.Moda de Subculturas - Moda e Cultura Alternativa.

23 de setembro de 2017

Trance Lifestyle: Festivais de Música e Cultura Alternativa no Brasil e no Mundo

Se você aprecia o contato com a natureza e é adepto de música eletrônica, então sem dúvidas deveria ir a um festival alternativo. Mais do que uma balada de final de semana ou um retiro espiritual, participar de um evento do tipo é uma vivência cultural sem igual, isso porque todo festival alternativo traz uma experiência única de imersão. Seja de 30 horas, 4 dias, 1 semana ou mais, sempre retornamos com aquela sensação gostosa de energia renovada. 

Mundo de Oz


A subcultura trance tem suas origens em Goa, uma ex-colônia portuguesa na Índia que ficou ligada aos neo-hippies e ravers com suas roupas tie-dye e dreadlocks. As primeiras festas em meados da década de 1970 eram na praia sob a lua cheia com violões e flautas. Depois, na década de 1980 surge o trance de equipamentos eletrônicos, DJs de música techno com toques orientais e tribais. Nos anos 1990 na Alemanha, house, pop e outros estilos musicais também são incorporados em batidas aceleradas, década em que as festas se espalham pelo mundo.

Taoísmo, hinduísmo, zen-budismo, hatha yoga, sustentabilidade, filosofia da paz e do pensamento livre são ideologias comuns ao grupo, herdeiros da cultura psicodélica sessentista. Suas festas podem acompanhar o curso da lua, solstícios, eclipses ou equinócios. Estes "primitivos modernos", colocam a mochila nas costas e viajam para festas em praias, florestas ou desertos. Pinturas corporais, bindis, roupas praianas, cores fluorescentes, calças bocas de sino, sarongues, estampas batik, tie-dye,  aliens, deuses hindus... tudo que remeta à espiritualidade e psicodelia são vistos no corpo, nas decorações tribais e nas luzes ultravioletas. Os stands de produtos artesanais dão o toque final nas festas destes viajantes da nova era.


Comemos quando sentimos fome, dormimos quando sentimos sono, desenvolvemos empatia e cultivamos valores como solidariedade e gratidão. É desta forma, respeitando a ordem natural das coisas, se preocupando com o bem-estar do próximo e valorizando o meio ambiente em que estamos inseridos que harmonizamos nossos processos fisiológicos, emocional e espiritual.Pensando nisso, preparamos uma lista de indicações de festivais de música e cultura alternativa no Brasil e no mundo + algumas dicas para tranceiros de primeira viagem, para você embarcar nessa sem receios e se permitir se sentir um espírito livre:

Festival Lightning in a Bottle

No Brasil


1. Universo Paralello



Um dos maiores festivais de arte, música e cultura alternativa da América do Sul, acontece entre dezembro e janeiro numa praia paradisíaca na Bahia. Além da música eletrônica, uma parte do festival é dedicado à música chill out, reggae e world music, além de intervenções artísticas e oficinas diversas.


2. Pulsar Festival



São 5 dias de vivências e oficias permacultura e artes somadas a uma experiência audiovisual única, realizado em Julho nas montanhas de Ipoema, Minas Gerais. Neste, a entrada de menores de idade não é permitida!


3. Kundalini


Acontece no Rio Grande do Sul no mês de fevereiro em meio a cachoeiras, canyons e trilhas guiadas, com opções de alimentação vegetariana e vegana e restrição de bebidas alcoólicas. O evento conta com um espaço especial para as crianças, além de terapias holísticas, cinema e exposição artística.


4. Trance in Moon


O evento teve início com amigos de grupo secreto em 2013, em São José da Bela Vista-SP e acontece em abril, no feriado de páscoa. A entrada não inclui acomodação e é preciso levar também 1kg de alimento não perecível.



5. Mundo de Oz
Acontece em abril na Aldeia Outro Mundo, em Lagoinha-SP. Trata-se de um festival de música, cultura e ecologia, com atividades artísticas, ecológicas, cênicas e educativas, além de uma programação especial para as crianças e palcos alternativos com os mais variados estilos musicais.





No Mundo

1. Tomorrowland


Um dos maiores festivais de música eletrônica do mundo, realizado na Bélgica, com toda a sua temática fantasiosa e tudo mais. A Netflix traz um documentário especial sobre uma edição do evento que aconteceu no Brasil em 2015:





2. Boom Festival


É uma bienal de cultura visionária realizado em Portugal durante a lua cheia de agosto. Começou em 97 como uma festa rave, mas evoluiu ao longo das suas edições e hoje é um festival multidisciplinar, transgeracional e intercultural.


3. Ozora Festival


Um dos maiores e mais tradicionais festivais de cultura alternativa do mundo, com sede na Hungria, desde 2004 realiza edições “one day” em diversos países.


4. Lightning in a Bottle


O festival se estende por mais de uma década celebrando arte, música e sustentabilidade na Califórnia, em maio.



5. Burning Man


Acontece num deserto em Nevada. Todas as atrações do festival são organizadas pelos próprios visitantes e não se pode pagar por nada. No último dia do evento, todas as obras fixas são queimadas!



5 Dicas para Tranceiros de Primeira Viagem

É comum que a mídia sensacionalista demonize os festivais de trance destacando situações que envolvem o uso de drogas e álcool em excesso, violência, marginalização, vandalismo e outras ocorrências que acontecem em TODOS os tipos de festa. Mas um festival de música eletrônica não se resume a pessoas com este tipo de comportamento – pelo contrário, um bom festival se preocupa com o bem-estar de todos os presentes e reforça a segurança para que situações como estas não interfiram no andamento da festa. Inclusive, muitos festivais recebem famílias, animais de estimação, menores de idade acompanhados de pais ou responsáveis, enfim, pessoas de todas as faixas etárias, crenças e filosofias. Em resumo, ir a um festival alternativo revela um mundo inspirador, onde nos libertamos de paradigmas e repressões da sociedade, onde nossas mentes e corações se tornam livres!


1. Viva a natureza!

Sempre é bom se informar sobre o local do festival e ir bem precavido, principalmente se você não é acostumado a passar a noite em meio à natureza - seja na praia, na montanha, na cachoeira ou no deserto. Reserve: protetor solar, repelente, itens de higiene como lencinhos e sabonetes biodegradáveis, dentre outras coisas.
Se for investir em acessórios de camping, compre uma barraca que aguente noites frias e dias quentes, vento e chuva. Também vale a pena levar cangas, colchão inflável, mantas e cadeiras dobráveis para ter uma boa noite (ou dia, rs) de sono e ficar bem descansado para curtir a festa sem problemas. Alguns festivais dispõe de redes fixas ou postes para colocar sua rede, fica a dica.
Para além da decoração psicodélica, conceitos de permacultura e bioconstrução são muito valorizados em festivais de trance, então faça a sua parte e respeite o meio-ambiente, não jogue lixo no chão, não agrida a natureza, não destrua as obras fixas nem vandalize o evento de qualquer forma.


O chill out é um espaço comumente utilizado para descansar e repor as energias. Fotos: 1/3. Universo Paralelo | 2. LIB


2. Pratique o P.L.U.R.

Leve em conta que festivais deste tipo reúne pessoas de todas as crenças e filosofias, então vá de mente aberta, seja solidário e evite discussões e intrigas sempre que possível.  Socializar, paquerar, dançar muito sem se importar com o julgamento dos outros é ótimo, mas respeite o espaço do seu próximo, não tente forçar uma situação e, principalmente, não faça nada sem o consentimento do outro.

Aproveite a oportunidade para conhecer pessoas novas, se possível faça contatos antes mesmo de ir para a festa, se estiver indo de carro ofereça aquela carona solidária, e não se acanhe em pedir auxílio caso tenha dificuldade para montar sua barraca ou coisas do tipo. Faça a sua parte e respeite as regras da festa, não coloque cadeiras em pistas que são para dançar e utilize o banheiro destinado ao seu gênero.

Paz, amor, união e respeito são os valores que regem a cultura trance. Foto: Kundalini


3. Como se vestir?

Guarde o salto alto e o jeans em casa e dê preferência a roupas e sapatos confortáveis – essa é a regra! Evite acessórios pesados ou de valor para não correr o risco de perder; quanto à maquiagem, leve somente o básico e essencial! De qualquer forma, cuidado para não exagerar na bagagem, principalmente se estiver indo de excursão ou carona.

Óculos escuros e bandanas ou boné/chapéu/boina são ótimos acessórios para se proteger do sol, tops, mesmo biquínis, shorts e vestidos caem super bem para usar durante o dia, e não pode faltar um moletom, cardigã/poncho para usar durante a noite; nos pés, vale chinelos – sim, chinelos – ou rasteirinha e um tênis confortável, all star, coturno ou botinha de cano curto.

Esses eventos sempre contam com uma feira mix ou pelo menos com alguns expositores de peças artesanais, acessórios e roupas em geral. É muito difícil voltar para casa sem levar nada! Mas dentre os acessórios que vale a pena investir, destacamos as cartucheiras - muito úteis para andar com o celular e os documentos sempre contigo.


1. Mundo de Oz | 2. Tomorrowland | 3. Universo Paralelo


4. Sobre alimentação e hidratação

Não exagere na bebida ou substâncias ilícitas, se mantenha bem hidratado e não deixe de fazer as principais refeições do dia. Mesmo que o evento aceite cartão, vá preparado financeiramente para não ficar limitado nem ser pego desprevenido.

Conforme o evento, a praça de alimentação pode conter diversas opções de lanches, massas, doces ou salgados. Há alguns que contam inclusive com cozinha comunitária. De qualquer forma, leve água, balas/chicletes e comidinhas em geral em embalagens térmicas e transparentes – não se esqueça de conferir a lista do que pode ou não levar!

No Mundo de Oz a água é gratuita e a última edição contou com uma cozinha comunitária. Fotos: 1. LIB | 2/3. Mundo de Oz

 

5. Aproveite a programação

A música não pára, então acostume-se com a ideia de dormir e acordar com música eletrônica na cabeça. Conhecedores do estilo sempre verificam a line up para saber o horário que seus DJs/gêneros favoritos estarão tocando, mas não se preocupe que com o tempo nosso ouvido aprende a filtrar os ritmos que mais nos agradam.

As intervenções e oficinas artísticas mais comuns incluem malabares, pirofagia, dança e artes circenses, além de artesanato, pintura, dentre outros. Fotos: 1. Boom | 2. Pulsar | 3. LIB

Espaços destinados à redução de danos, chamados comumente de áreas de cura, oferecem terapias holísticas, massagens, doação de reiki, meditações e práticas de yoga. Fotos: 1. Mundo de Oz | 2. Trance in Moon | 3. LIB

De qualquer forma, não se esqueça das demais atividades culturais que o evento oferece: prestigie as intervenções artísticas, participe das oficinas, assista palestras, sente-se em volta de uma fogueira, veja as mensagens, fotografias, esculturas e demais artes expostas, faça uma prática de yoga ao amanhecer, enfim: são muitas possibilidades!



A Autora

Melissa Souza
(Várzea Paulista/SP) é bailarina, professora e coreógrafa de Dança Tribal, diretora do grupo de performance Mohini Tribe, idealizadora do encontro de dançarinas Tribal no Parque e criadora do blog Tribal Archive.

Graduanda em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, atua também com assessoria de comunicação para empreendedores em dança. Dentre seus trabalhos recentes está a produção independente do Projeto Vídeo & Dança.


Blog: http://tribalarchive.com


Artigo de Melissa Souza em colaboração com o blog Moda de Subculturas. É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo aqui presente sem autorização prévia do autor. É permitido citar o texto e linkar a postagem. É proibido a cópia da ideia, contexto e formato de artigo. Plágios serão notificados a serem retirados do ar (lei nº 9.610). As fotos pertencem à seus respectivos donos, porém, a seleção e as montagens das mesmas foram feitas por nós baseadas na ideia e contexto dos textos. 


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21 de setembro de 2017

Juventude, depressão e subculturas (Setembro Amarelo)

Fui uma adolescente deprimida. Não sei se alguém não o foi. Sempre fui muito sensível às opiniões alheias e ao mundo ao meu redor, sendo que qualquer coisinha me fazia chorar. Era realmente uma "manteiga derretida", como alguns colegas de escola gostavam de me chamar. Por sentir tudo demais, era óbvio que eu me tornaria uma deprimida. E posso dizer hoje que foi por isso que conheci o rock e suas subculturas. Penso que esse foi o caminho de muitos outros adolescentes também.

Leia também: Garota Interrompida e Setembro Amarelo

Ultimamente tenho pensando nessas questões por causa da popularização de uma série do Netflix, 13 Reasons Why, que eu não assisti (nem pretendo, por motivos particulares), mas li inúmeras resenhas sobre, que trata de bullying, depressão e suicídio juvenil. O impacto que essa série está tendo sobre a juventude é avassalador, o que me leva a crer que somos uma sociedade que não está se preocupando o suficiente com os seus jovens.

A mim, preocupa a romantização que esse tipo de produto faz da depressão e do suicídio, como se fosse algo poético e até mesmo bonito. Essa ideia é reforçada dentro de algumas subculturas, como a gótica, e dentro do grunge também. Quando eu era mais jovem, costumava pensar que "os bons vivem pouco" e muitas outras meninas da minha idade pensavam o mesmo. Que o bom era morrer cedo, sem envelhecer, pois assim seríamos jovens para sempre. Exemplos não nos faltavam: Kurt Cobain, Janis Joplin, Jimi Hendrix, Jim Morrison, curiosamente todos mortos aos 27 anos. Pra um adolescente, 27 anos é muito, pois a inteligência temporal da maioria deles ainda não está bem sólida. Hoje, aos 28 anos, eu percebo como é curto esse tempo!
 
Imagem: Reprodução

Também sinto que a falta de adultos referência é o que faz o adolescente ter esse tipo de pensamento. Adolescentes reparam nos adultos que os cercam, e não gostam absolutamente do que eles veem. Por exemplo, a falta de adultos que seguem suas subculturas mesmo depois de certa idade, faz o jovem pensar que para ser adulto, ele deve abrir mão de seus gostos musicais, pessoais, estéticos, etc. Há alguns anos eu sentia isso, que para ser adulta era necessário deixar as subculturas para trás, e esse assunto já foi abordado várias vezes aqui no blog (links no fim do post). A falta de referências adultas é muito prejudicial, e faz com que o adolescente não queira se tornar adulto, não queira seguir sua vida, afinal, "os bons morrem cedo".



Por outro lado, ainda que exista essa romantização da depressão e do suicídio em algumas subculturas, o que faz muitos jovens seguirem em frente depois de entrar em contato com elas, é a auto aceitação que as mesmas promovem, como uma via de mão dupla. Ou seja, não interessa o quão estranho e deslocado você se sinta, você é importante justamente por ser assim, não fazer parte da grande massa, não ser apenas mais um no meio da multidão. Dessa forma, pertencer a uma subcultura é, com certeza, um exercício de resistência (porque você vai se aborrecer com os outros que não te entendem) e muitas vezes, de sobrevivência (como quem diz: EI, EU ESTOU AQUI! EU EXISTO!).

Leia também:
- Adultos e a moda alternativa: manter ou abandonar o estilo? 
- Subculturas não tem idade: adultos que adentram no mundo alternativo
- Adultos em idade produtiva: criatividade tem limite de idade?
- Crescer é abandonar o estilo alternativo?



Autora:

Nandi Diadorim.

Historiadora e professora na rede municipal de ensino no Rio Grande do Sul.
Guitarrista em uma banda de punk rock.
Cachorreira, gateira, vegetariana, feminista...em suma, a incomodação em pessoa.


Artigo de Nandi Diadorim em colaboração com o blog Moda de Subculturas. É permitido citar o texto e linkar a postagem. É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo aqui presente sem autorização prévia do autor. É proibido a cópia da ideia, contexto e formato de artigo. Plágios serão notificados a serem retirados do ar (lei nº 9.610). As fotos pertencem à seus respectivos donos; a seleção e as montagens das imagens foi feita exclusivamente para o blog baseado na ideia e contexto do texto.


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14 de setembro de 2017

Ensaio Fotográfico Alternativo: Conheça o trabalho de Carolina Sakuma (+ Cupom de Desconto)


Você tem o sonho de ser fotografada no estilo modelo alternativa? Você já imaginou fazer um ensaio personalizado de temática alternativa para postar em seu blog, no Instagram e suas redes sociais? Fazer um book ou ter suas fotos como decoração?
E que tal se a fotógrafa fosse super entendida da moda e cultura alternativa?

O post de hoje é sobre Carolina Sakuma, fotógrafa brasileira que compartilha a mesma paixão que nós pela temática alternativa! 

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Rubia, Youtuber do "Nosferotika" / Foto: Carolina Sakuma


A partir de agora, quando vocês fecharem ensaio de fotos com ela, basta usar o cupom "SANA" que vocês terão um desconto mega especial!


Contatos da Carol para orçamento:
Instagram: http://instagram.com/carol_sakuma
Facebook: https://www.facebook.com/carolsakumaphotography/


 
Sarah Amethyst / Foto: Carolina Sakuma

Se uma foto de celular não faz justiça ao seu estilo e personalidade, a Carol vai sentar com você e elaborar uma sessão super especial. Com certeza você não se arrependerá de trabalhar com ela! 

Luzia Perséfone / Foto: Carolina Sakuma


Quando digo que a Carol entende de fotografar alternativos em seu universo é porque as fotos sempre são impecáveis e tudo a ver com o fotografado. Sua abrangência é tão grande que vai de uma sessão lolita à uma fetichista!

Medora Ruiz / Foto: Carolina Sakuma

Carol já fotografou Lea Kakao, Karine (My Subarashii Loli Days), Ichigo (Reino de Morango) passando pelas musas Nay Firens, Desiree Baptista, Vanp (Vanessa Profili), a rainha gótica Rubia (Nosferotika), a pin-up Sarah Amethyst, o catálogo virtual da Loja Reversa e o da Candy Color... isso é apenas pra vocês sentirem sua experiência. 

Day Almeida / Foto: Carolina Sakuma

Lembro que no começo do blog a gente nem via trabalhos deste tipo aqui no Brasil... cansei de postar editoriais alternativos gringos por não ter opção nacional. Ter fotógrafos especializados na cultura alternativa é algo recente no BR, e a Carol é pioneira!

Nayara Lauren / Foto: Carolina Sakuma
Sky Martins / Foto: Carolina Sakuma
Cosplay Vincent Valentine -Débora Fuzeti / Foto: Carolina Sakuma

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Vicki of Asgard, Yoi Fox, Caroline Lye / Foto: Carolina Sakuma

Mariana (Lady in Lust) / Foto: Carolina Sakuma

Vanessa Profili - Circus Hair / Foto: Carolina Sakuma

Então não esqueçam: é só pedir o orçamento e fechar photoshoot usando o cupom "SANA"! Seu blog, Instagram, seu um book e suas fotos vão ficar maravilhosas, tenho certeza! <3

Carol fotografada por Matheus Pinheiro: http://www.matheuspinheiro.com/ensaio-carolina-sakuma-ccbb-sao-paulo/


A Carol atua na cidade de São Paulo!
E em junho de 2013 ela participou na nossa finada sessão "Look do Leitor", clique aqui pra ver!

O artigo foi escrito no feminino ("modelo alternativA") pois a maioria de nosso público é mulher, mas Carolina fotografa rapazes também!  Então meninos, podem contatá-la! ;D




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12 de setembro de 2017

Pinup Girl Clothing: loja lança coleção de roupas da personagem Elvira

Depois do sucesso da coleção em homenagem à Wanda Woodward que tem apresentado peças novas a cada temporada, a loja americana Pinup Girl Clothing tem lançado desde o dia 26 de agosto a coleção criada em parceria com a atriz Cassandra Peterson em homenagem à personagem Elvira!

Chegou a hora de colocar o lado Mistress of the Dark para fora! 
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Em 1981 ao apresentar o programa "Movie Macabre", Elvira se tornou uma personagem cômica de extremo sucesso, uma figura icônica para os fãs de terror. Junto com isso diversos produtos com sua figura foram lançados. Agora chegou a hora da marca Pinup Girl Clothing trabalhar em parceria com a atriz Cassandra Peterson, criando mais um capítulo do conceito "Couture for  Every Body", onde as peças apresentadas vão do tamanho XS ao 4X abrangendo aí uma gama imensa de tamanhos corporais, desde o petit ao plus size. A parte triste de tudo isso? A Pinup Girl Clothing não entrega no Brasil, então no momento ficamos na dependência de visitar a loja pessoalmente ou encomendar com alguém que more nos EUA. :(

Cassandra Peterson trabalhou em parceria com Laura Byrnes,
estilista e proprietária da Pinup Girl Clothing.
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Cassandra Peterson e Laura Byrnes / Instagram Pinup girl Clothing

Não é de hoje que Elvira é um ícone da cultura alternativa, mas com a popularidade das Dark Pinups, já tinha até passado da hora de uma marca estrangeira apresentar peças em homenagem e que não caíssem no estereótipo. A marca conseguiu transformar o visual ultra sexy de Elvira em algo mais discreto e confortável mas ainda assim com forte pegada Vamp!


Em entrevista para o jornal LA Week, Cassandra Peterson falou sobre a personagem:


"Adorava a família Addams. Quando criança era meu show favorito. Elvira era uma espécie de versão dos anos 1980 de Morticia e Vampira. Nós queríamos a tornar um pouco mais punk, um pouco mais heavy metal... com o cabelo inspirado em Ronnie Spector".
"Sempre fui super fã de música. Eu adorava a cena do punk e new wave e as coisas que eu usava normalmente naquela época eram alfinetes de segurança e peças no estilo rock and roll".

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Cassandra Peterson / Créditos: LA Week

Nós que acompanhamos a loja Pinup Girl Clothing, sabemos que além das peças retrôs super clássicas, a marca sempre apresenta também umas criações mais darks, mais góticas e isso se explica porque a proprietária, a estilista Laura Byrnes, também cresceu na década de 1980 sendo fã da banda Bauhaus. Isso se reflete na mistura vintage, retrô, pinup, gótico e ícones oitentistas que encontramos na loja.


Sobre a coleção, Byrnes diz que os vestidos mesmo sendo justos foram idealizados um pouco mais soltos, pois não queria ser literal no traje de Elvira mas também se inspirando em Cassandra. Vamos dar uma olhada na coleção:


As peças referenciam o traje da personagem: decote profundo em vestidos justos.




Os acessórios de flores foram criados pela loja artesanal LaCasaDeFlores.

Elvira teve um impacto imenso sobre as meninas que cresceram nos anos 1980, sendo inspiração para as outsiders da época. Mas o sucesso e o estilo da Mistress of the Dark se revelam atemporais, influenciando até hoje as novas gerações alternativas. Vida longa à Elvira!
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Laura Byrnes, Traci Lords, Cassandra Peterson e Doris Mayday na festa de lançamento da coleção.

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9 de setembro de 2017

Resenha COMPLETA dos calçados da loja Reversa + cupom de desconto!

Várias pessoas tem receio de comprar calçados online, seja por dúvidas quanto ao tamanho seja pela qualidade. Desde o ano passado a loja Reversa tem lançado calçados interessantíssimos, causando furor por oferecer produtos que até então não encontrávamos fácil em lojas nacionais. Mas vale a pena comprar os calçados? Eles tem qualidade? Como escolher o tamanho?
Neste post vou contar TUDO sobre dois calçados da marca além de resenhar outros 4 produtos! Vamos lá? :D


cupom-de-desconto-loja-reversa


Leitores do blog tem direito a cupom de desconto na loja, o cupom é
MODASUB
pode ser usado em qualquer compra de qualquer valor. <3

Adesivos e Cartão da loja


Aliás, o site tá reformulado, lindinho e super fácil de navegar! E está tendo uma liquida, vários produtos estão com metade do preço, aproveitem pra ter mais desconto usando o cupom!
Lembrando que todas as peças da marca são produzidas no Brasil, gerando e mantendo empregos aqui mesmo e os calçados são veganos ;)

Começarei falando sobre as roupas e meias calças. Sou aquele tipo de pessoa que usa meia calça boa parte do ano (menos no alto verão porque é impossível né? haha!), então fiz questão de escolher duas delas: a "Meia Calça Arrastão Rasgada Punk" e a "Meia Calça Arrastão Fechado". 



Meia Rasgada Punk e Meia Arrastão Fechado


Meia Calça Arrastão Fechado (link):
Sabemos que meia arrastão está na moda, bom momento pra fazermos um estoque. A Reversa está oferecendo várias opções do modelo. O que me chamou a atenção nesta meia foi a trama bem pequenininha e a diversa possibilidade de looks que posso montar em cima disso, já que por ser "discreta" permite ser usada até em looks mais elegantes e retrôs. Então meninas fãs do retrô: taí uma opção de meia! A peça é tamanho único e veste dos tamanhos 34 a 44 e altura até 1,80m. E aquela velha regrinha de sempre: cuidado aos vestir pra não puxar fio (a não ser que vocês queiram né? hahaha) e o material é bem confortável, não pinica.

Meia Calça Arrastão Rasgada Punk (link)
Quem eu vejo usando essa meia é a modelo Adora BatBrat e sempre achei que fica incrível nos looks que ela compõe! Foi por isso que fiquei super feliz ao ver esse modelo disponível na Reversa. Além de ter essa pegada punk, quem curte um estilo mais cyber também vai conseguir montar visuais com ela. A meia tem furos em toda a extensão, mas não são aleatórios, ficam iguais nas duas pernas. É tamanho único e veste até 1,72m e tamanhos do 34 a 44. Também achei bem resistente (os furos não desfiam ao vestir) e confortável.




Saia Justa de Veludo (link)
Como o próprio nome da peça diz é uma saia justa. Ela realmente fica bem colada no corpo! O que significa que se você não curte peças justas, mas gosta da modelagem lápis talvez deva comprar o tamanho maior, por ter elástico na cintura possivelmente ela servirá. Aliás, o modo de acabamento na cintura é bem legal, pois não marca o corpo. O tecido é veludo cristal (lindo), é numa malha bem resistente. Eu usei tanto nos dias frescos quanto num dia que esquentou, então se vira bem nestas estações. Mais pra baixo postei look com a saia.




Vestido Morcegos
Toda trevosiane curte uns morceguinhos! <3
Esse vestido com morcegos tem uma estamparia tão perfeita, que eu ainda fico babando cada vez que pego a peça! É de viscose com elastano, então é um vestido fino, leve, bom pro calor ou pra usar na meia estação com meias calças, leggings ou casacos.

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A peça é levemente evasê, então delineia o corpo. Se você é estreita em cima e tem quadril muito largo, talvez ele fique mais justo embaixo, atente-se para as medidas disponíveis no site. A peça é soltinha na parte de cima, não fica justa na barriga. É peça antiga já na loja mas vale apostar nela para o verão que vem chegando.



Os calçados
Bom, chegamos aos calçados veganos. Tem poucas resenhas na web sobre eles e venho com a intenção de aumentar este número e ajudar os que ainda tem dúvida sobre dois modelos específicos. Já tem um tempo que recebi os calçados mas fiz questão de tirar um período de teste para poder fazer uma resenha completa e o mais sincera possível. Se ainda restar alguma dúvida podem perguntar nos comentários que responderei de acordo com o que vivencio com eles.


Coturno Vegano Tratorado Baixo Verniz (link)
Primeira Impressão: Esse coturno me surpreendeu logo de cara com a questão do material. É de verniz, mas não aquele verniz duro, e sim super macio e maleável! O brilho é intenso.
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Detalhes técnicos: Todo o acabamento, tanto dos recortes quanto do cadarço e do solado são super bem feitos! Dentro tem um forrinho levemente acolchoado. Não é tão pesado quanto aparenta ser, quando pensamos em verniz já imaginamos aqueles sapatos pesados e duros de antigamente, mas esse coturno não é. Tem o peso normal esperado pelo solado de borracha que tem 3cm na frente e 4,5cm no salto.


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A peça tem os dois lados iguais


Numeração: A fôrma é grande, então vocês podem comprar o número que vocês calçam que vai servir. Pode ficar ainda um espacinho em torno dos pés como aconteceu comigo.
Compensa?
SIM! Eu andei em todo lugar com esse coturno tanto em shopping quanto na rua e até na areia da praia. É de muito fácil limpeza bastando um pano úmido. Quando limpar com pano úmido pode secar com um lencinho que o brilho volta na hora. Se você mora em cidade úmida, verniz é um material que resiste bem aos desgastes do clima, então recomendo como alternativa ao couro sintético. Também é ótimo nos dias de chuva. A única coisa que eu adicionaria à esse calçado seria uma palmilha um pouco mais fofinha do que a que vem. 


Look com a saia de veludo, arrastão de trama pequena e a bota de verniz.
A blusa "morcegato" também é da Reversa.
Primeira Impressão: Gente! O que dizer dessa bota?? Ela é linda pessoalmente tanto quanto é na foto! Minha primeira impressão foi de to-tal deslumbramento.


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Detalhes técnicos: Coturno em couro ecológico com fechamento por cadarço e sola tratorada tipo plataforma. O acabamento é igualmente super bem feitinho, tem um detalhe almofadado no cano que fica super fofinho quando andamos. O salto é de 8cm e meia pata de 5cm. É totalmente vegano. 



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Numeração: Fôrma pequena, e isto está informando na descrição do produto lá no site. Optei por um tamanho maior e deu SUPER certo! Não podia ter ficado mais perfeita! Então caso for comprar, escolha um número maior que não tem erro!


Compensa?
SIM! Eu andei com ela só na rua e em locais fechados
(é tão linda que quero economizar haha!) mas por incrível que pareça é super confortável, dentro é forradinha com o mesmo material fofinho do coturno de verniz. 

Vestido, meia e bota. O colar de morcegos também é da loja. 

Concluindo: as fotos que a Reversa apresenta no site são fiéis aos produtos que recebemos. Quanto à estes dois modelos específicos de calçados, eu amei, ambos serviram perfeitamente e tem o conforto esperado. Só fiquem atentos às tabelas de medida das peças pois como vimos, os calçados tem fôrmas diferentes. Sobre as roupas, o vestido tem uma estamparia perfeita e a saia justa é justa mexxxmo! haha
Agora me contem se vocês tem peças e se tem calçados da marca e quais suas opiniões sobre eles! :)


Então aproveitem a liquida 
e usem sempre nosso cupom MODASUB <3


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