Destaques

1 de junho de 2024

Apoie conteúdo inédito sobre Subculturas e Moda Alternativa!

Sente saudades do blog das antigas?


Aqueles textões intermináveis e imagens explicativas?


Aquele conteúdo que você só via aqui e em nenhum outro lugar?


Nossas perspectivas críticas, analíticas, às vezes ácidas às vezes fofas mas sempre com embasamento, repertório e responsabilidade?


Chegou o momento de oportunidade de retornamos com o conteúdo, desta vez com um superpost para o blog!


Quer saber como? Acompanhe:



Criamos uma campanha no Apoia-se para que saia conteúdo novo por aqui!


Clica no link abaixo pra conhecer a proposta e as recompensas

https://apoia.se/modasub




Além da opção de apoio por qualquer valor acima de R$10,00, existem opções de recompensas.

E as recompensas são as ÚLTIMAS zines IMPRESSAS que tenho.

Separei também uma revista Gothic Station

E uma Moda de Subculturas (peguei do meu acervo, pois esta já está esgotada)



Por que apoiar?
Porque somos uma mídia independente sobre moda e cultura alternativa.


O que isso significa?
Que não temos patrocínio, nem financiamento nem apoio de empresas, marcas e 
agências de produção de conteúdo, fazemos tudo por nós mesmas, de forma autônoma 
e com liberdade de pautas e de expressão.


É trabalhoso criar conteúdo e nosso trabalho é majoritariamente intelectual:
Necessita-se de horas de pesquisa, leitura e escrita. E tem o processo de pesquisa de imagens apropriadas para ilustrar as postagens.

Se você gosta do que escrevemos, se quer conhecer mais sobre subculturas e estilos alternativos ou se quer ler nossas análises de assuntos relevantes a cultura alternativa, considere apoiar este projeto


O que é este projeto?
É um projeto de escrita de uma grande postagem (2024) 
e postagens menores sem limite de quantidade.


Como você pode apoiar?
Você pode apoiar com qualquer valor a partir de R$10,00.


Você pode comprar nossos zines ou revistas* impressos, que serão enviados por correio (o valor do apoio inclui o envio por carta registrada). Os zines já possuem desconto de seus valores originais devido a um desgaste no grampo. Essa categoria de recompensa acompanha dois marcadores de páginas exclusivos do Moda de Subculturas. Recompensas válidas até o fim do estoque. Serão enviadas ao fim da campanha.

E se a meta não for cumprida? 
Haverá um post de acordo com o valor arrecadado. Não será um "super post" como desejado, mas um post de bom tamanho, com qualidade e informativo, com imagens. Claro que o ideal é atingir a meta e termos um post grande e detalhado.

Transparência
Sobre as taxas: o apoia-se fica com 13% do valor arrecadado, ficamos com 87% do valor. 

Clica aqui pra apoiar!
Escolha sua recompensa!





6 de fevereiro de 2024

YRU lança coleção de calçados inspirada em Monste High

 A marca de calçados alternativos YRU lançou nada menos do que 20 modelos de calçados inspirados nas Monster High


As Monster High são bonecas que misturam estéticas de moda alternativa com elementos do terror. Espia algumas peças da coleção (clica na foto pra aumentar):






E aí, o que acharam?

Eu achei as peças incríveis, em termos de criatividade e design! Super a ver com as Monsters e muito estilosas. 
Minha única questão é a respeito do modus operandi da feminilidade desde a infância, acho que quem acompanha os debates que ocorrem nos stories do nosso Instagram já sabe do que se trata. :)



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Artigo original do blog Moda de Subculturas. É permitido compartilhar a postagem. Ao usar trechos do texto como referência em seus sites ou trabalhos precisa obrigatoriamente linkar o texto do blog como fonte e citar o nome da(s) autora(s). Não é permitida a reprodução total do conteúdo aqui presente sem autorização prévia. É vedada a cópia da ideia, contexto e formato de artigo. Plágios serão notificados a serem retirados do ar (lei nº 9.610). As fotos pertencem à seus respectivos donos, não fazemos uso comercial das mesmas, porém a curadoria e as montagens de imagens são feitas pelas autoras baseadas no contexto dos textos.
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9 de outubro de 2023

Comfy-Goth? Tudo virou um grande mercadão gótico? Parte da cultura alternativa se tornou um puxadinho neoliberal do mainstream? Pasme: são 14 anos de Moda de Subculturas!

Hoje o blog completa quatorze anos!
Quem aqui segue desde o começo? 😃

Se você chegou agora, seja bem vinda!! 
Se você não conhece a história do blog - que surgiu de uma comunidade do Orkut, te recomendo ler esse post, tá tudo explicadinho lá! [Subculturas e Estilo, a história que me trouxe até aqui]

Em determinado momento destes 14 anos o Moda de Subculturas passou a ser escrito por duas mulheres, não apenas uma. Porque quem causa separadas causa juntas também!

Ainda temos MUITA coisa a contar sobre subculturas, tribos e estilos alternativos, mas porque tudo anda tão lento por aqui??

Antes dessa pseudo-pausa com postagens super esporádicas, eu tinha tempo para pesquisar e escrever. Hoje estou terminando a segunda graduação! Quem estuda em universidade pública sabe como é ter de dar conta das leituras e fazer os trabalhos acadêmicos.

Se vocês estão mais velhas e querem estudar algo que gostam e tem essa possibilidade: estudem! Não pensem que estão velhas demais pra entrar pra uma universidade após os 30 ou 40 anos. Mulheres tem direito ao estudo há pouco mais de 100 anos no Brasil, a intelectualidade não era nosso direito, nosso lugar era o da submissão.

No primeiro dia de aula na universidade a professora disse: na medida que vocês se intelectualizarem, vão brigar com todo mundo. Vocês vão incomodar as pessoas, romper amizades, brigar com a família, porque o conhecimento transforma. Me dediquei a estudar matérias dos cursos de História, Antropologia, Ciências Sociais, Filosofia, Museologia, Ciências Econômicas, Relações Internacionais, Teoria Feminista e algumas outros cursos livres, fiz cursos de extensão e BUM! O que a professora disse se concretizou.

Esses últimos anos de (quase) ausência de conteúdo tem essa justificativa: depois de tanto estudo em tantas áreas complementares, eu finalmente acho que entendi muitas coisas do mundo! Entendi o que me incomodava. Entendi onde as subculturas e tribos urbanas se encaixam. Tanta coisa mudou apenas por eu ter estudado a fundo algumas questões, indo na origem! JOGUEI FORA muito do que não era meu. Tudo que eu estava reproduzindo por uma influência superficial. 

Na biblioteca sendo uma bibliófila alternativa.

Em 2020 eu estava QUASE virando adepta de peças retrôs mais sofisticadas mesmo eu NUNCA tendo me identificado 100% com o retrô por ter como referência estética a mulher conservadora submissa da década de 1950 (eu sempre fui mais para a rocker daquela década). Eu sei que existe o lema “seja retrô não seja retrógrada” - que concordo completamente! Mas na medida em que fui lendo sobre essa época percebi que não há mesmo como separar as coisas, não existe isso de ressignificar e descontruir, são falácias - tenta-se, mas a origem real sempre volta, é a raiz! Por isso tantos conservadores(as) estão inseridas nesta subcultura. Não é a toa, é a origem. É a história.

Eu estava tentando me encaixar num modelo estético associado a “mulheres adultas”, “mais velhas” e “femininas”. Eu era naquele momento uma “mulher adulta, mais velha e feminina”. Eu não queria usar minhas peças super góticas porque estava cansada de pensarem que eu tinha 20 anos. E as peças “adultas” da subcultura gótica são sensuais demais (nunca gostei de ser sensual) ou com volumes incompatíveis com certas atividades. Eu precisava de um estilo que representasse minha fase de vida. E daí no meio desse processo profundo de intelectualidade, questionamentos e auto reflexão, resgatei quem eu era antes de ser tão influenciada. E quem eu era na verdade eu sempre fui: a mulher que gosta de estilo & conforto.

Ao invés de peças justas e passos trêmulos no saltão de verniz, eu entendi que prefiro roupas confortáveis e estilosas que deixem meu corpo livre. E sim - continuo achando lindo o estilo vinil/verniz, mas percebi que não tem a ver comigo interpretar uma personagem sexy. E bom, quem viu a coleção Dark Glamour que lancei com a Dark Fashion, já percebeu ali algumas roupas confortáveis e atemporais [ se você não viu clica aqui pra ver as fotos: Dark Fashion - Dark Glamour]. Nesse processo se revelou pra mim a dificuldade em encontrar peças alternativas que aliam o diferente/criativo com o conforto.

Adotei o hábito de observar as mulheres nas ruas e percebi que no dia a dia as roupas que elas preferem para fazer atividades diárias diversas são peças confortáveis, relaxadas, que permitem mobilidade. Mesmo as moças visivelmente alternativas escolhem peças confortáveis nestes casos.

Sempre vejo uma galera de Tóquio usando peças confortáveis ESTILOSÍSSIMAS e fico só pensando quando a gente finalmente vai ter essas opções... pra mim não tem essa de a peça não ficar "de subcultura" o suficiente, pois quem faz isso somos nós, com nossa criatividade.


Ignore o calçado da foto, o papo é sobre roupas confortáveis!
Podemos falar de calçados em outro momento.

O que realmente não permite a criação de peças confortáveis para as mulheres são ideias estereotipadas sobre o que é ser mulher. Além disso, a moda alternativa feminina (não somente no Brasil), reproduz conceitos muito idealizados sobre as mulheres e o estilo de vida que devem ter.

Tempos atrás fiz uma sequencia de stories e caixinha de perguntas e respostas no Instagram do blog, era sobre roupas soltas e "sobras de tecido". Dei vários exemplos de looks criativos e confortáveis! Até adotei um nome pro estilo que está faltando no Brasil: Comfy Goth! XD 

Story de março de 2023 no Insta do blog.


Também acho que hoje as lojas alternativas viraram UM GRANDE MERCADÃO GÓTICO. Se você quer algo estiloso fora disso, você não encontra (e sim eu AMO moda gótica, mas não sou tapada) ou melhor, encontra em loja de departamento. E se você não curte elementos fetichistas então: se ferrou. Você tem que ser a deusa plataformada no verniz vinil látex amarração brilhosa, mas espera! você também tem que ser aquela bruxa fada gótica esvoaçante! Ou a justíssima garota sexy do heavy metal! Os estereótipos permanecem porque a cultura do estereótipo permanece sendo ensinada para as gerações seguintes de mulheres alternativas.

Será que ser sexy bruxa fada trevosa no látex é só o que as mulheres alternativas podem ser? E todos aqueles estilos tão diversos que haviam nos anos 1990-2000 e todos aqueles estilos interessantes que apareceram no período da pandemia e parece que ficaram só no virtual?

Várias vão discordar de mim dizendo que está tudo ótimo. Normal, opinião cada uma tem a sua. Apenas lembro que todas nós, mulheres, somos condicionadas desde muito pequenas a aceitar o mínimo, a aceitar situações desconfortáveis fingindo que está tudo bem, a ter medo de abrir a boca e ficar vista como malvada, chata, de sermos excluídas do grupinho... Mulheres são educadas para a submissão e ao não questionamento, a agradar sempre e não ser "grosseira" - aqui entende-se por ser assertiva. Eu não tenho medo disso. Não tenho medo de ser sua malvada favorita.

O mais difícil desse meio da blogueiragem e mídias sociais é manter um pensamento autônomo, não se tornar um robozinho que replica o que os outros falam ou o que eles querem ouvir. E às vezes quando você não segue o pensamento único que todo mundo replica, vira "a chata" do rolê. Ser influencer hypada na internet pode significar se vender e às vezes até ludibriar os seguidores. Só que eu tenho uma ética pessoal e vivo a partir dela. 

Você não pode ser aberta ao questionamento se você se torna uma hiper influenciadora, pois o contexto desta atividade é o modelo mainstream. Isso fica evidente na medida em que mais meninas alternativas ao redor do mundo se tornam influencers: o tom delas muda, o personagem se sofistica, o questionamento, o pensamento crítico, o jeitão desafiador vai pra baixo do tapete, algumas ficam soando como bobocas, outras adotam o papel de burrinha ou a acolhedora de todos os oprimidos, outras viram a eterna garota sexy, outras se assemelham a influencers mainstream sustentando discursos elitistas, ostentando uma falsa burguesia, porém com roupas pretas. E você sabendo que elas não são realmente aquilo que mostram, que fazem porque precisam manter a influência. Sem exercer toda autenticidade e a potencialidade intelectual que são capazes ao se adaptarem ao sistema de mercado reproduzindo os estereótipos.

Isso quando não aparecem as especialistas em discursos esquerdistas rasos copiados de influenciadores YouTubers. Parte da cultura alternativa se tornou um puxadinho neo/liberal do mainstream, progressistas liberais e pós modernos que juram ser esquerda radical numa bagunça ideológica sem precedentes. Dizem serem fãs de Marx, mas não identificam a presença do materialismo histórico nas minhas análises de moda alternativa, criticando-as.

A consciência de tudo isso me vez ver muita coisa de outra forma. Ver as subculturas, as modas alternativas com olhar mais afiado. Tanto mudou de 2020 para cá e mudou de forma tão profunda que EU AINDA NÃO CONSEGUI transformar essa mudança em textos. Sentar e escrever. São muitas coisas fervendo o cérebro. Quase como “iluminações”.

A faculdade de moda nunca me ensinou a pensar! O que estudei em moda era muito interessante, mas não provocava incômodo, pelo contrário, colocava o incômodo na curiosidade, nas “bizarrices” risíveis.

Subculturas e tribos influenciam a história da moda e são influenciadas por ela, assim como influenciam e são influenciadas pela moda mainstream. Mas as coisas que eu aprendi nestes últimos anos complexificam tanto essas questões que está difícil pra mim elaborar o pensamento complexo de forma simplificada.

O maior legado do blog nestes anos todos, acho que o principal, foi tratar a moda alternativa com seriedade, sempre respeitando a história das mais diferentes tribos, subculturas e estilos, mesmo daquelas que não tenho a mínima identificação e/ou que são problemáticas. E nunca tratar as seguidoras como trouxas influenciáveis, incapazes de pensar por si. Sempre considerei minhas seguidoras super espertas e inteligentes!

Parando por aqui nesta cartinha de aniversário, senão vira um livro!
Podem comentar o que quiserem!
Sana




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5 de outubro de 2023

Literatura: Romance Gótico "O amor vai nos separar" de Milton James

Em 2015, um casal gótico me contatou perguntando se eu queria postar sobre o casamento deles, eu topei! Esse casal era Milton James e Morgan LeFey. Recentemente Milton me contatou e me contou que escreveu um livro! 

Me mandou de presente "O amor vai nos separar", um romance gótico cheio de referências a história de bandas e subculturas, além é claro, de uma história de amor entre jovens! Eu recebi o livro impresso! É lindo! Se você se interessar, o livro está a venda em versão ebook na Amazon (clica aqui)

Muito obrigada pelo livro Milton, eu adorei que enquanto acontece a cronologia dos eventos de amizades e romances, ocorre também a cronologia de bandas, músicas e subculturas, ótimo pra quem ainda não conhece esse processo passar a conhecer. Segue detalhes da história:


O fio condutor deste livro é a descrição das experiências de um jovem que buscava incessantemente descobrir o sentido da sua vida e que procurava ter uma relação afetiva baseada em um amor verdadeiro. Ao longo de sua vida, envolveu-se com algumas pessoas em relacionamentos apaixonantes, ao mesmo tempo em que se identificou com filmes, músicas, poesias e com a filosofia e a estética do movimento pós-punk, o qual foi fundamental para a afirmação de sua personalidade.


Clique aqui ou na imagem para acessar o livro.
 

O autor conduz o relato das vivências que proporcionaram transformações na vida desse jovem, na efervescência cultural da cidade de São Paulo, nos anos 90, período com bastante influência cultural dos anos 80, que refletiram nas expressões artísticas e comportamentais da época. Nesse contexto, em que transcorre esse movimento de subcultura minimalista, o jovem Caim é o protagonista dessa história intensa e cheia de percalços.

O romance é acompanhado por uma trilha sonora específica, fundamental para o contexto desta história. A leitura desta obra pretende entreter e emocionar, estimulando a imaginação enquanto induz à reflexão sistemática sobre a vida, moldada pelas experiências que formam nosso caráter.

O livro está disponível no formato ebook, 

clique na imagem para adquirir o seu:

   



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28 de junho de 2023

Loja Vudu lança estampa celebrando lésbicas + Stormé DeLaverie: a revolta de Stonewall + Lésbicas no Brasil

A loja Vudu me convidou para divulgar uma camiseta em homenagem ao amor lésbico neste dia do Orgulho! 🌈

A Edição Limitada da estampa This Could Be Us but you Prayin tem três modelinhos: T-Shirt, Baby Look e moletom!  É uma capetinha seduzindo uma mocinha recatada. 🌈👹

Clica aqui pra acessar na loja




Hoje, 28 de de junho, é o dia do Orgulho.

Você sabia que uma mulher lésbica, negra e butch começou a revolta de Stonewall?

"Foi uma rebelião, foi um levante, foi uma desobediência aos direitos civis

 – não foi um maldito motim." —  Stormé DeLarverie 


Stormé DeLarverie (1920-2014) foi uma mulher lésbica, racializada, butch (lésbica desfeminilizada) e de aparência andrógina. Cantora, também faziaa apresentações como Drag King, uma arte performática da subcultura lésbica. DeLaverie foi uma das lésbicas que estava presente no bar Stonewall Inn, em Nova Iorque em 1969, num confronto coma polícia que reprimia os homossexuais lá presentes. Ao ser abordada com truculência, sangrando pelos golpes, ela teria gritado: “Por que vocês não fazem alguma coisa?”, resultando num embate de revolta de outras lésbicas e gays contra os policiais. Essa é a origem da data de hoje.
Stormé era Drag King, em sua arte vestia figurinos masculinos e se maquiava. Com sua aparência andrógina inspirou muitas lésbicas a adotar as confortáveis roupas masculinas nas ruas (porque sabemos que roupas femininas não são confortáveis, sendo muitas vezes objetificadoras). Ela trabalhou como segurança em bares lésbicos, tinha porte de arma e fazia patrulha voluntária como "guardiã das lésbicas no Village", agia quando via alguém sendo intolerante, abusando ou intimidando lésbicas. Ela também viveu no famoso Hotel Chelsea de Nova York [Vocês podem ler a história dela no blog Um Outro Olhar]

Stormé no meio de duas fotografias suas: uma feminilizada e outra desfeminilizada.

É muito comum que publicações recentes apaguem lésbicas do protagonismo histórico da luta de Stonewall. Isso é resultado de muita misoginia patriarcal que não reconhece que mulheres lésbicas possuem agência, especialmente as insubmissas e que não respondem aos ideais de feminilidade.

Aqui no Brasil, uma manifestação lésbica no Ferro´s Bar é conhecida como o Stonewall brasileiro.
Em 19 de agosto comemora-se o Dia do Orgulho Lésbico: Em 1983, o Grupo Ação Lésbica Feminista (Galf) foi proibido de vender o jornal ChanaComChana (1981-87) no Ferro´s Bar em São Paulo. O dono do bar chamou a polícia para reprimir e impedir a reunião das lésbicas e a venda do jornal. Lá era o local que comunistas e lésbicas se reuniam para debates e organização política. Como resposta, Célia Miliauskas, Elisete Ribeiro, Luiza Granado, Míriam Martinho e Vanda Frias acompanhadas da ativista e antropóloga Rosely Roth, que leu um manifesto contra a censura e exigindo respeito, já que elas eram as principais clientes do bar. 

Já o dia 29 de agosto, é o Dia da Visibilidade Lésbica, surgido para homenagear o 1ª Seminário Nacional de Lésbicas (SENALE), que ocorreu na data em 1996. O seminário visava discutir organização coletiva, saúde, visibilidade e exclusão lésbica além de projetarem políticas públicas. 

O Brasil é um dos países que têm os piores índices em relação ao assassinato de mulheres lésbicas, como informa o Dossiê sobre o Lesbocídio no Brasil, com dados entre os anos 2014 e 2017. Entre 2000 e 2017 o número de assassinatos de mulheres lésbicas aumentou cerca de 96%. Do total de casos, 83% foram cometidos por homens, expondo a lesbomisoginia  e o lesboódio e o silenciamento da mídia ao falar deste tema. 

É bem legal ver loja Vudu desenvolver essa estampa em referência a lésbicas, uma subcultura tão invisibilizada e silenciada seja pelo mainstream seja pelo próprio discurso da sigla GBT+.  

Não consigo nem lembrar de uma marca alternativa brasileira que tenha pensado em homenageá-las com estampas, ilustrações ou pôsteres. Esse é o tipo de arte que só se vê em marcas especificas ao público lésbico. Nós somos contra o Pink Money e sei que não é o caso da Vudu, marca artesanal que acompanho há anos e se engaja genuinamente na visibilidade. 


Junho é mês do orgulho e agosto é mês das lésbicas, aproveitem pra garantir a estampa antes que saia de produção! Vamos mulherada! 

Clica aqui pra acessar o link da blusinha e compartilha com as amigas L/B!




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