.Moda de Subculturas - Moda e Cultura Alternativa.

1 de abril de 2018

Punk, Gótica, Pin-up, Fetichista: conheça os calçados das subculturas

Cada subcultura e estilo alternativo tem seus calçados característicos. Você já reparou como a coleção de calçados da loja Reversa abrange o estilo de várias culturas juvenis? Andei reparando nisso e resolvi fazer esta postagem relacionando os modelos de calçados das subculturas com as peças da loja.

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Fetichista: este sapato é para as fetish girls 
e pras praticantes de pole dance.


Hard Rock oitentista


PUNK!


Gótica anos 2000


Gótica moderna


Mod Girls (anos 1960)


Retrô


Pin-up!


Teddy Girl


Grunge


Kinderwhore


Headbanger 


Skatista


Skinhead (adorei ver um sapatinho skin na Reversa!)



E você, tem algum calçado da marca que você logo associa com alguma subcultura? Conta pra gente! Espero que tenham curtido essa seleçãozinha e não deixem de comentar dizendo se vocês tem algum deles! 

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No dia 02/04, acompanhe nos stories do nosso Instagram a resenha que fiz da sandália boneca T Spikes verniz!



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25 de março de 2018

Roller Derby: conheça o esporte que atrai garotas alternativas!

O Roller Derby ficou conhecido por ser um esporte onde não há limitação estética e corporal para sua prática, chamando a atenção pela quantidade de jogadoras alternativas que participam da modalidade. Haveria algum motivo específico para essa forte ligação entre o esporte e a cultura alternativa? É isso que vamos mostrar nesta matéria.

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ReAnimate-Her

Um pouco da história

Roller Derby é um esporte de contato completo oficializado em 14 de Julho de 1935, na cidade de Chicago. Após ler uma matéria na revista Literary Digest informando que 97% dos americanos já haviam patinado, o empresário Leo Seltzer começa a desenvolver uma nova forma de entretenimento. Oriundo do ramo do cinema, Seltzer produzia eventos de walkathons (maratonas de dança) que faziam muito sucesso no início do século 20, crescendo principalmente depois da Grande Depressão. Tentando unir sua experiência a uma nova atração para o público, no dia 13 de Agosto de 1935 é inaugurado o The Transcontinental Roller Derby, a primeira maratona de roller skating, a qual atraiu cerca de vinte mil espectadores para o Chicago Coliseum.


Desde o início, as equipes eram compostas por ambos os sexos. "Naqueles dias as mulheres não podiam fazer nada", diria Ann Calvello. Estranhamente, o meio esportivo sempre deslegitimou a prática como esporte. Mesmo assim, Seltzer persistiu criando e desenvolvendo a Associação Transcontinental de Roller Derby com cerca de três mil membros. O banked track, que é a famosa pista inclinada oferecendo maior velocidade aos atletas, seria ideia sua. O contato era ilegal até 1937, quando propôs aos árbitros a pararem de penalizar os empurrões e batidas para ver o que ocorria. Os nomes diferentes e apelidos das Ligas e atletas também já vinham dessa época. Seltzer ia adaptando o esporte com intenção de torná-lo grande no país e aos poucos ia conseguindo.

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Jogue Junto, Esteja Junto.
Um dado interessante é que durante a tensão racial da década de 1960, 
os times eram formados por brancos e negros, tanto homens quanto mulheres. Todos juntos.


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Alguns nomes do Roller Derby Hall of Fame.


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Houve altos e baixos, como o desastre que quase matou todos os atletas em 1937, e depois com a Segunda Guerra onde muitos homens se alistaram. No retorno em 1948, seria dado um grande passo com a estreia na televisão em Nova Iorque. Seltzer ia ampliando cada vez mais e cria o National Roller Derby League. Em 1953, muda-se para Los Angeles onde cria a primeira equipe internacional que chega ir à Europa, o LA Braves.

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Filme The Fireball de 1950.

Em 1958, Jerry Seltzer, filho de Leo, passa a gerir o negócio levando a organização para o Sul da Califórnia. Ajuda a mudar regras, como obrigar os patinadores a usarem capacetes. A década de 1960 é um período onde o esporte ganha bastante popularidade de público e imprensa mainstream. É criado em 1961, o Roller Games, uma versão teatral que rivalizava com o Derby dos Seltzer, mas nada que tirasse o brilho dos Bay Bombers, a equipe mais lendária da história do esporte, atingindo seu ápice entre 1969 e 1971. Em 1973, Jerry fecha o negócio da família por problemas de despesas e a falta de gás com a crise do petróleo, ocasionando uma queda no Roller Derby original. Nos anos seguintes houve diversas tentativas para ressurgir o esporte, porém nenhuma bem sucedida.

San Francisco Bay Bombers foi uma equipe histórica e que possuiu as mais lendárias estrelas: Charlie O'Connell, Joanie Weston e Ann Calvello.
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Roller Queens: Ann Calvello e Joan Weston em pleno combate!

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Weston em ação.

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Barbara Mateer.

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Os cabelos coloridos de Ann Calvello.

O filme Kansas City Bomber de 1972. A personagem de Raquel Welch
 seria baseada na história de Joanie Weston, a Golden Girl.


O Roller Derby Moderno

Em 2001, o músico Daniel Eduardo Policarpo (aka Devil Dan) se muda para Austin, Texas, com a vontade de remontar o Roller Derby. Dessa vez, queria nas equipes só mulheres e que estivessem dentro do perfil "tatuagens, coragem e cortes de cabelos a la Bettie Page". Como era novo na cidade e não conhecia ninguém, a estratégia foi caminhar pelas ruas de bares de rock abordando as frequentadoras com seus flyers e a ideia de iniciar o esporte. A primeira reunião ocorre no Casino El Camino, com Heather Burdick, April Hermann, Anya Jack e Nancy Haggerty, as futuras líderes de equipes. O encontro rende e acabam conseguindo vinte garotas e assim criando quatro times: Hell Cats, Rhinestone Cowgirls, Putas Del Fuego e Holy Rollers.

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Hell on Wheels.

Logo os problemas começam a surgir. Cansadas da falta de comprometimento de Daniel e já que estavam cuidando de todo o processo enquanto ele levava uma vida de junkie sem dar conta de nada, dispensam o músico e assumem por completo o projeto. Para colocar a ideia em prática e ser a mais democrática possível, formam o conselho Bad Girl, Good Woman Productions, onde num sorteio Anya assume como SheEOs (uma versão girl power de "CEO"), Nancy como Presidente, April no lugar do Vice-Presidente e Heather sendo a secretária. O grupo começa do zero organizando toda a estrutura, desde a parte financeira até o recrutamento e ensino de futuras jogadoras, criando a primeira Liga totalmente DIY de Roller Derby.

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Nancy Haggerty, Anya Jack, April Hermann e Heather Burdick.
Photo: Bob Sherman Art.

Não é um projeto fácil e as ambições são enormes sobre o esporte. O crescimento vem aos poucos e em 2002, a Bad Girl Good Woman Productions se divide em dois times: Texas Rollergirls e TXRD Lonestar Rollergirls. Com o tempo conseguem sair do Estado influenciando a criação de novas Ligas pelo país. O documentário Hell on Wheels mostra toda essa saga inicial até o reconhecimento. Há muitas perdas, desistências, mudanças repentinas a serem superadas. Mas a cena pioneira rendeu frutos, sendo usada como referência de método de jogo e estrutura de negócio até hoje. A segunda Liga criada foi Arizona Roller Derby, fundada em 2003, por Denise Grimes (aka Ivanna S. Pankin) da cena punk de Phoenix. Dali em diante o Roller Derby se tornaria fenômeno se espalhando pelos Estados Unidos e depois o mundo.


Curiosidades

- Roller Derby é um esporte de alto impacto, extremamente físico e competitivo. Em todas as reportagens as atletas dão ênfase aos machucados que possuem, muitas tiveram seus primeiros ossos quebrados em treinos ou jogos. Uma das vantagens da prática é a produção de estamina no corpo, substância que combate o estresse causado pelas frustrações do dia a dia. Muitas jogadoras relatam sobre como se encontraram no esporte, sentindo pela primeira vez vontade de praticar exercício e assim saindo da vida sedentária. Inclusive para algumas, foi um escape na recuperação do vício em drogas e na melhora de transtornos mentais.

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- No documentário 'Hell on Wheels', num encontro de recrutamento a técnica deixa bem claro que para ser uma roller precisa ser uma atleta. "As pessoas dizem que irão patinar, irão ter apelidos...não! Você irá se exercitar, você irá trabalhar duro, você será uma atleta!", enfatiza Laurie Bourke. 


- A primeira Liga fora dos Estados Unidos foi a London RollerGirls, formada em 2006, também pioneira no Reino Unido e na Europa. Particularmente a minha preferida, pois foi numa entrevista concedida à Didi Wagner no programa Lugar Incomum que conheci o esporte. O visual do grupo é incrível, acredito que tenham ajudado a solidificar ainda mais a ligação entre a prática de roller com a cena Punk. Antes do time entrar em campo gritam bem alto: "Anarchy in the UK!"

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Logo da London RollerGirls remete ao Anarchy in the UK dos Sex Pistols.

Primeiro time em Beirut, Líbano. Formado por garotas 
de diversos países: Iêmen, Egito, Barein e Tunísia.


- Em 2005, é criada a federação do esporte, a Women's Flat Track Derby Association (WFTDA);

Gothan Girls Roller Derby de Nova Iorque, é a Liga que mais venceu e conta entre suas atletas a brasileira Fernanda Corrêa;

- O primeiro Roller Derby World Cup ocorreu em Toronto, no Canadá, em 2011.

- Por que é comum mulheres e garotas alternativas se sentirem atraídas pelo roller derby? Isso se dá pela cultura punk que foi inserida no esporte em grande parte com o lema faça-você-mesma, esse espírito de fazer e acontecer apenas com a vontade e o comprometimento das pessoas. Além disso, o derby moderno foi iniciado com mulheres que frequentavam bares de rock, dando abertura na estética das atletas que possuíam tatuagens e cabelos coloridos. 

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Maquiagem do Kiss (não identificada e ReAnimate-Her).
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Franja Pin Up: usada pela jogadora Barbara Mateer,
hoje vemos o mesmo corte na nova geração (MothMouth e não identificada).

Anúncio da London RollerGirls: "Qualquer senhora que dê 'chute na bunda' e tenha entusiasmado senso de humor, espírito competitivo e não tenha medo de cair (e muito!) deve nos procurar! Viemos de todas as formas e tamanhos, de locais diferentes, tatuadas ou não, mais velhas ou mais novas (18 para patinar, qualquer outra idade para nos animar!). O que você está esperando?".

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- Repare que as logos dos times e os panfletos de eventos constantemente trazem ilustrações de garotas alternativas ou Pin-Ups e referências ao rock. As jogadoras adotam pseudônimos criativos que revelam sua personalidade ou estilo de jogo, sendo uma oportunidade de colocarem em prática seu perfil alternativo e marcando a individualidade dentro de um esporte coletivo.

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Flyers dos eventos.



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Logos.

- Estética: short, saias, tutus, meia-arrastão, meia 3\4, asas. No dia a dia de treinos as atletas usam roupas confortáveis, apropriadas para exercício físico e acompanhadas de proteções para o patins quad, como capacete, joelheira e cotoveleira. Nas competições, dependendo da Liga e do evento, algumas elaboram o visual por puro entretenimento. Essa era uma das ideias na criação do roller derby moderno, um misto de esporte e espetáculo teatral para entreter e chamar público, já que não tinham patrocínio e precisavam angariar dinheiro para financiar o projeto independente. Hoje isso não é regra.



Com o tempo foram surgindo marcas especializadas, 
é o caso da americana Derby Kiss criada pelo casal Emily e Dan.
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- Feminismo: um dos assuntos que mais puxam o tema em matérias nas grandes mídias. De fato há fortes ligações: a versão moderna foi construída do zero por e para mulheres, tanto que hoje dominam a modalidade. Um fator importante é que o esporte não discrimina a idade e o corpo da atleta, qualquer uma pode praticar, basta ter comprometimento. A forma agressiva de jogar dá liberdade de fazerem movimentos e terem uma estética consideradas 'não femininas' na sociedade. Outra questão é que a prática em equipe favorece a irmandade entre as integrantes. Como muitas Ligas funcionam no faça-você-mesma é necessário apoio mútuo para que o projeto seja realizado, isso mantém a amizade estreita fora das quadras. Porém, o discurso feminista que vemos hoje foi inserido com o tempo, já que no documentário "Hell on Wheels" há pouquíssimas citações - para não dizer quase nada - de Feminismo. Ao mesmo tempo que era exaltado o envolvimento de mulheres na construção do projeto independente, consideravam que o movimento já havia dado liberdade de fazer o que quisessem. Talvez por serem adultas em 2000, o que significa que viveram o período Grunge e Riot Grrrl, tivessem a sensação de maior abertura nas condições das mulheres, esse pensamento é citado no post As Mulheres no Heavy Metal. Seria interessante saber se essa visão continua presente na primeira geração ou se mudou devido a entrada das novas.



- A não discriminação do biotipo físico fez com que pessoas queer se sentissem confortáveis a praticar o esporte. Segundo Margot Atwell, atleta da Gothan Girls e que publicou os livros Derby Life e Color Jam, em entrevista ao Huffington Post: "a comunidade roller derby é um enorme local positivo e saudável para mulheres - especialmente mulheres queer. Roller Derby ensina às mulheres e garotas a valorizar seus corpos por aquilo que conseguem fazer, não em como aparenta. Skaters apoiam outras com diferentes sensos de estilo, apresentações de gênero e sexualidades. Contando que você seja uma boa parceira de time e trabalhe pesado, você é parte da família. Eu queria criar um livro que estivesse embutido esse espírito".

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- Homens também praticam o esporte, apesar de serem minoria. Na versão moderna as equipes são separadas, ao contrário do início quando competiam juntos. Eles sempre puderam frequentar os eventos desde que não desrespeitassem alguma mina, senão eram expulsos do local.

- O filme Garota Fantástica (Whip It) lançada em 2009, é o que mais propagou pelo mundo o Roller Derby, inclusive no Brasil. O longa é baseado no livro Derby Girl, que conta uma fase da autora Shauna Cross, da qual era obrigada pela mãe a competir em concursos de beleza ao mesmo tempo em que era atleta na LA Derby Dolls, sob o codinome "Maggie Mayhem". Shauna revelou em entrevista que o esporte foi o empoderamento feminino mais forte que experimentou. "Era a plástica-sexy versus real-sexy", definindo a diferença entre os concursos e o roller derby.

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Roller Derby no Brasil

Ladies of Helltown é a primeira liga brasileira, fundada no dia 28 de Abril de 2009, em São Paulo. A segunda é a Sugar Loathe Roller Derby, criada em Maio de 2010, no Rio de Janeiro.

- A Seleção Brasileira de Roller Derby foi criada em 2011, para a Copa do Mundo. Hoje há 11 Ligas em todo o país. Acompanhe a jornada do time em suas mídias sociais e, se puder, participe das campanhas de financiamento para ajudar nas futuras competições.

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- Caso queira ter uma noção das regras e funcionamento, um ótimo vídeo de introdução ao esporte feito pela Seleção Brasileira de Roller Derby.



Para saber um pouco mais sobre a situação no Brasil, troquei uma rápida conversa com Fernanda Bauer (aka Bauer #28) da Sugar Loathe Roller Derby. Apesar do tema ter sido matéria de várias mídias de massa, fica evidente a falta de conscientização sobre o esporte como profissão, implicando na dificuldade de se arranjar patrocínio e no recrutamento de novas atletas. "Vivemos para liga quase todo o nosso tempo livre, pesquisando treinos na internet, discutindo jogos, mudanças de regras, organizando treinamentos...". A característica do faça-você-mesmo continua sendo muito forte, são elas que lidam com toda organização de eventos e gastos de divulgação e manutenção. Outro fator importante é fazer as iniciantes se enxergarem como atletas, ou seja, é necessário comprometimento com treinos, exercícios físicos, gastos com aulas e na compra de equipamentos, este último sendo bem caro. Sobre Feminismo, Bauer enxerga a forte ligação do esporte como forma de empoderamento: "nos 'obriga' a estar sempre buscando o nosso melhor, tanto fisicamente como mentalmente. Fora que para alguma de nós, o esporte se tornou um grupo de ajuda mútua e um porto seguro". Para finalizar, Fernanda apresenta uma visão que a interliga com muitas rollers ao redor do mundo: "o que posso acrescentar da minha experiência pessoal: mostrou que sim, existe um esporte para mim".


Espero que tenham gostado e quem sabe
você seja uma nova freshie! 😉



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Autoria: Idealização, texto e curadoria de imagens: Lauren Scheffel
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20 de março de 2018

Punk e fetichismo inspiram nova coleção de marca alternativa (+ Cupom de Desconto)

Peças em vinil, xadrez, tule e transparência são muito associadas à subcultura Punk. Hoje todas estas estéticas já se tornaram clássicos que podem ser usados no dia a dia. Vem conhecer a nova coleção da loja Spookies que é inspirada em punk e fetichismo!


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A estética "punk bailarina" foi tema recente no blog, quando mostramos que as saias armadas são usadas há muitos anos no meio underground independente dos modismos do mainstream. Moda e ballet sempre possuíram forte ligação e foi com a chegada do punk na década de 1970, que houve uma significativa reinterpretação da peça. Jovens cansadas do conservadorismo e de seguir regras de vestimenta batem de frente com a visão castradora sobre o corpo e o comportamento da mulher, o uso da saia de tule como peça de roupa externa e diurna foi uma das escolhas de combate das punks da época.




DICA: Se você não curte saia de tule mas gosta do estilo retrô ou pin-up, experimente usar a peça como armação de saias e vestidos!

Talvez uma das mais conhecidas facetas da moda fetichista sejam as peças em vinil. É verdade que são peças marcantes e parecem não serem adequadas a certas situações devido a associação com a sensualidade. Mas a moda alternativa tem nos oferecido várias peças que quebram conceitos e fazem as peças fetichistas tenderem para um visual mais moderno do que sensual em si. Essa é uma das características das peças da coleção SENSUS da Spookies. Todos os modelos podem ser usados de dia e noite, o que vai complementar seu estilo serão os acessórios. As modelagens foram feitas pensando em valorizar o corpo e ao mesmo tempo deixar os movimentos livres, afinal não adianta ficar linda e se sentir desconfortável, certo?




Além dos já citados tule e vinil, o neoprene também foi o tecido escolhido para representar a coleção SENSUS. Todos são materiais fortes e marcantes visando simbolizar atitude e confiança. As criações autorais da Spookies passam por um processo de escolha e/ou desenvolvimento de estampas exclusivas, amostragem, confecção e produção em pequena escala. São poucas peças disponíveis de cada modelo, a loja apresenta peças em formato de semi exclusividade (os produtos que acabam não são repostos), quem gostou tem que comprar logo para não ficar sem!



Confere os detalhes da SENSUS na loja
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Esta é uma postagem publicitária. Significa que a loja apoia o trabalho do blog Moda de Subculturas contribuindo financeiramente para a manutenção e a criação de novas postagens. Patrocine uma postagem! E se você é fã do conteúdo pode doar qualquer valor clicando no ícone do PagSeguro na lateral direita do blog (versão web).





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27 de fevereiro de 2018

Estilo: Nancy Laura Spungen

Nancy Spungen é com certeza um dos nomes mais enigmáticos da cena Punk. Todos sabem quem é, mas pouco se sabe quem ela era de verdade. O que se sobressai sobre sua pessoa são só coisas ruins, tão ruins que a tornaram emblemáticas, a verdadeira personificação da bad girl, do "live fast die young", do "love kills". Ninguém pode negar que ela era uma força da natureza, não havia chuva e sim tempestade. Não era uma simples ventania, era um furacão!

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Nancy foi uma garota interrompida pelos transtornos mentais, sua vida foi moldada pelas doenças psíquicas, já que segundo sua mãe, seu problema decorria do parto prematuro e ser diagnosticada com a síndrome do bebê azul. Deborah Spungen acredita que seus problemas neurológicos eram pelo fato de ter nascido cianótica, o que afetaria a personalidade de sua filha.

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Nascida em 27 de Fevereiro de 1958, na Pensilvânia, Filadélfia, de uma família classe média judaica, Nancy sempre foi precoce. Aos dez anos era hippie, curtia Beatles e participava de passeatas contra a Guerra do Vietnã. Aos onze seus demônios começam a aflorar pela depressão extrema e as primeiras tentativas de suicídio seguido da expulsão na escola e o diagnóstico de esquizofrenia. O convívio com a família era insuportável, não conseguia controlar o impulso violento, batendo em seus irmãos menores Susan e David. Com dezessete morava em Nova Iorque, namorava músicos e às vezes trabalhava como stripper e na prostituição, sendo o dinheiro gasto curtindo rock e no vício em heroína. Legs McNeil, criador da revista Punk, revelaria que era uma ávida conhecedora de música: "Nancy teve uma dessas paixões pelo rock n' roll que muito poucas pessoas têm. Ela sabia tudo sobre cada álbum"

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Acompanhada de Debbie Harry. 

O estilo da bad girl é uma marca registrada na moda das garotas punks. McNeil disse que Nancy fugia do padrão por não ser muito magra e que não tinha vergonha de assumir que trabalhava como prostituta. Suas roupas continham visual bem punk: estampa de onça, meia arrastão, jaqueta e minissaia, bota de cano curto e bico fino. Os acessórios eram referência: pulseiras tachadas, colar com pingente de arma, corrente com cadeado, cinto em forma de algema. Nancy trazia também elementos do fetiche, usou muito látex em seus looks.


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A maquiagem era superforte, sempre com batom vermelhão, bochechas marcadas de rosa, o olho delineado de preto com sombra prata e preta esfumada na pálpebra. As unhas eram compridas e ovais esmaltadas de vermelho. Era uma Vamp pré-oitentista. O cabelo cacheado loiro oxigenado com a raiz escura seria influência às futuras kinderwhores

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Frequentadora da cena Punk, chegaria a trabalhar na porta do CBGB, mas as pessoas só ficariam perto de Nancy para comprar droga. Não era alguém querida no meio, na verdade sua fama era péssima, sendo chamada de "Nauseating Nancy" e isso se perpetuaria em Londres, quando se muda na primavera de 1977, atrás dos The Heartbreakers Johnny Thunders e Jerry Nolan. Na cidade faz amizade com Linda Ashby e se hospeda em seu apartamento. Linda trabalhava como dominatrix, inclusive Nancy chegaria a ajudá-la nos atendimentos, e toda turma punk ia se divertir em sua casa depois das noitadas. Foi assim que acabou conhecendo Sid Vicious.

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Nancy com Linda Ashby.

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Nancy e Sid com Lemmy Kilmister.

Linda Clark, Leee Black Childers, Nancy, Sid e Dee Dee Ramone.

Na verdade Nancy tentou primeiro ter relação com outros membros dos Sex Pistols, porém nenhum deles ia com sua cara, eles realmente a desprezavam, em documentários a retratavam com palavras de baixo calão. Sid acabou se apaixonando, era tímido e teria perdido sua virgindade com Nancy. O namoro duraria um pouco mais de um ano, só que com toda a intensidade da Era Punk. Eles brigavam de forma violenta em público, eram capas de tablóides, iam e voltavam em meio ao extremo consumo em drogas, alguns dizem que Nancy teria apresentado heroína ao Sid. Foi um relacionamento extremamente abusivo de ambos os lados e que acabou marcando a história do rock.

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Uma garota de família tradicional judaica namorando um cara com suástica estampada na camiseta.
Só mesmo na contracultura do Punk!

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O relacionamento abusivo acabou sendo romantizado no Rock. Em cada cena que surgia, era esperado o novo "Sid e Nancy", como ocorreu com Kurt Cobain e Courtney Love nos anos 1990, a qual teve forte influência estética e comportamental. Nos últimos anos, apesar de não ter visto uma citação direta, as semelhanças entre Amy Winehouse e Blake Civil Fielder são bem destacadas. Não seria espantoso se ambos tivessem se inspirado no "love kills" do casal punk, ainda mais pela enorme fama que possuem na Inglaterra.

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A parceria na campanha de maquiagem de Kat von D com Billie Armstrong mostra que até hoje o casal é referência de imagem.
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Em 1978, quando os Sex Pistols terminam após o fracasso da turnê americana, mudam-se para o Hotel Chelsea em Nova Iorque. A relação continua tumultuada devido a falta de dinheiro e consequentemente sem verba para financiar a compra de drogas. Nancy vira empresária de Sid tentando alavancar sua carreira, mas ele não era grande músico e os dois estavam descontrolados pelo vício. Até que no dia 12 de Outubro, no quarto número 100, Nancy é encontrada morta com uma facada no abdômen tendo apenas 20 anos, mesma idade que sua mãe a teve. Vicious é preso acusado de seu assassinato e apesar de não lembrar do momento devido ao efeito das drogas, sempre negaria o feito. Em 2 de Fevereiro de 1979, é encontrado morto por overdose.

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Livro de Deborah Spungen que inspirou o filme Sid and Nancy.

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Courtney Love participou com a personagem Gretchen ao lado de Gary Oldman e Chloe Webb.

"Eu já tenho 80, sou uma mulher velha", uma vez disse à sua mãe. Ambas sabiam que Nancy não iria viver por muito tempo. Só que Deborah não imaginava que a filha seria assassinada, muito menos por Sid. Depois do ocorrido se tornaria uma ativista, apoiando famílias que tiveram parentes assassinados, criando a ONG "Families of Murder Victims" na Filadélfia. Em 1983, Deborah lança a biografia, "And I Don't Want to Live This Life", foi uma forma de desabafar e contar a verdadeira história de Nancy, depois do cruel processo que passou com a imprensa e todo o circo que armaram na época de seu luto. Três anos depois surge o filme "Sid and Nancy" baseado no livro de Deborah, mas sem autorização da mesma, que inclusive enfatizou não retratar a realidade entre mãe e filha. Nancy foi enterrada no cemitério judaico King David Memorial Park e entre as teorias de sua morte, a mais forte é que foi assassinada por um traficante. Esse ano completaria 60 anos, mas sendo 40 de seu falecimento.



E vocês? Alguma vez já se inspiraram no estilo da Nancy?




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Texto e seleção de imagens: Lauren Scheffel

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