estavam em voga. Se observarem, ela usa cílios postiços, algo ousado e incomum na época já que os cílios postiços eram considerados acessórios de vagabundas e prostitutas.




Finalizando com quem começou: Syang no fim da década já usava um look bem diferente do que ela usava no começo mostrando como a moda diversificou e se feminilizou. Loira com mechas pretas, olhos e batom escuro, vestido tubinho estampado preto e branco tie-dye, guitarra forrada com pelúcia rosa (influencia clubber) e tatuagem tribal. No editorial que tem dentro da revista ela usa mini-short com meia calça rendada, blusa de tela, botas com imensas plataformas e bustier.



Anos 2000
Devido à estética das "Divas" do Metal, em fins da dos anos 90 e começo da década de 2000 houve muita influência gótica medieval. A feminilidade invade de vez o HM, praticamente desaparecem os resquícios da origem biker/rocker neste segmento da moda feminina. Saias longas, rendas, corselets com recortes e amarrações medievais, mangas longas e caídas. Uns dois anos depois o corset com recorte mais vitoriano entra em cena assim como uma presença mais forte do vinil. Os cabelos, quanto mais longos mais na moda. Normalmente em tons naturais mas preto e vermelho eram mais comuns. Acessórios são poucos mas normalmente góticos com cruzes, rendas e algum spike.
Além das saias longas, de praxe pra dar um ar histórico, Tarja e Sharon usam tops ao estilo medieval com amarração frontal e mangas caídas. Já Liv Kristine, misturou o medieval com um corset de corte vitoriano.



Uns dois anos após o começo da década, o vinil toma mais espaço entre as Divas e  as saias diminuem um pouco. Ambos os aspectos são um retorno às raízes da subcultura (fetiche e ousadia).


E voltamos ao que falei lá no primeiro post sobre as mulheres no Heavy Metalo impacto mainstream da vocalista do Evanescence, Amy Lee.
Evanescence é uma banda de rock/metal moderno mas que atingiu um público muito grande e diversificado inclusive dentro da cena Metal. A estética de Amy Lee era algo novo na cena rock daquela época embora ela trouxesse influência da estética gótica no rock do fim dos anos 90 (como Rayna Foss e a banda Kittie citadas acima), ela trouxe elementos novos: uma forte referência vitoriana em saias curtas e armadas, referências da moda de rua alternativa japonesa e muitos corsets e corselets. Outra coisa é que Amy usava muitas saias no palco, hábito incomum entre a maioria das meninas do rock/metal.
Não demorou muito para que muitas vocalistas de metal absorvessem esses elementos estéticos novos na cena rock. 

Amy trouxe uma nova silhueta ao rock e Heavy Metal: saias curtas e armadas (o Metal sempre foi das saias justas, curtas e sexies ou longas como das Divas) usadas com blusinhas ou corsets e corselets. Corselets foram usados desde o início do HM, já corsets eram usados ocasionalmente nos anos 90; após Amy Lee, os corsets foram incorporados à moda feminina HM.

Com o revival do Metal Tradicional, é resgatada a estética das origens do HM como o couro com studs, as calças justas pretas, agora com o adicional do corset.
Girlschool mostrando a estética HM tradicional na década de 2000: calças pretas, camisetas, jaquetas, cintos, mini-saias, tela, tachas e cabelos loiro, preto ou vermelhos.



Marta Gabriel está com um estilo tradicional na primeira foto (calça preta + corselet com studs). Kate French mostrando como o corset passou a fazer parte dos looks mais tradicionais. A banda brasileira Panndora mostrando o estilo Trad made in Brazil: leggings, tops, jaquetas, cintos de bala, tachas zíperes e botas. 


A moda feminina do metal extremo segue por duas linhas: uma mais tradicional como vemos em Melissa Hastings  do Adorior, que usa jaqueta com patches, luvas e bracelete de couro com studs, calça e camiseta de banda. Já as meninas do lado extremo mais melódico costumam ter o cabelo bem maior e usam corselets de couro ou vinil com calças e acessórios com studs e braceletes como vemos em Kitty e Nina Saile. As calças (peça originária do guarda roupas masculino) permanecem na cena mais tradicional e extrema, simbolizando a origem "masculina" da subcultura.




Década de 2010
Feminilidade! Essa é a palavra pra definir a moda feminina HM de fins da década de 2000 e começo da década de 2010! Além da óbvia variedade de estilos - praticamente tudo está sendo aceito dentro da cena -, outra coisa que se destaca a partir de então é a influencia da moda alternativa em geral dentro da moda feminina Heavy Metal, o aumento do uso de saias no palco e cabelos de todo o tipo, incluindo ruivos e cores fantasia (rosa, azul, roxo...). 
O fato de o Heavy Metal nunca ter tido uma moda feminina específica e delimitada - já que foi uma subcultura criada por homens e não por homens e mulheres - fez com que as meninas da cena buscassem referencias estéticas em outras subculturas e o que acaba por caracterizar mesmo o estilo HM é a constante presença do couro, seja em calças ou mini-saias e dos studs (rebites, spikes, tachas, ilhoses), de resto, tudo se tornou intercambiável.

A década de 2010 apenas confirmou que o estilo pessoal de Doro Pesch inspira muitos looks semelhantes aos redor do mundo, os corsets parecem que vão permanecer assim como elementos esportivos, a influência da moda japonesa alternativa está ganhando espaço e outra estética que se destaca é a retrô. Cada vez mais garotas headbangers estão se interessando por moda retrô e até tem franjinha pin-up.

Doro Pesch: seu estilo ainda é referência para lojas e garotas que querem criar visuais com bastante couro, vinil e tachas.



As saias curtas e armadas inseridas por Amy Lee, em looks de Lzzy Hale, Maria Brink e Charlotte Wessels. Vemos a influencia da moda alternativa japonesa no look de Lzzy.



Diversidade: Angela Gossow, tem um estilo muito próprio que deu nova cara ao Death Melódico. Na foto, as tradicionais calças pretas e camiseta estampada são valorizadas por um corset com estampa de fogo. Simone Simons também usa um corset, mais claro e com ar de delicadeza. Cabelos ruivos laranjas só foram aceitos na cena depois que ela apareceu. Grog, usa um look todo em tecido preto sintético e tem franja retrô. Lita mantém viva suas raízes oitentistas em vestido tubinho preto de couro com corselet, luvas de renda e braceletes.


As Crucified Barbara mantém as tradicionais blusas pretas mas cada uma a seu estilo, até estampa retrô de bolinha tá valendo misturado com caveira, tela, tachas e couro. Já Agnete da Djerv usa muitos leggings e calças justas com vestidos tubinho.
 

As estéticas retrô e pin-up estão ganhando espaço mesmo que ainda com poucas adeptas. Marta do Bleeding Through se dá bem com esta estética (tive que colocar uma foto dela com a banda pra mostrar o contraste com os meninos). Às vezes ela lembra um pouco Dita von Teese...




Uma prova de que não há mais uma limitação estética para as mulheres do HM são os exemplos que darei a seguir:

Liv Kristine: começou como uma das "divas" em saias longas, discrição e mistério. Embora ainda use o estilo medieval em shows, depois de um tempo assumiu sua sensualidade usando vestidos mais justos e curtos e recentemente começou a usar um estilo mais retrô.


Lembram da Morgan Lander da Kittie falando sobre a negação de sua feminilidade para ser levada à serio como profissional de música? Pois é, parece que nesta década ela e suas colegas de bandas decidiram assumir serem mulheres com orgulho, ao menos é o que diz as fotos abaixo.


No metal tradicional, onde as mulheres sempre usaram calças (uma peça originada no guarda roupa masculino), olha só a Liv do Sister Sin usando uma saia de babados! Uau, que mudança na estética tão masculina desta categoria!



Candace Kucsulain do Walls of Jericho usa e abusa de elementos esportivos e também fica muito bem quando investe no retrô.


Sabina Classen, do Thrash old-school para mini saia no palco!! Que avanço! Uma mulher thrasher de mini-saia no palco!



Finalizando com a super moleca Shamaya Otep (dificil encontrar uma foto em que ela não esteja fazendo traquinagem), que ultimamente também tem investido em seu lado mais feminino.


Patty Metal: um dos termos mais preconceituosos do HM!
Eu já ouvi e li muito por aí o termo "patty metal" que pra mim só comprova que feminilidade não é algo bem visto numa subcultura tão masculina.
Se antes as garotas do metal eram versões masculinas dos homens ou usavam roupas sexies que simbolizavam a mulher idealizada pelos homens da subcultura, atualmente, com o aumento de mulheres na cena tanto no palco como na platéia, é super normal que elementos mais femininos invadam a moda feminina HM.
Uma nova geração de garotas, que não viveu a fase mais masculina do HM e cresceu com a variedade de estilos proposta a partir dos anos 2000, sente-se super à vontade pra expressar sua feminilidade. Chamar alguém de patty metal é praticamente dizer: "hey, você não é headbanger de verdade, headbanger usa roupas mais agressivas. Você está aqui pra caçar homem, pra se exibir, você é fútil. Seu lugar é no shopping e não num show de metal.", podando que a garota se expresse livremente através das roupas. 
É esperado que uma mulher dentro da subcultura, para ser aceita, não haja de forma tão feminina. Porém é esperado e até normal que muitos headbangers tenham namoradas que não ouvem heavy metal e estas tem o direito de serem super femininas quando os acompanham. Antes, ser feminina na cena só era permitido para as groupies, e para namoradas, talvez por isso essas garotas, que não são groupies e amam HM de verdade, tenham que lutar o dobro para serem tratadas com respeito. 

Concluindo
Como vimos, a moda feminina headbanger começou super limitada e como uma versão da moda masculina. Com o tempo ela adaptou as tendências de cada época e se diversificou. O curioso é que são todos estilos advindo de outras subculturas (punk, gótica, fetichista, skate, retrô) e ainda não existe uma moda feminina heavy metal delimitada/específica. Uma garota heavy metal dos dias de hoje tanto pode ser aquela vestida como nos anos 80 quanto uma pin-up de saia lápis. E, pelo que pudemos acompanhar, a moda feminina HM também está acompanhando as tendências da moda alternativa.
Até a aparência das groupies mudou; se antes elas eram facilmente identificadas como aquelas que usavam mini-saias, arrastão e salto alto, hoje este look é uma opção normal às headbangers. As groupies de agora se vestem mais como fashionistas e nem sempre com estética subcultural.
Os limites estéticos se expandiram mas não significa que o sexismo esteja desaparecido. Mas com tantas mulheres e feminilidades invadindo a cena, é possivel que isso um dia aconteça. 

Direitos Autorais da pesquisa:
Este artigo foi escrito de acordo com análises de fotos de bandas em comparação com a história do Heavy Metal e a História da Moda feita pela autora do blog. Se desejam reproduzir o texto ou as opiniões ou usar como fonte em alguma pesquisa entrem em contato para pedir autorização e citem o link do blog como fonte. 



Veja também:
As Mulheres no Heavy Metal – Parte 1 (Visão Geral)
As Mulheres no Heavy Metal – Parte 2 (Década de 1970, 1980 e 1990)
As Mulheres no Heavy Metal - Parte 3 (Década de 2000)

Livro consultado sobre a subcultura HM: Heavy Metal The Music and Its Culture de Deena Weinstein

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