.Moda de Subculturas - Moda e Cultura Alternativa.: Maio 2015

31 de maio de 2015

Dark Fashion: Coleção Best Moments

A Dark Fashion acabou de lançar a Coleção Best Moments, nada menos do que 30 (trinta!!!) peças novas! O nome "Best Moments", que significa "Melhores Momentos" é uma referência para que as pessoas usem as peças em seus melhores momentos ou que vivam seus melhores momentos com elas. O foco é o conforto, tanto que todas as peças são em malha. O estilo fica por conta da modelagem e detalhes em couríssimo e studs.


Vocês vão notar que algumas peças se diferem bastante umas das outras, por exemplo: tem peça super básica e tem peça digna de uma guerreira. Isso se deu porque a Coleção teve um lançamento em três fases indo desde uma elegância básica até um estilo mais extremo e agressivo.

Começo com o casaco 2204 em broderie...



Blusa 2526 em cirrê e couríssimo envernizado

Seguindo a linha da blusa acima, tem uma versão mais simples em viscolycra, a blusa 2522 e a básica e elegante (que eu recebi), blusa 2029 que tem detalhes em renda e babadinhos em tule.


Blusa 2206, estilosa pra caramba. Tem uma espécie de cauda em tule *_*


O modelo 2024 é em cirré com detalhes em ilhóses e uma espécie de sainha na barra.



A 2523 é ao estilo "compre uma leve duas", já que a manga longa é removível.

Modelinhos pro dia a dia: 2025 (perfeita pro verão!!);  a 2020 um modelo em cirrê com amarração frontal. E a 2027 com decote mais em V e detalhes laterais e traseiro em broderie (vejam as costas dela no site, é linda!).



Casacos: 62106208 ambos em veludo cotelê e detalhes em couríssimo. E o 6212 com estilo militar, em gabardine (tecido ótimo pros dias de chuva)  e na parte de trás, que é mais comprida tem uma prega que ajuda no caimento do quadril.


Ah... os corpetes... o 2836 tem caveirinhas; o 2827 é pras guerreiras do metal e tem também dois modelos camuflados, aqui só posto um - o 3828.


Quem curte um visual mais metal ou mais agressivo, com certeza ama as leggings em cirré. Na nova coleção, só uma é em malha, a 4012 que tem detalhes de fivelas nas laterais. Daí temos modelos mais básicos e navalhados como a 4004 e a 4035. As estilosas 4018, 4016 e a 4013.




Sempre que vejo esses shortinhos, lembro das meninas que fazem pole dance...
short 4504


Já pra quem curte saias, tem a 5016 e pras guerreiras  a 5035 e a 5034.



E pra quem gosta de saias longas, estilo kilt tem a 5202, a 5027 e a mullet 5029


Vestidos! O modelo 5065 tem duas cores: branco e preto


e pra quem gosta dos longos, o 5076 tem fenda e ilhóses.

Vale lembrar que a loja faz desde tamanho PP até plus size e também sob medida. Outra coisa é que as calças estão com cintura média pra alta.

Tá difícil escolher as peças preferidas... eu amei ambas as blusas com capuz (2526 e 2522) e também a 2020 e a 2027; a saia 5016 e o vestido 5065. 


Conta aí, quais as peças vocês mais gostaram??



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30 de maio de 2015

Parcerias: Alguns produtos que recebemos este mês!

Como a gente sempre fica pesquisando e escrevendo muito as pautas do blog, acaba que nem sempre a gente faz post do que recebeu das lojas parceiras embora façamos posts sobre elas. Este mês recebemos algumas coisas e decidi reunir tudo nesse post embora eu vá detalhar um ou outro tópico posteriormente. Lembrando que como  o foco do blog não é Look do Dia, é possível ver algumas peças de roupa recebidas no Lookbook e no Tumblr.

Desde o ano passado a Candy Color e patrocina a cor do meu cabelo. Eu passei um ano usando uma mistura (aleatória) de Sweet Grape, Royal Pink e Magic Pink. Como eu uso sem medida, à zóio mesmo, cada vez que eu retocava ficava um rosa diferente. Tenho especial apreço pela Magic Pink porque considero o tom mais legal pra criar rosa pastel junto com o Mix.
Este ano eu mudei, passei a usar cabelo laranja com pontas rosa (Royal Pink + Magic Pink) e de mais ou menos um mês e meio pra cá eu parei pro cabelo desbotar. Atualmente está loiro e como eu disse aqui, a Candy lançou algumas cores novas, então provavelmente na próxima semana eu vá passar cinza, a cor Aluminum, pra tentar um "Granny Hair". Talvez com as pontas rosa (ainda não decidi) se for o caso, vou usar a Magic Pink em tom pastel.


Eu e a Lauren sempre dividimos as coisas da loja e desta vez nós escolhemos o escândalo do brinco pentagrama e o colar de gatinho satânico. Detalhe: não tenho orelha furada (sou fora do padrão até nisso!!). Mas por um brinco desses... não, não furei. Customizei colocando pressão!! :P
Adaptando a moda alternativa ao nosso estilo de vida e não o oposto #ficadica
Depois posto foto no Tumblr/Insta.
Com o cupom SUBCULTURAS, vocês tem 10% de desconto na loja.


E não deixem de conferir o novo editorial da loja "Misterious Hood", feito com o novo vestido e novos acessórios:

Já tem um tempo que a empresa tem trocado saquinhos de plástico pra embalar suas roupas para embalagens que podem ser reutilizadas. Preocupação com o meio ambiente (menos lixo) e também com o cliente que, ao comprar algo da Coleção Renda-se recebe a peça embalada num saquinho de organza com brocado, perfeito pra guardar essas peças de tecido mais delicado. Já as outras peças vem num saquinho preto, que depois pode ser utilizada pra alguma outra coisa.
Em breve postarei fotos no meu LB e no Tumblr usando as peças. A legging vocês já podem ver aqui.

A loja agora tem adesivos (não está na foto) e chaveiro de guitarra! Legging 4034 e a Blusa 2029 e  a Saia 5027. Novamente: só com uma peça Dark Fashion na mão vocês vão entender como a qualidade "ao vivo" supera as fotos. E isso é ótimo!


Também recebi livros à minha escolha da editora GG moda (Dicionário Ilustrado da Moda; Quando a Moda é Genial - 80 obras primas em detalhes; Moda ética para um futuro sustentável; Moda Sustentável: Um guia prático). Já tinha recebido outros livros dessa editora em meses anteriores.

E pela primeira vez uma marca de calçados está anunciando aqui no blog! É uma marca que faz peças irreverentes e super fofas! Mas vou falar dela em um post que sai nos próximos dias ;)
Ah e se você tem loja e quer aparecer aqui no blog pros leitores conhecerem seus produtos, é só mandar email pra gente!


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28 de maio de 2015

Queen of Darkness: Dicas de Vestidos + Review de Peças


Vocês já estão participando do sorteio da loja alemã Queen of Darkness que vai dar 1000€ pra gastar em produtos da marca? Então clica aqui e participa! :D

Enquanto isso, queria dar dica de novos vestidos que chegaram na webshop. Todos eles adaptados ao nosso clima, claro. Acho fundamental indicar coisas que podemos usar na vida real. Se vocês ganharem o sorteio, as dicas abaixo podem ser úteis na hora de escolher as peças ;D



 Para as fadas góticas: vestido com amarração e saia de tule


 Para as ousadas: vestido mullet com gorro

Para as casuais, duas dicas:




Review de Peças
Eis uma avaliação das minhas peças QoD. Eu prefiro peças versáteis, valorizando não só conforto, mas as muitas possibilidades de uso. As peças que escolhi da Queen of Darkness passeiam entre usos casuais e mais elaborados. Completamente adaptado para a minha realidade. Espero inspirar vocês a visitar a loja online!
Não sou muito de tirar/publicar fotos, mas neste caso eu faço questão de mostrar pra vocês como as peças são super usáveis aqui no Brasil. Se vocês querem ver looks meus com roupas de outras lojas parcerias do blog é só acessar meu Lookbook que comecei à pouco tempo :)




1.
luva: Eu costumo usar as de renda, que são fininhas e dá pra usar até no verão, mas essa é em malha de algodão, pensei nela pra usar nessa época de outono mesmo. Escolhi esse modelo bem chamativo com spikes e uma espécie de rebites com o morcego que é símbolo da marca.




2. Saia: é de malha de algodão preto atrás e com um tecido emborrachado na parte da frente e dos lados. Tem tido um tempo eu estava procurando por uma saia justa que não fosse tão justa. Devido à mistura dos 2 tecidos na peça, é justa, sem ser apertada. O legal é que tem barra assimétrica. Não achei ela na loja, não sei se acabou, aqui tem uma similar.


Fotos do site, porque quando fotografei a minha, estava amassada pra caramba de ter ficado 40 dias numa caixa ;D
Esse vestido é muito, muito adequado pro nosso outono! É uma malha fina, mas não tão fina que não revele demais o corpo e a tela localizada nas mangas faz entrar um arzinho haha e na gola tem tipo um arame dentro que você pode moldar o formato dela. É um vestido mas é perfeitamente usável como uma blusa sobre a legging.



Óbvio que dependendo de onde se mora, nosso outono é super leve. Um bolero é uma peça essencial pro começo do dia ou fim da noite. Esse da QoD é de malha fina e tem o recorte de uma caveira em tela. É uma caveira discreta por ser preta como a blusa, mas ao mesmo tempo se destaca.


Considero essa blusa uma grande escolha. Tenho imensa dificuldade em encontrar blusas de frio estilosas e esta é maravilhosa. Como podem ver na imagem com os detalhes, a renda da manga é bem fechada e no punho tem uma rendinha diferente, menorzinha e ainda tem o charme do lacinho e da rosinha no decote V. É de malha, é uma malha mais grossa que a do bolero e a do vestido.

 



 A modelo da foto está usando a blusa e a mesma saia que escolhi.

Queria pedir que vocês acompanhassem o blog da Queen of Darkness porque sempre tem matérias novas lá!
Tem alguns posts meus e tem outros a serem publicados, não deixem de comentar pra eles saberem como vocês curtem a marca aqui no Brasil (e se conheceram ela por aqui e talz), ajuda a valorizar todo o nosso trabalho como Embaixadores em divulgar a marca mundialmente e criar artigos pra aquele espaço.

* Para quem se interessou, o corset de spikes e a legging com renda na frente é da Dark Fashion e a bolsa com alças vermelhas, da Sourpuss. A blusa lá em cima é da Black Frost e os colares da foto com o bolero, da Miniminou.

*Post Colaborativo


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26 de maio de 2015

The Slits: we are not typical girls (Punk + Feminismo)

Uma coisa é certa: não há como querer introduzir um post sobre Riot Grrrl sem antes citar o punk dos anos 70. É nessa década que o grito feminista começa a ser ecoado pelas diversas vozes que representaram o movimento. Sem as mulheres do punk setentista, as 'garotas amotinadas' teriam enfrentado barreiras ainda maiores.

Não será detalhado todos os nomes que despontaram na época, pois assim como o Heavy Metal, futuramente artigos dedicados ao Punk serão lançados. Mas diante de toda ebulição atual em cima das Riot Grrrl - que segundo nossas pesquisas, ressurge devido a volta dos anos 90 - e sendo imprescindível relembrar a sua base, mais dois grandes motivos nos fazem resumir em uma só palavra: The Slits.

O quarteto formado em 1976

A união inicial de Ari Up, Viv Abertine, Palmolive e Tessa Pollitt é de extrema importância para a combinação Punk + Feminismo, o que inclusive lhes renderam o título de "madrinhas" das Riot Grrrls. Elas não eram as únicas, porém foram uma das que mais provocaram, zombaram e, consequentemente, denunciaram o sexismo do Punk por meio de letras e atitudes que ultrapassavam os padrões moralistas do período.

Como revelou Ari Up à revista Dazed and Confused, em 2009: "Nos sentíamos naturalmente feministas sem falar sobre. Naquele tempo era esperado que você tivesse o cabelo perfeitamente arrumado e que fosse glamourosa, assim como as revistas diziam. Você não poderia ser naturalmente sexy. Eu sentia que nós éramos muito sexies por natureza. Se queríamos ser sexies nós éramos, mas não para agradarmos os homens. Simplesmente fizemos da nossa própria maneira. Por esse caminho, ameaçamos a sociedade. A caça às bruxas estava iniciada. Eu fui esfaqueada na rua só por causa do jeito que eu aparentava, por um cara que parecia o John Travolta". 

Ari Up contra a moda: desgrenhando ainda mais o cabelo

A fala de Up é comprovada pela repercussão do primeiro álbum da banda, The Cut, um marco no punk feminista. Nele, as integrantes aparecem na capa com os seios nus. "Eu acho que a capa do The Cut assustou as pessoas. Foi uma luta para que fosse realizado com essa imagem. Mas Chris Blackweel amou e a gravadora tinha assinado uma contrato declarando que nós tínhamos total controle artístico, então foi o que aconteceu. Enormes cartazes advertiam que o álbum era revestido por toda Londres. Houve um rapaz que bateu o carro depois de ver a foto. Ele tentou nos culpar pelo ocorrido e prestou queixa. Lojas de discos não o exibiam, o que deve ter contribuído para o fato de que não o vendíamos mais. Eu sempre tive raiva pelo álbum não ter sido maior do que era, mas você não pode se arrepender".


Toda essa revolução que as The Slits causaram, está sendo exposta à nova geração através do livro "Clothes, Clothes, Clothes. Music, Music, Music. Boys, Boys, Boys: A Memoir", biografia da guitarrista Viv Albertine, lançado em 2014. Na matéria de Sarah Jaffe, intitulado de "Por que o Feminismo precisa do Punk", reproduzimos trechos que mostram como a subcultura continua pulsante na inglesa.

"Nós crescemos durante o "paz e amor" dos anos 60, apenas para descobrir que há guerras por todos os lados, e o amor e romance é só uma enganação", escreve Albertine, que revela também que na mesma época, tudo parecia um engodo, a política não servia a classe trabalhadora, que o "sucesso" era uma farsa e que a melhor resposta era tentar chocar o mundo. O punk para Albertine foi um momento em que ela poderia ser apenas quem era - "uma rápida passagem no tempo em que era aceitável dizer o que se pensava".

No início como musicista, uma das maiores preocupações de Viv era não cair em estereótipos de banda só de meninas, mas quando entrou nas The Slits, se sentiu mais forte e revela terem sofrido agressões físicas dentro e fora dos palcos. "Nós quatro marchamos pelas ruas abaixo lado a lado e as pessoas passavam rápido no nosso caminho, ou cuspiam na gente, ou praguejavam e isso nos fazia rir", conta Albertine. "Éramos invencíveis juntas".

Viv tem Patti Smith como sua grande influência no Punk.
Hoje, a guitarrista é referência para Carrie Brownstein da Sleater Kinney.

A amizade com Sid Vicious também ajudou na escolha pela carreira musical

Dentre os efeitos das provocações, o grupo chegou a ser posto para fora de um hotel porque vestiam uma mistura de calça de couro com calcinha por cima, vestidos de borracha, além dos cabelos emaranhados e rostos manchados de maquiagem preta, uma clara demonstração de como a estéticas batiam de frente com os estigmas conservadores. "Se você vestisse como forma de expressão, você era um completo estranho e não havia tolerância para os estranhos naquela época. Nós iríamos pegar coisas como roupas de fetiche, botas de trabalho masculinas, olhos pintados de preto, meias de borracha e a saia de tutu dos meus dias de escola e colocar tudo junto. São signos de como ser uma garota, mas todos juntos e desordenados. E nós iríamos empurrar de volta nos rostos da sociedade masculina. Nós estávamos tirando sarro dele e expondo os clichés e o comportamento forçado que era para todos", diz Viv à MTV.

A aparência que desconstruía padrões; até a revolucionária minissaia não escapou

 Viv usando criações de Vivienne Westwood, Converse nos pés e vestidos com saia curtíssimas

É interessante que sendo uma compilação de memórias, muitos temas de sua vida ainda são pautas significativas mais de trinta anos depois, um enorme reflexo de que a luta das mulheres não acabou e está longe de ser finalizado. Em meio as suas declarações sobre maternidade, o câncer que teve no colo do útero, a sua volta ao punk há alguns anos, fez com que se deparasse com o pouco espaço existente no Rock as vozes das mulheres mais velhas. Esse é um grande dilema a se abordar já que, se ser alternativo não é só uma fase, por que só se emana juventude nas letras???

Além do livro de Viv Albertine, a história da banda também será revelada pelo documentário "Hear To be Heard: The Story of The Slits", só que este, ainda colhe financiamento, da qual pode-se contribuir pela campanha no Kickstarter, e assim terminar a produção. The Slits serão para sempre o eterno legado das meninas que como nós, jamais se sentirão simbolizadas na "Typical Girl". 





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25 de maio de 2015

Ganhe 1000€ em peças da Queen of Darkness!

 FOR ENGLISH VERSION, CLICK HERE

Pô, até eu fiquei chocada quando soube: 1000€ em peças da Queen of Darkness à sua escolha!! Isso que é promoção hein!
Seguinte gente, a nossa loja alemã parceria, a Queen of Darkness, tá celebrando 10 anos de existência e os 10 embaixadores mundiais da marca estão promovendo esse sorteio. 

Esse sorteio equivale ao período do verão europeu, ou seja, vai se realizar no dia 31 de julho de 2015.
Pra participar, você precisa registrar seu nome, sobrenome e endereço de email no facebook da Qod.
Aqui está o link direto para a guia de registro:

https://www.facebook.com/Queen.of.Darkness.fashion/app_224414684399305


Até o fim de julho vamos sempre divulgar pra vocês não esquecerem de participar, ok? 
Adoraria que algum brasileiro ganhasse *_*


E ainda essa semana tem mais post da loja aqui no blog, aguardem!

 https://www.facebook.com/Queen.of.Darkness.fashion/app_224414684399305

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24 de maio de 2015

Documentário : Quem paga o preço por suas roupas?

Dia 29/05 estreia um documentário que queremos muito assistir, chama-se "The True Cost", algo como "o verdadeiro custo". Segundo os autores, é um filme sobre as roupas que vestimos, as pessoas que as produzem e o impacto da indústria no mundo. O preço das roupas nunca foi tão baixo em toda a história da humanidade, em contrapartida, os custos humanos/ambientais nunca foram tão altos.
Então fica o questionamento: qual o verdadeiro preço do que vestimos??

"Eu fiz isso pelo valor de..." / "Eu comprei isso pelo valor de..." 


Alerta de cenas fortes no trailer, mas é a realidade de muitos...
neste mês outra fábrica de roupas desabou em Bangladesh [clique]


O Materialismo tem preço alto
O fast fashion viciou nossos hábitos de consumo com suas roupas baratas, então quando vemos uma peça com seu "real valor" - ou seja, feita sem trabalho exploratório, achamos elas "caras" e tendemos a reclamar e não comprar. Serão mesmo caras demais? Ou será que é o preço mais justo onde todos da cadeia de produção trabalham em condições dignas e isso, claro, faz o preço ter de cobrir as despesas?

E veja bem, não é condenar quem compra em fast fashion, não é isso gente! É sobre você pagar o preço real e não ser enganada por empresários gananciosos! Se você comprou uma roupa barata, você sabe que ela custou pouco pra ser fabricada. Mas pagar caro, numa "fast fashion grifada", por uma peça que custou centavos pra empresa... repense se você realmente precisa pagar um valor alto por aquilo que está enriquecendo o explorador. Isso ajuda a fazer com que a médio ou longo prazo, as empresas percebam que o consumidor não tem mais interesse naquele método de produção e mude. Não esqueça que você ainda tem muitos anos de vida nesse planeta e mudar de hábitos agora vai fazer toda a diferença no seu futuro.

E você se pergunta, mas por que essas pessoas aceitam trabalhar nestas condições?
O salário nestes países é muito baixo, e o que as empresas ocidentais oferecem pra pagar aos trabalhadores são salários mais elevados do que os observados em outras profissões do mesmo país. Assim, as pessoas se submetem a preferir esse tipo de serviço por ganhar mais e as empresas lucram absurdamente.


A cultura da moda vai sendo destruída...
Diversos estilistas estão estressados com a aceleração do processo de criar novidades, que acaba por limitar a criatividade e inovação dos designers, pois precisam concorrer com as fast fashion que copiam suas coleções. Se antes tínhamos novas silhuetas a cada 5 anos, hoje a moda recicla tendências do passado pela necessidade da venda rápida, alimentadas pelo marketing.

"As pessoas acabam não “saboreando” o que compraram e, pior, isto ensina aos jovens consumidores que a moda não tem valor." 
Li Edelkoort

Um dos reflexos desse novo desejo consumidor é o slow fashion, termo criado por Kate Fletcher em 2007, que une o sustentável, o "verde” e o ético na moda incentivando uma reflexão sobre a indústria do vestuário e seu impacto sobre o meio ambiente. 

O que é Moda Sustentável? Esse é um tópico que quero detalhar em outro post, mas adianto que são iniciativas que permitem justiça social e ambiental, que inclui redução da produção e do consumo. Uma mudança não apenas de hábitos mas de conceitos econômicos.

A trendhunter holandesa Li Edelkoort listou em seu “Manifesto anti-fashion” as razões que a motivam a acreditar que a moda do jeito que conhecemos hoje está obsoleta devido a essa imensa exploração de mão de obra escrava, produtos tóxicos ao ambiente e o ritmo desenfreado de produção e descarte sem pensar nas consequências ambientais e sociais.

Li ainda adiciona que esse hábito de roupas novas a cada quinze dias se reflete nos blogs de moda onde pessoas que tem conhecimento e repertório de Moda  são substituídos por blogueiros sem especialidade nem crítica profissional sobre o assunto, reforçando a ideia de que Moda não é importante e sim, o consumo.



Mas como reverter isso? Como será o futuro?
É possível que nós mesmos desenhemos o que queremos vestir. Haverão também as máquinas de impressão 3D, além da customização em larga escala, onde o cliente entra na loja, escolhe a roupa e a customiza lá mesmo. 

Queremos nos aprofundar cada vez mais em moda ética e sustentável porque acreditamos que esse é o futuro de uma indústria da moda mais justa não apenas com os seres humanos mas também com a natureza. Temos que (re)construir um futuro melhor pra todos nós, afinal, os recursos do planeta são limitados e a gente mora aqui. Falta d´água e mudanças climáticas já estão dando as caras... Mais de 20.000 litros de água são usadas pra produzir um quilo de algodão que fará 1 blusa e 1 jeans! Imaginem isso em larga escala!! Infelizmente os governos regulam a quantidade de água que a população consome, mas liberam as indústrias pra continuar gastando horrores, inclusive aqui no Brasil! Fiquem de olho nisso!  

Eu vi pessoas comentando que não é tudo "tão simples assim" de mudar. É realmente difícil mudar hábitos, mas pode-se começar com a SUA mudança de comportamento consumidor: pagando peças com seu "valor real"; cobrando/questionando a marca que você gosta sobre onde e como as roupas deles são produzidas, aliado à um consumo mais consciente e valorização do sustentável/alternativo/artesanal que pode ser mais caro, mas é mais duradouro e de fabricação justa. Jogar roupa no lixo de 6 em 6 meses está saindo de moda definitivamente.


   Você pagaria mais por uma roupa - ou o seu valor real - se soubesse que ela não tem trabalho exploratório? 



Para saber mais:
- Uma reflexão sobre a moda fast fashion
- Consumo Consciente, uma reflexão mais profunda

Estou lendo dois livros ótimos sobre o assunto e não vejo a hora de dividir com vocês o que aprendi! Quem se interessar:
- Moda Ética para um futuro sustentável
- Moda Sustentável, um guia prático

- Experimento da Fashion Revolution em Berlim que oferecia camisetas a 2 euros (cerca de R$ 6).
- Documentário espanhol “Vítimas da moda, do glamour a escravidão” mostra inúmeros produtos químicos perigosos usados no tingimento de peças sendo descartados nos rios.
 - Documentário "China Blue” de 2005 (meu primeiro contato com o tema!) foi feito sem a permissão das autoridades chinesas, mostra como as pessoas trabalham em fábricas e como os lucros são obtidos e mantidos nos países de primeiro mundo.



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22 de maio de 2015

Stooge: peças que estão saindo de estoque (aproveitem!)

Como vocês já devem ter visto, recentemente postamos sobre a nova Coleção da Stooge, a 
BlackHeart ♥ , fizemos um post sobre a coleção feminina e outro sobre a coleção masculina. Mas desta vez vamos falar sobre acessórios e peças de coleções antigas que estão ou com preço mais acessível ou podem ser as últimas peças.
Foi o que aconteceu com a minha maxi bolsa Clean & Bold. Ela era a última no estoque, mas ainda tem a toalha da mesma estampa disponível, incluindo a estampa lovely mermaid (pras leitoras sereias). A maxi bolsa wicked witch tá R$49,90.



Maxi bolsa Clean & Bold  com estampa ao estilo tattoo old school: em tecido, com forro e fechamento em zíper. Eu curti porque a estampa é meio que um barco afundando no mar e sereia safadinha toda seduzente. Tem a lenda diz que as sereias cantavam, atraíam marinheiros, os enlouqueciam e os afogavam. Achei o máximo ter tudo isso numa estampa.



As maxi bolsas, são maxi mesmo. Elas tem 40cm de comprimento por 50cm de largura e podem ser usadas tanto como bolsa "principal" quanto como bolsa secundária, aquela bolsa que você carrega algo extra. Como elas são grandes, servem inclusive pro caso de passar um dia fora ou como bolsa de mão no avião, pois cabe fácil uma muda de roupa e necessaires. A forma que mais uso as minhas é como bolsa extra, como nas compras, ao invés de ficar carregando um monte de mini-sacolinhas nas mãos, coloco elas na bolsa. Além de ser ótima também pra carregar um sapato baixo se eu estiver de salto.


As outras peças que selecionei são:

maxi touca (54,90) esta touca é coleção nova mas coloquei aqui porque é de utilidade no inverno que está chegando- saia pink skull (de R$ 117,90 por R$ 64,90) - top pink skull (54,90)



casaco red skull  (de 174,90 por 99,90) - camiseta skull adder (79,90)



Pra quem tem filhos pequenos:
vestido sublime baby. Touca skull ray  (29,90) - cachecol skull ray (23,90) ambos unissex pros seus filhinhos adotarem a caveirice!


kids rex - blusa bat wings (ambas 69,90). E essa estampa da blusinha da garota, não tem pra gente grande não?? *_*


E pros mancebos:
camiseta bizarre - miss gabriele (ambas 71,90)

Do meio pro fim [desde link] tem mais peças que estão saindo de estoque. O que vocês tem que ficar ligados é nos tamanhos, tem peça que não tem todas as opções.

Lembrando que a Stooge é de fabricação nacional ;)
Então, deem uma passadinha na loja pra ver outras peças que estão saindo do catálogo!


* Post Parceria

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