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15 de janeiro de 2021

Subculturas e conservadorismo - Subculturas só têm ideias progressistas? A subcultura Masculinista (Parte 2)

A invasão ao Capitólio incentivada por Donald Trump, tinha como objetivo impedir a oficialização da vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais dos EUA, e revelou ao mundo uma subcultura que as feministas já conhecem há tempos: os ‘tribalistas masculinos’ ou ‘masculinistas’, conhecidos também como ‘mascus’.
 

Eles querem reviver uma suposta virilidade de caça e guerra, resgatando estéticas de vikings, espartanos, romanos e indígenas, que se reflete na estética do grupo composta de roupas de couro, peles, chifres e tatuagens.

O que os marca é o ódio profundo às mulheres, que seriam apenas objetos para reprodução humana. Eles têm extrema repulsa por elas e creem que elas devem ser caçadas, colocadas em cativeiro e estupradas servindo apenas para reprodução. O feminicídio é estimulado através um contexto político de dominação.

Nutrem também o ódio pelos LGBTs. Contraditoriamente, mantém relações sexuais com homens por amor à estética masculina, mas não se consideram gays, pois isso seria uma “fraqueza”. O que eles buscam é sexo com a imagem masculina.

Para Jack Donovan, ícone masculinista, gênero seria algo "natural" (o oposto do que teoriza o feminismo: que gênero é construção social não neutra, que sustenta a hierarquia do poder patriarcal) e imutável".

É habitual nos fóruns chans da deep web defender abertamente estupros e assassinatos de mulheres.

Estar entre homens, para eles, é resgatar uma virilidade perdida supostamente por conta das conquistas do feminismo e outros movimentos sociais e de direitos humanos.

Os masculinistas demonstram que não há como separar subculturas de contextos sociais e políticos. Existem subculturas voltadas aos ideais de direita.

Também comprovam a necessidade do feminismo, que luta pela libertação das mulheres de opressões históricas, combate a misoginia e as estruturas hierárquicas de gênero resultantes das formas de socialização.

Lei Lola

Se você é mulher e sofreu ou está sofrendo crime de ódio, saiba que isso deve ser investigado pela Polícia Federal. Em abril de 2018 foi sancionada a chamada Lei Lola, referencia à professora Dolores (Lola) Aronovich, autora do blog feminista “Escreva Lola Escreva”, que já  foi ameaçada de morte várias vezes e chegou a fazer 11 boletins de ocorrência.

A autora da lei foi a deputada Luizianne Lins (PT-CE), e cabe à polícia federal investigar crimes de misoginia na internet, combatendo ataques, assédios, piadas, depreciação, violência, objetificação sexual e perseguições cibernéticas mesmo que os ataques sejam anônimos, pois a política quebra o anonimato dos agressores.
Misoginia é quando um homem tem ódio, desprezo, preconceito, repulsa contra as mulheres e meninas, simplesmente por serem mulheres ou por elas não corresponderem ao padrão do que ele considera 'ser mulher'.

Referências:
@BBCBrasil ⁠
@blog.feminismocomclasse
@moanaaoliveira
Blog Escreva Lola Escreva
De Realengo a Goiânia cinco massacres que chocaram o país (notícias R7)
Agência Câmara de Notícias 


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13 de janeiro de 2021

Subculturas e conservadorismo: subculturas só têm ideias progressistas? (Parte 1)

 Em um post no Instagram em que pedi para mandarem perguntas sobre subculturas, tribos e moda alternativa, algumas pessoas me indagaram sobre os conservadores no meio alternativo. 



Quero saber um pouco mais da visão e experiência  de vocês sobre o tema:

- Você acha que subculturas só têm ideias progressistas? 

- Se sim, você pensa isso por conta de qual informação que chegou até você ao longo de sua vida? 

- Tem alguma subcultura que você costuma associar diretamente com conservadorismo? Qual?

- Em qual subcultura “progressista” você tem visto pessoas conservadoras?





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2 de janeiro de 2021

Mande suas dúvidas sobre subculturas, tribos urbanas e moda alternativa!

E começou 2021! 

Como informado em nossa carta de 2020, temos em mente um projeto à médio prazo. E contamos com a participação de vocês!

Convidamos você a responder as questões abaixo - outras questões virão e este post será atualizado com elas, mas publicaremos tudo primeiro no Instagram, então nos siga por lá!

 @modadesubculturas


duvidas-subculturas-tribos-urbanas

Pode ser a questão mais boba ou a mais complexa, não importa! Não temos preconceito de tema nem de estilo, época ou teorias... Aquilo que vocês sempre quis saber sobre subculturas e moda alternativa mas não sabia onde perguntar! Escreve nos comentários ou comente neste post do insta.




São tantas nomenclaturas e conceitos... mas será que estão devidamente claros para a população? A linguagem acadêmica e o academicismo pode por vezes mais dificultar do que facilitar a difusão do conhecimento produzido por teóricos e pesquisadores. Quando isso acontece e porque ocorreu uma falha na comunicação. Consideramos necessário que o conhecimento chegue em linguagem acessível a todos. Chegou nossa vez de saber qual termo/conceito você tem mais proximidade e se tem alguma questão sobre ele(s). Escreve nos comentários ou comente neste post do insta.



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9 de outubro de 2019

10 anos de Moda de Subculturas: "Subculturas e Estilo" a história que me trouxe até aqui.


Hoje o blog Moda de Subculturas comemora seus 10 aninhos!!


Neste ponto todos devem saber da nossa campanha da Vakinha, onde os apoiadores receberão 1 revista + 3 zines comemorativos (clica aqui), que fica no ar até dia 15/10 e em novembro os materiais e brindes estarão disponíveis aos apoiadores!

Difícil dizer qual o maior legado do blog nestes anos todos, acho que o principal foi tratar a moda alternativa com seriedade, mostrando que as subculturas influenciam a história da moda e são influenciadas por ela. Informar sempre respeitando a história das mais diferentes tribos, mesmo daquelas que não nos identificamos pessoalmente.

Um outro legado que considero importante, foi respondido numa das perguntas da minha entrevista para a revista Gothic Station #3: sem querer o blog cunhou o termo "Moda de Subculturas" no Brasil. Pode soar arrogante, mas é verdade.


Foram inúmeras vezes que ao longo destes 10 anos recebi mensagens de pessoas dizendo que: 
- se interessam por "moda de subculturas", 
- que o TCC é sobre "moda de subculturas", 
- que pesquisam "moda de subculturas", 
- que quer fazer trabalho de "moda de subculturas"... 
e assim vai...

Isso é fofo e curioso.
Fofo porque as pessoas se interessem no tema e curioso porque elas usam o nome do blog como referência para um assunto.

"Moda de Subculturas" é o nome do blog.
E moda das subculturas seria a grafia pra se referir ao assunto.
nome do blog virou um termo e se entranhou na cabeça das pessoas como um 'sinônimo' pra essa temática. 

Quando isso acontece, já sei que ali tá marcada a influência do blog em suas vidas, em sua forma de pensar, no seu interesse por pesquisa e principalmente na forma de se dirigir ao tema de moda alternativa. 
E por mim podem continuar usando o nome do blog, "Moda de Subculturas", pra se referir ao tema, não me importo! XD

Atualmente somos praticamente o único site/blog ativo no BR sobre o tema geral de subculturas, nossa presença está marcada na web. É uma forma muito forte de influencia. Será que alguém vai estudar isso algum dia? :P

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Como já estão cansado de saber, houve uma comunidade do Orkut que deu origem ao blog. São muito anos, as gerações mudaram e alguns que aqui visitam podem nem ter ideia de como foi a origem de tudo. Embora este ano o blog comemore 10 anos, faz treze anos que comecei a postar informações sobre moda alternativa na web! :O Meu interesse no tema vem de todo um histórico pessoal: foi o gosto por música (rock/metal) que me levou à cultura alternativa, ao desejo de saber mais sobre subculturas e posteriormente a criar minhas próprias roupas

Eu poderia dizer que "sou alternativa desde criancinha" pois cresci numa família roqueira e me sentia "diferente" desde nova (por ser questionadora de fatos sociais), mas isso seria absurdo, pois naquela idade eu não tinha o conhecimento e muito menos a consciência de todo um contexto em que a cultura alternativa se insere. Na minha opinião, ser alternativo não é gostar de Frankenstein e roupa preta quando criança, pois a cultura pop tem grande influência sobre nossa formação cultural ao longo de nosso desenvolvimento. Pra mim, ser alternativo é uma junção de fatores que quando criança eu ainda não tinha plena capacidade de compreensão. Só passei a me compreender como uma pessoa 'encaixável' na cultura alternativa quando adolescente, aprendendo e compreendendo seus simbolismos, códigos, ideologias e ações.

Meu interesse no tema me leva no começo da década de 2000 a estudar Moda, graduação que não era muito habitual aos que se identificavam com cultura alternativa. Hoje, o curso de Moda é uma opção onde pessoas "diferentes" encontram um porto seguro. Uma área em que podem ser si mesmos. Uma opção às carreiras tradicionais. Um curso que alternativos sentem que podem manter seus visuais, embora na vida real seja uma área difícil para empregos.

Munida de um pouco de conhecimento adquirido, fundei no Orkut a comunidade "Subculturas e Estilo", lá era a rede social onde todos estavam e logo conheci pessoas alternativas do Brasil todo que só agregavam! A comu surgiu em 2006 e permaneceu ativa até o fim do Orkut em 2013. Só não vou lembrar quantos membros tinha quando o Orkut finalizou, pois não tenho prints, mas eram milhares (perto de 5 mil se não me engano).

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Existe um problema com a internet, se você não "printa" ou não salva uma página da web, algumas coisas se perdem para sempre. Eu vi isso acontecer com a história do que produzi na web.

Desde que o Orkut não existe mais, perdeu-se o que produzi naquele lugar. Neste sentido, a internet também prejudica pesquisadores. Como recorrer a algo que não está mais lá? Como provar algo que não pode ser visto? Como confirmar uma informação que existe na sua memória mas que não há mais o registo virtual daquilo?

Com sorte, eu cheguei a salvar as páginas da comunidade e se não fosse por isso, dependeria da história oral e escrita de quem presenciou aqueles momentos. Não lembro o dia exato em que a Subculturas e Estilo foi criada, perdi essa informação, só lembro que foi em 2006 (entrei no Orkut em 2005). Achei um arquivo Word com os textos que lá postava e foi bastante interessante reler, são 35 páginas! Não me lembrava mais exatamente o que eu escrevia. E é um pouco disso que compartilho com vocês agora.

Comemorando os 10 anos do blog vamos começar antes do começo, com o print de um post com o texto do perfil da comunidade, de março de 2007 (a "Lady Skull" sou eu rs).


Clique na foto para aumentar.

Parte da descrição da comu foi adaptado de um livro de Patrice Bollon. Eu não faria isso nos dias de hoje. Mas estava começando a ler material acadêmico, então eu ainda não tinha uma abordagem adequada. Além disso, sabemos das complexidades dos termos "subculturas" e "tribos urbanas" e seus desdobramentos através dos teóricos. Tribos Urbanas é um termo que pegou MUITO no Brasil pós 1985, tanto que se usa até hoje. Mas eu não utilizava Maffesoli como referência, eu tinha lido Hebdige e estava pessoalmente envolvida com a cena Metal (uma subcultura). 
"Subculturas" era um termo pouco usado no Brasil (em prol de Tribos Urbanas) até recentemente (ainda é, em alguns segmentos), mas nestes últimos anos voltou forte a ser usado no exterior e na academia devido às ressignificações teóricas, o termo voltou à mídia estrangeira e fico feliz que eu tenha usado o termo no nome do blog pois ajudou na nossa ascensão e contextualização às recentes teorias. 

Atenção pra esse pedaço: eu tô chocada que nada mudou! 

Clique na foto para aumentar.
"absurdos que leio por aí", UI! 

Em muitos pontos eu fazia um tom meio didático, optei por essa abordagem porque na época não se encontrava muitas informações sobre moda alternativa no Brasil e os blogs eram fundamentais nessa questão. Eu falava de moda mainstream em paralelo com o conteúdo de moda alternativa, fazia questão de informar sobre MODA, que era vista com preconceito no meio alternativo, como algo fútil. Na verdade Moda ainda é visto como algo fútil, impressionante como cada nova geração repete as ideias do passado sem questioná-las! Eu queria quebrar isso. Queria mostrar que a moda não era só futilidade, que havia um outro lado, o lado histórico, o lado do significado das coisas, dos motivos...



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Hoje falamos muito de marcas e parcerias e a Subculturas e Estilo tinha a intenção de divulgar lojas alternativas nacionais, existia um tópico apenas pra isso. Nada mais justo do que compartilhar que é possível criar lojas e desenvolver o mercado daquela época.
Os que no passado criticaram o blog por fazer postagens comerciais - sendo que hoje no Instagram isso é habitual dos influenciadores - não deviam saber que desde 2006, divulgação de marcas já era um dos intuitos.



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Abaixo: Aquele momento em que no dia 17 de julho de 2006 postei sobre Deathrock de uma forma bem senso comum e percebi que em pleno 2019 nunca postei sobre o estilo no blog!  XD 
Eu não escreveria aquele primeiro parágrafo hoje em dia, além de mal escrito é duvidável, mas de resto eu manteria os tópicos melhorando a pesquisa... citei até a Bettie Page! XD



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Esse post abaixo é outro que hoje em dia eu não faria da mesma forma. A intenção era falar do Glam Metal (famoso Hard Rock/Hair Metal oitentista) e onde o glam estaria "hoje em dia" (naquela época, né) no rock/metal. E lendo esse post, me veio à mente que o Marilyn Manson era chamado, especialmente no exterior em algumas publicações de música (eu lia muito essas fontes), de "Glam Goth", termo que hoje não se usa mais pra falar dele...


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Óbvio que cometi equívocos ao longo dos anos e não tenho vergonha de dizer isso! Encontrar informações não era/é fácil, era/é preciso ficar traduzindo artigos do inglês, importar livros que nem sempre traziam as informações sobre moda. Ao mesmo tempo que abri a porta da busca do conhecimento, me envolvi com informações que variavam entre senso comum e ideias que ainda não estavam 100% desenvolvidas, às vezes sendo visionária e às vezes antecipando tendências e às vezes dando opiniões sobre assuntos que supostamente eu não deveria abordar por não ser da cena X. 

Encontrei pessoas que de forma nenhuma queriam colaborar, me achando muito intrometida, "folgada" e outros xingamentos básicos por eu ter interesse em conhecer mais sobre suas subculturas ou estilos de vida. Outros se ofereceram pra ajudar e quando viram que meu trabalho era sério e relevante ficaram  com raiva do conteúdo que mostrei à eles (não quero usar a palavra inveja, mas até poderia ser). Alguns queriam guardar suas subculturas como itens preciosos que não deveriam ser compartilhados, ainda mais por um blog assim... tão diverso e que falava de... Moda!! (algo fútil pra eles que não devem usar roupa nem adornos né? rsrs)

Bom, se as pessoas não compartilham informações com um blog que respeita as culturas alternativas, mas se abrem pra mídia dominante que fazem matérias erradas sobre esse universo, eles tiveram as opções e fizeram suas escolhas. 

Às vezes falar para um público menor, mais direcionado, faz mais efeito educativo do que pra um público amplo demais que vai cortar tuas falas. E pra uma mídia que vai alterar a linguagem informativa. De qualquer forma, sempre estive aberta ao diferente e ao que não entendo. E sempre vai ter os que não gostam da abordagem. Mas não podem dizer que não deixei o espaço aberto.

E o que aprendi com toda essa hostilidade? Que infelizmente em muitas pesquisas não terei ajuda das pessoas de certas cenas. É um processo que sozinha tenho que destrinchar estudando muito, fazendo com que um post demore até mesmo anos pra sair.


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Um dos primeiros banners do blog

Vocês podem navegar pelos primeiros posts do blog e ver como era minha abordagem bem senso comum das temáticas e como depois aquilo deu uma melhorada. Haviam até revoltas pessoais, coisa que hoje nem tem mais, pois levei pro meu blog pessoal, o morto-vivo Diva Alternativa

O blog já nasceu com o "Dark Glamour", termo que "criei" pra remeter à tudo que fosse obscuro e elegante, que simboliza muito o que aprecio esteticamente. 

Em 2011, usei pela primeira vez o termo "dark pin-up" aqui no blog.

A primeira vez que coloquei publicidade paga no blog foi no começo de 2013, embora parceria por permuta também seja praticada.

Capa em 2011/2012: papel de parede remetendo à "Dark Glamour".

Muitas mudanças ocorreram no caminho: testes de conteúdo, experiências... perceber que tipo de postagem não atrai o público...
Vejo muito bem que vocês não gostam de moda colorida né? hahahaha!! Mas é algo que tem que postar, especialmente se enxergamos algo relevante ali!

Vi diversos outros blogs alternativos que começaram antes ou junto desaparecerem, como o Sombria Elegância (2008 a 2010), Moda Trash (2008), Choose your Style (2008), Black Baroque (2013-2014), responsável por usar o termo "Retro Gothno Brasil; e outros que permanecem no ar como o Aliena Gratia/Desvianteh, desde 2008. Toda essa turma teve relevância na história da blogueiragem alternativa brasileira, além de claro, os blogs mais específicos, como os de moda Lolita e Gyaru.

Em 2012, a Lauren, a moça que era dona do blog Moda Trash me escreveu perguntando se podia ser colaboradora. Acabamos descobrindo muitas coisas em comum e a parceria intelectual deu tão certo que em 2013 ela virou colaboradora efetiva, uma co-autora, e desde então o Moda de Subculturas mantém duas autoras.

Logo se destacou uma nova geração de blogueiras, como a icônica época das blogueiras góticas e/ou alternativas: Gabi, Giovanna, Nayara, Mayara, Marcela, Rafaella, Bruna, Ariel, Rokaia, Lídia, Mone, Fernanda, Jaque, Thaís, Camilla, Alessanda, Suélen... entre outras - Nosferotika e Sandila - foram muito representativas e depois migraram para o Youtube.


Em 2016, concorremos no exterior com blogs de peso como Haute Macabre, como melhor blog no tema "Subcultura", sendo o único blog da lista em português, nossos leitores votaram em peso e fomos pra final!! Não ganhamos - claro, único blog em português numa eleição mundial - mas estranhamente não nos foi dito pelos organizadores qual nossa posição final. Algo que acho estranho até hoje XD

Vi o desenvolvimento das lojas alternativas do fim dos anos 90 quando tudo meio que se baseava em criações em torno da temática de bandas além da moda street (skate/surf); o começo de 2000 com as criações da Black Frost e outras marcas de pegada romantic goth; seguindo a década dos anos 2000 vendo-as se profissionalizarem cada vez mais; a década de 2010 e todas as experiências de tendências alternativas e cooptando o mainstream; chegando a 2015 em diante onde as lojas se profissionalizaram muito, criando suas próprias coleções e ganhando variedade, acompanhando os interesses das mídias sociais.

Acho muito importante apoiar quem está começando! Tenho muito orgulho de ter apoiado e divulgado aos leitores marcas alternativas. Mesmo que algumas marcas tenham depois deixado o blog, foram parte do nosso caminho!

Capa em 2014.

Certeza que nessa carta muita coisa ficou de fora, 10 anos é tempo pra caramba também pra esquecer das coisas que aconteceram!!

Mas acho que história do blog mostra bem que "influencer" não são só fotos lindas, existem os micro influenciadores e principalmente a influência intelectual - essa é uma forma muito potente de influência, pois muda a mente das pessoas, a forma de pensar. Uma pena que não sai na foto.

Não faço ideia do que será do blog nos próximos meses/anos, pois continuar na ativa está bastante difícil devido aos compromissos da vida real. Mas independente do rumo que tomarmos, esse blog já está na história da cultura alternativa nacional, modéstia à parte. Quem sabe um dia, no futuro quando alguém for pesquisar a história da moda, mídia e cultura alternativa no Brasil, se lembre de nós e possamos ser uma fonte oral e escrita da História?


Capa 2014 - 2017


Aqui acaba essa imensa carta de 10 anos e não esqueçam que nossa campanha de 1 revista + 3 zines comemorativos está chegando ao fim.

O conteúdo delas não estará disponível no blog!

Então clica no banner abaixo e garante seu material! Afinal, só se faz 10 anos uma vez!! <3

Grande abraço!

Assinado: Sana (@sanaskull)



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14 de dezembro de 2018

Die Antwoord e Zef: a subcultura do branco pobre da África do Sul

Com o fim do apartheid na África do Sul, novas políticas foram criadas visando o apaziguamento das diferenças étnicas entre negros e brancos naquele país. É nesse ponto que a subcultura Zef ganha espaço. Atualmente é associada ao trio de rap Die Antwoord que orgulhosamente representa o estilo.

Yo-Landi Visser e uma de suas camisetas escrito "ZEF"/ Divulgação.

"Zef é o estilo azarão da África do Sul. Zef tem sido um insulto há muito tempo na África do Sul. Significa que você é um pedaço de merda" - Ninja, Die Antwoord

O Zef surge como consequência do empobrecimento dos brancos da África do Sul. Para entender como os brancos empobreceram precisamos voltar um pouco no tempo e contar de forma breve a história da colonização do país.

Os colonos holandeses chegaram na África do Sul no século 17 com o desejo de estabelecerem-se numa terra fora dos domínios britânicos, assim, ocorreu uma migração em massa de agricultores (os Voortrekkers), os "pioneiros", que desenvolveram sua própria linguagem e identidade. Os descendentes destes colonos são chamados de "Afrikaners". Em 1948 eles chegaram ao poder e o Apartheid foi instaurado.

O apartheid foi  um regime de segregação racial (1948 a 1994) onde os direitos da maioria dos habitantes foram cerceados pelo governo de minoria branca. Ocorria a divisão dos habitantes em grupos raciais: "negros", "brancos", "de cor" e "indianos". Na década de 1970, os negros foram privados de sua cidadania. Serviços públicos como saúde, educação e outros eram oferecidos de forma inferior aos negros enquanto os brancos ficavam com os melhores serviços.

Muitos Afrikaners trabalhavam na indústria do ouro na década de 1970, enriquecendo e levando um estilo de vida ostentatório. Apesar de uma vida financeira confortável, eram pouco educados e escolarizados. O termo "Zef" era usado para descrever a paixão destas pessoas pelo Ford Zephyr customizado de forma extravagante. O estereotipo do Zef era um bigode de morsa (bigodes super grandes) e um corte de cabelo mullet. 

Em 1994 ocorrem as primeiras eleições democráticas e consequentemente o fim do apartheid. A vida destes brancos muda radicalmente, levando-os ao empobrecimento. Sua cultura virou tabu, foi sendo desmantelada ganhando um significado de 'vergonha'. 

A recente geração de afrikaners de Joanesburgo reapropriou e parodiou esta cultura marginalizada. A cena cresceu em torno de  Die Antwoord, com Ninja, Yo-Landi e o DJ Hi-Tek que fazem rap em inglês, na língua Africaans (africânere dialetos locais.

"Zef é: você é o pobre mas você é extravagante. Você é pobre mas você é sexy, você tem estilo" - Yo-Landi

Zef: o visual do branco que entrou em decadência social com o fim do Apartheid

Características

O Zef envolve elementos que remetem à ostentação, como o uso de grillz nos dentes e a um visual barato associado à classe média baixa. 


As características do estilo Zef. / Reproduçao


Mullet, cuecas boxers estampadas, lentes de contato sclera, tatuagens de baixa qualidade, corte/penteado High Top Fade (o penteado do Ninja), jóias douradas, roupas over-sized (grandes para o corpo da pessoa), camisetas curtas estilo cropped (leia matéria aqui), pinturas no rosto e referências aos anos 1980 (as cores verde e rosa são frequentes) são habituais no visual do Die Antwoord.


Yo-Landi cheia de colares dourados e 
seu famoso corte de cabelo mullet. / Divulgação

Os estilos de Yo-Landi e Ninja passam a impressão de um visual de rua, marginalizado, casual, simplório e às vezes 'esquisito' e brega. As roupas de Yo-Landi costumam ter também um jeito infantilizado.


É importante salientar que o visual do grupo de rap remete a uma versão mais exagerada, uma paródia do comportamento 'pouco educado' dos Zefs que já foram bem de vida e perderam poder aquisitivo. Suas roupas com aparência de baratas e de modelagem simples se contrastam com os elementos de ostentação, como os acessórios em ouro.
A dupla estrelou o filme "Chappie" (2015) de Neil Blomkamp e manteve o visual Zef em cena associando-o a elementos cyberpunks e pós apocalípticos nas cenas de luta.


Fotos: Divulgação

Embora o Zef exista há décadas, foi com Die Antwoord que esta subcultura ficou mundialmente conhecida através da abordagem sarcástica dos artistas musicais. 

Seguimos no caminho de escrever sobre subculturas e estilos alternativos fora do eixo Europa / Estados Unidos. O Zef é apenas um dentre muitos.


E você, o que acha de 
Die Antwoord e do estilo Zef?



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29 de julho de 2018

O que é K-Pop? A história do surgimento do estilo musical que dominou o mundo.

No segundo semestre deste ano, pelo menos nove bandas de K-Pop aterrissarão em solo brasileiro. O gênero tem alcançado imensa popularidade mundial. A história do K-Pop é mais uma amostra de como uma subcultura musical pode influenciar a sociedade, provocar mudanças nos hábitos, na moda e comprovar seu valor cultural.
2NE1  / Divulgação


A história do estilo musical se relaciona com jovens tendo participação ativa em momentos em que um sistema político e social necessita de mudanças. No caso, um sistema ditatorial que dizia o que as pessoas da Coréia do Sul deveriam ouvir: músicas patrióticas contratadas pelo governo (chamadas de "músicas sadias") de temas inocentes ou sobre o amor à pátria.

Tudo começou a mudar no ano de 1992, quando o grupo Seo Taiji & Boys se apresentou na televisão coreana, mostrando de forma inovadora mash-ups de rap e pop, sonoridades orientais e ocidentais misturadas e coreografias enérgicas baseadas em movimentos de hip-hop. O grupo chocou a sociedade e fascinou os jovens. A música era "Nan Arayo" e ficou no topo das paradas por 17 semanas. 


Seo Taiji & Boys / Divulgação

Como um cantor de Heavy Metal criou o K-Pop moderno?
Seo Taiji  tinha uma banda de heavy metal chamada "Sinawe", antes de fundar o grupo que daria origem ao K-Pop moderno. O lado rebelde do cantor era forte e talvez tenha sido exatamente essa rebeldia que possibilitou Taiji de inserir elementos do Rock n´ Roll nos álbuns seguintes, o que gerou censura dos canais de TV, que não concordavam com o visual de jeans rasgados e brincos dos músicos. Sem se intimidar, o terceiro álbum de Seo Taiji & Boys tinha rock alternativo e até mesmo Heavy Metal, como vemos na música “Kyoshil Idaeyo” (veja vídeo abaixo) com vocal gutural e crítica ao sistema de ensino coreano. Na época, o grupo foi até mesmo acusado de satanismo. O quarto álbum teve censurada uma música que criticava o governo, mas o 'estrago' já estava feito: uma geração de jovens não aguentava mais os governantes decidindo o que deviam ou não escutar, o que de certa forma pressionou as mudanças sociais que viriam a ocorrer. Naquela altura, o K-Pop já havia conquistado seu espaço. Após o término do grupo, Seo Taiji voltou a cantar rock e o colega Yang Hyun-suk fundaria a YG Entertainment, uma das mais importante criadoras de ídolos K-Pop.





Com a Coréia pronta para uma mudança cultural, a repressão ditatorial se afrouxava, permitindo uma abertura para novidades. O sucesso de Seo Taiji & Boys representava essa mudança e logo seriam copiados por outros grupos, embora a dança ainda fosse vista socialmente com uma visão muito negativa. A influência dos meninos na moda foi tanta que tudo que eles usavam (roupas largas em estilo rap e hip-hop) era adotado pela juventude. Dentre os novos grupos que surgiram estava H.O.T., criado por Lee Soo Man, onde os garotos se apresentavam usando roupas de ski e dançavam ao som de hip-hop, pop e dance. Nunca roupas de ski foram tão consumidas pelos adolescentes. 


H.O.T. / Divulgação


Surge a Cultura de Exportação
Com a crise econômica do fim dos anos 1990, a Coreia decide fazer da cultura sua indústria de exportação e passa a investir no segmento artístico. Em meados da década de 2000, o "Korean Pop" se torna amplamente corporativo, um grande negócio. Gravadoras como JYP, YG e SM Entretaiment fazem uma busca por jovens que passam por um treinamento de aproximadamente cinco anos e ficam conhecidos como Idols (ídolos) e conseguem angariar seus próprios fãs que torcem por seu sucesso. Neste processo, os jovens aprendem a cantar, atuar, dançar e montam grupos, sempre supervisionados pela gravadora que mantém com eles um contrato restrito, método que gera críticas já que os jovens desde cedo recebem pressão psicológica e pressão do mercado, aceitando tais contratos por buscarem ascensão social e fama muitas vezes gerando depressão e suicídios. O plano de governo deu certo e desde o fim da década de 1990, o K-Pop se espalhou pelo mundo na chamada “Hallyu”, a “Onda Coreana”. Junto da expansão da música, veio junto moda, comportamento e consumo. 


Características

O K-Pop é caracterizado por uma mistura de sonoridades ocidentais e orientais, uma música tem pelo menos três estilos sonoros diferentes: pode começar com pop, passar para rap e finalizar com hip-hop por exemplo, as possibilidades de mistura são muitas. Embora as músicas sejam cantadas em coreano, sempre há uma frase em inglês para ser 'entendida' pelos estrangeiros, que normalmente é parte de um refrão marcante. 

A música "I got a boy" da Girls´Generation 
possui uma mistura de mistura pop, rap e hip-hop.




Os grupos de K-Pop tem em média cinco membros e cada um deles tem uma 'personalidade', uma função específica dentro do grupo, seja para cantar em mais de uma língua ou para encarnar um personagem. Os artistas precisam ter uma atitude educada e manter a imagem longe de polêmicas. Os nomes dos grupos costumam ser acrônimos, para facilitar a carreira no exterior já que se torna desnecessário a tradução de um nome, como por exemplo DIP, JJCC e EXO, BTS. Os clipes possuem arte visual elaborada, com muitas cores e passos de dança extremamente sincronizados  que são imitados pelos fãs.



Moda
Na questão da moda, o K-Pop dita o que os jovens coreanos vestem. O estilo varia de grupo pra grupo, a estética é importante para a formação da identidade tanto dos cantores quanto do grupo em si. No início do estilo, as roupas formais se alternavam com a moda streetwear ocidental, mas com o passar das décadas, as roupas passaram tanto a ser tradicionais, quanto modernas, coloridas, em modelagens diferenciadas. As garotas preferencialmente usando roupas "girlie", bem sensuais e que exalam feminilidade; não é permitido visuais 'agressivos' ou estampas de frases atrevidas ou com palavrões, quando isso ocorre, logo os clipes são censurados ou modificados. A geração mais recente de grupos K-Pop é a que mais tem usado a moda como um forte veículo de comunicação, apostando em estéticas com cabelos descoloridos, conceitos futuristas ou fetichistas, calçados diferenciados. Três grupos merecem destaque: Big Bang, onde os cabelos tingidos e roupas com design provocaram uma mudança crucial na moda K-Pop masculina e as garotas de Girls´ Generation e 2NE1 que usam a moda como uma declaração. 2NE1, é uma das maiores influências na moda de rua coreana, a banda acabou em 2017, mas a cantora JC já fez até parceria com Jeremy Scott.

Um dos clipes mais famosos de 2NE1, 내가 제일 잘 나가(I AM THE BEST), apresenta as garotas vestindo roupas de inspiração fetichista, punk, heavy metal, clubber e futurista.




Alguns grupos e suas variadas estéticas:


G-DRAGON do BIG BANG é tão influente que tudo que ele usa é copiado. Já surgiu até uma categoria de Cosplay especializada no cantor.


BLACK6IX

GIRLS´DAY


GIRLS´GENERATION

BLACKPINK


 BIG BANG


K.A.R.D

 JJCC


SISTAR

MISS A


MOMOLAND


24K
2NE1 


AOA


TWICE

EXO


BTS



A indústria do K-Pop embolsa mais de 5 bilhões por ano! Não é de se duvidar que esta subcultura seja mundialmente a mais influente da atualidade.







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