.Moda de Subculturas - Moda e Cultura Alternativa.: Entrevista ao Portal UOL

3 de abril de 2015

Entrevista ao Portal UOL

A Sana foi uma das entrevistadas do portal de música UOL junto com a Prika Amaral e Fernanda Lira, guitarrista e vocalista da banda trash Nervosa, e Cíntia Ventania, baixista da Scatha, falando sobre machismo na cena metal. A matéria já está no ar, confira aqui. O convite do jornalista Daniel Buarque surgiu devido ao post "As Mulheres no Heavy Metal - Parte 3". Válido lembrar que a matéria foi feita baseada em opiniões de mulheres do exterior, onde se fala muito mais abertamente do assunto (machismo na cena) do que aqui no Brasil.

Deixamos uma pequena observação na última fala da Sana que dá a entender que ela é contra a sensualidade e não era esse o objetivo. O ponto da qual se chega é o fato de algumas meninas acharem que precisam ter sensualidade para serem aceitas na cena, uma reprodução de pensamento machista que muito provável não tenham consciência. As mulheres devem ser reconhecidas acima de tudo por suas habilidades como musicistas, sejam sensuais ou não, assim como ocorre com os homens. Enfim, ainda são questões a serem muito debatidas, o importante é que não fiquem de lado porque certos humanos desacreditam sua relevância. 

Let's go girls!

Link da matéria (aproveitem pra conhecer algumas bandas citadas!): http://musica.uol.com.br/noticias/redacao/2015/03/31/para-metaleiras-escalacao-do-monsters-reforca-carater-machista-do-estilo.htm#fotoNav=10

Atualização 04/04/2015 - O debate sobre machismo no HM ainda é muito necessário no Brasil, infelizmente, vide comentários no Whiplash: http://whiplash.net/materias/news_804/221013.html

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6 Comments

  1. Ai que li cada comentário porco!!!
    Concordo que o evento MOR é super comercial e isso pesa na questão. Mas entender que há sim machismo na cena metal, ah não se pode negar.
    Quando vejo um homem ficar se sentindo ameaçado por conta disso, respondendo de maneira agressiva, penso em quanto o cenário rock regride. Vemos tantos outros com a mulher em destaque, sem preconceito de gênero...
    Uma pena. A entrevista é ótima, pena ela ser necessária, como já diziam uns por aí.

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    1. Vívien, na época que fiz a pesquisa, deixei muita coisa de fora e uma delas era a questão das gravadoras não quererem "investir" muito em female bands porque segundo eles "não é algo seguro". Isso se reflete na questão comercial. Menos bandas com mulheres no mercado, menos chance delas se destacarem comercialmente.
      A agressão é um reflexo do medo de perder os privilégios, e claro, agressão não precisa de argumentos né? São gratuitas.
      Eu acho uma pena as meninas do rock aqui do Brasil ainda não poderem falar abertamente sobre esse tema. Muitas inclusive dizem "não sentir o machismo" pra não perderem contratos. Ou não percebem que uma atitude x é machismo ou não querem perceber. Motivos pelo qual, minha pesquisa foi feita com bandas estrangeiras, porque estas metem a cara mesmo e falam mais abertamente do tema.

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  2. Os comentários... Não sei se não entendem ou não querem entender. E não poderia faltar o clássico machista "chupa meu p**". Francamente.

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    1. Falar de machismo ainda incomoda muuuuito as pessoas. As agressões nada mais são a forma que pessoas incomodadas encontram pra "se defender" quando não tem argumentos válidos.
      Não querem entender ou não querem perder privilégios. ;)

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  3. Eu achei a matéria ótima e necessária!
    Uma das entrevistadas falou sobre existirem mais bandas apenas com homens e por isso não há muitas mulheres nesses festivais. Eu discordo disso. Existem sim muitas grandes e boas bandas com vocal, ou inteiramente femininas, que encaixariam perfeitamente em um evento desses. O objetivo desse tipo de matéria é abrir um espaço para se pensar sobre o assunto, porém se tornou tão corriqueiro o deixar..o calar..o fingir que não ouviu.. que acaba por parecer tolo para algumas pessoas debater sobre essa divisão entre homens e mulheres. Essa barreira invisível é o maior problema de todos, pois à partir do momento que você tentar atravessá-la (desobedecer), como é o caso de falar sobre o machismo, é que se sente a dimensão dos fatos. ( os comentários sobre a matéria no site whiplash e UOL são deprimentes )



    Abraço.

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    1. Jehssy, ainda é necessária, infelizmente.
      Triste é o descaso que o assunto é tratado até por meninas :O
      Existem muitas bandas ótimas só de mulheres ou com mulheres que se encaixam sim em grandes festivais, tanto os organizadores desses festivais quanto as gravadoras tem culpa no processo.
      E quando a gente ousa apontar as falhas, aí sofre todo tipo de crítica, mas é o resultado de se enxergar mais além, não é mesmo? Não dá pra ficar com um pensamento fechado e quadrado, isso não melhora nada...
      Bjs!

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