.Moda de Subculturas - Moda e Cultura Alternativa.: Lei de combate ao bullying + preconceito ao diferente

16 de fevereiro de 2016

Lei de combate ao bullying + preconceito ao diferente

No início do mês entrou em vigor a Lei nº 13.185, que estabelece o Programa de Combate à Intimidação Sistemática, mais conhecido como bullying. Agora, estabelecimentos de ensino, clubes e agremiações recreativas devem assegurar medidas de conscientização, prevenção, diagnose e combate a esse tipo de comportamento. 

E por que estamos falando sobre isso no blog? Porque sabemos bem o quanto alternativos são alvos de bullying na escola. Ainda vivemos em uma sociedade conservadora, vide o atual Congresso Nacional, que vem dando graves indícios de retrocessos. Somos um país multicultural, conhecido pela diversidade, mas que na prática mostra outra história. Vendemos ao mundo a imagem de um povo pacífico e no entanto os dados de violência são alarmantes.


Em dezembro lançamos o debate Preconceito ao Diferente com base no depoimento da cantora Fernanda Takai e entre os relatos havia o de leitores adolescentes. A gente sabe que essa é uma fase difícil, de muitas dúvidas e inseguranças, fácil de ser manipulado e afetado por opiniões de fora. Como não possuem a casca de defesa adquirida pela maturidade, viram presas fáceis para maldades alheias. Só que isso pode ter consequências mais sérias do que imaginam!
"Você não pode passar o resto da vida tendo receio de que as pessoas a rejeitem, e precisa começar não rejeitando a si mesma. Você não merece isso. De agora em diante, as pessoas podem lhe aceitar como você é ou podem se danar."

Antes que comece acusações de frescura, o bullying é uma ponte comprovada para transtornos mentais. A causa mais comum é a depressão e sendo uma doença silenciosa que provoca vergonha por ser associada a fraqueza, pode levar ao suicídio. Já abordamos aqui o tema que segundo a Organização Mundial da Saúde, tem causado mais mortes de jovens do que o HIV no mundo todo. 

O bullying é caracterizado por intimidação física e verbal. A perseguição pode ser feita cara a cara e também por cyberbullying, ou seja, crime cibernético. Por serem considerados diferentes, alternativos são alvos frequentes de abusos psicológicos e caso pertençam a algum grupo oprimido, o assédio piora. Muitos perdem a autoestima, se tornam introspectivos por medo ou violentos para se defender. Os traumas podem permanecer o resto da vida e afetar a convivência em sociedade quando adulto. 

Infelizmente demorou demais para sair essa Lei, quantas vidas não precisavam ser destruídas pelo descaso ao longo dos anos. A boa notícia é que hoje o Governo admite a gravidade do assunto, combatendo aqueles que o varriam para debaixo do tapete. Uma das maiores misérias que um país pode sofrer é a falta de educação. Sem ela, não há progresso. Que as próximas gerações sejam informadas de seus direitos e assim consigam se libertar desses gatilhos cruéis. E se você está passando pela situação, não se envergonhe de pedir ajuda!


"É ok ser estranho e não pertencer a um grupo e dane-se quem achar que você é menor do que eles." 





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