.Moda de Subculturas - Moda e Cultura Alternativa.: Sobre os desafios de estudar Subculturas Alternativas

28 de abril de 2017

Sobre os desafios de estudar Subculturas Alternativas

No post anterior, nos abrimos sobre algo que mantínhamos guardado há algum tempo: os plágios de conteúdo do blog Moda de Subculturas. Neste post, abordo um assunto que se interliga: as fontes. Alguns estudantes universitários me escrevem perguntando sobre livros que uso para pesquisa e decidi levantar alguns pontos sobre referências.

O meio acadêmico pede livros como fontes confiáveis em trabalhos de TCC*, o aluno que quer falar sobre subculturas encontra poucos títulos disponíveis sobre o tema em português. Isso torna a pesquisa mais trabalhosa e cara pois pode necessitar de importação de obras para leitura.

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Sabemos que subculturas e moda alternativa são “vivas”. Elas mudam o tempo todo. Isso faz com que alguns livros do tema fiquem datados. Esse é o maior problema com relação ao assunto, você gasta uma grana importando e quando vai ler, o bichinho serve pra pouca coisa, ou pior: tem fotos maravilhosas mas o conteúdo não trás coisas novas, contendo infos que estão disponíveis na internet (domínio público)! Isso acontece!

A pesquisa não envolve apenas livros "de subculturas", mas também livros de moda (muitos!!), arte, de sociologia, história, filosofia e algum outro autor de qualquer outra área que aborde temas relacionados. A sorte é que são áreas com muitos livros disponíveis no Brasil, seja em livrarias, sebos e até em bibliotecas públicas ou universitárias.


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Caso livros não estejam nos seus planos, a pesquisa através da web em sites ou blogues é a forma mais fácil de ter acesso ao tema. Observem como a Moda Lolita foi super bem abordada na internet pelas próprias adeptas! Pra quê livros se os fóruns já faziam um ótimo trabalho super confiável?

No entanto, não é fácil peneirar na web, há muita coisa disponível. Opte sempre por sites conhecidos (jornais, revistas, zines) ou especializados, cujo foco primordial é o tema que você busca. No caso de optar por usar conteúdo do Moda de Subculturas como referência, basta nos linkar como fonte consultada. Inclusive, se seu TCC pede um questionamento, uma teoria, você pode até questionar o que escrevemos, não há problema nenhum nisso, contanto que sua teoria explique o que nós "falhamos" ou o que os livros “falham”, apresentando sua visão sobre o tema escolhido.


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Atualmente no Brasil as maiores fontes sobre subculturas são sites, grupos e blogues. Pode ocorrer de orientadores terem dificuldade de aceitar somente conteúdo virtual como fonte. Num caso assim, sugiro que explique ao orientador da carência de material no país, da pouca variedade de livros sobre o tema em bibliotecas. Se for o caso de o orientador não aceitar links deste blogue, peça para ele nos visitar e contatar, com certeza confirmaremos sobre as dificuldades e limitações da pesquisa de subculturas e como os pesquisadores independentes e pessoas que vivem as subculturas são fonte confiável pra esse assunto aqui no país.  

  
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O meio acadêmico tem algumas restrições, o estudo da moda subcultural ainda não é visto com a seriedade devida, profissionais de moda alternativa já foram dispensados de colóquios de Moda, de debates e orientados a trocar seus temas de pesquisa porque a "moda das subculturas" não é "importante". O que é absurdo, pois basta entrar numa Renner e a loja está cheia de referências grunge, hippie, gótica e a Zara cheia de punk... e com essa mentalidade desvaloriza-se a própria história da moda brasileira, basta lembrar de estilistas como Alexandre Herchcovitch, Heitor Werneck, Valério Araújo e Marcelo Sommer, da jornalista Erika Palomino que fez parte da cena clubber, do stylist Felipe Veloso, além do maquiador Max Weber e tantos mais que vieram de um passado alternativo! A moda brasileira está atrasadíssima quanto ao entendimento da importância da moda das subculturas, não à toa ao invés de criarmos, copiamos o que vem de fora.

As subculturas são vivas, a moda alternativa é viva, evolui, muda o tempo todo, e cabe a nós, que estudamos acompanhar e fazer análises, Um livro orienta, analisa, mas será que é capaz de acompanhar as rápidas mudanças? Um sociólogo que vê alternativos apenas como uma "fase de adolescentes rebeldes" não compreende que tem muito mais além disso! É necessário que orientadores comecem a aceitar conteúdo de blogues e sites comprometidos e especializados, pois se eles querem a fonte, a fonte está lá: com quem vive aquilo! E o aluno não pode desanimar porque não tem “um livro”. Se queremos que levem à sério estudos sobre subculturas, precisamos que métodos alternativos de aprendizado se tornem fontes respeitadas no meio acadêmico. Há muitos conceitos ainda a se quebrar.


*Trabalho de Conclusão de Curso



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