.Moda de Subculturas - Moda e Cultura Alternativa.: Estilo: Brooke Candy

1 de maio de 2014

Estilo: Brooke Candy

Antes de iniciarmos nossa análise sobre Brooke Candy, vamos explicar o porquê do tema. Vivemos uma carência absurda de representantes femininas no rock. Fica difícil de lembrar algum nome que abalou a cena por sua atitude em tempos recentes. Sentimo-nos órfãs da rebeldia que parece ter ficado a cada dia mais no passado. Praticamente, a estética se tornou a mesma para todos. Quase comum.
Patti Smith, Wendy O. Williams, Poly Styrene e as Runaways dominaram a década de 70. Nos anos 80, Nina Hagen. Tivemos o feminismo das Riot Grrrls, garotas grunges dos anos 90, como Bikini Kill, 7 Year Bitch e L7. Na mesma fase, a ira de Courtney Love e Kat Bjelland. Amy Lee é como uma donzela melancólica. Já as garotas do heavy metal andam muito comportadas, viraram "Divas" e "Deusas"; nesse meio quem se destaca pela atitude é Shamaya da banda Otep.
No Brasil, temos a grande Rita Lee e a Pitty. Dentre os homens a escala é maior, desde Elvis Presley, passando por Sex Pistols, Alice Cooper, Kiss, Rob Zombie, as loucuras estéticas do glam metal até algo mais próximo, como Slipknot e Marilyn Manson. Daí em diante, tudo na estética rocker masculina é revival, nada novo.

Porém, começamos a observar que nos últimos anos, essa quebra de regras não sumiu por completo, tem voltado com força em mulheres do cenário pop. A maravilhosa Amy Winehouse era puro estilo e atitude. Lady Gaga abusa da ousadia, mas é boa moça demais, como a massa gosta. Foi então que nos deparamos, em situações diferentes, com a rapper americana Brooke Candy.
A Lauren vinha observando algumas meninas do gueto tem um período. Elas vinham lhe chamando a atenção pela estética e clips chocantes. Segundo o que percebeu, a Brooke tem aquela atitude bitch que não vemos mais no rock com frequência. Mulheres da pesada, “força da natureza” a la Courtney Love, com posicionamentos que intimidam o mainstream.
Já a Sana, conheceu a cantora no começo do ano, enquanto lia uma matéria sobre a possível extinção das subculturas. A reportagem citava essa loucura que é a geração Y e suas misturas estéticas. Durante a leitura, uma fotógrafa é citada e uma visita ao seu site, acabou a levando até a Brooke. A Sana ficou impressionada com a estética da moça e a associou com algumas tendências de moda alternativa que via surgir, porém não sabia qual fonte de inspiração. Num click, ao olhar a rapper, tudo fez sentido.
Brooke Candy

Sabemos que a Brooke é de um universo muito diferente do nosso, então pedimos que abram a mente, deixem os pré-julgamentos de lado, porque a moça apareceu com um estilo autêntico, corajoso e sim, alternativo. Bem mais, aliás, do que muitos que se dizem alternativos atualmente, pois a geração contemporânea parece não ter tanto o espírito rebelde e provocativo das anteriores. 
Nós amamos pessoas que desafiam romper padrões, pois nada mais é do que a verdadeira essência do rock n’roll. Assim, como autoras do MdS e duas garotas do rock, cultuamos  artistas que provocam e conseguem levar a cultura, a música e a moda adiante. Resolvemos então ousar e causar, falando dessa rapper. Afinal, polemizar e quebrar tabus é com a gente mesmo!


Alguns detalhes sobre Brooke Candy:

Brooke Candy é uma rapper de apenas 23 anos que se auto-intitula “Freak Princess” de Los Angeles. Ela se enquadra na gíria americana "ratchet", que define garotas do gueto com toque de high trash (algo como “alto lixo”, uma analogia com “alta moda”) e imagem de stripper em looks abertamente sexuais. De fato, Brooke é uma ex-stripper crescida nos bastidores da indústria pornô californiana (lembram que a incrível punk Wendy O. também tinha um background pornô?) e se tornou conhecida pelo seu tumblr pessoal onde divulgava fotos polêmicas. Ela tocava em pubs norte-americanos e aos poucos começou a se destacar como artista underground.

Foi através das fotos que postava em seu tumblr pessoal 
que seu estilo começou a se destacar no underground.

Brooke aprecia o universo trash. Quentin Tarantino e John Waters (Cry Baby, Pink Flamingos) estão entre seus diretores preferidos. Com um visual mega diferente, carregado em exageros e elementos excêntricos, Brooke parece não possuir o menor receio de alternar a sua estética, muitas vezes beirando ao ponto da androgenia, pois quem não a conhece, pode confundi-la com uma Drag Queen. Ela não tem limites para se expôr, boa parte de seus clipes são proibidos no youtube. Se fosse para defini-la, com certeza não iriam faltar palavras como extremo e over.


Brooke adora flertar com a androgenia.

Numa entrevista, Brooke revelou: "Fui obcecada por Marilyn Mason. Ele é um gênio. Ele tinha cabelos longos e se transformou em transexual/artista performático com muita originalidade. Courtney Love é alguém que eu respeito. Amy Winehouse é a mulher mais emblemática para mim. Ela foi a artista mais original do nosso tempo e era tão genuína, verdadeira e trágica. Sua voz era tão emotiva e de coração partido. Posso me relacionar com sua intensa tristeza. Ela é alguém que eu literalmente amo..."

Como uma moça da geração Y, Brooke mistura diversos elementos visuais de subculturas em seus looks, mas é tudo levado ao extremo. Abaixo, franja em V, cabelo rosa e azul, tranças, roupa de látex, elementos cyber e clubber, cores neon, plataformas gigantes, unhas imensas decoradas, maquiagem gótica.
Uma pin-up radical, pós-apocalíptica!
 

Polêmica, sobre sua imagem over-sexualizada e hiper-agressiva, ela diz: "As mulheres ainda são sexualmente escravizadas em nossas mentes. Não deve haver dois pesos e duas medidas e eu sinto que homens e mulheres são iguais e devem ser tratados assim. Eu era muito atormentada quando estava crescendo, era uma pessoa muito triste. Nunca estava confortável comigo mesma, nunca". Brooke diz que quando virou stripper sua auto-estima melhorou: "eu não estou sugerindo isso para as meninas como uma forma de construir a sua confiança, não. Mas para mim, funcionou. Meu pai trabalha na pornografia e então eu estava em torno deste tipo de coisa desde muito nova. Eu disse a mim mesma: "Ok, eu estou empurrando os meus limites, vou me objetivar e não ser objetivada". Eu estava me objetivando para mostrar a outras mulheres que devem se sentir confortáveis com o seu maldito corpo. Quem se importa? Eu não tenho um corpo perfeito. Não há limites para a minha sexualidade e não me ligo mentalmente com os homens, é como se eles fossem um objeto sexual para mim, como muitas mulheres tem sido para os homens ao longo dos séculos. Por que eles não podem ser objetos sexuais para as mulheres? A  vagina é uma arma, ela detém o poder. As mulheres são tão poderosas, dão a vida."

Numa foto relembrando seus tempos de stripper, plataformas gigantescas ao estilo que Marilyn Manson usava nos anos 90!

Brooke já vem um tempo flertando com a moda. Teve o vídeo “Everybody Does” produzido pela revista Dazed And Confused e em “Das Me”, ela termina andando pela Rodeo Drive, um quarteirão famoso de LA por ter as maiores lojas de grifes do mundo. 
Quando começou a se destacar no underground, revistas de apelo mais alternativo como a Shön, a Wad, a Cream, a Tank e a Love Magazine colocaram o estilo de Brooke em suas páginas.

Sua coleção de plataformas é visível na primeira foto, a seguir, o mix de clubber + rapper.
Abaixo, um streetwear colorido; látex e flores para a Love Magazine e finalmente com a amiga Mela Murder.


Seu nome tem ganhado bastante evidência depois que se juntou a Nicola FormichettiA amizade começou depois que ele a viu no clipe Genesis, da Grimes. O diretor criativo ficou impressionado com sua estética, achou a completamente louca. Se conheceram durante uma sessão de fotos e desde então, Formichetti tem trabalhado como stylist da rapper, abrindo as portas da cantora à moda mainstream, tornando parte da campanha de acessórios da Diesel.
Com Formichetti vendo roupas de McQueen, Thierry Mugler, Gareth Pugh, Viktor e Rolf, ela diz que as criações dos estilistas são opulentas, mas ainda tem o fator estranho: “Eu estou em transição, saindo da armadura. Estou evoluindo para algo mais alta moda”.


Brooke com Nicola Formichetti e se apresentando no desfile da Diesel.

Brooke está começando uma nova fase, quer atingir um público maior e está trabalhando com Sia pra dar uma direção mais pop, acessível e comercial às suas polêmicas músicas. Se ela continuará nos surpreendendo com seu estilo, parece que sim, a julgar pelo teaser de seu novo clip Opulence, dirigido por ninguém mais ninguém menos que o icônico fotógrafo Steven Klein, sob o styling de Formichetti.


Brooke para Diesel nas duas primeiras fotos e com um visual mais amenizado em evento recente. Será que a autenticidade de seus looks continuará, agora que seu visual está sendo assistido por Nicola Formichetti, ou ela será transformada numa nova Lady Gaga? 


Na Moda Alternativa...
O ghetto fabulous já começa a dar as caras aos poucos em algumas linhas da moda alternativa. O estilo de Brooke, amenizado, se revela até que bem vendável. A onda hipster, super vendida por lojas fast fashion chinesas, já se tornou comum e aos poucos as pessoas procuram novamente por diferenciação. Essa referência 90s, de cores fortes, cyber e clubber, já começa aos poucos a invadir o estilo dos alternativos. Não duvide que os lita inspired boots sejam substituídos por calçados de imensas plataformas num breve espaço de tempo!


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16 Comments

  1. Adorei o termo pin-up radical pós-apocalíptica.

    De fato, quando a Amy Winehouse apareceu eu achei um máximo, era a única cantora da modernidade que eu admirava, a maioria já estavam todas mortas, e aí calhou que ela morreu também e eu novamente me senti orfã e sem nenhum representante. Atualmente, a que mais admiro é a Imelda May que está mais voltada para o visual pin-up rockabilly.

    De fato, o estilo dela é bem original, apesar não de não ouvir muito esse estilo musical. Mas de fato, acho que faltam grandes representantes alternativas.

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    1. A Amy era maravilhosa mesmo, super autêntica, com atitude e estilo próprio, faz falta!!
      E na cena rock, temos uma carência de representantes nas gerações atuais, uma pena! =/
      Bjs!

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  2. Tenho a impressão de que o rock está cada vez mais domesticado, talvez tenha mesmo se tornado mainstram demais, menos as versões mais underground. Mainstream e machistas. Aí sobra pras meninas do hip hop se destacarem. Tinha visto a Brooke Candy no clipe do Grimes e ela parece bem legal (mas a música mesmo de antigamente é mais legal, menos pop). A estética lembra um pouco a Yolandi do Die Antwoord e na atitude lembra a M.I.A., duas lindas que, embora fiquem cada vez mais conhecidas, continuam mantendo sua rebeldia inicial. Eu gosto da estética da Nikki Minaj também, bem alternativa.
    A gente precisa mesmo descer do salto do rock e reconhecer essas outras mulheres alternativas e talvez criar alguma coisa diferente baseado nelas.

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    1. O rock era super mainstream nos anos 80 mas isso não impediu de surgirem as riot grrrls nos anos 90 e nem o incrível Marilyn Manson, acho (supondo mesmo) que é mais uma questão de que as gerações atuais acreditarem que não há nada mais a ser inventado (claro que há!) e insistirem que a beleza/corpo padrão é algo importante.
      Repare como atualmente todo mundo é "lindo" na cena alternativa, há uma supervalorização da beleza padrão, e isso desvia o alternativo... é difícil encontrar alguém de beleza exótica, diferente e até mesmo garotas "feias" (muitas das rockers de atitude do passado não eram consideradas belas) e de muita atitude na cena alternativa!
      A Brooke e as meninas que vc citou se destacam exatamente por não se preocuparem em estarem ou serem lindas! Pra elas a atitude vem primeiro, o estilo como representação pessoal em segundo e o resto é lucro!!

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  3. Eu acho que temos músicos que chocam só não estão ao nosso alcance e em mídia (só se publicam pela internet) xD ela me lembrou a Terrie B. que também cantava rap até conhecer o metal

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    1. Siiiim, com certeza!! Deve ter mais gente assim no underground, mas infelizmente sem alguma mídia a gente não fica sabendo =/
      Eu adoro a Terrie B.!! Que bom que lembrou dela!! =D

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  4. Eu realmente concordo em tudo! as garotas do rock in roll não nos impressionam como antes, tudo essa extravagancia esta sendo encontrada nas cantoras de Rap/Pop, e deve ser por isso que o rock esta perdendo força... Os jovens querem ousadias, e só encontram nas cantoras do pop. Uma muito foda tambem é Azalea Bancks acho que é assim que se escreve. Os clips dela tambem são bem loucos

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    1. Obrigada Lord Skarr!!
      As cantorar do pop e do rap estão dando um baile de estilo e atitude mesmo!!
      A Azealia... caí no nome dela enquanto pesquisava a Brooke, mas ainda não assisti os clips, valeu pela dica! =D

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  5. UAU, que Mulher hein!
    Acho uma constante que infelizmente parece que vai se eternizar. As "roquistas" se aposentaram da rebeldia, se acomodaram, a ousadia foi perdida, é como se já não estivessem mais lutando pelo ideal rebelde, de quebrar padrões e de ser o que se é e não um molde seguindo as regras das normas sociais e mimimi..
    Eu via na Lady Gaga, Amy Winehouse, Alaina Beaton (Antes Porcelain and the Tramps e agora Porcelain and Black) um padrão de "divas" muito maior que em qualquer outra rocker de hoje... Mas acho que a gente tem de aceitar isso e aproveitar e se inspirar ao máximo nessas mulheres sensacionais!!!

    E quanto a Brooke, omg, incrível posicionamento o dela, linda e original, e acho que ela mescla MUITO bem tudo que passamos agora, que é a nossa geração do "poder misturar tudo em uma coisa só", poder beber da fonte pin up e ao mesmo tempo se divertir com o clubber; mesmo que necessitamos de uma certa "filtragem" para traduzir o visual da moça para o cenário nacional, adorei ficar sabendo da existência dessa criatura, haha, incrível mesmo.
    Conhecer a música dela pra ver se também tem um feeling bad ass u.u

    Beijos enormes :3

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    1. Ela é incrível né? =D
      Acho que a gente pode se inspirar em mulheres, independente de qual cena musical elas pertencem. A Amy Winehouse não cantava rock, mas era um "roqueira" em todos os outros aspectos rsrsrsr!!
      A música da Brooke é bem pesada, os vídeos costumam ser proibidos pra menores no youtube, MAS como ela tá indo pro mainstream agora e sob o styling do Formichetti, é capaz dela amenizar um pouco... =/

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  6. Puxa, que visual lindíssimo! Não consegui tirar o cyber da cabeça vendo as fotos dessa moça.
    É realmente o que está expresso no texto - rebeldia, inconformidade... Inclusive, na primeira foto em P&B, ela está me lembrando muito as moças do Switchblade Symphony.
    Enfim, falta muito essa atitude nas moças do rock, principalmente pelo pensamento de que não há mais nada a ser inventado, como vocês disseram. Vamos ver para onde isso irá caminhar.

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    1. E Switchblade Symphony tem similaridades com o Kiderwhore e outras estética dos 90s! E a Brooke revive exatamente as tendências daquela década mas reinventa tudo. =D
      Acredito que ainda há o que ser inventado e reinventado, temos muita informação ao nosso redor e às vezes não conseguimos nos desvencilhar do que já existe ou tirar um tempo off de tudo e focar apenas em criar e/ou usar a criatividade. =)

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  7. Bom, sem tirar nenhum mérito da Brooke Candy, mas apenas comentando o jeito dela se vestir. Nada nela me chama a atenção, sinceramente. Ela se veste como muitas outras meninas sem subcultura definida (mas vontade de parecer diferente) se vestem, e isso desde o fim dos anos 90, especialmente depois de uma certa popularização do "cyber goth" (que de gótico não tem absolutamente nada, começando pela música). O estilo dela nada mais é do que um mashup tumblerístico que já vem evoluindo desde que scene kid começou a morrer. Sinceramente, acho que dizer que a galera do rock anda muito contida é exagero. Realmente, a galera do rock mainstream está pasteurizada a um extremo ridículo, mas por mais enfraquecido que o conceito de subculturas esteja por causa de certa mistura de estéticas, elas ainda existem firme e fortes, principalmente as baseadas em manter a tradicionalidade da cena (como a galera gótica de verdade, especialmente nos estados unidos) no sentido de não aceitar muito bem e tentar evitar diluição e desvirtuamento... Enquanto essa galera pode até não estar criando uma nova estética, tem muita gente REALMENTE absurda, com um visual MUITO ABSURDO (em várias cenas, inclusive). Então não me impressiona essa estética da brooke, porque ela é só uma pequenina extrapolação do standard do tumblr. Yolandi visser, grimes, brooke candy, todas a mesma coisa

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    1. Oi Anônimo! Adoraria saber seu nome pois adoramos conhecer pessoas de opinião! ;)

      Sim, como citamos no texto, a Brooke é essa mistureba estética pós anos 90 surgida no tumblr, ela e outras meninas rappers, mas como dissemos, o que nos chamou a atenção nela foi o "conjunto da obra", já que ela é bem atrevida em suas letras e opiniões, não apenas na questão estética. Essa estética tumblerística como vc disse, também estudamos e talvez vire um post.

      Nós aqui do MdS não temos preconceito nem com scene kids, nem com outras estéticas alternativas, abraçamos tudo, pois toda forma de auto-expressão através da estética é válida, sendo genuína ou interessante, melhor ainda.

      Bom, nem citamos a subcultura gótica tradicional no texto (exceto na questão do make da Brooke) porque pra nós, a subcultura gótica tem um comportamento específico, não é uma subcultura que espera-se vir dela rebeldia ou contestação porque não é nisso que ela se foca. Por isso comparamos a Brooke com a cena rock, que costuma ser a cena onde surgiam mulheres ousadas e de opinião e não temos visto muitas destas mulheres surgirem atualmente (dica?) embora na questão estética,a cena rock/metal esteja indo super bem!

      Você disse que tem gente com visual bem absurdo em várias cenas, adoraríamos conhecê-los, se puder nos indicar vai ser ótimo, pois nem tudo chega até nós especialmente coisas de cenas underground diferentes. Se a Brooke não te impressiona adoraríamos saber o que te impressiona! Pode ser interessante para nós!
      Abraço! =)

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  8. Oi pessoas!
    Por incrível que pareça, ao ver estas fotos me veio muitas coisas na cabeça: Spice Girls, Sweet Lolita, fetichismo, Cyber Goth. Essas plataformas já tem história...
    Vendo tudo isso, fica a pergunta: de qual grupo ela é? Acho que de um grupo muito próprio só dela ;)
    Embora as subculturas se identifiquem muito pela vestimenta, pela música e comportamento, temos que cuidar da escravidão do indivíduo, que acaba deixando de lado sua opinião para se encaixar àquela estética. Li um texto da Sana falando sobre isso, e confesso que fiquei no meio termo: não defendo pasteurização, mas não defendo rótulos. As subculturas são underground pq lutam contra rótulos!
    Voltando a Candy, acho que o efeito visual que causa é proporcional ao que a cantora Lorde causa. Lorde usa suas roupas dark e fora de modismo como reafirmação de seu jeito. Acho que Candy também faz isso, causa mais impacto em suas performances. Esperemos ver onde vai.
    Em tempo: um post sobre a influência de Freddy Mercury e o Queen? Vi a foto de macacão branco e associei :D

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    1. Siiiim, ela tem estas referências tudo misturado e isso é interessante.
      Vivien, pelo que sabemos sim, ela é de um grupo de meninas dos EUA que tem um estilo bem particular, é uma subcultura (moda + música) bem pequena.
      Essa questão do rótulo é bem complicada. Subculturas no seu conceito original são os rótulos prontos: "gótico", "headbanger", punk. Esse conceito de rótulo caiu com as últimas gerações, questão de mudança de comportamento mesmo.
      A Lorde tem um estilo beeeem legal e bem particular, acho isso interessante tb!! =D
      Valeu pela dica do Freddy, vamos estudar a proposta ;)
      Bjs

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