Destaques

19 de setembro de 2019

Rifa: Concorra a peças de 40 lojas alternativas nacionais! Saiba como participar!




Sim, você leu certo 40 lojas alternativas!! *_*


Recentemente a ONG Catland resgatou mais de 30 gatinhos de uma acumuladora. Alguns deles doentes. A Bela, social media da loja Reversa, adotou seu gatinho Serafim na ONG e ficou comovida com a situação dramática. Conhecendo de perto o trabalho deles, ela se engajou em criar e apresentar uma ideia de ajuda ao local através de uma rifa. Quarenta lojas alternativas toparam e cada uma participa ou cedendo peças ou vale-compras.

O prazo para participar é até 31/10, dia de Halloween, assim fica bem facinho de lembrar a data limite!

Vocês podem ver o trabalho da Catland clicando aqui.



Como é:

Cada loja escolheu uma prenda para ofertar (vale compra ou produtos), então a cada R$10 doados você vai concorrer a R$50 em vale-compras nas lojas:
(o @ se refere à perfil do Instagram).

@lojareversa, @spookiesbr, @lojaelizstore, @lojamoonblack, @apofisloja, @altsweetsam, @sigil_of_baphomet.br, @shortinhos.frufru, @dark_prophecy, @ladydark_store, @loja_darkfashion, @loja_horrorifica, @blacklistloja, @lojaaiya, @atelierleviathan, @bias.closet, @ravenousloja, @lojaaleafar, @vuduloja, @loja_minerva, @ravenheartstore, @lojagriz, @allrightmamabelanizia @lojanocturnalforest, @milenambuzart, @ladylee.alt, @zahacessorios, @usepinklemonade, @lojadarksabbat_, @satinelingerie e @luaateliebr.


E mais:

A @lojaviuvanegra dará 2 colares + 1 par de brincos.

A @crimsondoll.s vai fazer um gatinho de pelúcia todo fofo especialmente para o ganhador.

A @talita_pursey dará 1 bag ouija.

A @skullcraftsbytiti dará 1 colar, 1 par de brincos e 1 pulseira.

A @styling_rock dará uma toalha ou um biquini no valor de R$70.

A @ivory.fairy dará R$50 em vale compra que podem ser escolhidos entre acessórios ou sabonetes.

A @trapezia dará uma almofada de gato + 15% de desconto nas compras.

A @ocvlta.atelie dará R$50 em vale compras para a categoria "velas exclusivas".

A @lojainkybuh dará um kit de cadernos espiral personalizados com uma ilustração exclusiva nas capas.

As doações são feitas por meio de RIFAS.
Cada RIFA possui um número único e valor de R$10.


Ah mas eu quero comprar mais, PODE?

Claro, você pode comprar quantas RIFAS quiser!

Exemplo: se você doar R$30, ganha 3 RIFAS e tem 3 números concorrendo no sorteio.




O vencedor será divulgado no dia 31/10.
O sorteio será gravado e postado nos perfis de todos os colaboradores.

O objetivo é arrecadar R$ 10.000.
Todo valor arrecadado a mais do que o objetivo também será doado!


*Possível diferença no valor do vale compra por conta do vencedor.


Então queridos leitores do Moda de Subculturas, se quiserem concorrer basta acessar o link e comprar sua rifa ou então, faça a divulgação através de um destes links:

Link da Rifa: http://bit.ly/RifaCatland

Link da Rifa: https://abacashi.com/p/rifona-das-lojas-alternativas-para-ajudar-catland

Post do blog: http://www.modadesubculturas.com.br/2019/09/concorra-a-pecas-de-40-lojas-alternativas-nacionais.html

Caso poste em suas redes sociais, basta usar a imagem acima (cor de rosa com o gatinho preto).
Obrigada <3



Acompanhe nossas mídias sociais: 


8 de setembro de 2019

#10 anos de Moda de Subculturas: Pink é Punk!!

Você deve ter notado que a capa da revista e do zines Riot Grrrl (assim como suas páginas) estão cheias de tons de rosa, seja bem clarinho, seja mais forte. A escolha não foi à toa. 

Nos últimos anos, não há cor mais subversiva que o rosa. É o momento perfeito pra questionar os clichés de que a cor é apenas um símbolo de feminilidade. 

Parafraseando Valentino: Pink é punk. 



É a sociedade que define os sentidos das cores. 

E é nesse ponto que busco na história, o pink de Schiaparelli na década de 1920, que já nasce alternativo e pink do terno de Claude Montana nos anos 80, que reconhecia a autoridade social das mulheres.

O rosa foi o tom dos protestos políticos de jovens rebeldes nos anos 1960 e 70. 

A banda The Clash declarou que o rosa é "a melhor cor do rock 'n' roll".

Um triângulo rosa era utilizado para identificar homossexuais em campos de concentração e tornou-se um símbolo do ativismo gay. 

O famoso rosa Millennium é a cor dos questionamentos de estereótipos da geração jovem. 

Rosa é a cor que as  feministas começaram a se apropriar tornando um símbolo de força e não de frivolidade. 

Cada vez mais o tom desafia as ideias tradicionais da sociedade! Assim como no século 18, o rosa volta a ser uma cor sem gênero definido. 

Subverter o rosa, é subverter os papeis socialmente criados em relação às mulheres!

Desta forma especialmente a capa do nosso zine sobre o Movimento Riot Grrrl, ganha esse tom (literalmente) anacrônico, que une punk noventista, com pink feminista 2019!




Como um blog feito 100% por mulheres falando de subculturas (um tema que é dominado por homens) e de moda (sendo acusadas de frivolidade), nada mais ideal do que subverter e declarar: "Pink é Punk!" e podemos provar isso!

E você, o que acha da nossa escolha da cor?




Gosta no nosso conteúdo? Vem apoiar nossa Vakinha de 10 anos de blog:


Acompanhe nossas mídias sociais: 

2 de setembro de 2019

Sarah Amethyst é capa da revista Moda de Subculturas, dedicada à moda e cultura alternativa

Este ano o blog comemora 10 anos em outubro e pra celebrar tem 1 revista e 3 zines em conteúdo digital disponíveis para todos que apoiarem nossa Vakinha!! Com no mínimo R$25,00 você já garante suas edições!

Corre que o prazo pra garantir suas edições está acabando!


É com muito entusiasmo que apresento a CAPA OFICIAL da 
primeira revista brasileira dedicada à moda alternativa:



Quando surgiu a ideia de celebrar os 10 anos do blog logo veio a ideia de lançar uma revista comemorativa, esse é um desejo muito antigo e finalmente chegou a hora de realizar!! Sou daquelas que anos atrás fazia leitura de revistas alternativas estrangeiras buscando novidades porque não tínhamos uma revista de moda alternativa aqui. E agora teremos!! Fico extremamente feliz de dar mais esse passo tão importante para a mídia alternativa do Brasil com o apoio dos leitores do Moda de Subculturas.


Sobre a capa

Escolher a capa de uma revista não é tarefa fácil! 
São tantas pessoas incríveis, tantos assuntos fascinantes! 

Mas sendo essa uma revista de MODA ALTERNATIVA, eu quis colocar na capa principal uma pessoa que fosse ligada à esse universo, queria colocar uma modelo alternativa

E quando pensei em "modelo alternativa" e tudo que esse termo envolve, a Sarah Amethyst foi a primeira pessoa que me veio à mente.

Sarah demonstra dedicação e criatividade ao produzir seus ensaios super diversificados e muitas vezes surpreendentes, mostrando-se multifacetada e com capacidade de realizar os mais diversos tipos de trabalho. Sempre compartilhando o conceito por trás da temática das fotos, demonstrando seu repertório e interesse em cultura de moda. Além disso, consegue comunicar que moda - seja ela alternativa ou não - vai muito além superficialidade. A moda é expressão do self. 

E ao longo destes dez longos anos, este blog teve o compromisso de tratar moda alternativa com seriedade, tentando afastar ao máximo a ideia de que usar visual é futilidade, vide tantas matérias sobre subculturas e como seus estilos foram construídos visando a auto-expressão.

Na entrevista, Sarah falou muito sobre a importância do DIY, do "faça você mesmo" afinal, essa é a base da cultura alternativa. E talvez isso seja seu diferencial: mostrar que todos nós podemos colocar a mão na massa e realizar o que desejamos. 

A revista Moda de Subculturas e os zines são sobre pôr a mão na massa e produzir conteúdo de forma independente. Isso é o que nos une: manter viva a essência da cultura alternativa apesar de todas as adversidades do caminho!

Sobre o ensaio, Sarah contou em seu Instagram,  estar muito orgulhosa desse trabalho feito em parceria com pessoas super talentosas e  que a principal referência para o ensaio foi o trabalho da estilista Vivienne Westwood. Eu não poderia imaginar temática mais perfeita!! :D 



Sobre o processo de escolha de matérias

Infelizmente houveram algumas mudanças no percurso. Criar uma matéria de revista não é como escrever uma matéria de blog onde eu mesma corro atrás de produzir o conteúdo. Na revista, dependo muito mais de quem está comprometido a escrever e ceder fotos. E algumas vezes não houve compromisso, o que resultou em alteração de pautas. Talvez vocês sintam falta de um conteúdo x ou y, mas com certeza haverão outras oportunidades destas pautas aparecerem ou aqui no blog ou em outra publicação.

Talvez até mesmo por não termos ainda uma cultura de revistas alternativas, nem todos entendem que uma revista também é um veículo de divulgação de pessoas e marcas que estarão em suas páginas, é algo que com o tempo espero contribuir para que haja mais compreensão para que todos os que contribuem com a cultura alternativa possam ter mais um veículo de comunicação.

Revista Moda de Subculturas trará matérias que não estarão aqui no blog como, por exemplo:

- O legado contracultural dos Hippies;
- As origens das culturas vintage e retrô,
- Breve história da Moda Fetichista;
- A influência da Cultura Pop nas subculturas;
- Mulheres Trans nas Subculturas;
- Pin-ups negras;
- Medievalismo;
- Anarcofeminismo;
+ História da Moda;
+ Dança;
+ Arte.


Terá entrevistas com a Sarah Amethyst (capa), Marie Devilreux, Kemp von Sellessen, Mothmouth (blogueira do Through the Looking Glass), Henrique Kipper, Carol Sakuma.

E também ensaio de moda e a participação dos leitores no "Look do Leitor" (clique aqui pra saber como participar)! 


Zines: 





Zine Riot Grrrl - vamos homenagear aquela que é considerada a primeira subcultura criada por mulheres e para mulheres. Neste zine, contaremos a história do movimento com imagens dos próprios zines da época. Vamos enaltecer as meninas criadoras do Girl Power

Zine Dark Pin-ups - resultado de uma pesquisa iniciada em 2017 sobre um estilo que ficou conhecido no Brasil como "Dark Pin-up". Esse será um material exclusivíssimo, autoral e com uma abordagem ainda inédita no Brasil, trazendo história, descrição e análise.

Zine Subculturas e Estilo - O zine de 10 anos prestará uma homenagem à comunidade 'Subculturas e Estilo', do Orkut, criada em 2006 e que deu origem ao blog. Seu conteúdo será do jeitinho que tudo começou: pequenos textos sobre o estilo de algumas subculturas. Este zine trará bonecas de vestir criadas por nossas ilustradoras. E por quê bonecas de vestir? Porque esse foi meu primeiro contato, quando criança, de brincar com a moda, mas não tive a opção de ter bonecas em estilos alternativos/subculturais, hoje tornarei isso possível com a ajuda das ilustradoras @lacroc, @ilustra.annah@estranhadupla <3

Eu espero que vocês gostem do material e principalmente que continuem conosco pelos próximos anos!! São 10 anos (r)existindo como um dos poucos sites/blogs brasileiros sobre moda e cultura alternativa. E quero que saibam que chegamos até aqui e TUDO é possível graças à vocês! <3





* As capas poderão sofrer leves alterações no design até o dia de lançamento, mas o conteúdo não mudará.

13 de agosto de 2019

Conheça a ilustração oficial dos 10 anos do blog!

Muitos de vocês já devem estar sabendo do projeto de 10 anos do blog, que vai oferecer 1 revista e 3 zines em conteúdo digital para todos que apoiarem nossa Vakinha.



Como parte dos festejos, uma ilustração comemorativa foi criada pela Estranha Dupla e em breve vai ter postagem contando tudo sobre o trabalho deles aqui!
Enquanto isso vocês podem os seguir no Instagram e conhecer a loja:
- Loja


A ilustração foi feita inspirada nas autoras do blog, a fundadora Sana (à direita) e a co-autora Lauren (à esquerda) e além de promover o projeto, será capa de um dos zines!

Para criar a ilustração, a Estranha Dupla se utilizou de fotos das autoras, sendo que Lauren pediu que fosse desenhada com o look de calça, bota e jaqueta de onça, seu visual pessoal preferido. Já a Sana, não estabeleceu um visual específico, mas tal foi a surpresa ao se deparar que a Estranha Dupla a desenhou com um visual que ama: saia xadrez, jaqueta e uma Melissa de Vivienne Westwood: símbolos da cultura alternativa e que é justamente o tipo de look preferido dela (e ela realmente tem essas peças no guarda roupas!) Não foi incrível essa sinergia??  :D


Declaração da Estranha Dupla:
Post do Instagram da @estranhadupla

A imagem que mandei pra ela como referência, foi a duas garotas punks em 1977, fotografadas por Steve Johnston. Adoro esta foto pela pose, pela atitude e pelo estilo! Esta foto está em nossa matéria sobre a subcultura punk :)



Se vocês curtiram o trabalho da Estranha Dupla, podem encomendar com eles ilustrações para seus eventos, marcas, trabalhos... etc.
  
Para nosso Instagram - nos acompanhem pois é que todas as novidades estão sendo divulgadas! - criei alguns stories contanto detalhes sobre o projeto, ao acessar clique no story fixado chamado "Vakinha 10 anos" e conheça todos os detalhes! 

Espero que tenham curtido a ilustração e o nosso projeto e qualquer dúvida é só me mandar email:



Apoie a campanha de 10 anos de blog!




25 de julho de 2019

Mine, estilista da Sweet Sam conta tudo sobre sua marca e sua experiência no programa Troca de Estilos

A Sweet Sam nasceu no ano de 2006, em São Paulo, com o intuito de oferecer moda de qualidade e acessórios sob medida para o público alternativo. 

Mine, estilista estilosa da Sweet Sam

Com confecção de moda alternativa sob encomenda e sob medida, a marca começou importando tecidos e aviamentos para desenvolver roupas e acessórios. Uma das características mais marcantes da Sweet Sam, foi oferecer peças para as mulheres do Hard Rock e do Heavy Metal numa época em que este público tinha poucas opções disponíveis especialmente de estilos que estavam em voga no exterior, que a marca habilmente desenvolvia em versões nacionais. Outro estilo que a loja investiu há mais de sete anos, foi o retrô, desenvolvendo maiôs e biquinis quando esse segmento ainda era minúsculo no Brasil.

Existe uma relação interessante entre eu, o blog e a Mine: uns tempos atrás, ela divulgou em seu Instagram que uma saia de tule que fiz e postei o DIY no Orkut e uma conversa que tivemos por e-mail, foi o que a incentivou a criar a marca!! Essa foi uma das coisas mais lindas que aconteceu em minha vida! <3 

Tendo como plano de fundo as comemorações dos 10 anos de blog, estou fazendo uma série de entrevistas com as lojas parceiras! Adoro a oportunidade de conhecer as pessoas por trás das marcas. 
Antes de começar, anota aí o cupom de desconto na loja:   Subculturas

Entrevista com Mine, da Sweet Sam

MdS: Quando e como começou a sua adesão à cultura alternativa?

Mine: Eu sempre fui uma criança muito sozinha, porém com uma mãe muito criativa. Cresci ouvindo histórias fantásticas e ajudando minha mãe a fazer artesanatos. Com 10 anos ouvi um disco do Pink Floyd e do Queen na casa do meu padrinho. A paixão foi instantânea e comecei a procurar saber mais sobre rock. Naquela época não era comum todas as pessoas terem computador em casa, muito menos celular. Eu buscava informação em revistas e livros de sebos.

Comprava fitas K7 e cds e trocava gravações com as minhas amigas. Logo o visual diferente das bandas me chamou muito a atenção. Com 14 anos ganhei meu primeiro computador, e passava as madrugadas (oi internet discada grátis após a meia noite hahahaha!!) procurando bandas, referências de visual...

Me apaixonei por Hard Rock com 15 anos, e o meu sonho era ter uma bota de onça, uma calça de vinil e uma jaqueta de couro. No Brasil roupas assim não estavam disponíveis, e importar não era uma opção, pois não tinha dinheiro para tal. Um dia ganhei um dinheiro de aniversário e corri para uma loja aqui em SP para comprar a tão sonhada calça de vinil. As calças eram muito duras, com uma modelagem estranha, completamente diferente das que eu via (e sonhava) dos clipes. As roupas simplesmente não vestiam em mim. Frustrada e muito triste, tive a ideia de comprar em um brechó algumas peças e tentar modificar. E assim comecei o meu caminho!


MdS: Um dia você contou no Instagram que meu post sobre como fazer uma saia de tule e um email que te respondi sobre a área de moda, foram dos momentos que te impulsionaram a criar a tua marca. Como foi seu início? Você buscou fazer cursos específicos?

M: Eu descobri o blog logo quando ganhei meu primeiro computador. Vi em um grupo do finado Orkut um post sobre como fazer uma saia de tule em casa (era outro sonho de consumo). A partir desse dia, eu comecei a pensar em fazer ou customizar minhas roupas. A simpatia e a atenção da Sana foram extremamente importantes para esse início. Eu estraguei muita roupa até decidir iniciar um curso de corte e costura. Logo em seguida, fui atrás de cursos de customização, etc... Com 20 anos decidi que iria cursar faculdade de moda, para me especializar ainda mais. 

MdS: Naquele mesmo post do Instagram, você disse que conseguiu fazer faculdade de moda com seus próprios recursos. Como foi estudar Moda sendo uma garota alternativa? Sentia resistência ao tema entre os professores? Sentiu que o curso te daria a base necessária?

M: Eu paguei minha faculdade fazendo trabalhos para colegas de classe, estudantes de moda de outras instituições e com o meu trabalho de confecção de peças da Sweet Sam. Os tempos eram outros, e infelizmente encontrei muito preconceito por parte de poucos colegas. Mas tive muito apoio e incentivo de muitas pessoas, principalmente de professores. Pedras no caminho sempre irão existir, temos que aprender com elas e seguir em frente. ❤️ Eu aprendi grande parte do que sei também com as minhas costureiras maravilhosas e no dia a dia com os clientes.




MdS: Sua loja inicialmente se chamava Lúcifer Sam, quais os motivos que te levaram a trocar para o nome Sweet Sam?
M: Eu recebia e mail TODOS os dias perguntando se a loja tinta pacto (sério) hahahaha!! Clientes também pediam para não colocar etiqueta nas roupas. As bases do nosso país são cristãs, e muita gente tem uma visão muito distorcida daquilo que não tem conhecimento e entendimento. Por intuição e por um estudo de numerologia, resolvi mudar o nome para Sweet Sam.

MdS: No início sua marca focava bastante no público hard rock e metal oitentista, naquela época você era das raras marcas que fornecia peças personalizadas para esse público. Como você definiria seu público hoje? Ainda tem bastante clientes hard/metal, ou adquiriu uma nova clientela de outros estilos alternativos?
M: Ainda atendo o público Hard Rocker e Metal sim. São minhas raízes, tenho paixão por brilho e metal. Hoje meu público é muito diverso, atendo desde fantasias para feiras, adolescentes, adultos, meia idade e recentemente estou atendendo à melhor idade também. As mulheres adoram as peças mais fluídas e transparentes que ando trabalhando. Atendo da adolescente fofa que gosta de desenhos japonês até a mulher fatal que quer arrasar em uma roupa de vinil. Meu trabalho é bem diverso e acompanha o meu humor. Tenho épocas mais fatais, então tenho inspiração para criar peças mais sexies. Tenho épocas mais fofas, então tenho inspiração para criar peças mais fofas. Fora as minhas clientes maravilhosas e as minhas influencers, que sempre criam peças novas comigo.

MdS: Como é seu processo de criação, de pesquisa e referências? Cria coleções ou lança novas peças esporadicamente?
M: Eu dificilmente lanço coleções fechadas. Se eu tenho vontade de fazer uma peça nova, eu simplesmente faço e lanço.

Rosana (@bettiefromhell) e Sarah Amethyst (@thequeenofhurts)

MdS: Quais são as suas dificuldades como empresa pequena para se manter em funcionamento? Quais os pontos altos de ter uma marca alternativa?
M: A dificuldade maior são os altos impostos que o pequeno empresário tem que pagar. O ponto alto é sem dúvida ver a alegria e a satisfação das pessoas que recebem as peças que confeccionamos. Outro ponto que adoro, como pessoa, é ter a oportunidade de oferecer moda de qualidade, feita com amor e carinho, por pessoas que foram tiradas de situação de trabalho tenebrosas, e que hoje prestam serviços com amor e dignidade para a Sweet Sam. Sou totalmente contra a situação de trabalho escravo de grande parte das oficinas de costura do Brasil. Costura é dedicação e amor, não exploração.

MdS: O que acha do mercado alternativo brasileiro atualmente?
M: Acho ótimo. Hoje temos uma grande variedade de roupas e acessórios. O brasileiro é muito criativo, a nossa moda não deixa a desejar em nada para outros países. Temos tanta variedade e qualidade como qualquer outro país.

Rosana (@bettiefromhell)

MdS: Uma das questões que o blog aborda é sobre manter o estilo alternativo quando adulto. Você sente ou já sentiu alguma pressão para mudar de estilo por causa da idade?
M: Já senti muita pressão vinda da família. Mas aprendi a não ligar, afinal a vida é minha, esse povo que fala groselha tá com a vida toda bagunçada e fica dando pitaco na vida alheia.  Mando cuidar da própria vida e pronto, geralmente dá certo hahaha! (juro que não sou grossa, mas não admito gente metendo o dedo nas escolhas e no estilo do outro, maior falta de respeito isso).

MdS: Recentemente foi ao ar o programa Troca de Estilos, do Discovery Home & Health com sua participação! Me conta como foi sua experiência, já que este tipo de programa costuma destruir o estilo e personalidade de pessoas alternativas, como vimos na postagem "Sobre Esquadrão da Moda, Mude Meu Look e ser socialmente aceito".

M: Fui contatada pela produção que me pediu que eu indicasse uma amiga. Lembrei de uma grande amiga minha que gostava de visual alternativo, de metal, tocava em uma banda de black metal quando era adolescente. Quando lá pelos 16, 17 anos elas adotou um estilo mais casual e comum. Enquanto eu continuei no meu estilo alternativo. Ao final de todo o processo [do programa], foi muito interessante me ver com outro estilo, outro tipo de roupa. 90% das roupas que uso são da minha coleção. Dificilmente compro roupa, faz mais de 5 anos que não compro roupa. Compro sapato, calcinha e sutiã. Biquíni eu faço todos.
Mas uma coisa que fiquei um pouco chateada não foi ao ar: foi que as pessoas, elas pensam que quem tem um estilo diferente está de alguma maneira 'se escondendo', sabe? Ou disfarçando alguma coisa que não gosta. E não é nada disso. Não é porque uma pessoa usa lente de contato ou pinta o cabelo de uma cor diferente, que ela não gosta do cabelo dela natural ou da cor dos olhos dela. É uma questão de gosto pessoal. Essa é uma visão muito turva que as pessoas têm. O povo achando que eu tava me escondendo atrás de maquiagem, roupa e cabelo... Engraçado que as pessoas "padronizadas" ou os ícones Pops ninguém se esconde, eles 'têm estilo'; e aí quando uma pessoa comum tem estilo, é porque está se escondendo e não se aceita de alguma forma? E o pior é ouvir  um negócio desse vindo de uma pessoa que trabalha com imagem, uma personal stylist. Francamente! É uma cagação de regra...  Mas não foi uma coisa tão invasiva quanto aquele Esquadrão da Moda, que eu acho ridículo.
De resto foi maravilhoso. Foi muito legal.
Pra mim o mais importante foi ver minha amiga se redescobrindo porque ela foi se deixando ficar discreta e apagada, e ali naquele momento eu vi ela florescer, se sentindo feliz, bonita, sexy. E eu como estilista, me sinto muito bem em ver outra mulher se sentindo bem. Quando faço roupa pra homem também, ele se sentindo bonito, se sentindo bem. A pessoa se sentindo bem com a própria imagem dela é muito importante. Eu repetiria a experiência porque foi muito legal e interessante. Mas eu não adotei nada daquele estilo que me sugeriram. Eu achei aquele vestido branco horroroso, péssimo, uma modelagem horrível que não veste bem em ninguém, um tecido inapropriado. Eu sou muito chata com roupa, você não tem noção! Achei o vestido mal cortado... não gostei de nada que me colocaram... a maquiagem eu achei ok, era aquela maquiagem que não parece que você está maquiada. O cabelo preso: detesto! Pra mim cabelo é a moldura do rosto, independente do tamanho do cabelo. Tem gente careca que é maravilhosa! Mas pela minha amiga valeu muito a pena, ver ela feliz e se sentindo bem. Ela mudou bastante a forma de agir e a forma que ela se comporta com ela mesma depois dessa experiência.

Mine, você gostaria de falar sobre algum assunto que não foi perguntado?
Gente, sejam o que vocês quiserem ser.
Sigam a profissão que quiserem, tenham o visual que se sintam bem.
Não existe idade ou corpo pra usar tal roupa.
A roupa (pelo menos aqui na Sweet Sam) é para todes, independente de idade, corpo, gênero.
Se libertem do olhar do outro, se foquem no seu próprio eu e deixe a vida fluir.
Dessa experiência de vida que temos nessa terra só levamos aprendizado.
A vida é curta pra se podar e deixar de experimentar novas coisas, novas roupas e novos estilos! ❤️
Muito obrigada pelo carinho e pelo espaço Sana, a minha admiração por você é enorme, continue sempre com esse lindo trabalho ❤️

Rubia Nosferotika  (@nosferotika) modelando para Sweet Sam

______


Eu que agradeço imensamente a Mine por fazer parte da história do blog desde o começo! E que venham mais anos de sucesso!

E vocês, o que acharam da entrevista? Também são clientes da Sweet Sam?




Convite: apoie a campanha de 10 anos de blog!
http://vaka.me/606162





Acompanhe nossas mídias sociais: 
Direitos autorais:
Artigo original do blog Moda de Subculturas. 
É permitido compartilhar a postagem. Ao usar trechos do texto como referência em seus sites ou trabalhos precisa obrigatoriamente linkar o artigo do blog como fonte. Não é permitida a reprodução total do conteúdo aqui presente sem autorização prévia. É vedada a cópia da ideia, contexto e formato de artigo. Plágios serão notificados a serem retirados do ar (lei nº 9.610). As fotos pertencem à seus respectivos donos, não fazemos uso comercial das mesmas, porém a seleção e as montagens de imagens foram feitas por nós baseadas no contexto dos textos. 

© .Moda de Subculturas - Moda e Cultura Alternativa. – Tema desenvolvido com por Iunique - Temas.in