.Moda de Subculturas - Moda e Cultura Alternativa.: Abril 2013

26 de abril de 2013

Peach Hair: Cabelos cor de Pêssego!

Os cabelos cor de pêssego tem arrancado suspiros de quem é fã de cabelos em tom fantasia.
Lembram da foto da Hayley Williams que postei recentemente AQUI? Então, a cor nada mais é do que uma mistura do rosa com o laranja. Alguns caem mais pro laranja outros mais pro rosa, mas particularmente gosto quando as cores ficam bem misturadas. Também tem as versões mais fortes e as versões mais pastel assim como em tons degradê.
Separei umas imagens pra vocês:


 
 

25 de abril de 2013

A Moda e o Tempo: Mulheres Vitorianas

 A Moda e o Tempo: Mulheres Vitorianas

Veja as outras partes desta sequência:
A Moda e o Tempo Parte 1: A Revolução Romântica na Moda
A Moda e o Tempo Parte 2: Os Primeiros Vitorianos
A Moda e o Tempo Parte 3: O Homem Vitoriano e sua Barba
A Moda e o Tempo Parte 4: Mulheres Vitorianas

A mulher ideal vitoriana continuou a envelhecer durante a metade da década de 1800. Agora não era mais suficiente ser inocente, terna e decorativa; a mulher realmente admirável era um exemplo das virtudes da dona de casa habilidosa na administração doméstica. Embora permanecendo delicada, terna e discreta, supostamente também deveria ser talentosa, prática, caridosa, religiosa e acima de tudo, extremamente maternal, capaz de instruir e orientar os vários filhos sobreviventes. Esta foi uma época de famílias enormes, resultado do baixo índice de mortalidade infantil, foi também época da migração da população do campo para a cidade e subúrbios. Cada vez menos homens trabalhavam em casa ou nas vizinhanças e o patriarca vitoriano teve de delegar um pouco de sua autoridade.

A beleza vitoriana ideal na mulher da foto e um retrato de seis irmãs, ilustrando o baixo índice de mortalidade infantil.

 
  
A mulher ideal da metade do século, o "anjo da casa", está bem representada na obra "Mulherzinhas" de 1868 de Louisa May Alcott. Novamente, a moda se alterou para se ajustar ao novo ideal, as curvas se acentuam, o tecido se tornou mais pesado, as cores mais fortes; as abas do chapeu com pala (bonnet) se afastaram de seu rosto, como se permitindo a mulher madura enxergar mais o mundo, metafórica e fisicamente. A beleza nas estampas da moda e ilustrações populares da época estão agora ocupando mais espaço. Esta foi a época das crinolinas, e mais tarde, a da anquinha (bustle), e acrescente importância das mulheres na esfera doméstica e social foi assinalada por sua corpulência. A moda demasiado grande também permitiu que exibissem inteiramente a riqueza de seus pais ou maridos.

Os meados do século XIX viram a existência da crinolina e do bustle. Ambos trajes elaborados que perminitiam à mulher exibir a riqueza de seus pais ou maridos. 

 

Nas décadas finais do seculo XIX, a mulher ideal continuou a se tornar maior e mais velha. Seu tamanho era um sinal de ser cada vez mais visível publicamente; em número cada vez maior, a mulher passou a frequentar as escolas, trabalhar pra se sustentar e fazendo campanha pela igualdade legal e política. Porém mesmo quando ficava em casa, como uma peça decorativa, a
mulher do final da Era Vitoriana e início da Era Eduardiana era uma criatura fisicamente impressionante.
Altura e peso acima da média cessaram de ser empecilho e se tornaram um trunfo. Autores elogiavam as proporções das heroínas, descrevendo-as como régias e majestosas. Para aquelas não dotadas pela natureza, como a heroína criança da obra "Old Mortality" de Katherine Anne Porter, não havia esperança: "...uma beleza tem de ser alta; qualquer que seja a cor de seus olhos, o cabelo deve ser escuro, quanto mais negro melhor; a pele deve ser pálida e macia...Ela nunca seria alta; e isso, evidentemente, significava que nunca seria bela".

Podemos ver o tipo ideal em fotografias de belezas famosas como Maud Gonne, Lily Langtry e Jennie Churchill, assim como em estampas de moda (Fashion Plates) da época. Ela era de compleição opulenta, com a figura de uma próspera mulher de meia idade: redonda, braços gordos e ombros largos, quadris e traseiros fartos, e um busto grande, mas pendente, de matrona. Uma cintura pequena, criada por um espartilho rígido que destacava o volume acima e abaixo. Sua postura era ereta, ombros quadrados; queixo proeminente, perfil grego, seus traços largos e bem definidos, sua expressão graciosamente dominadora. A criança tímida e feérica do começo do século XIX, tornou-se a beleza segura de si, pintada por Sargent e desenhada por Charles Dana Gibson.

No fim do século XIX a mulher se tornou maior em termos de vestimenta e de corpo - contrastando com o ideal romântico e vitoriano inicial da magreza e pequenez. O que poderia simbolizar ela estar mais visível publicamente. Mulheres opulentas com cintura pequena destacando os volumes acima e abaixo eram a beleza ideal como Lily Langtry e Camille Clifford, musa de Charles Dana Gibson.


A moda comtemporânea exibiu essa criatura maravilhosa, favorecendo-a ao máximo e ofereceu à mulher de dimensões medianas a esperança de competir com ela. Havia espartilhos rígidos acolchoados para criar a curva elegante, espartilhos ornados de cascatas de laços engomados para encher o peito, blusas com mangas imensas bufantes para aumentar os ombros, golas altas
para elevar a apoiar o queixo e saias pesadas com caudas. Botas com saltos consideráveis aumentavam a estatura da deusa; e seu penteado, alto, estufado sobre proteções de arame e crina de cavalo, culminando com um imenso chapéu, podia acrescentar mais alguns centimentros. Como mostram fotógrafos contemporâneos, com essa roupa, a beleza madura parecia gloriosa. Entretanto as mulheres mais jovens e esguias, com frequência ficavam com a aparência desajeitada e amontoada de ornamentos; e a pequenina era reduzida a uma trouxa desleixada de roupa cara pra lavar.

O ideal de beleza era a mulher madura, e jovens vitorianas, em trajes da moda, pareciam muito mais velhas e mais sérias do que suas idades reais.




As mulheres magras e baixas não eram consideradas belas. Ser alta, ter cabelos escuros e pele pálida era o ideal de beleza. Botas com salto,  penteado "pra cima"e chapéus elaborados davam a ilusão de mais altura.


Sendo uma moda que valorizava mulheres maduras, as que não eram corpulentas e altas, tiveram ajuda da moda: espartilhos acolchoados, blusas com mangas bufantes pra aumentar os ombros. Sendo assim, as jovens magras pareciam envoltas em um monte de tecido que sobrava pra todo o lado.




Fonte: livro A Linguagem das Roupas 


20 de abril de 2013

A Moda e o Tempo: A Revolução Romântica na Moda

Vocês já devem ter lido o post "A Lei de Laver - A Moda e o Tempo" que falava como fatores econômicos e sociais influenciam o gosto e as escolhas de moda dos indivíduos. Nesta postagem volto a abordar a relação entre Moda e Tempo, mas sob outro ângulo.
Embora os indivíduos tenham sido censurados por se vestirem como jovens ou velhos demais, às vezes a própria moda cometeu o mesmo crime. Em determinados períodos da historia, toda uma geração de carneiros - sem mencionar alguns lobos - usou roupas de cordeiro. Em algumas épocas, os estilos que prevaleceram para homens e mulheres sugeriam maturidade avançada, dando aos jovens uma aparência de meia-idade. 
Essas mudanças na moda não são arbitrárias e extravagantes e sim, o sinal externo e visível de profundas alterações sociais e culturais. A adoção de estilos juvenis nunca envolve a roupa isolada. Invenção, experimentação, novidade e acima de tudo juventude, entram na moda e a própria moda começa a imitar as roupas de crianças. Às vezes os estilos copiados são contemporâneos, com frequência são aqueles que a última geração de adultos usou quando era jovem. Ao vestir estes estilos, os indivíduos comunicam graficamente que se recusam a se colocar no lugar de seus pais ou a se parecer com eles de alguma maneira.

Veja as outras partes desta sequência:
A Moda e o Tempo Parte 1: A Revolução Romântica na Moda
A Moda e o Tempo Parte 2: Os Primeiros Vitorianos
A Moda e o Tempo Parte 3: O Homem Vitoriano e sua Barba
A Moda e o Tempo Parte 4: Mulheres Vitorianas

 
A Revolução Romântica na Moda 

No século XVIII as roupas eram - e foram durante muito tempo - extremamente formais, rígidas e elaboradas. As pessoas ricas dos dois sexos vestiam trajes com enchimentos, barbatanas, fitas, enfeites e bordados. Os pés eram apertados em sapatos de salto e bico fino. As cabeças dos homens recebiam o peso das perucas e cacheadas; as das mulheres, construções complicadas de cabelo verdadeiro e falso que podiam levar horas para serem realizadas e às vezes atingiam alturas surpreendentes (são vistas nos retratos de Maria Antônieta e das mulheres de sua corte). 

A moda extravagante feminina tinha trajes com armação lateral nas saias, enfeites e penteados elaborados. Os homens, igualmente enfeitados com babados, bordados e grandes perucas.



Alguns homens foram longe, com o estilo "macaroni", originado por volta de 1770 por jovens ingleses que viajavam para a Italia. Em suas cabeças um penteado pompadour extravagante.



1880: traje feminino mais simples

A mudança para estilos mais infantis e simples ocorreu na época das revoluções francesa e americana, e foi uma manifestação da mudança politica, social e cultural. Mesmo antes de 1776, o movimento romântico, com ênfase no simples e natural, começou a se refletir no modo de se vestir.

Foi especialmente evidente na Inglaterra, onde franzidos e rendados para homens e enormes armações laterais de saias para as mulheres começaram a desaparecer na década de 1770. A moda americana obedeceu a inglesa embora à certa distância como acontece nas províncias. 

Na França, a extravagância e o excesso de adornos continuaram até a véspera da Revolução quando o Terceiro Estado aboliu a distinção de classes na maneira de vestir* e aristocratas aterrorizados abandonaram suas armações e jóias. Em uma crise, as pessoas tem menos tempo de comprar ou desenhar novas roupas. Uma vez passada a crise, foram introduzidos estilos mais simples, primeiro imitando os já existentes na Inglaterra, depois levados ao extremo.

Por volta de 1800, mulheres e homens usavam o tipo de roupa que deviam ter vestido em crianças: vestidos de musselina branca, decotados, de cintura alta para as mulheres; casacos simples, sem adornos, calças brancas e marrom claras para os homens. As perucas e penteados elaborados cederam lugar a um cabelo mais curto, de aparência mais natural. As saias ergueram-se do chão, revelando tornozelos cobertos por meias brancas infantis e sapatilhas sem salto para os dois sexos. Os poemas de Blake Wordsworth proclamavam a virtude e a nobreza naturais da infância. Estes trajes tinham a energia, espontaneidade e sensibilidade romântica infantil daqueles que os vestiam (continua...).

De fins do século XVIII a começo do século XIX, os homens abandoram os adornos por um estilo mais simples, inclusive nos cabelos: 


As mulheres passaram a usar roupas com aparência infantil: longos vestidos de musselina com a cintura alta e sem os corsets que delimitavam a cintura (meninas crianças ainda não tem cintura), o que dava à elas uma aparência juvenil, pareciam ser mais jovens que suas idades verdadeiras.


* Diferente de hoje que temos uma moda mais democrática e acessível, antigamente as roupas diferenciavam claramente as classes sociais.

Fonte: livro A Linguagem das Roupas 

17 de abril de 2013

Adultos e a Moda Alternativa: Manter ou Abandonar o Estilo?

Falar sobre adultos e moda alternativa é praticamente decorrer sobre o modo como a cultura mainstream nos ensinou a pensar: "não pode isso, não pode aquilo", "isso é a infantilização do adulto" etc! O pensamento de que Moda Alternativa é coisa de adolescente/jovem ainda é muito forte e defendida por alguns psicólogos e sociólogos, embora existam os pensadores e adeptos modernos que contradizem isso, afinal, faz pouco mais de 30 anos que a moda alternativa surgiu de fato. É um tema mais complexo do que aparenta, pouco abordado e cheio de idéias pré-concebidas que carregamos culturalmente

Mari Moon, 30 anos*


No momento abordarei o assunto com opiniões de leitores que recolhi em algumas entrevistas. Foquei no pessoal acima de 27 anos, nessa idade a maioria já se formou, trabalha, é quando pode ocorrer uma pressão para se tornar "normal"; vemos poucos nesta faixa etária vestidos de forma "diferente" na rua.

 
Se você está perto dos 30 anos é possível que tenha passado por um momento que te faz repensar toda a sua vida e qual caminho quer seguir dali pra adiante. É nesta hora que muitos abandonam o estilo alternativo para "virar adulto" nos moldes mais tradicionais. Pode acontecer também de a pessoa ter uma crise de estilo, em conflito entre o que ela é e o que esperam que ela seja
Adora: 40 anos, 3 filhos



Nossa expectativa de vida está cada vez maior, beirando os 80 anos, é possível que esta geração que nasceu agora possa chegar até os 100 ou 110 anos, será que com 30 anos eles serão considerados "velhos"? Ou a idéia de juventude e moda juvenil se estenderá? O assunto é uma questão cultural também.


Nossa mentalidade muda naturalmente com o amadurecimento. Nossos gostos se aperfeiçoam, nossa personalidade se define. Ou seja, podemos sim abandonar alguns aspectos alternativos, mas também podemos nos sentir mais livres de pressões e abusar do que gostamos sem neuras. 
Há uma linha tênue entre usar uma outra peça adolescente que te interessa e ser taxado de "infantilizado", existem pessoas que adoram brincar com a moda ou que naturalmente tem uma personalidade mais divertida e jovial, devemos julgá-los como tal? 

* Mari Moon, 30 anos, diz: "Gosto de ser eu mesma porque as pessoas normais são ordinárias e sem graça. Elas tem medo de ser o que tem vontade de ser"



Leanne, ex-editora da Fiend e Joan, 47 anos


Fiz uma mini pesquisa com alguns leitores do blog que estão perto/na faixa/acima dos 30 anos. As perguntas que fiz foram:
- Você ainda usa o estilo alternativo? Se sim, em qual situação (trabalho, lazer, todas as situações...)
Em caso negativo, porque largou o estilo? Porque quis ("amadureceu"), porque se sentiu julgado pela sociedade ou porque não encontrava roupas alternativas com estética mais adulta/séria?
- Você acha que o estilo alternativo tem idade? É muito datado? (Por exemplo: só se pode usar tal peça quando se tem 20 anos porque ela não combina com 30, 40 anos...)
-  O que seria uma moda alternativa adulta para você e como seriam as roupas/calçados/acessórios?
- Você acha que se você fosse de alguma forma proibida ou que fosse exigido de você eliminar tudo alternativo do seu look, você se sentiria você mesma?

Seguem as respostas, algumas editadas em formato de texto.
Se você tem a partir de 27 anos e quiser responder as perguntas, fique à vontade pra escrever nos comentários.

"Sim, ainda uso o estilo alternativo. Mas sinto uma certa frustração, como se algo faltasse. Adoro roupas, desenho, fotografia e artes em geral, definitivamente escolhi estas carreiras porque se tivesse escolhido psicologia ou jornalismo eu jamais seria levada à sério. A sociedade ainda julga muito, acha que uma pessoa "diferente" necessariamente tem que seguir algum tipo de carreira nas artes e design pois não será capaz de fazer outra coisa na vida. Tive que fazer uma escolha, e optei pelo meu estilo, por ser eu mesma, até porque durante muito tempo me deixei levar por opiniões de terceiros e meu estilo foi a única coisa que restou de mim. 
Tudo depende de como você combina as peças e acessórios. Tudo mesmo. Na verdade, eu acredito que estilo de verdade nunca é datado, porque estilo tem a ver com o que você é, então sempre haverá um modo de adapta-lo às mudanças que o mundo ou a sociedade pedem. Eu amo os estilos punk e grunge, mas se eu me vestir assim o tempo todo infelizmente o povo acha que sou adolescente. Houve uma época bem recente em que usar roupas surradas e velhas que eu tanto amo estava mais mal visto do que agora, que o revival dos 90's está aí. Então eu tento mesclar a rebeldia com um pouco mais de seriedade por assim dizer,mas sem matar a "Tatiane". Agora está bem mais fácil fazer isso do que há alguns anos atrás, porque virou moda mesclar, as pessoas encaram com um pouco mais de abertura os estilos alternativos, e graças à muitos estilistas que viram nas subculturas e moda de rua a verdadeira expressão do sentido de se vestir. Logicamente há um pouco de raiva e ciúme em ver algo tão seu caindo no gosto do grande público (que nem sempre entende que aquilo também é um estilo de vida)... mas ainda assim acho melhor do que não poder usar nada do que gosto só porque "cresci". É melhor que as pessoas em geral achem legal e comecem a entender e dar abertura.
Eu acho que estamos caminhando para não haver mais esta diferença entre "moda alternativa adulta" e "moda alternativa adolescente". Até porque, na minha visão, isso nunca existiu, as pessoas é que criaram esse rótulo idiota que provém justamente do preconceito que a maioria ainda tem sobre alguém que é "diferente" dos padrões ou "criativo" não estar preparado para carreiras acadêmicas ou uma dita "vida mais tradicional" em geral. Eu poderia citar moda "fetishista" como adulta por exemplo, mas o fetiche já é muito antigo e foi revivido justamente em movimentos juvenis como o punk e o gótico. Existe um outro fator curioso que me chama atenção também: a grande maioria das pessoas acha que mulheres como eu são (desculpe o palavreado) piranhas instáveis ou que queremos passar a vida inteira trabalhando como vendedoras de lojas estilosas ou como hostess de bares. Nada contra, até porque já fui as duas coisas. Acontece que hoje sou casada e não quero trabalhar no final de semana. Quero ter uma carreira! Quero ter filhos! E ainda sim ter cabelo colorido e usar minhas calças surradas e jaquetas de rebites... qual o problema!? As pessoas limitam demais as coisas, se limitam, vivem infelizes com seus padrões limitantes e querem que nós (os que tentam manter suas paixões sejam quantas forem) sejam infelizes e limitados também. E é por isso que eu adoro seu blog, pois sempre tem umas análises inteligentíssimas sobre estes dois aspectos, mostrando que acima de tudo todos nós somos seres complexos, acima de rótulos, acima de limitações. Exterior diz muito sobre alguém, mas é apenas a primeira casca da cebola. Somos o fruto de nossa história mesclada às nossas experiências, crenças e gostos. E isso nada tem a ver com capacidades e talentos." Opinião de Tatiane.

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"Estou com 27 anos, comecei a sair com 14, a princípio não me ligava em moda, mas acabava acompanhando os estilos que eu curtia. Hoje eu mudei bastante a forma como aplico o estilo alternativo em meus looks, acredito que com mais qualidade e menos excesso. Por exemplo, nada de usar todos acessórios possíveis com spike ao mesmo tempo, mas porque não combinar um tubinho clássico com um acessório mais "pesado"? Neste aspecto, acredito que meu estilo "amadureceu", não porque ser alternativo demais seja ruim, mas porque manter o mesmo figurino da adolescência me incomodava. O que eu quero dizer é que não foram as peças ou a falta de um alternativo "adulto" que me fez mudar, mas sim o fato de essa fase estranha que é a adolescência ter passado e, com ela, as roupas, o cabelo...
Muita coisa pode ser definida para uma certa faixa etária - na verdade, nem concordo com isso, mas é sabido que a sociedade pressupõe algum juízo de valor. Os excessos alternativos são muito vinculados à certa idade justamente porque o preconceito que existe socialmente impede que você use determinada roupa no seu trabalho e, portanto, supõe-se que aqueles mais radicais não tem um emprego - são os mais jovens. Uma coisa leva a outra. Por outro lado, mesmo que no meu trabalho eu possa usar qualquer estilo, acabo cedendo à normalização para me afirmar dentro do meu círculo social. Então não é apenas uma questão de profissão, no lazer sua roupa muda também com o tempo. Acredito ser mais uma questão de afirmação. Quando você usa algo alternativo você busca uma identidade com um grupo e não com a norma padrão; da mesma forma, quando você muda para algo que julga mais adulto você também busca uma identidade com um grupo, definido por faixa etária e não estilo musical, por exemplo.
"
Opinião de Thia.

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"Não sei se eu sou um bom exemplo porque só uso moda alternativa em algumas situações específicas, geralmente apenas para o lazer. Em geral, só uso quando vou a algum evento com temática específica, ou quando estou muito inspirada, e, neste segundo caso, pego mais leve, combinando algumas peças mais clássicas com outras mais alternativas. 
Sempre gostei de estilos alternativos, mas morei no interior até os 17 anos. Então, não tinha muito contato - e quando eu conhecia as coisas, não tinha onde comprar (no interior e sem internet, o que dificultava muito!). Quando comecei a ter acesso às coisas diferentes, já trabalhava, o que me fazia pensar 2, 3, 1000 vezes antes de comprar algo - e por isso nunca criei coragem pra tatuar os braços ou pintar os cabelos de azul, por exemplo. Hoje, com 28, até tenho mais coragem pra isso tudo, mas já me sinto um pouco velha pra isso...tenho medo de ousar demais e passar por ridícula, porque né, já tenho quase 30. Mesmo trabalhando como maquiadora, acho estranho na minha idade ser muito "descoladinha" e acabo optando por coisas mais clássicas. Ainda uso muitas peças que podem ser associadas à moda alternativa, muito preto, renda, tachinhas, couro, botas de cano longo ou cuissardes, mas em geral, os corsets e vestidos mais retrô (sejam vitorianos ou pin-up) acabam ficando mais tempo no armário do que no corpo, e só desfilam por ai quando quero compor algum figurino. Pra finalizar, acho que o alternativo, de uma forma geral, tem mais a ver com adolescentes sim, até os 20 e poucos é "normal" andar com cabelos coloridos e "roupas estranhas", mas depois de uma certa idade - e, principalmente, de acordo com seu emprego - as pessoas esperam que você se comporte como uma moça séria e respeitável, sem essas "rebeldias" de guria e às vezes enche o saco quebrar as regras da sociedade, machista, preconceituosa e cheio de padrões pré-definidos." Opinião de Ana.


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"Uso (o estilo alternativo) sempre que possível. E quero ter bem mais peças do que tenho agora. O estilo alternativo não tem idade, gostar e ficar até o fim ou abandonar é uma escolha somente. Claro que sempre há pressão externa mas nós é que devemos ceder ou não. Tem gente que entra num estilo depois sai porque tinha algo a aprender ali e volta ao "normal" com uma peculiaridade somente, porém isso é de cada um.
Na real amo coisas antigas, não porque ache que o passado é melhor (afinal, seria mais fácil eu ter chicotadas nas costas que um fraque no passado), mas porque eu acho que todas as épocas tem algo a ensinar. Algo de bom que era marcante no passado e vestindo as peças, acho que resgato um pouco disso. E tenho como época favorita a vitoriana, seguida pela época da lei seca. Amo coletes. Uso muito gravata e 90% do meu guarda roupa é social. Sempre tons escuros (azul marinho, preto, marrom) fora um terno branco que adoro, abotoaduras, relógios de bolso, chapéus essas coisas... Se fosse exigido de eu eliminar tudo alternativo do meu look, eu não se sentiria eu mesmo, com certeza! Normalidade não consta nos atributos que me definem (minha familia me inferniza o tempo todo por isso). Ainda tenho muito o que aprender sobre meu próprio eu e creio que tal proibição seria como um estupro (com esse impacto mesmo) na minha alma." Opinião de Sr. Vento Negro.

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"Ainda uso o estilo alternativo. Não acho que seja datado, mas acho que independente de alternativismo ou não, ter bom senso é fundamental. Acho que pode-se usar de tudo em todas as idades, só que existe hora e local para tudo – para ousadia, descrição, elegância, descontração, etc. Ou seja: saber se vestir para cada ocasião é o que conta, independente de estilo.
O que eu uso é minha moda alternativa... eu uso muito saias lápis com camisas e blusinhas antigas, botas de cano longo, acessórios misturando jóias antigas da minha avó e cruzes e caveiras da Butler&Wilson (que tenho há anos, bem antes dessa moda de caveira!). No verao uso sainhas mais curtas, no inverno meus queridos sobretudos e chapeu bowler... calca xadrez e risca de giz eu uso com brogues vermelhos e/ou corset coletinho de seda. Vestidos anos 50 são alternativos e ao mesmo tempo finos. Tenho peças anos 30 e 60 que sao finas e alternativas tambem... Melissinhas Vivienne Westwood são otimas no verão. Como caio mais para o lado gótico do alternativo, acredito que a maiora dos meus looks tem essa tendencia de ser... até terno dá pra ser usado de forma alternativa com os sapatos e acessorios certos. E questao de criatividade e estilo!
Eu iria armar o maior barraco se acontecesse de eu ser proibida de usar o alternativo. E olha que eu não sou barraqueira. Imagina, eu artista plástica e modelo alternativa, proibida de ser eu mesma? Porque é isso que estariam proibindo: eu de ser eu mesma. E isso só por cima do meu cadaver.
" Opinião de Iluá, artista plástica e modelo alternativa brasileira residente em Londres entrevistada aqui no blog.



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"Ainda uso o estilo alternativo em praticamente todas as situações. Mas eu definitivamente não consumo moda alternativa (ao menos não nacional) em função da baixa qualidade, preço alto e falta de criatividade. Acabo comprando em lojas voltadas ao publico mainstream (Zara, Colcci, Renner, Ellus, etc) ou em lojas de fora. 
Não acho que o estilo alternativo tem idade. Mas penso que falta senso estético na maioria das pessoas para definir o que lhes cai bem, então geralmente o alternativo acaba ficando meio brega, ou "desaparecendo" em produções ao estilo "patricinhas dark". Fica difícil quem tem mais de 20 anos usar uma bolsinha de vinil com caverinha da monster high... Alternativo "adulto" na minha concepção, tem de ser mais "clean". Ter mais qualidade na modelagem e no tecido. Tem de ser também mais personalizado. Eu gosto de detalhes em couro e vinil, tachas, coturnos. Mas estilo não se compõe apenas de roupas e acessórios, tem a ver com atitude e outras formas estéticas de expressão (cabelo, maquiagem, piercing, tatuagens). De maneira alguma eu me sentiria eu mesma se fosse proibida de eliminar tudo alternativo do meu look. Meu estilo é parte da minha personalidade, alem disso é uma forma de comunicação/expressão!" Opinião de Jaqueline Oliveira.

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"Ainda uso um estilo alternativo leve, nunca fui exagerada, porque a ideia de ficar "mudando demais os personagens" não me atrai. Uso preto e acessório, porque gosto muito da combinação preto e prata com certa agressividade, que me dá uma ideia de "poder". Amo meu coturno e ele é marca registrada minha! Assim como cabelo com cor fantasia (violeta/púrpura). São minhas marcas pessoais.
Não acho que estilo alternativo tenha idade não! Inclusive, isso é meu momento de reencontro e busca. Mas acredito em bom senso e que devemos adaptar nosso estilo aos momentos e ambientes. Minha ideia é justamente buscar essa identidade no vestuário/estilo no momento, nem que eu tenha que confeccionar minhas roupas.
Minhas ideias de moda alternativa adulta são peças mais básicas e até mesmo clássicas, que possam ter um "toque pessoal", as cores que gosto de usar são preto, branco e cru/creme, com aviamentos/adornos que sejam o diferencial. E acessórios... meu coturno é um exemplo de que o sapato pode fazer toda a diferença na imagem. Eu uso uma legging preta com uma blusa preta qualquer, mas aí o coturno fecha tudo. Postura, personalidade é algo muito pessoal/subjetivo, o "marcar presença" é essencial, pois não acho que alguém sem "presença" corresponda à moda alternativa, parece algo fake, entende? Já abandonei por um tempo por tentativa de ceder à pressão social e isso me prejudicou, porque não me sentia eu. Por isso eu andava num momento de repaginação estética... um retorno às origens."  Opinião de Raven Kirsh.

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"Sempre uso um estilo alternativo em todas as ocasiões, porém aprendi a ser mais eclética, adicionei novos estilos, cores, como eu sempre digo: sou meio multipolar em estilos, gosto de coisas variadas e me visto conforme meu estado de espírito no momento, gosto de me divertir com as roupas que estou usando, gosto de transmitir algo através do que visto.
Não, de forma alguma (o estilo alternativo tem idade), é claro que a sociedade impõe isso, não apenas com relação a roupas, mas até com o que você lê, assiste e ouve. Minhas roupas são minha história, personalidade, gostos e preferências. É claro que conforme amadurecemos acontecem mudanças, mas eu não deixo de ser quem eu sou porque cheguei aos 30 ou 40. Claro que bom senso é fundamental, conhecer seu corpo e o que fica bem em você. Dá pra adaptar seus gostos com seu corpo e sua idade tranquilamente.
A maioria das peças que encontramos no mercado é muito caricato, com muita informação e muito voltado para corpos mais jovens. Eu particularmente confecciono minhas próprias roupas e uso modelagens que me trazem conforto, acho que peças muito curtas e muito justas não ficam muito bem. Porém pra mim, peças sérias demais me envelhecem, então tento dosar isso. Uso saias e vestidos mais rodados e se a roupa está muito séria procuro fazer uma make e cabelo mais alegre, mais forte. Calçados confortáveis, meus amados coturnos, sapatilhas e salto só os de saltos mais grosso e não muito altos.
Eu ficaria perdida (se lhe fosse proibido expressar seu lado alternativo), confesso que já tentei sair do alternativo mas eu deixo de ser Giovana, me vestir como eu gosto é algo indispensável pra mim, é um dos meus maiores prazeres." Opinião de Giovana, organizadora do Picnic Vitoriano Curitiba e dona do blog This is My World.


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"Uso o estilo alternativo em  todas as situações, menos pra faxina rsrsrs! Não acho que tenha idade pra ser alternativa, mas é necessário se adaptar ao corpo que muda, com o tipo de trabalho, local onde mora. Eu moro no litoral, não dá pra fugir de roupas leves no verão, por exemplo, e nem sempre se encontra moda alternativa praiana, não é mesmo? Usar bom senso ajuda. Gosto de estar fora do lugar-comum, não uso modinhas, uso o que gosto e fica bem em mim, usar caveiras já foi alternativo, hoje todo mundo usa. Não precisa ser caro, uso roupas de magazines e de catálogos, mas ninguém usa como eu, entende? Um acessório pode fazer toda a diferença. Meu corte de cabelo é diferente, minhas tatuagens me deixam com visual alternativo mesmo se eu estiver com roupa de igreja. Não aceitaria de jeito nenhum ser obrigada a largar o estilo alternativo. Acho que sempre daria um jeito de ser diferente, nem que fosse na cor do esmalte." Opinião de Roberta.


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"Sim, ainda uso o estilo alternativo e pretendo usá-lo para o resto da vida. Ainda sou alternativa todas as horas do meu dia, mas com uma preocupação maior à adequação da ocasião, adaptando o estilo para que sempre possa estar presente comigo em qualquer lugar. Tento adequar a roupa e os acessórios ao recinto e a ocasião em que estou ou participo, mas sem perder minha identidade, ou seja, é prioridade na minha vida que eu me sinta bem onde quer que esteja. Sendo assim não me importa mais chocar a sociedade ou chamar atenção (na verdade nunca me importou) e sim expressar quem eu sou, o que gosto e estar feliz. 
Se é um evento discreto, lanço mão de um goth chic, me inspiro bastante em editoriais da moda mainstream que valorizam a estética obscura - o que não recrimino como a maioria do público alternativo, pois acho que é uma oportunidade dos alternativos obterem até mais opções de individualização - se vestir para pertencer a alguma tribo ou subcultura também acaba massificando e despersonalizando você. Acho que idade avança e você se preocupa em ser 100% quem se é. Já no dia a dia, ou quando não é nenhum evento ou lugar que necessite discrição, eu abuso de acessórios e roupas compradas em lojas especializadas e do que sentir vontade, porém sem ficar parecendo um figurino. Deixo para me "montar" de verdade, com um look mais fetiche, vitoriano ou deathrocker mais carregado quando participo de algum evento, pois é pertinente ao contexto. Não encare isso como medo de recriminações ou julgamentos. Acho que o visual alternativo está sempre pertinente, somente acho que a maturidade trás um maior senso de identificar o que usar em um determinado contexto, para que você se sinta ainda alternativa, criativa, porém sem parecer que usa uma fantasia ou estar num arroubo superficial de querer chamar atenção. Acho que chamar atenção naturalmente é a grande aspiração de uma moda alternativa adulta. É deixar todos "babando" no recinto por aquela mulher diferente, com cabelos coloridos, acessórios não usuais, mas que arrebata por estar alinhada e chic. É a mulher e o homem que consegue o domínio de usar o que lhe cai bem e se expressar em sua plenitude, seja qual for seu estilo e sua idade.
De forma alguma a estética alternativa é datada e muito menos existe uma idade limite para ser usada e "curtida"! Acho incrível quando vejo uma vovó com um look motoqueiro ou dark, com uma camiseta de banda e calça rasgada ou toda descolada por ai! Sabendo como se portar e se produzir e acima de tudo demonstrando veracidade na atitude, acho louvável! É uma inspiração e pretendo, com o passar dos anos, nunca perder essa energia, essa juventude e sempre estar criativa e me produzindo de forma bonita, adequada e muto descolada até o fim da vida. Nunca se pode negar a própria natureza em detrimento de regra nenhuma, devemos usá-la a nosso favor e nos orgulhar, digam o que disserem. Podemos sim torná-la adequada e digna de respeito, mesmo que à margem do que acham que seja normal por aí.
Moda alternativa adulta para mim, seria uma moda que se adequa a todo tipo de situação, sem perder a sua autenticidade, permanecendo alternativa e intrigante onde estiver presente. Seria uma mescla de peças mais básicas e refinadas com detalhes mais proeminentes, que agreguem valor e confiram o toque alternativo ou correspondente da subcultura em questão. É a combinação harmoniosa de peças fortes no dia a dia, mas que não pareçam estar saindo de alguma festa a fantasia. Creio que é priorizar a harmonia, é usar tudo o que se quer usar, mas respeitando essa dosagem balanceada. Grandes divas o fazem com maestria, como Dita Von Teese, Kat Von D... todas tem seus estilos muito característicos, porém elas nunca se deixam ficar caricatas.
Seria uma pessoa extremamente infeliz se me agredissem dessa forma (proibindo-a de usar o estilo alternativo) e eu não tivesse condições de rebater ou me afastar. É uma agressão. Já passei por isso antes de entrar para a moda e não foi nada agradável. Me senti tão mal que pedi para sair do emprego, pois estavam me obrigando a tirar meus piercings e a tirar o vermelho dos meu cabelos. Não é uma questão superficial para mim, é o que sou e como me sinto "eu", em toda minha potencialidade. Já usava roupas adequadas e pedidas pelo lugar, agora me transformar em alguém que não sou, já é pedir demais. Infelizmente o preconceito ainda existe, mas cada vez mais vejo uma luz no fim do túnel em relação a isso, as pessoas estão começando a se acostumar com tatuagens, piercings, cabelos coloridos e caveiras... o que me deixa feliz. Não tenho medos e convicções bobas de "patricinhas" usarem caveiras e se apropriarem do nosso estilo, não mais, não com trinta anos. Acho que a idade vai passando e você perde essas inseguranças e sabe que o que é genuíno fica e é admirado como tal. O que é superficial não dura, é efêmero também para os que somente seguem os modismos da vida. Temos que entender que a caveira da "patricinha" logo vai ser deixada de lado, pois não faz parte do mundo dela, não passa de modismo. Já a moda alternativa para alternativos de verdade sempre irá sobreviver haja o que houver e passe o modismo que passar." Opinião de Bianca Darkfairy.
 
*****

Como lemos nos depoimentos, há várias opiniões em comum. E o mais interessante é que entrevistei estas pessoas individualmente, ou seja, uma não teve contato com a resposta da outra e mesmo assim, várias pessoas  falaram coisas parecidas, o que nos mostra que este assunto é complexo em termos sociais e psicológicos mas não em termos de moda. Tanto que diversas marcas estrangeiras já perceberam que seu público cresceu e diversificaram seus produtos.
Agradeço a todos que se interessaram em responder as perguntas e quem quiser opinar, fique à vontade pra fazer nos comentários. Voltarei a abordar o tema em breve.

* Alguns depoimentos tiveram nomes sem sobrenome e pseudônimos para manter a privacidade.

Sugestão de leitura: Onde estão os blogs nacionais de adultas alternativas?
 

16 de abril de 2013

Sorteio no blog: Corpete da Dark Fashion!

O Moda de Subculturas em parceria com a loja alternativa Dark Fashion está sorteando o corpete da imagem abaixo. O corpete será sob medida.




O sorteio é pelo Facebook da Dark Fashion, no seguinte link, cliquem para participar!
http://www.facebook.com/photo.php?fbid=521462531232873&set=a.399558213423306.86800.245250672187395&type=1&relevant_count=1

As regras para participar do sorteio, são: 


2 - Curtir a fan page do blog Moda de Subculturas: http://www.facebook.com/pages/Moda-de-Subculturas/207882219254621

2.1 - Clicar em "Participar deste Site" no blog Moda de Subculturas, como ilustrado na imagem abaixo:



4 - No Facebook da Dark Fashion, clicar no aplicativo PROMOÇÕES (imagem de um passarinho). Você deve permiti-lo em seu perfil e em seguida clicar em QUERO PARTICIPAR (ilustrado abaixo, ao lado do botão curtir)



O sorteio será realizado dia 30/04/2013.

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Atualização:  A vencedora do corpete da Dark Fashion foi Marislaine Amorim.

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