Destaques

9 de outubro de 2018

Aniversário: 9 anos de blog!

O blog Moda de Subculturas completou 9 anos!
 
Daqui por diante é a contagem regressiva aos 10!! 




Nesse tempo de existência, o importante a dizer é que continuamos na resistência! 

O blog começou quando foi percebido que a moda alternativa e sua imensa riqueza precisava ser comunicada a muito mais gente do que as que faziam parte da comunidade no Orkut (que começou em 2006!!).

É possível dizer que existem pessoas que cresceram com o Moda de Subculturas e nem sabem como era antes, quando não se tinha informação disponível na web sobre moda e subculturas. 
É visível e impressionante o crescimento e desenvolvimento da moda alternativa de lá pra cá e nós registramos tudo isso!!

Atualmente há muito em jogo, e tudo que pedimos de aniversário é que se vocês gostam de nosso conteúdo apoiem e sigam o blog. Nós precisamos mais do que nunca de incentivo para não desistir.

Queremos continuar expondo opiniões, mostrar que a minoria alternativa tem voz na sociedade, queremos continuar colocando visões diferentes no diálogo e que os debates sejam com críticas construtivas e não ofensas gratuitas que às vezes damos de cara por aí.

Compartilhem amor!

Dizem que essa é a época dos influencers digitais com milhares de seguidores. É verdade! O indivíduo e seu eu nunca estiveram tão em alta. Embora esse blog seja muito bem acessado para um nicho, nas redes sociais nosso foco não é falar de nós e sim, falar do universo alternativo e suas maravilhas, enaltecer o outro! Por nadarmos contra a maré, nos mantemos um local alternativo mais do que sempre.

Temos consciência da influência do blog nestes nove anos e não precisamos provar nada pra ninguém, sabemos que informação ajuda a criar estilos pessoais e opiniões; também aprendendo e nos inspirando com a moda alternativa estrangeira que está muito mais avançada que nós, mas criando nossas próprias versões dentro do que está ao nosso alcance. 

Porém errar também é parte do processo e algumas vezes erramos também, especialmente nos momentos em que demos informações "inéditas" de bandeja e vimos pessoas pegando essas informações e plagiando, copiando ou as usando sem creditar em sites, blogs e Instagrams (inclusive alternativos) e até trabalhos acadêmicos (que decepção pesquisadores!). Uma coisa muito desmotivante já que nosso propósito era justamente oferecer novas informações para que ajudássemos a diminuir a ignorância no Brasil sobre certos assuntos e assim, crescermos juntos. Mas o que vimos foi um apagamento, um silenciamento de nossas vozes. Neste processo quem perde não somos apenas nós mas também os leitores, já que nada é mais como antes. 

Mas sabemos principalmente que existem pessoas e lojas maravilhosas que nos apoiam! E é pra estes que vão nossos melhores agradecimentos!! <3

E é isso: apoie o que você gosta! 
Só juntos seremos mais fortes, nada se exclui, tudo se complementa! 

E conta pra gente: o que vocês querem nos 10 anos do blog?




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É permitido compartilhar a postagem. Ao usar trechos do texto como referência em seus sites ou trabalhos precisa obrigatoriamente linkar o artigo do blog como fonte. Não é permitida a reprodução total do conteúdo aqui presente sem autorização prévia. É vedada a cópia da ideia, contexto e formato de artigo. Plágios serão notificados a serem retirados do ar (lei nº 9.610). As fotos pertencem à seus respectivos donos, não fazemos uso comercial das mesmas, porém a seleção e as montagens de imagens foram feitas por nós baseadas no contexto dos textos. 


5 de outubro de 2018

Murder Queen e Dracurella contam tudo sobre a coleção em parceria com a Rainbow Pinup Store!


A Coleção Rainbow x Murder Queen e Dracurella foi feita especialmente para as amantes da moda retrô que se inspiram nas décadas de 1940, 50 e 60!

Quem segue Bianca Gouvea (@dracurella) e Larissa Romaszkiewicz (@murderqueen) no Instagram sabe que ambas são fãs tanto de cultura retrô quanto da temática de horror. As amigas se uniram para criar uma coleção autoral de peças exclusivas para a Rainbow Pin-up Store! Os modelos possuem cores sóbrias e as clássicas estampas de onça e a de listras, modelagens valorizando curvas (como era de praxe naquelas épocas) e tecidos finos cuidadosamente escolhidos. Nesta entrevista elas contam  mais detalhes da coleção!

Como surgiu a parceria entre vocês e a Rainbow?
Bianca: Acho que fui a primeira a ter parceria com a Rainbow, inicialmente comprei algumas peças e logo após a Cá me convidou para modelar uma coleção, e ajudar na criação de uma das peças, foi super legal! Depois disso surgiu esse convite para criar uma coleção ao lado da Larissa.

Larissa: Isso! Eu também já tinha comprado peças da Rainbow e estava de olho em várias outras rs conheci a Cá através da loja e quando a Bianca fez a parceria com ela acabei me aproximando mais dela também. Quando ela nos convidou para desenvolver toda a coleção levando o nosso nome, fiquei muito feliz! 



Quais foram suas inspirações para a criação da coleção?
Nós temos inspirações bem parecidas, tanto que desenhamos as peças separadamente e quando fomos à primeira reunião haviam vários desenhos parecidos! No geral trouxemos para a coleção peças que sonhávamos em ter, focamos em filmes de horror antigos, como “Dracula’s Daughter” (tanto que um vestido levou o nome do filme), e o conjuntinho Maila Nurmi, que seu nome diz tudo sobre a inspiração. Todas as peças foram nomeadas através de filmes, atrizes ou elementos do cinema clássico do Horror. Além disso, pensamos em peças com uma carinha vintage, nos inspirando em modelagens e silhuetas das décadas de 1940 e 1950, mas dando um ar moderno às peças principalmente por conta dos materiais.
Achamos importante criar peças que nós realmente nos identificamos e amamos, para passar para as clientes um pouquinho da nossa essência. Mas apesar disso nós criamos muitas peças versáteis que podem ser usadas tanto por quem se identifica com o nosso estilo, quanto por outros estilos também!



Como foi o processo de desenvolvimento da coleção? Teve alguma peça que ficou de fora ou precisou ser repensada? Vocês consideraram o clima do Brasil, levaram em conta seus gostos pessoais?
Inicialmente nós criamos cada uma cerca de 10 looks, desenhando os croquis e definindo tecidos e cores. Nós decidimos fazer essa primeira etapa de criação separadamente para ter o máximo de opções possíveis, como brainstorming mesmo, mas no fim nós acabamos desenhando várias peças parecidas ou iguais mesmo haha! Depois sentamos com a Cá para analisar tudo juntas e decidirmos quais seriam as peças finais da coleção, e a partir dessa escolha passamos a trabalhar em conjunto em cima de todos os designs. Também fomos junto com a Cá escolher e comprar todos os tecidos, para que as peças realmente ficassem do jeito que imaginamos.
Nós levamos em conta tanto o clima do Brasil e da estação quanto os nossos gostos pessoais. Somos muito apaixonadas por veludo, então mesmo sendo uma coleção de primavera/verão quisemos incluir esse tecido, mas em peças mais levinhas. No geral todas as peças podem ser usadas tanto no frio quanto no calor, dependendo da composição do look! Algumas ideias ficaram de fora dessa vez sim, quem sabe não rola outra coleção no futuro? 


Vocês têm cada uma alguma peça preferida?
Larissa: Muito difícil escolher! Acho que minhas peças favoritas foram o penhoar Diabolique, o macacão Cat People (sempre sonhei com um macacão assim!), o vestido Dracula’s Daughter e o conjunto Maila Nurmi. 
Bianca: Ai meu coração! Todos são muito especiais, mas acho que tenho favoritos sim, rs. O vestido “Dracula’s Daughter”, o vestido “Marilyn Munster” na versão preto com vinil, o conjunto “Maila Nurmi”.



Comentem sobre os looks!
Vestido Dracula’s Daughter: Uma das estrelas na coleção, um vestido com uma pegada mais chique, mas ainda assim um pretinho básico. A elegância da peça se dá pela modelagem única e pelo comprimento da saia. 

Macacão Tarântula: Essa é uma peça mais de festa, por conta do tecido acetinado e da modelagem. Fizemos a calça estilo pantacourt que está bem em alta para dar um ar mais moderno à peça. 

Conjunto Maila Nurmi: Esse conjuntinho é um coringa, é possível usar tanto com a saia que acompanha, apenas o macaquinho ou mesmo com o penhoar Diabolique! Apesar de o macaquinho ser de veludo, a transparência da saia deixa o look mais leve e divertido para o verão. 

Scream Queens: Esse vestido nós duas desenhamos exatamente igual! Inicialmente queríamos confeccioná-lo em preto mesmo, mas acabamos decidindo cada uma por uma estampa diferente: a Bianca pela oncinha e a Larissa pelas listras largas em preto e branco, bem estilo Beetlejuice. No fim ele acabou ficando bem diferente nas duas versões.

Blusa Evelyn Ankers: Sentimos a necessidade de incluir algumas peças mais básicas e que poderiam ser usadas tranquilamente no dia-a-dia, e chegamos à blusa Evelyn Ankers que é perfeita para o verão! O tecido é bem fresquinho, o decote e as mangas franzidas dão um ar mais romântico à peça. 

Blusa Wicked Witch: Nós amamos plumas! Um tomara-que-caia básico já virou uma peça super diferente só com a aplicação das plumas no decote, e acabou se tornando uma das nossas peças favoritas da coleção. 

Short Monster Mash: Um shortinho super confortável e charmoso, que pode ser usado tanto à noite quanto durante o dia com looks mais básicos. O tipo de peça que é sempre bom ter no guarda-roupa!

Penhoar Diabolique: Uma das peças mais amadas! Esse penhoar é super versátil, pode ser usado para compor vários looks diferentes, com lingerie ou até mesmo como saída de praia. Com certeza um dos nossos queridinhos <3

Vestido Marilyn Munster: Outra peça que fizemos duas versões diferentes: uma em animal print e outra em preto, brincando com a diferença do tecido opaco e do brilho do vinil. Com decote bullet e alças fininhas, é o vestido femme fatale da nossa coleção!

Macacão Cat People: A peça mais bad girl da nossa coleção! O charme desse macacão está na modelagem impecável, que valoriza MUITO as curvas do corpo e é super retrô. É uma peça bem versátil que combina com qualquer estilo. 

***

Agradeço muito às meninas pela entrevista e à Rainbow por compartilhar informações sobre a marca.

A Rainbow Pin-up Store cria peças suas formas forma artesanal, todas confeccionadas sob medida para qualquer tamanho, levando um tempo médio de 5 a 10 dias úteis para ficarem prontos. Na coleção Rainbow x Murder Queen e Dracurella este processo também se faz presente.


O post foi ilustrado com algumas peças, 


Site: www.rainbowpinupstore.com.br
Insta: @rainbowpinup_store
Facebook: Rainbow Pin Up Store



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22 de setembro de 2018

I don't give a damn about my bad reputation: os 60 anos de Joan Jett!

"Eu venho de um lugar onde o Rock n' Roll significa algo. Significa mais do que música, mais do que moda, mais do que uma boa pose. É a língua de uma subcultura que tem sido feita por todos os jovens que a seguem. É uma subcultura de integridade, rebelião, frustração, alienação, e a cola que define várias gerações livres da sociedade antinatural e auto supressão. Rock n' Roll é político, é uma maneira significativa de expressar dissidência, perturbar o status quo, agitar revolução e lutar pelos direitos humanos. Você acha que estou fazendo isso soar mais importante e você está crítico e é isso, é somente o rock n' roll, certo? Rock n' Roll é uma ideia e um ideal. Às vezes, porque nós amamos a música e fazemos música, esquecemos do impacto político que há nas pessoas ao redor do mundo. Existem Pussy Riots, onde quer que haja agitação política, nos tornamos tão condicionados em medir nosso impacto musical apenas em sinais de dólares que nos esquecemos o que realmente é: a música! Emoção, expressão. Dando voz àqueles que não estão satisfeitos em se encaixar em qualquer caixa que lhes foi dado. A ética do rock n´roll está em toda minha vida e sou agradecida à todas as pessoas ao longo do caminho que me deixaram ser eu."
O trecho acima foi retirado do discurso de Joan Jett na sua indução ao Rock N' Roll Hall of Fame de 2015, e revela muito como foi a trajetória musical na vida da artista. O amor pela música construiu-se supercedo e logo saberia que os palcos era onde sempre queria estar.

Photo by Brad Elterman.

Joan Marie Larkin nasceu em 22 de Setembro de 1958, na Filadélfia, Pensilvânia. Vinda de uma família que acreditava na liberdade do ser humano, como a própria enfatizaria em entrevistas, aos 13 anos ganharia de Natal uma guitarra pedida aos pais. Influenciada por nomes  à la Black Sabbath, The Osmond Brothers, T.Rex, o instrumento seria sua porta de entrada no Rock. Morando em Los Angeles, aos 15 anos se reúne com a baterista Sandy West, pegava quatro ônibus para se reunir até sua casa e compor algumas músicas por telefone junto com o produtor Kim Fowley. Assim nasce The Runaways, no dia 05 de Agosto de 1975. A formação vai crescendo com a entrada de Lita Ford, Micki Steele e Cherie Currie. Elas lançam a música "Cherry Bomb" que estoura dando enorme visibilidade, principalmente pelo fato de ser uma banda só de mulheres, ou melhor, meninas, já que nem tinham 20 anos.


Micki Steele sai e entra Jackie Fox, dando origem à formação clássica da banda. O sucesso repentino causa um enorme impacto nas meninas, um turbilhão de emoções, principalmente com o abuso de drogas de Cherie Currie. Elas entram em turnê pelo mundo, inclusive com apresentações históricas no Japão. Sobre essa fase, Joan diz que queria performar em uma banda só de garotas porque não haviam outras na época. "Eu quero tocar numa banda que tenha outras garotas lá fora que como eu queira fazer a mesma coisa", conta em entrevistas. 


Logo cedo descobriria que ser mulher no Rock tinha duros percalços, só que não com a mesma justificativa de que certos homens usam ao dizer que somente as avaliam pelo talento musical. Joan revela sobre o abuso dos homens na música e que jamais imaginou que teria problemas, pois o Rock significava liberdade para ela. "Mas eu estava tremendamente enganada. As pessoas nos chamavam de nomes que utilizam para diminuir uma mulher, como 'vadia' e 'sapatão'. Eu realmente não entendia da onde vinha aquele ódio", indagação que se faz até hoje. "Não havia suporte para meninas tocarem Rock. A plateia era formada por homens e as poucas mulheres que frequentavam eram namoradas".

No auge da briga entre Punk e Metal, 
a diferença de estilos musicais e visuais entre Joan Jett e Lita Ford.

Entre os altos e baixos que The Runaways passou nos poucos anos de duração, passando por modificações de integrantes, polêmicas na imprensa, a banda termina e Joan parte para carreira solo. É apresentada a Kerry Laguna que topa administrá-la, mas decepções viriam adiante. Com repertório em mãos para gravar um álbum, Joan é rejeitada por 23 gravadoras, de pequenas a grandes. "Não tem material aqui, você não consegue cantar, esquece a guitarra", diziam. Então decidem juntos montar uma gravadora e é aí que vem a BlackHeart Records, da qual conseguem lançar o primeiro álbum "Bad Reputation" entre 1980 e 81. O disco faz enorme sucesso, com 4 hits, sendo a primeira 'I Love Rock N' Roll'. Além dele, 'Crimson and Clover', 'Bad Reputation' e 'Do You Wanna Touch' complementam a vitória comercial no mainstream.

Durante o clipe 'Bad Reputation', aparecem frases críticas que envolveram a sua carreira musical.


Dali por diante Joan segue com a banda e a gravadora marcando seu nome na história do rock, algo que sempre sonhou. "Eu quero um tipo de fama concreta, como quando escrevem um livro definitivo sobre a história do rock n' roll. Eu quero ter meu nome lá, defendendo uma causa, sendo umas das primeiras mulheres a tocar rock n' roll de verdade e ter esse espírito". É visível como a carreira musical sempre foi seu foco, em entrevistas deixa bem claro o quanto tenta se cuidar para poder ter disposição em fazer turnês e assim prolongar sua vida nos palcos, lugar onde mais gosta de estar. "Dinheiro não é o que me move. Eu quero estar no palco tocando e fazendo as pessoas felizes"

Musa de movimentos como Riot Grrrls e das Mulheres Grunge.

Apesar da fama Joan sempre foi muito reservada na sua vida privada. Revelou quando jovem escolher a música do que formar uma família. Deve ser por isso que Kenny a descreveu como sendo a mesma pessoa tanto na vida pública quanto privada. Além da música, Jett também se aventurou nos cinemas, entre eles o filme 'Light of Day', onde contracena com o superastro da década de 1980, Michael J. Fox. Mas só foi em 2014, que consegue realizar um projeto antigo: uma coleção de roupas.


Joan Jett e a Moda

A relação da artista com a moda começaria cedo pelo seu estilo andrógeno, causando reações de imediato aos padrões da sociedade. "As pessoas sempre olham para mim e perguntam: por que você não se veste como uma garota? Por que não coloca um vestido ou por que não tem o cabelo de uma forma diferente? Tem uma imagem mais clara? Se eu pensar em como era no tempo quando pequena e adolescente, eu não era o tipo de pessoa que iria numa formatura, eu não colocaria um vestido de formatura por dinheiro algum, não mesmo. Isso é como posar nua para mim."

Imagens raras: usando biquíni e vestido.

No filme The Runaways, lançado em 2010, há uma cena maravilhosa onde Kristen Stewart, que interpreta Jett no longa, chega numa loja querendo comprar roupa. Ela se dirige a sessão masculina e logo é corrigida pela vendedora, mas rebate dizendo que está à procura das mesmas peças que um rapaz presente na loja está vestindo. Esse look era uma jaqueta perfecto, blusa e calça jeans, um visual biker adotado pela musicista e que hoje é sua marca registrada. 

-Hey, querida, você está olhando a sessão errada.
A sessão das mulheres é do outro lado.
- Eu quero o que ele está vestindo.

Em 2014, a marca Hot Topic convida Joan para montar uma coleção especial de 25 anos da empresa. Ambas já tinham tido desavenças pois a marca teria usado a logo da banda numa coleção sem autorização de Jett, que entraria com processo, mas parece que resolveram a situação e fizeram a parceria da qual a gente noticiou na época.


Para a coleção, Joan se juntou aos amigos Daang e Ray Goodman, donos da marca Tripp NY, que também faz as roupas da artista. "Tenho ouvido falar da Hot Topic por anos porque na estrada há pouco locais em certas áreas do país onde você pode encontrar roupas ao estilo rock n' roll", disse ao WWD. "Eu conheço muitos garotos que usam roupas femininas, especialmente em bandas de rock. Os caras gostam de usar roupas de meninas porque às vezes elas são mais elegantes e mais bonitas do que as roupas de garotos", revela.

Na década de 1980 provando que rosa também é rock!
Usando o inseparável converse all star.

Na mesma entrevista, quando perguntam para descrever sua própria estética, fala: "É difícil colocar palavras em seu próprio eu. Parece meio clichê em dizer, mas minimalista, rock n' roll, nervoso e sombrio se aplicam ao meus estilo andrógeno porque não tenho um monte de curvas"

Camiseta dos Sex Pistols customizada por ela.
Photo by Bob Gruen.
Photo by Brad Elterman.
Joan e Gaye Advert, 1977.

É muito legal ver uma artista como Joan se envolvendo com um projeto de moda, mostra que ela reconhece a importância que o visual tem nas culturas juvenis junto com a música e todo o aspecto comportamental de uma subcultura. 

Além de completar 60 anos em 2018, há mais um reconhecimento na carreira de Joan: o lançamento de um documentário contando sua trajetória! 'Bad Reputation' é um importante registro no legado de uma mulher na história do rock. Também é uma fonte de inspiração às futuras Rockstars que estão galgando sua carreira musical e uma esperança a todas nós que acreditamos na força do 'faça-você-mesma' e colocamos projetos independentes para funcionar.




Happy fucking birthday, Joan Jett!


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21 de setembro de 2018

Coleção de Halloween da Spookies! Vem pegar o cupom de desconto!

O período do ano preferido dos admiradores do sobrenatural e do terror está chegando: o Halloween!
Para nossa alegria, diversas marcas alternativas tem lançado coleções específicas para o período, como a Spookies, que acabou de lançar uma campanha estrelada pelas divas Rúbia (Nosferótika) e Sarah Amethyst! Vamos conferir as fotos?

Nas compras na loja vocês podem usar o  nosso cupom de desconto que é SUBCULTURAS



Vestido Doll Red [aqui]
"Como ser "Wednesday" todos os dias? O vestido Wandinha foi reformulado pela Spookies, feito com viscolycra vermelha com punhos e colarinho na cor branca e saia em pregas."
Particularmente adorei a versão vermelha da peça, um vermelho bem arrepiantemente sangrento! A inclusão das pregas tiraram um pouco o ar "menininha" do modelo original e deram um ar mais elegante! Essa é minha aposta da coleção!



"A Camiseta Horror Scene tem modelagem OVERSIZE e unisex é de 100% algodão com estampa em silk super durável. Com estampa exclusiva Spookies com os personagens mais mitológicos dos filmes de terror."
Essa camiseta ganhou duas versões (a outra está logo abaixo), e vocês vão poder escolher de acordo com o gosto pessoal.




Além da versão vermelha (primeira foto), nessa coleção vocês tem o vestido na tradicional cor preta e também reformulado pela Spookies, feito com viscolycra preta com punhos e colarinho na cor branca e saia em pregas. 
Quer saber a história deste vestido e porque é tão associado à personagem da Família Addams?  Contamos tudo nesta postagem, clica aqui!




"Deixe todos sem palavras com esta blusa de renda sexy. Feito com tecido elástico de renda suave com gola Peter Pan na cor branca. HOT!"
Essa blusa de renda tá bem versátil, vai de base pra salopete mas também dá pra usar sozinha ou em cima de regatinhas básicas.




"Dot e mais dots, tecido tule com bolinhas na cor preta... com detalhe na cintura aveludado e forro em suplex para ser mais confortável no corpo , mangas compridas e fechamento com zíper invisível."
O legal é que cada micro coleção da Spookies tem uma peça glamurosa de tirar o fôlego, desta vez é o vestido de tule de bolinhas. Puro amor e elegância!

Essa estampa exclusiva maravilhosa (e que ótima escolha de cores!), você encontra também na versão Babylook . 100% algodão com estampa em silk super durável."
Pra quem curte uma blusinha mais justinha fica aqui a dica!





"O vestido Farewell é arraso em qualquer ocasião feito em algodão com elastano, modelagem mais justinha com estampa em silk na cor branca e gola peter pan branca." 
Esse é o já clássico vestido com estampa Ouija!



Conta pra gente qual o seu modelo preferido e como pretende  montar seu look de Haloween! :D





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16 de agosto de 2018

60 Anos de Madonna: relembre os looks da cantora inspirados nas subculturas

É bem verdade que Madonna não é uma unanimidade no meio alternativo e nem no meio feminista. E nem precisa ser, a ambiguidade é parte dos seres humanos. A própria cantora também se fez em cima de polêmicas e contradições. Hoje a chamada "Rainha do Pop" comemora 60 anos! Vamos aproveitar para relembrar algumas de sua apropriações estéticas que se relacionam com as subculturas e moda alternativa.

Foto: Steven Klein

É bem possível que os alternativos dos anos 1980 e 90 preferissem Cindy Lauper à Madonna. Naquela época sem internet, as notícias que recebiam vinham da mídia mainstream e Madonna talvez fosse 'pop demais' e na época era comum que muitos alternativos abominassem a música pop, que simbolizava a música corporativa empurrada goela abaixo.

Enquanto Cindy tinha um apelo estético muito próximo do que era considerado excêntrico: roupas extravagantes, cabelos e maquiagem supercoloridos, no começo da carreira Madonna tinha um visual que misturava um pouco de new wave e as telas arrastão típicas do punk e goth!


Podemos ver esse visual no clipe Into the Groove.


Nos anos 1980, Madonna era uma artista pop superfamosa, mas quando foi que ela veio a se tornar um mito? Quando veio a se tornar a performer que mudou a indústria cultural? 

O ano era 1990, e a turnê se chamava "Blond Ambition", é no próprio nome da tour que a revolução começa: a palavra "blond" sem o 'e' no final. O 'e' no final é uma flexão do gênero feminino (blonde = loira), Madonna coloca o nome tour sem um gênero definido. 

Na turnê Blond Ambition usando um Bullet Bra (leia matéria aqui)

É nesta década que surge a Madonna que usa e abusa d
o choque, da provocação, a Madonna dominatrix do álbum "Erotica", a Madonna que lançaria tendências e transformaria a indústria cultural. A cantora tinha consciência que a sociedade americana era careta e pudica, então nada melhor do que tocar em temas tabus. 


Turnê Erotica: inspiração sadomosoquista

Além disso, os anos 1980 tinham visto a ascensão da AIDS e lá estava Madonna acompanhada de gays mostrando que não tinha preconceito e nem receio de ser contaminada (não se sabia ainda exatamente como a doença era transmitida). E é justamente da subcultura gay latina e africana-americana que Madonna faz a cooptação da dança chamada 'Vogue', levando-a ao mainstream.


Foto: Fabio Gibelli Photography

Madonna sempre foi superfã de usar looks totalmente pretos (cor associada à rebeldia), desde o início a tonalidade é muito presente na sua estética. Não à toa, o visual gótico acabou atraindo a cantora. O estilo surge em momentos onde aborda sobre religião, espiritualidade, autoconhecimento, reflexão sobre a vida humana. Em 1989, apareceria no polêmico clipe 'Like a Prayer' usando um slip-dress com meias 7/8. Como é de origem católica é comum o uso de crucifixos e também para compor um visual mais dark, pinta os cabelos de preto. 


Em 1998, novamente, Madonna aborda a espiritualidade, foi num período introspectivo, talvez pelo nascimento da filha e também época em que se tornou budista, passou a fazer yoga e estudar Kabala. Nos anos 90 a gótica tinha longos cabelos negros escorridos, lembre-se de Angelina Jolie, e seria essa estética vista em boa parte da fase do álbum 'Ray Of Light'. Na maioria das apresentações surge com visuais completamente pretos, a diferença dos anos anteriores é que as roupas cobrem todo seu corpo, como se Madonna quisesse usar a ausência de cor para apagar o exterior e assim iluminasse o interior, vide as letras das canções bem reflexivas.

No clipe 'Frozen', a ideia era representar uma criatura do deserto, a encarnação da angústia feminina. A música da qual classifica como melancólica, é sobre estar frio e poder se abrir. Madonna encarna seu alter ego 'Veronica Eletronica' e quis formar uma estética que parecesse uma assombração. 'Ela é gótica mas é medieval. Ela é romântica, pré-rafaelita', revela. O visual foi criado a partir de um desfile do Gaultier onde a artista achou perfeita a combinação.



Madonna volta e meia revisita o visual gótico em aparições. As últimas mais comentadas foram no baile da Vogue, o MET Gala de 2016 e o mais recente sobre o tema Corpos Sagrados, Moda e a Imaginação Católica. 

Para outro baile do MET, de temática Punk, a cantora apareceu com este visual, onde todos os clichés da moda punk, aqueles que se tornaram elementos tradicionais, estão representados.


Além do gótico e do punk, Madonna também usou e abusou da estética fetichista, vestindo elementos como látex, cone e bullet bra, amarrações. Junto com Jean Paul Gaultier criou visuais icônicos, que tomavam proporções infindáveis tamanha polêmica que alcançava. Além da já citada turnê Blond Ambition, teve o documentário 'Na Cama com Madonna' e depois o álbum Erótica com o lançamento do livro Sex. Até hoje não há uma artista pop que consiga chamar tanta atenção igual Madonna fez no início dos anos 1990. Ela chegou a quase ter seu show proibido na Itália devida performance que incitava masturbação, mas bateu de frente com todos que ousaram censurar sua Arte.



Com JPG, que junto criou o visual icônico do Blond Ambition.

O escandaloso livro Sex, feito com o fotógrafo de moda Steven Meisel.

Mais recente num ensaio bondage com Katy Perry para V Magazine inspirado nas sessões de fotos de Bettie Page.

Madonna definiu para sua imagem o conceito de ser camaleônica, sempre mudar, nunca estagnar, mas curiosamente, se utilizando de elementos da moda das subculturas. O também camaleônico David Bowie foi o artista que mais a influenciou e a fez querer seguir na música. Quando muda-se para Nova Iorque, se joga na efervescência cultural da cidade, ficando amiga de grandes artistas contemporâneos como Jean-Michel Basquiat. A cantora também ajudou a propagar a imagem de ícone pop de Frida Kahlo, pois a pintora é uma das suas favoritas.



Numa época em que uma parte dos alternativos reproduz os conceitos da cultura dominante e não tem identificação com o ato de se rebelar, a cantora parece nunca ter deixado esse fato de lado e ao lançar seu álbum "Rebel Heart", soltou a frase:
"Uma rebelde é alguém que protesta, que questiona o que já está estabelecido  e pensa de forma diferente. E no fim do dia são os rebeldes como Martin Luther King, Nelson Mandela, Bob Marley e John Lennon, as pessoas que mudaram o mundo. Não dá pra ser um rebelde e não encarar as consequências. Como Michael Moore diz: "Não dá pra colocar o queixo pra fora e não esperar uma porrada". 

E foi isso mesmo que a cantora fez ao longo de sua vida: colocou o queixo pra fora. E foi daí que nasceu a lenda.





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Texto e curadoria de imagens: Lauren e Sana Skull.
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