18 de setembro de 2014

Editorial "All Black" da Miniminou

A Miniminou acabou de lançar um novo editorial chamado "All Black" e num breve analisar, já me identifiquei de cara com as peças!
Pretinhos básicos são fundamentais no nosso guarda roupas, são a "base" de muitos de nossos looks. 
Ah gente e não esqueçam: vocês tem desconto de 10% off em TODAS as compras que você fizerem na Miniminou usando o cupom SUBCULTURAS. Aproveitem!!
Vamos ao editorial (completo aqui) e depois falo mais sobre as peças.

 
 


No site foram lançados estes vestidos lindos, todos muito necessários!
O modelo à la Vandinha Adams está em voga na cena alternativa há algum tempo e é um clássico. Já o vestido em corino é a cara das meninas que apreciam um estética mais rock. O destaque é o vestido com o pentagrama nas costas é perfeito pro verão que está por vir. Nós já havíamos falado sobre a tendência alternativa do ocultismo [neste] post. O vestido all black tomara que caia, além de outra opção pro verão também é atemporal! 


Lembram dos tattoo chokers que falamos [aqui]?  A loja está vendendo! Saudosistas dos 90s agradecem! A coroa de rosas negras é puro glamour, mas não menos do que a bolsa e o colar lustre. Puro luxo!



E finalmente, mais uma seleção, desta vez anéis , brinco e colar e cruz.


Esperando o quê pra aproveitar o desconto do blog e investir nas peças das marca??
 
*publipost


17 de setembro de 2014

Uma reflexão sobre a moda fast-fashion e a importância do consumo consciente

Todos nós sabemos que preço baixo pode significar qualidade ou durabilidade baixa. Comprar estas peças é uma escolha individual. Mas preço baixo em alguns casos também pode significar procedência duvidosa, vinda de trabalho escravo ou outras formas de condições exploratórias do trabalhador. Sites muito visados pelos brasileiros como aqueles de compras diretas da China, tem um possibilidade muito alta de oferecer esse tipo de serviço. A grande questão é: você realmente se importa com isso? Você deixa de consumir um produto quando desconfia da procedência? Ou simplesmente compra e segue em frente?
É esse o questionamento que queremos levantar com esse post, que o leitor tire alguns minutos e reflita sobre a forma que consome produtos de moda.

*"compre menos, escolha bem" - Vivienne Westwood

Apesar de nós, autoras do blog termos estudado Moda, nós nunca fomos "AS" fashionistas consumidoras fervorosas de tendências. Sempre vimos a moda com um outro olhar, já éramos alternativas quando entramos na faculdade. Ser alternativa em si já direcionava nosso consumo pra algo mais duradouro (peça de um estilo determinado que não sai de moda) e para a compra em lojas de produtos feitos em pequena escala. Consumo consciente não é "saber que uma roupa pode ter vindo de um trabalho escravo". Consumo consciente trata-se de se reeducar comprando peças mais duradouras, comprando menos, comprando usados, produtos artesanais, de designers independentes e comprando o que realmente tem a ver com seu estilo. Não precisa ser necessariamente produtos caros,  podem ser baratos, com preço acessível, mas que você saiba a procedência e tenha certeza de seu pleno usufruto.

Tentamos nos manter informadas também sobre o lado negro da Moda. Afinal, somos questionadoras, não aceitamos o que é imposto pra gente como método de consumo com tanta facilidade.Vocês já pararam pra refletir o quanto nossa sociedade capitalista de "descarte de moda" produz lixo? O quanto de tecidos e roupas são jogadas fora todo o ano? O quanto a indústria polui pra fabricar estas roupas? Por isso se reeducar é importante, porque se mudamos nossos hábitos e demonstramos desinteresse por esse consumismo exacerbado, a indústria acaba com o tempo, se adaptando ao novo perfil consumidor.

Dois artigos caíram em nossas mãos em tempos recentes e tomamos a decisão de traduzir um deles (o outro é em português) pra que mais gente tente ver a moda com outros olhos, e consumir melhor. É importante sim saber a procedência das roupas que você compra e é aí que a moda alternativa entra como opção, afinal, a maioria das marcas alternativas ainda é artesanal ou feita em pequena escala através de costureiras domiciliares e sem trabalho explorador - não entram na listagem lojas alternativas que somente importam produtos da Ásia, pois não sabemos a procedência dos mesmos. Mas é importante frisar que nem todo produto vindo da Ásia é produto de trabalho escravo! Por isso deixamos essas lojas com o benefício da dúvida, cada uma sabe de seus fornecedores.

O artigo que apresentaremos trechos agora, é americano. Fast-fashion naquele país vende roupas realmente baratas, ao contrário de aqui no Brasil que elas não são tão baratas assim comparadas com os custos para fazê-las.
1) A indústria da moda é projetada para fazer você se sentir "fora da tendência" após uma semana.
Antes havia duas temporadas de moda: Primavera/Verão e Outono/Inverno. Em 2014 a indústria da moda está produzindo 52 coleções "micro-estações". Com as novas tendências que saem a cada semana, o objetivo do fast fashion é os consumidores comprarem tantas roupas quanto possível, o mais rápido possível. A mercadoria fast-fashion opera em um modelo de negócios de baixa qualidade/alto volume.
A varejista espanhola Zara recebe novas entregas para as lojas duas vezes por semana. H&M e Forever21 tem  novos estilos diários, enquanto Topshop apresenta 400 estilos por semana em seu site.
Com muitas roupas novas numa semana, o calendário de moda para essas empresas está configurado para fazer deliberadamente o cliente se sentir fora de tendência, após o primeiro uso de uma peça.

2) "Descontos" não são realmente descontos.
Os fashionistas amam a ideia de entrar em uma loja de ponta de estoque e sair de lá com roupa de grife por uma fração do preço. Apesar da crença comum, as roupas de outlet nunca entraram nas lojas das grifes. O mais provável é que eles tenham sido produzidos em uma fábrica totalmente diferente, escreve Jay Hallstein em "O Mito do Maxxinista." A realidade é que outlets negociam com as grifes/estilistas para que eles possam colocar as etiquetas nas roupas baratas fabricadas em suas próprias fábricas de baixa qualidade. 

3) Há chumbo e perigosos produtos químicos sobre sua roupa.
De acordo com o Center for Environmental Health, cadeias de fast-fashion ainda vendem produtos contaminados por chumbo em doses acima do legalizado em bolsas, cintos e sapatos, anos depois de assinar um acordo que limita o uso de pesados metais nos produtos.
Um artigo no The New York Times diz que produtos comercializados para as mulheres jovens, podem ser perigosos porque a acumulação de chumbo nos ossos pode ser liberado durante a gravidez, prejudicando mãe e feto. A exposição ao chumbo também tem sido associada à maiores taxas de infertilidade e aumentam os riscos de ataques cardíacos, derrames e pressão alta. Muitos cientistas concordam que não existe um nível "seguro" de exposição ao chumbo para os seres humanos. Além dos pesticidas, inseticidas, formaldeído, retardadores de chama e outros agentes cancerígenos conhecidos que residem nas roupas que vestimos.

4) A roupa é projetada para desmoronar.
Gigantes da fast fashion, como H&M, Zara e Forever21, tem seus meus modelos de negócios dependentes do desejo dos consumidores por roupa nova para vestir - o que é instintivo, já que a roupa se desmorona em algumas lavagens. Um americano médio joga fora mais de 68 quilos de tecidos por ano. Nós não estamos falando sobre a roupa que está sendo doada para lojas de caridade ou vendidos para lojas de remessa, os 68 quilos de roupa vão diretamente para aterros sanitários. A maioria das nossas roupas hoje é feita com fibras sintéticas, à base de petróleo, e vai demorar décadas para estas peças de vestuário se decomponham.




5) Pérolas e lantejoulas são uma indicação de trabalho infantil.
Estimativas do setor indicam que 20 a 60% da produção de vestuário é costurado em casa por trabalhadores informais, segundo autor Lucy Siegle em seu livro "To Die for: Is Fashion Wearing Out the World?"
Existem máquinas que podem aplicar lantejoulas e pérolas que parecem trabalhos manuais, mas elas são muito caras e devem ser adquiridas pela fábrica de roupas. De acordo com Siegle, é altamente improvável que uma fábrica no exterior investiria no equipamento, principalmente se a roupa que está sendo feita é para uma marca de  fast-fashion baseada em vendas. Ao realizar sua própria investigação, Siegle descobriu que existem milhões de trabalhadores em algumas das regiões mais pobres do mundo, curvados, a bordar... muitas vezes com a ajuda de seus filhos, os trabalhadores costuram o mais rápido que podem e enquanto a luz do dia permite. Siegle continua a dizer, "Eles vivem presididos por intermediários tirânicos que pagam alguns dos mais baixos salários da indústria do vestuário."

Outra matéria que sugerimos a leitura é "Escravos da moda. Quem se importa com a procedência?". A matéria também explica o que define um trabalho escravo: http://www.brasildefato.com.br/node/29539


São dados assustadores e por isso mesmo salientamos da importância de se reeducar como consumidor e apoiar lojas alternativas, artesanais, comprar peças usados, de designers independentes ou pesquisar pra saber a procedência do produto que você consome!


“O consumo consciente requer educação e informação que nem todo brasileiro tem. Quando todos tiverem, vão cobrar e pressionar mais. A questão é como assegurar preço para produto com atributo de sustentabilidade ambiental, social e trabalhista que o mantenha competitivo em relação aos outros.” Frase de Dalberto Adulis do Instituto Akatu, associação que defende consumo consciente para a sustentabilidade.



Na matéria acima é citado o aplicativo para celular Moda Livre, iniciativa da organização Repórter Brasil, trás avaliações de 22 marcas a partir de questionários respondidos pelas próprias empresas. Nós baixamos o aplicativo  e vamos falar pra vocês quais as marcas avaliadas no quesito trabalho escravo.
Estão com sinal verde (demonstram ter mecanismos de acompanhamento sobre sua cadeia produtiva e possuem histórico favorável em relação ao tema): C&A, Malwee, Scene.
Estão com sinal amarelo (possuem histórico desfavorável em caso de trabalho escravo e/ou precisam aprimorar seus mecanismos): Americanas, Bob Store, Cori, Crawford, Dzarm, Ellus, Emme, Herchcovitch, Hering, Luigi, Mandi, Marisa, Memove, Pernambucanas, PUC, Renner, Riachuelo, Richards, Salinas, Siberian, VR, Zara.
Estão com sinal vermelho (não demonstram ter mecanismos de acompanhamento e tem histórico desfavorável em relação ao tema ou não responderam o questionário): 775, Bo.Bô, Colcci, Collins, Forum, Fenomenal, Gangster, Gregory, Havan, John John, Leader, Le Lis, Lilica & Tiger, Marisol, M. Officer, Talita, Triton, Tufi Duek, Unique.

16 de setembro de 2014

Pink Flamingos (filme + tendência)

Já é possível ver nas lojas, inclusive em lojas alternativas estrangeiras, peças com a estampa de "pink flamingos". A tendência atual apareceu pela primeira vez em abril de 2012 na revista Australian House & Garden. De lá pra cá, do universo da decoração a estampa se estendeu para roupas e acessórios mainstream.

Estampa Pink Flamingo em lojas alternativas
Mas aí é que está a maravilha da visão de mercado dos estilistas alternativos, que tiveram a ideia de adaptar uma trend mainstream ao universo da cultura underground. De tendência de decoração, as lojas alternativas associaram o pink flamingo ao filme cult homônimo de 1972, como podemos ver nas estampas das peças abaixo, onde há, inclusive, desenho de um trailer.

 

Aproveitamos a brecha pra falar um pouco do filme, já que a década de 1970 está em voga nas passarelas internacionais Verão 2015, e talvez seja do interesse de alternativos ter uma queda por películas excêntricas e bizarras.

Pink Flamingos, o filme:
Lançado em 1972, Pink Flamingos é um clássico filme cult. Ele faz parte do legendário Midnight Movies (Sessão da Meia-Noite), que possuía fãs a la Yoko Ono e John Lennon. O cinema Elgin, em Nova Iorque, era a grande oportunidade dos vídeos underground serem exibidos, já que eram ignorados no circuito mainstream americano. Além dele, títulos como El Topo, do chileno Alejandro Jodorowsky e The Rock Horror Picture Show (tema da nova coleção da MAC), de Jim Sharmam, também ganharam fama pelo mesmo local.

A estrela do fime e musa de John Waters, Divine:

Protagonizado por Divine - ícone da cena LGBT americana, tendo frequentado até Studio 54 – a película se passa em torno da disputa do casal Connie e Raymond Marble onde tenta a qualquer custo tirar de Divine e sua família o atributo de serem "as pessoas mais asquerosas do mundo".


É comum alternativos amarem “Cry Baby”, do mesmo diretor, com Johnny Depp. Talvez isso dê alguma ideia da vibe dos filmes de Waters, mas ainda assim, dificilmente não se surpreenderá com as cenas literalmente expostas e escatológicas de Pink Flamingos. Aliás, o título se deve ao fato da Drag Queen possuir objetos com o formato da ave. 

O conteúdo polêmico recebeu muitas críticas na época. Com forte pegada trash, pode-se dizer que o longa era um reflexo da contracultura sessentista, onde muitos artistas aproveitaram o espírito de rebeldia da década, para se libertarem das opressões e assim provocando a sociedade antiquada ao soltarem a imaginação com criações das mais alucinantes possíveis, sem se preocupar com as consequências de suas atitudes. Efeito do LSD, vontade de sair da zona de conforto ou desinformação? Pode ser. O fato é que o período foi marcado por uma mistura de valores e descobertas, sendo ele feito pelo caminho certo ou não.

Observem o figurino dos personagens Raymond e Connie Marble. Há vários elementos estéticos sendo usados pela moda atual. E o mais curioso, o filme é de 1972, e Raymond tem cabelo e pelos pubianos pintados de azul, possivelmente tingidos de alguma forma alternativa, como anilina ou corante alimentício, já que comercialmente as primeiras tintas de cabelos coloridas surgiram em meados para o fim da década.

Um dos sinais de que o filme pode voltar a ser cultuado por uma nova geração, é que a revista Numéro desse mês trouxe um editorial totalmente inspirado nele, trazendo de volta a estética trash e essência surrealista do longa:


Essa é uma forma interessante de observar como a moda mainstream consegue diluir algo com conceito excêntrico para a grande massa.

E você, aprecia filmes trash?
Usaria a estampa?

14 de setembro de 2014

Estilo: Amy Winehouse

Amy Winehouse tinha uma grande habilidade com a moda. Ela conseguiu permanecer alternativa, apesar da ascensão meteórica. Sua alma era genuinamente punk, mesmo não sendo uma cantora de rock. Impulsionou a moda irreverente ao grande público contemporâneo. Aproveitamos o aniversário da artista - que se estivesse viva, completaria 31 anos - para tentarmos descobrir como o seu estilo interagiu com as subculturas e tornou-se uma marca. 

De início, é importante relembrarmos as origens da cantora. Amy nasceu em Londres, o que já diz muita coisa sobre o seu visual. A cidade é um dos principais pontos do mundo para pesquisas de moda. O porquê disso se deve a liberdade de estilo que existe no local, o que permite aos londrinos ousarem sem pensar duas vezes. Eles respeitam a individualidade de cada um, o que faz encontramos na rua, pessoas vestidas de ursinhos sem ninguém provocar ou mexer. Não à toa, a moda alternativa conseguiu se desenvolver tão bem por lá. Acorda Braseeel!

Dentro dessa questão, uma característica interessante que pode ser destacado é a sua ascendência. Amy era judia, e coincidência ou não, muitos artistas de origem judaica têm forte conexão com a excentricidade, o que interfere na estética final. Joey Ramone, Gene Simmons, Dee Snider, Bob Dylan, são alguns nomes que podem exemplificar a observação.


De origem judaica, Amy costumava usar um colar de estrela de Davi. Mas a cantora era liberal, e numa época, quando os crucifixos viraram modismo, ela também usou o acessório:

Agora vamos ao principal, a música! Amy era alucinada pelos ritmos negros americano, como jazz e blues. Ela foi apresentada ao som por seu pai, Mitch Winehouse, um taxista inglês que sempre teve o sonho de cantar. Dizia em entrevistas que não gostava de nada atual. Há uma cena famosa sua, jogando um objeto no cartaz da Dido e gritando: “I hate you, Dido”, que descreve bem a rejeição da cantora. 

Quando começou a aparecer na mídia, o visual até que era bem simples. Num trecho do seu diário descoberto pela imprensa em 2010, ela colocava na lista de desejos "viver como uma bomba da qual realmente era". O que de fato ocorreu. Depois da fama, sua apresentação mudou completamente. Esse comportamento relembra a fala de Nicola Formichetti, que citamos no post do stylist: “Não se pode julgar uma pessoa pela forma que está vestida, nem por aquilo que faz, porque talvez não tenha dinheiro para expressar-se como gostaria”. 

Quando começou a aparecer na mídia, o seu visual ainda não era tão chamativo:

A mudança na aparência também veio ao ex-marido, Blake Fielder-Civil:

Amy era uma pessoa naturalmente incomum, mas com a melhora financeira, pode externalizar o que sentia com mais liberdade. Foi então que começou a nascer a estrela que surge em nossas memórias. Seu fanatismo pelas grandes divas do jazz dos anos 50/60, principalmente Dinah Washington, fez com que sua estética sofresse interferência diretamente, da roupa até a maquiagem. Cabelos beehive, os olhos gatinhos, os vestidos em linha A ou godê, sapatos peep toes. Tudo exagerado, como a personalidade da cantora. 


O penteado Beehive foi criado em 1961, por Margaret Vinci Heldt. Quando perguntada sobre a versão de Winehouse, a cabeleireira não aprovou.  

Possível influência? Observem como o penteado e o olho delineado de Veronica Bennett se assemelham ao de Amy. A imagem da vocalista principal das The Ronettes é de 1964! 

Romântica inveterada, o excêntrico beehive da cantora ganhava diversos adornos, inclusive declarações de amor ao ex. Segundo alguns especialistas, Amy poderia sofrer do transtorno de Borderline:

Sua vida era pura intensidade. E não foi diferente com a aparência. Bebidas, drogas, choros, maquiagem, tudo em excesso: 

Gostava de usar unhas bem compridas e ovais:

Acessórios eram fundamentais nas suas produções. Os brincos se destacavam, eram sempre grandes e geralmente dourados. Os cordões costumavam seguir o mesmo padrão:

Alma retrô: vestidos curtos e justos ou com pouco volume:

Vestidos em linha A ou godê, assim como nos anos 50:

O fato de Londres aceitar o excêntrico, permitia que Amy se misturasse com o que quisesse. Algo até muito comum para os habitantes. A cidade abraça as diversidades e assim a cantora pode se influenciar por outros temas, como as subculturas. Além de amar o retrô, Amy tinha uma vibe punk, o que casou perfeitamente com sua moradia. Ela morreu em Camden Town, um dos locais mais alternativos da cidade. A ligação com o rock era visível, tanto nos elementos de sua roupa, como no corpo, adornado por tatuagens e piercings. 

Em momentos com visual mais rockabilly:

Às vezes usava camisetas com estampas. À esquerda, imagem de Johnny Depp no filme Cry Baby:

Possuía paixão por estampas de animais, como muitos atros de rock. Desde o início da carreira, há looks de zebra:

E muita onça! Era seu favorito. No Brit Awards 2008, ela se apresentou misturando a estampa com xadrez tartan vermelho:

Casal Rock N' Roll: eles não tinham semelhança física mas muito no espírito. Assim como Nancy, Blake foi o responsável por introduzir drogas mais pesadas a companheira.  

Inversão de papéis? Nancy e Blake usam pingentes em forma de arma:

Amy não tinha muita frescura na hora de comprar roupas. Grifes não eram muito relevantes, o que importava mesmo era o ela gostava, e isso poderia ser de uma marca cara ou não. Num documentário, Mitch Winehouse revela que a filha não havia mudado depois da fama, e exemplificava ao dizer que a cantora fazia compras nos locais de sempre e sabia o nome de todas as vendedoras.

Curiosidade: Amy detestava Alexander McQueen! A cantora tinha mágoa por causa de uma ofensa feita pelo estilista quando se conheceram. A implicância foi tão grande, que mesmo McQueen enviando um vestido de 15,000 libras em forma de desculpa, ela queimou numa churrasqueira. E tem mais, ao ver uma peça do designer na Selfridges, cuspiu no modelo e teve que pagar pela sujeira. No início teria se recusado, mas depois aceitou, pedindo que avisassem ao McQueen que ela havia arruinado sua roupa.

Amy usando em shows no Brasil roupas da marca Pin Up Couture. Quando estava hospedada em Santa Teresa, no Rio, a cantora pediu que chamassem uma costureira para diminuir a bainha:

É de se destacar que a artista adorava repetir roupas. Ficava óbvio que quando amava alguma peça, usava direto sem a menor neurose. Em quase todos os looks há alguma coisa reutilizada. Prática costumeira entre alternativos. Se bem que, observando as celebridades inglesas, parece ser um hábito comum e não demonizado, como na cultura mainstream americana. Kate Middleton não foi a única ou primeira famosa a fazer isso, só que ela ganhou uma proporção maior da mídia. A família real inglesa toda tem a mesma atitude, inclusive a rainha. Na moda, a própria Anna Wintour é adepta. 

Amy usou esse vestido cinza diversas vezes! Shows, eventos, no dia a dia e no clipe "Tears dry on their Own", dirigido pelo fotógrafo de moda, David Lachapelle: 

Cinto dourado que já a acompanhava antes da ascensão. Poderia ser utilizado junto com suspensório

As famosas sapatilhas de Ballet! Acessório simples e um dos mais amados pela artista:

E também os peep-toes de salto alto:

Podemos dizer que Amy foi uma das primeiras a fazer o público atual aceitar mais a moda irreverente. Ela ajudou abrir as portas para esse tipo de conceito que depois foi muito bem definido por Lady Gaga. Só que, ao mesmo tempo em que Winehouse tinha a pegada por elementos surrealistas, ela também gostava do que é considerado clássico, como camisas Polo, óculos Ray Ban, calça jeans, tênis. Claro que tudo sendo usado conforme o seu universo. Um mix de referências que acabou se tornando marca. Infelizmente, algo raro de acontecer nos dias de hoje, ainda mais com pessoas desesperadas por atenção. Perdemos um grande talento da música e de criatividade de estilo. 

Paixão surrealista: com vestido Moschino de estampa de jornal

Bolsa em forma de coração, no Brit Awards de 2007. Óculos do mesmo feitio da grife Moschino, Verão/2006:

Recente imagem de Lady Gaga no instagram. Influência de Amy no cabelo e make???

Apesar de gostar do exótico, a cantora vestia, a sua maneira, peças mais clássicas. Tentando aparentar mais formal quando foi à justiça:

Usando camisa polo, regata, jeans, trench coat:

Óculos Ray Ban:

Em raros momentos, de tênis:

Moda Mainstream:
Seu impacto na indústria foi tamanha, que ainda viva assinou coleções para Fred Perry. A marca lançaria mais duas linhas depois de sua morte.


Jean Paul Gaultier dedicou o desfile de Alta Costura, Primavera/2012, à artista. A família da cantora não gostou da homenagem pois havia poucos meses que Amy tinha falecido. Eles acharam que o estilista estava se aproveitando da situação dolorosa para lucrar.


Por fim, um belo momento: em retribuição ao carinho dos fãs à sua filha, Mitch Winehouse distribui roupas de Amy ao público que ficou em vigília na casa da cantora. Isso mostra o quanto as peças dela são simbólicas!


Amy era um perfeito reflexo da geração Y. Geração esta, que ao mesmo tempo que usa a moda mainstream, também procura se diferenciar se inspirando nas subculturas, revivendo estilos do passado à seu modo. Muito ligada à moda, aparência e estética, existia um interesse em se expressar livremente e chamar a atenção pelos looks que eram uma extensão da sua personalidade e gostos.

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