.Moda de Subculturas - Moda e Cultura Alternativa.: Fevereiro 2016

27 de fevereiro de 2016

Calendário "Pin-ups Brasileiras 2016" do Universo Retrô

Quando pensamos em pin-ups nos vem à mente não apenas garotas de anúncios e pôsteres, mas também de calendários. No final do ano passado, o site Universo Retrô lançou um calendário beneficente com o tema Pin-ups Brasileiras. O projeto visa ajudar o Lar das Mãezinhas, instituição que cuida de senhoras que viveram sua juventude nas décadas de 1940/50 e 60. 

aurora d´vine
Aurora D´Vine é uma das modelos clicadas no calendário.
Ela estampa Fevereiro, encarnando uma vedete
.

Eu já adquiri o meu exemplar e preciso dizer pra vocês que é lindo!! 
Super bem feito, com qualidade gráfica, impresso em papel couché fosco, figurino caprichado, locações maravilhosamente decoradas, modelos que passam o clima modern retro com muita competência! 

calendário pin-up brasileiras 2016
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E é um trabalho alternativo nacional que não deve nada pra trabalhos mainstream e nem pra projetos estrangeiros! É importante que a gente fale disso pois o calendário representa datas comemorativas brasileiras e não estrangeiras, como carnaval, descobrimento do Brasil, dia do soldado com a bandeira nacional ao fundo, dia da consciência negra... O resultado é tão caprichoso que dá orgulho dos nossos amigos da cena retrô estarem tão unidos e engajados por uma causa! 

Muito se fala de "apoiar a cena alternativa", e que "no exterior o pessoal é engajado", então que tal reconhecer quem faz isso por aqui e adquirir seu Calendário das Pin-ups Brasileiras dando uma força para todos os envolvidos? 
Na entrevista abaixo com a editora Daise Alves, ela conta mais sobre o projeto e você fica sabendo como adquirir seu exemplar!

Mona Liza abre o ano em Janeiro homenageando o Circo

De onde veio a ideia de fazer o calendário de Pin-Ups Brasileiras?
A Mirella, minha sócia, e eu, já tínhamos pensado em fazer alguns projetos especiais com o Universo Retrô. Primeiramente, a ideia era fazer editoriais de moda com garotas que têm o estilo mais vintage e retrô e que carregam essa essência como estilo de vida.  Quando estávamos planejamento o lançamento do site, até falamos com a Cherry Rat, vocalista da banda Cherry Rat e os Gatunos, para um editorial inspirado na Barbarella, para o lançamento do portal. Mas não deu tempo e o projeto ficou para depois.
Mas a ideia de fazer algo fotográfico ainda permeava nossas mentes, então, a Mona Liza (a garota de janeiro), que também é nossa amiga, deu a ideia de fazermos umas fotos das meninas da cena, cada uma mostrando um pouco do seu estilo e personalidade. Juntos, então, pensamos em transformar isso num calendário de pin-ups brasileiras.
Logo depois, o Leadro Marck, idealizador da Expo Vintage, nos convidou para apoiar o evento que aconteceria em São Paulo. Achamos que seria a oportunidade perfeita para lançar o calendário, já que a feira seria próxima ao Natal.

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Conte-nos um pouco sobre o lar das mãezinhas e o porquê da escolha?
Quando falamos com a Marília Skraba, para ela fazer a produção artística do calendário com o projeto dela, o Be a Bombshell e a marca de roupas Sundae Inc, para o figurino, ela sugeriu que o projeto fosse beneficente (A Marília é super a favor de causas, principalmente com os animais). Mas, para o Universo Retrô, pensamos que poderia ser uma outra causa, porque ultimamente, muitas pessoas estão lutando pelos animais. Daí veio o insight de ajudar uma instituição de idosas, já que o site busca resgatar as memórias do passado, ajudar uma instituição desse segmento, teria muito mais liga com o nosso projeto.
Começamos então a procurar lar de idosos na internet e encontramos o Lar das Mãezinhas, que é uma casa voltada apenas para mulheres. De cara, já nos encantamos pelo site e fomos fazer uma visita à casa para saber se era algo realmente sério. Ficamos muito felizes ao encontrar esse lugar, deu para perceber que as senhoras gostam de viver lá, pois apesar da estrutura (há escadas no local e pouca área de lazer), dá para sentir que além do ambiente limpo e em ordem, elas são bem cuidadas pelos profissionais. Atualmente, a casa passa por algumas dificuldades e estão precisando bastante de ajuda.


Como se deu a escolha das modelos pin-up?
A ideia era escolher meninas que realmente levassem a cultura retrô como estilo de vida, que já vivessem isso no dia a dia e carregassem essa essência no seu visual. Para o calendário, a ideia era fazer com que as características de cada menina fossem refletidas no calendário. No mês de janeiro, por exemplo, a Mona Liza representa o Dia do Circo e não é à toa, já que ela realmente faz aulas de circo e é apaixonada pela arte circense. A Aurora D’vine, que representa o Carnaval em fevereiro tentar resgatar a história das vedetes que é algo bem brasileiro e assim acontece nos meses seguintes.
Além disso, tentamos diversificar bastante o biótipo das garotas. Temos meninas altas, mais magras, outras mais voluptuosas, mais baixinhas, com cabelo colorido, loira, morena, ruiva, negra, japonesa. E a maioria delas, tem alguma ligação com esse mundo também na profissão, tem: blogueira, maquiadora, artista de circo, dançarina burlesca, modelo, dona de brechó, cantora de rockabilly, pin-up moderna, clássica... de alguma maneira, tudo isso está ligado ao nosso universo.
Com isso, ainda tentamos alinhar a temática de cada garota com os locais a serem fotografados. Foi um trabalho e tanto conciliar tantos profissionais para terem disponibilidade nos mesmos dias.

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Onde as fotos foram feitas?
As fotos foram feitas em três diferentes locações. Tentamos adaptar todos os temas e locais dividindo em 4 meninas, a cada 4 meses. Começamos no Circus Hair, na Pamplona, com a artista circense Mona Liza, representando o Dia do Mágico, em janeiro; a dançarina burlesca Aurora D’Vine, interpretando o Carnaval, em fevereiro; a Miss Pin-Up The Sailor 2015, Madame Rose ‘N roll, para a Páscoa, em Março; a modelo FabiCherry, em abril, com o Descobrimento do Brasil. O legal é que no Circus, todos os temas se alinharam, principalmente o mês de janeiro, que teve bastante conexão com o local.
Em seguida, fotografamos na hamburgueria CIA 66, em Moema, de maio a agosto. Respectivamente: Cherry Rat, com Dia do Trabalho, no melhor estilo “We can do it”; Sarah Amethyst, com Dia dos Namorados, o local permitiu fazer umas fotos mais candy; Mari Kato, representa o Dia do Rock em junho, tivemos a sorte de ter uma jukebox por lá; e Marilia Skraba, homenageando o Dia do Soldado, que está em um carro que lembra muito os usados nos anos 40.
Por fim, a Boutique Vintage Brechó e Bar, no Belém, serviu de cenário para os meses de setembro a dezembro, que com uma decoração mais sóbria e menos colorida e combinou perfeitamente com as datas homenageadas. Temos Gladis Vivane, para o Dia da Secretária, que pedia um ambiente mais sério; Dracurella, para o Halloween, com um cenário completamente improvisado no local; Nanne Ahadi, com Dia da Consciência Negra, o local tem um palco que ficou perfeito para a nossa diva do jazz, além de uma penteadeira que pareceu bastante um camarim; e Bruna Gilda para o Natal, com um cenário que lembra bastante uma casa decorada para essa época.
Ao todo, foram 4 meses entre planejamento, pré-produção, produção e lançamento. E o trabalho ainda não acabou, já que continuamos divulgando as vendas do calendário. 

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E o futuro do projeto?
O projeto em si ainda não acabou. Durante todo o ano vamos publicar o editorial de cada mês no site, assim, as pessoas poderão ver mais fotos do projeto. Além disso, ainda estamos com uma outra ideia que irá ampliar ainda mais a visibilidade desse trabalho, mas ainda estamos em fase de planejamento e não podemos falar muito. Mas anunciaremos a novidade em breve se tudo der certo!

Nanne Ahadi interpreta uma Diva do Jazz no mês de Novembro

Como o calendário pode ser adquirido? 
O calendário pode ser adquirido através do email contato@universoretro.com.br (R$ 35* + frete) ou no site  gosundae.com (R$ 40 + frete). Também temos os seguintes pontos de venda (R$ 35 no dinheiro ou R$ 40 no cartão)
Tattoo shop Top Cat
Local: Rua Frei Caneca, 63, Consolação – São Paulo / SP
Espaço Eco’s
Local: Rua João Mendes Júnior, 556 – Francisco Morato / SP
Toca do Rei
Local: Avenida dos Ferroviários, 2525 – Jundiaí / SP


* Tá rolando uma promoção e neste momento o calendário tá saindo por R$25,00! Aqui, inclusive, tem 10 motivos pra você garantir o seu!


Que tal investir nesse calendário lindão do Universo Retrô e ajudar as senhorinhas do Lar das Mãezinhas? ;D


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25 de fevereiro de 2016

Resenha: livro Kim Gordon, A Garota da Banda


"Eu sempre quis me rebelar" 

Lançado em 2015, Kim Gordon, Girl in a Band: a Memoir, conta a trajetória da baixista do Sonic Youth em detalhes e sem romantismos pela própria, transparecendo o ser humano que há por trás da máscara de um ídolo. Com mais de trinta anos de estrada, seu nome surge como um dos principais divulgadores do feminismo na cena indie americana, transformando ativismo em música e também na força para continuar num meio onde o seu gênero era visto com dúvidas.


Kim expõe com franqueza os momentos de felicidades e raiva, emite opiniões com a mesma sinceridade de uma punk quem não tem medo de errar, talvez um cutuque na sociedade atual. Com atitude vanguardista, tendo como referência a banda The Slits, em especial Viv Abertine, sua figura foi fundamental para que as Riot Grrrls deslanchasse no anos 90. Tudo se interliga, né?

Enquanto eu deixava sua biografia em estado crítico (sente o resultado), Kim estava indo ler Clarice Lispector! Via Instagram
kim gordon

O livro ganhou tradução e está sendo vendido no Brasil pela editora Rocco, da qual fizemos essa parceria. Trechos saíram na mídia internacional alguns gerando até polêmica. No clipe da marca Wildfang, há participação dela fazendo leitura e contracenando com Evan Rachel Wood. Nessa resenha, destacarei pontos tentando evitar o máximo de spoiler.

Rock e Feminismo

Escolher trabalhar com arte não foi uma tarefa simples para Kim. Ela passou pelas mesmas resistências de quem tem interesse na profissão sendo até questionada de como iria sobreviver. Primeiro se envolveu com artes plásticas e depois veio a música, da qual ocorreu de forma punk, aprendendo a tocar no do it yourself. Um detalhe que chama a atenção é a idade que Gordon inicia o Sonic Youth, aos 28 anos, o que é um chute nessa pressão bizarra de estar com a vida feita antes dos 30. Essa não seria a única barreira a ser quebrada, logo teria que passar pela interrogação de "como é ser a garota da banda?".  


“Foi então que soubemos que, para as grandes gravadoras, a música importa, mas muito se resume ao visual da garota. A garota ancora o palco, suga o olhar masculino, e, dependendo de quem ela é, lança seu próprio olhar de volta para a plateia". Págs. 11 e 12. 


Kim representa uma geração de meninas que não seguiam os padrões de pensamento e comportamento "idealizados" às mulheres (ser comportada, direita, bonita, educada, etc...). Muitas se identificaram com o rock pois este oferecia a liberdade de serem como quisessem, podiam exercer funções que rompiam com padrões sociais, mesmo com o machismo dentro da cena. 

"Essa música é para todas as garotas que não querem ser mães, ou amantes, ou putas"

O rock de certa forma empoderava as mulheres dando-lhes o poder da "atitude", palavra muito comum na cena rock feminina dos anos 90 que atualmente pode ser explicada como sendo um mix de "autoconfiança/opinião/pró-atividade". Foi assim que o Feminismo se desenvolveu no meio, de forma orgânica, de vivência e não de "teorias". Mas de uns anos para cá, essa atitude decaiu e uma certa passividade se tornou mais presente. Só há pouco tempo, meninas do rock têm resgatado o movimento, porém percebe-se ainda uma timidez, como se existisse um receio de se autointitularem feministas. A questão de peitar os dogmas sociais é algo que muito não se vê entre as artistas atuais, tirando exceções. 

Ouça Free Kitten, trabalho paralelo que formou com Julie Cafritz em 1992.


Influencia na Moda

A ligação de Kim com a moda é mais profunda do que se imagina. A mãe era costureira, o que despertou desde pequena o interesse pelo tema. Há passagens no livro com observações bem legais durante a moradia em Nova Iorque, ela captou muita coisa que serve de registro. Na verdade, como uma boa artista, suas observações se aprofundam ao comportamento humano e de forma inteligente soube compreender como a roupa faz parte dessa análise complexa.

A conexão foi tão forte que nos anos 90, formou parceria com Daisy Cafritz (sim, irmã da Julie) e lançou a marca X-Girl que hoje mudou de conceito após ser vendida a uma empresa japonesa. Kim deu uma sorte imensa pois antes do lançamento da loja, no clipe "Sugar Kane", conseguiu fazer um desfile no showroom de Marc Jacobs com peças da sua coleção Grunge para Perry Ellis, reunindo uma jovem modelo que estagiava na revista Sassy, a atriz Chloë Sevigny. Mais tarde, no primeiro desfile da X-Girl, ambos participariam do evento. 




A parceria lhe rendeu uma amizade com o estilista. Aqui, Gordon estrelando com Coco a campanha Inverno 2015 de Marc Jacobs.

Kim também posou para Saint Laurent a convite de Hedi Slimane. Muitos a consideram um ícone de moda, mas rejeita o título.


Nova Geração

É interessante vê-la citando seus ídolos e influencias, sendo que ela é o mesmo para muita gente. Não bastasse estimular garotas a montarem suas bandas de rock, acabou criando uma dentro de casa: sua filha Coco Gordon Moore criou a Big Nils em 2010, com influencias que vão de punk ao pop e já fez homenagem a Kathleen Hanna cantando "Rebel Girl" da Bikini Kill. Coco, que completa 22 anos em Primeiro de Julho, foi capa da revista britânica Dazed and Confused em 2015, onde revela a paixão pela arte e gostar de levar uma vida mais reservada.

"Estou grávida de uma menina, espero que ela seja uma Riot Grrrl"

Big Nils com Coco nos vocais

Mãe e filha

Quase não temos biografia de mulheres no rock disponíveis no país, portanto super recomendo a leitura, principalmente aos que querem conhecer a cena pelo olhar de quem faz parte dos bastidores. O livro termina, mas Kim Gordon continua produzindo e jajá vem projeto novo sendo lançado por aí, fãs fiquem ligados!

Onde Comprar o livro: 



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22 de fevereiro de 2016

Os calçados conceituais Peter Popps

Recentemente me deparei com os calçados de Peter Popps. Fiquei boquiaberta com os designs inspirados em futurismo. A moda conceitual é algo que me atrai muito, não apenas por sua relação com a moda alternativa (como contamos aqui e aqui), como porque pra mim, criação de moda quando realmente criativa, não importa o estilo, se é inovador, perturbador ou intrigante, sempre me sinto atraída. Quando uma mente criativa tem os meios e as oportunidades de colocar uma ideia - por mais louca que pareça - em prática, podem sair coisas que colocam em xeque aquela máxima de que "não há mais o que se inventar pois tudo já foi inventado". 

Numa breve pesquisa, descobri que Peter Popps trabalhou por 24 anos na criação de calçados comerciais, até que um dia sentiu uma necessidade imensa de criar peças em oposição aos valores culturais do mainstream. Sobre isso, ele declarou:

"A liberdade que eu tinha quando comecei decaiu mais e mais. Hoje compradores não procuram por coisas novas, tudo é repetitivo. Me deixa louco ver cópias e mais cópias. Eu queria me rebelar contra isso e me desafiar."

Sua coleção consiste em designs feitos de modelagem 3D, através de muita tentativa e erro. A inspiração veio de assuntos contrastantes como por exemplo, ficção científica e bondage. Seus calçados não estão à venda, devido a todo processo de criação, por serem muito trabalhosos, o valor final seria extremamente elevado. A grande questão que fica é: seriam eles obras de arte da moda?

Os designs de sua coleção:
CUBE - inspirado por punk e bondage, nas contradições contemporâneas de revolução e obediência da humanidade. A intenção é provocar o "fetiche" da vulnerabilidade.
De couro, metal e studs.


CUBiC - inspirado pela fascinação de Peter pela era do espacial, sci-fi e comics. Ele cita Barbarella: "O que usaríamos no futuro?" 
De couro e poliuretano.


SWiNG - influenciado pela revolução e rebeldia, as similaridades e contradições da feminilidade e do feminismo. Elegante, este parece ser "andável".
De couro e poliuretano.


SPHERE - tem influência da moda na era espacial (uma época da década de 1960 onde criações futuristas se inspiravam na conquista do espaço. Desta época podemos citar os estilistas Pacco Rabanne, André Courrèges, Pierre Cardin entre outros), misturado com a escuridão do Gothic, unindo passado e futuro.
De couro e poliuretano.

CONE - inspirado por vanguardismo e forte feminilidade, nas contradições da sensibilidade e autoconfiança. Seu gatilho foi a frase de  Diana Vreeland: "Um sapato novo não te leva a lugar nenhum, é a vida que vocês está vivendo no sapato que te leva." Assim como  o SWiNG, parece ser possível dar passos nele.
De couro e poliuretano.


BOW - inspirado em bondage e na animalidade do homem. O corpo do calçado lembra as amarrações do bondage adornado com spikes elegantes, já o "chifre" remete à animalidade e agressividade.
De couro, metal e studs.


LACE-UP CiRCLE - novamente inspirado pela era espacial da década de 1960, sci-fi, bondage e avant-garde.
De couro, studs e poliuretano.



RiNG -  Para suas criações, Popps cita a frase "dê à eles o que eles nem imaginam que querem". Esta peça é inspirada numa futura locomoção por transporte magnético.
De couro e poliuretano.


CiRCLE -  este tem a mesma inspiração do calçado acima, inspirado na locomoção por magnético aliado ao sci-fi da era espacial.



E o que vocês acharam? 


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20 de fevereiro de 2016

Resenha dos Batons Hades e Astarte de Dani Corpse para TBlogs

Um tempinho atrás recebi da TBlogs dois batons da coleção Dani Corpse, o Hades (azul) e o Astarte (verde). Segundo o release, "o Hades é um azul matte bem aberto e o Astarte é um verde mais metalizado". E os nomes foram em homenagens aos Deuses preferidos da Dani! ♥ 


Embalagem: caixa com todas as informações sobre o produto, assim a fórmula pode ser consultada a qualquer momento (tem batons em que se rasga o plástico com essas informações) + folha do release feito pela Dani. 

Clique na imagem para aumentar.

Importante dizer que as fotos promocionais da Dani usando os produtos são bastante realistas quanto às cores dos mesmos. Você pode confiar na cor que aparece nos lábios dela mais do que na cor que aparece nos batons.



Vamos à resenha!

Hades (azul) e Astarte (verde)


  Swatches: na pele dá pra perceber que o Astarte é um pouco mais espesso e fosco que o Hades.
E o Hades tem mais pigmentação que o Astarte.

Hades, deus do mundo subterrâneo, é homenageado no tom azul. 
Esse batom tem uma textura tão suave e macia que desliza na boca como se fosse um batom cremoso! Quando se tem lábios pequenos e finos como o meu isso é uma benção, eu sempre borro um pouco mesmo com contorno (eitcha!) e isso não acontece com o Hades. 

E a cor é forte viu? :D 
Esse é um matte "vivo e vibrante", que a Dani chama de "metalizado". \m/
Não é aquela coisa xôxa, azul boca de cadáver, é uma cor bem chamativa num tom aberto. Eu estava super receosa de a cor brigar muito com meu cabelo laranja e rosa mas achei que ficou MARA. Como eu sou aquela pessoa que só usa roupa preta, invisto em cor nos cabelos pra não ficar com uma aparência muito "pesada" e esse azul brinca de forma super "pra cima", com os cabelos. Fiquei muito feliz mesmo com o resultado, tô apaixonada por ele! ♥
É uma cor ousada, acho que ficará muito bem em negras e em meninas com cabelo azul (fazer aquela brincadeira dos vários tons combinando).

Sobre a transferência: transfere pouco, como a maioria dos mattes, mas super fácil retocar depois por conta de sua cremosidade. 
Cheiro: tem um cheirinho de bala que não fica nos lábios.
Embalagem: Preta e dourada, bem elegante e fácil de manusear.
Durabilidade: com duas/três camadas eu já fiquei de boas umas 5h com ele. Óbvio que se você for comer vai dar uma desbotada e precisará retocar especialmente na região central da boca. Pra sair totalmente só com demaquilante. Se você retirar só com o lenço ficam resquícios azuis nos lábios.
Compre aqui.

Clique para aumentar as fotos.




Astarte, para alguns deusa da fertilidade, para outros deusa da guerra, ganha homenagem no tom verde.
Esse sim já seria o típico batom matte. A textura é seca e enfrenta um pouco de resistência ao ser passado nos lábios na primeira vez, mas assim que a primeira camada pega fica mais fácil de continuar. Precisei de umas 4 camadas pra conseguir o tom "da foto". O resultado é um verde opaco com o "metalizado" de forma mais leve que do Hades.

Mas a cor... é um tom diferente não muito comum de se ver por aí! Eu nunca tinha usado batom verde!
Sabendo que verde é um tom frio e laranja um tom quente, eu esperava "aquele" contraste chamativo. Mas foi o oposto, achei o azul bem mais chamativo que o verde. Pra mim, o verde tá praticamente um tom "neutro" porque uma coisa que notei, é que por ser matte, ele fica "discreto" e dá pra ser usado como uma opção mais "séria", pra fazer looks mais elegantes, se é que me entendem, rsrs!
Acredito que a cor vai ficar interessante em louras, assim como em meninas com cabelos pretos. 

Sobre a transferência: transfere pouco, menos que o Hades. 
Cheiro: tem um cheirinho de bala que não fica nos lábios.
Embalagem: Preta e dourada, bem elegante e fácil de manusear.
Durabilidade: achei que dura um pouco menos que o Hades, com 3/4 camadas eu fiquei umas 4h com ele. Pra sair dos lábios também é mais fácil, dá pra retirar só com lenço pois ficam poucos resquícios, mas o ideal é tirar com demaquilante.
Compre aqui.

Clique para aumentar as fotos.


Ambos os batons tem vitamina E e são cruelty free.

Espero que tenham gostado, acredito que quem adquirir não vai se arrepender, o preço é um pouco alto (na verdade preço de batom de um Avon ou Natura) ainda mais com o frete, então compensa fazer um pacote de compras na loja, até mesmo entre amigas MAS a gente precisa lembrar que é um trabalho super profissional, que a TBlogs tá dando oportunidade pra uma pessoa alternativa que tá investindo em cores incomuns, tem duas embalagens, todas bem feitas, o produto tem qualidade e tudo isso, claro, tem um preço considerando os altos impostos no Brasil pra produtos de beleza. E a gente também não tem marca alternativa de cosméticos, ao contrário da gringolândia que existem vááárias, então a gente tem que dar um reconhecimento à esta iniciativa.
Vai aqui tanto meu agradecimento quanto meus parabéns pra Dani pelo reconhecimento e oportunidade que ela está dando pro pessoal alternativo conseguir cores incomuns. ♥ ♥

Não esqueçam de dizer se vocês curtem as cores, se já possuem os seus e o que acharam!





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18 de fevereiro de 2016

Reversa: Colar de Morcego + Blusa The Moon (da Sereia)

Já tem um tempinho que recebi essas peças da Reversa, foi no final do ano passado, eu tava devendo postar sobre elas aqui no blog!

O Colar Morcego é em acrílico preto, ele é super bem feitinho e bem acabado. Eu tô usando ele nessa foto que a Reversa postou no insta, onde também estou usando as saias de neoprene e a de "couro".



Morcegos estão super em voga na moda alternativa atual. Vocês podem acessar nosso instagram pra ver outra foto.

Já a blusa é o modelo The Moon, também conhecida como "blusa da Sereia" rsrs! faz parte da coleção All Black. Essa blusa me chamou a atenção desde a primeira vez que a vi, é uma sereia "flutuando" no mar embaixo de um céu estrelado. Me remeteu um pouco aos contos de fada. É minha estampa favorita de toda a coleção! 
Como eu já havia resenhado anteriormente, a blusa é numa malha de algodão penteado (30.1) super macia e a estampa é feita com silk screen toque zero. A blusa é larguinha e longa então fiquem ligados nas medidas que o site disponibiliza, porque o tamanho é grandinho.


Eu dei uma ajustada na minha nas laterais, a barra na foto tá dobrada pra dentro mas continua comprida.Essas fotos editei no cel e lá no @modadesubculturas já tem foto.


Estampa super lindona!



Me digam se vocês também tem peças da Reversa e qual suas preferidas ;)





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16 de fevereiro de 2016

Lei de combate ao bullying + preconceito ao diferente

No início do mês entrou em vigor a Lei nº 13.185, que estabelece o Programa de Combate à Intimidação Sistemática, mais conhecido como bullying. Agora, estabelecimentos de ensino, clubes e agremiações recreativas devem assegurar medidas de conscientização, prevenção, diagnose e combate a esse tipo de comportamento. 

E por que estamos falando sobre isso no blog? Porque sabemos bem o quanto alternativos são alvos de bullying na escola. Ainda vivemos em uma sociedade conservadora, vide o atual Congresso Nacional, que vem dando graves indícios de retrocessos. Somos um país multicultural, conhecido pela diversidade, mas que na prática mostra outra história. Vendemos ao mundo a imagem de um povo pacífico e no entanto os dados de violência são alarmantes.


Em dezembro lançamos o debate Preconceito ao Diferente com base no depoimento da cantora Fernanda Takai e entre os relatos havia o de leitores adolescentes. A gente sabe que essa é uma fase difícil, de muitas dúvidas e inseguranças, fácil de ser manipulado e afetado por opiniões de fora. Como não possuem a casca de defesa adquirida pela maturidade, viram presas fáceis para maldades alheias. Só que isso pode ter consequências mais sérias do que imaginam!
"Você não pode passar o resto da vida tendo receio de que as pessoas a rejeitem, e precisa começar não rejeitando a si mesma. Você não merece isso. De agora em diante, as pessoas podem lhe aceitar como você é ou podem se danar."

Antes que comece acusações de frescura, o bullying é uma ponte comprovada para transtornos mentais. A causa mais comum é a depressão e sendo uma doença silenciosa que provoca vergonha por ser associada a fraqueza, pode levar ao suicídio. Já abordamos aqui o tema que segundo a Organização Mundial da Saúde, tem causado mais mortes de jovens do que o HIV no mundo todo. 

O bullying é caracterizado por intimidação física e verbal. A perseguição pode ser feita cara a cara e também por cyberbullying, ou seja, crime cibernético. Por serem considerados diferentes, alternativos são alvos frequentes de abusos psicológicos e caso pertençam a algum grupo oprimido, o assédio piora. Muitos perdem a autoestima, se tornam introspectivos por medo ou violentos para se defender. Os traumas podem permanecer o resto da vida e afetar a convivência em sociedade quando adulto. 

Infelizmente demorou demais para sair essa Lei, quantas vidas não precisavam ser destruídas pelo descaso ao longo dos anos. A boa notícia é que hoje o Governo admite a gravidade do assunto, combatendo aqueles que o varriam para debaixo do tapete. Uma das maiores misérias que um país pode sofrer é a falta de educação. Sem ela, não há progresso. Que as próximas gerações sejam informadas de seus direitos e assim consigam se libertar desses gatilhos cruéis. E se você está passando pela situação, não se envergonhe de pedir ajuda!


"É ok ser estranho e não pertencer a um grupo e dane-se quem achar que você é menor do que eles." 





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