.Moda de Subculturas - Moda e Cultura Alternativa.

4 de dezembro de 2017

Cherry Taketani: o estilo e o legado da ex-guitarrista da banda NervoChaos

Neste fim de semana faleceu de câncer a vocalista e instrumentista Cherry Taketani,  (Cherry Sickbeat) uma das referências nas cenas punk e metal nacional. Pequena e de voz delicada, Cherry impressionava pela atitude e presença marcante, além de ser das poucas mulheres japonesas a se destacar neste meio musical. 


A cantora fez parte da banda Okoto na década de 1980, inicialmente com uma sonoridade mais eletrônica e posteriormente adquiriu uma pegada mais punk hardcore, assim como o seu visual que era mais "comum" e foi se tornando mais alternativo com o passar dos anos. Foi baterista da The Hats e Elektrobillys e vocalista da banda Hellsakura, de mistura sonora punk e metal que talvez seja a característica mais marcante também do estilo visual que a cantora adotou para si, incluindo nos cabelos coloridos. 

A cantora com um estilo mais punk hardcore.

Nas fotos abaixo, ostenta franja em V que virou uma de suas marcas, o estilo se torna uma mistura de referências alternativas, incluindo os cabelos coloridos. A meia calça usada nas fotos à esquerda (com uma cruz) é bem popular na moda gótica.


Cabeça toda raspada com cabelos só no topo que frequentemente ganhavam marias-chiquinhas.


Desde 2015 era guitarrista da banda de Death Metal NervoChaos, nessa fase incrível do metal nacional onde as bandas originalmente masculinas tem aberto espaço para colocar mulheres instrumentistas em suas formações, afinal não é o gênero que importa e sim a competência musical

 

Ao adentrar pra NervoChaos, seu visual perde um pouco da herança hardcore e ganha mais referências fetichistas, típicas da moda heavy metal, como vemos no corselet e nas peças que lembram couro. A cantora sempre usou shortinhos bem curtinhos, o que acabou virando sua marca registrada. 

Abaixo, na foto da esquerda ela adota um visual típico da cena Death, com colete e cinto de spikes, mas ao invés de calça rasgada, prefere manter o short e rasgar as meias. O cabelo permanece o mesmo corte há muitos anos, apenas mudando a cor da franja entre verde, rosa e amarelo. Ocorre  adoção das blusas "rasgadas/trançadas" semelhantes às que Alissa White-Gluz (Arch Enemy) usa.
 

Quebrando barreiras, Cherry usava as mesmas roupas que jovens alternativas usam, mostrando que a moda alternativa não tem idade.


Houve um tempo em que as garotas fãs de rock queriam ter banda pra expressar tudo que sentiam. Sejamos sinceros, se você era uma garota outsider você não tinha tantos caminhos a seguir, a sociedade não era tão aberta ao diferente como é hoje e mesmo que fosse, garotas punks ou headbangers não tem o tipo de comportamento padrão apreciado pela maioria das pessoas.


Nos dias de hoje ainda temos pouca representatividade de mulheres no rock, perder Cherry é perder também uma grande inspiração. Com ela se vai parte da história das mulheres do metal brasileiro, seu grande legado é que nós podemos sim ter bandas e fazermos tudo que quisermos, adotarmos um estilo alternativo e permanecer com ele não importa a idade.  Longa vida à memória de Cherry Taketani e  à todas as mulheres musicistas que estão na luta nas cenas punk, rock e metal e muitas outras: não desistam, precisamos de vocês! <3





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3 de dezembro de 2017

GOTHIC STATION: terceira edição da revista trás matéria de capa com a editora do Moda de Subculturas!

A GOTHIC STATION é a primeira revista brasileira impressa dedicada à subcultura gótica. Desde a primeira edição sou colunista de moda, cada edição tem um tema central: a primeira foi sobre Famílias Góticas, a segunda sobre Diversidade na Cena e a terceira tem Moda como tema. Foi com muita surpresa que recebi o convite do editor Henrique Kipper para ser capa. Portanto, gostaria de convidar a todos para conhecer o projeto de financiamento da terceira edição da Gothic Station!

A campanha está ativa até o dia 10/01/2018
moda-de-subculturas


Mas o que estou fazendo lá?
Ser capa de revista é algo que eu me divertia imaginando quando nova, mas nunca levei à sério a ideia, sempre preferi a parte mais intelectual da moda e acreditava que certas coisas tinham ficado completamente para trás. Mas a vida dá aquelas surpresas né? Entendo o convite como resultado de meu trabalho no Moda de Subculturas, o que significa um baita reconhecimento do que apresento aqui!
Essa edição tem tema central sobre MODA!
Sou colunista e desta vez escrevi um artigo sobre a história dos popularmente conhecidos "New Romantics" onde revelo o que esta subcultura tem a ver com a subcultura gótica! Parece meio impossível não é? Mas nessa matéria exclusivíssima trago o elo perdido que liga os dois grupos, legal né? É uma informação que veio após pesquisa e dedicação e quem comprar a revista vai ter acesso à história desta subcultura.
Tem outras matérias envolvendo moda gótica, mas isso fica pra revelar quando a revista for lançada, não vou estragar a surpresa! E ainda tem as habituais matérias sobre comportamento, turismo, música (tá demais!) trazendo The Knutz, Blutengel, Opera Multi Steel em entrevistas exclusivas, além das sessões de literatura e cinema.

https://www.catarse.me/gothic_station_3


Precisa ser gótico pra comprar a revista? 
Não precisa ser gótico pra comprar a revista! Embora aborde temas desta subcultura alternativa, num geral as matérias são  cultura e informações sobre musica, literatura, turismo, arte, moda e etc, basta você ter interesse em alguns destes temas ou ter interesse em cultura alternativa. Se você é estudante e precisa de fontes de pesquisa na área, taí!

Apoie a cena alternativa
A revista é uma produção independente financiada pelos leitores, admiradores e interessados em subcultura e cultura alternativa, portanto é fundamental o apoio à publicação para que ela continue existindo. A revista não é de "uma cena gótica específica" já que é feita por pessoas espalhadas pelo Brasil que procuram oferecer conteúdo de qualidade à vocês.

Peço a quem não tiver interesse em comprar a edição ou quem não puder comprar, que compartilhe um dos links abaixo em suas redes sociais para que mais pessoas conheçam este projeto maravilhoso que precisa continuar existindo!

link direto catarse (clique para abrir):

 No face, pode compartilhar esse post do Henrique Kipper:

No insta, pode compartilhar qualquer uma das fotos deste post + o link:

goth-magazine


Um recado para lojas alternativas:
A edição tem destaque para Moda e a revista tem espaço para anúncios publicitários!
Se você tem loja e tem interesse em aparecer para possíveis consumidores de sua marca, anuncie na GOTHIC STATION! Existe a possibilidade de marketing nas páginas desta e de futuras edições. Para anunciar na Gothic Station basta contatar o Henrique Kipper para ter mais informações. Contatos do Kipper:
Perfil no Face: https://www.facebook.com/henrique.kipper
E-mail: henrique_kipper@yahoo.com
 

Sobre as metas
Estou torcendo pra meta da revista ser atingida! Mas não escondo o desejo de ela ser superada. Porque quanto mais a meta for superada, mais chances da publicação ganhar mais páginas e vir com um CD. E a gente quer isso né? É uma oportunidade de conhecer e apreciar bandas góticas.



 https://www.catarse.me/gothic_station_3


Dicas de pacotes!
São 50 Pacotes para vocês escolherem (acesse-os aqui), somente  a edição #3 custa R$29,00, mas se você está em dúvida, aqui vai umas dicas:

Se você é interessado na história da subcultura gótica:

O pacote 6 ou o 8.
Se você gosta ou quer conhecer música gótica:

Qualquer um dos pacotes dos números 22 ao 38, basta escolher a banda.
Se você gosta de comics:

O pacote 11.
Se você gosta de romance gótico ou HQ:

Qualquer um dos pacotes dos números 39 a 47. Minha dica pessoal é o pacote de número 46 ;)
Se você gosta de moda ou decoração:
Pacotes 48 a 50.

Sobre o valor
Você só paga o valor escolhido no pacote. 



Se você nunca viu a revista e quer ter ideia de como ela é, vou deixar aqui as postagens que fiz com fotos das edições anteriores:

- Revista GOTHIC STATION #1
- Revista GOTHIC STATION #2


Eu acredito que vocês imaginem a dificuldade que é criar uma revista numa época em que tudo está disponível na internet. Mas quem conheceu as duas primeiras edições, tenho certeza que conseguiu perceber a dedicação em fazer o melhor dentro das limitações. Há ainda muito a evoluir mas aos poucos vamos refinando o trabalho. Quem se interessar por subcultura gótica e sua cultura, assim como por cultura alternativa num geral, pode compartilhar os links como forma de apoio. E sim, a revista pode ser enviada aos que moram no exterior.

Não deixe de compartilhar e apoiar o projeto! <3



Atualizado: 08/12/2017

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29 de novembro de 2017

A Tecnologia de tecidos com proteção solar aplicado à moda alternativa: saiba como funciona e onde encontrar!


Num país quente como o nosso  com sol a maior parte do ano, já é possível encontrar tecidos com tecnologia de proteção contra raios solares UV. A boa notícia é que podemos encontrar peças numa loja alternativa nacional: a Dark Fashion!

VESTIDO 5080

Na loja, todos os tecidos em malha cirrê (ou ciré) possuem esta tecnologia. A malha cirrê é essa malha de efeito "molhado" que dependendo da luz e do brilho pode parecer que você está vestindo couro ou vinil.  

BLUSA 2020 / BLUSA 2074

A empresa Rosset, responsável pela produção do tecido, fabrica esta malha pensando no público fitness e de esportes de alta performance, mas na marca alternativa encontramos peças para uso diário, urbano, assim podemos usufruir da tecnologia UV nos nossos looks alternativos!
SAIA 5020 / SHORT 4504

As roupas com filtro UV protegem o corpo enquanto a peça estiver vestida (óbvio né? haha), o fator de proteção é 50+, bloqueando 97.5% dos raios ultravioleta. Por garantia, todas as peças que recebem esse tratamento possuem uma etiqueta que a Dark Fashion anexa em cada uma das peças.


E não, o fator não vai embora com as lavagens, basta seguir as orientações anexadas na etiqueta da roupa: lavá-las à mão sem alvejante, secar à sombra e não guardar molhadas. 
CALÇA 4014 / CALÇA 4200

Como funciona?
O tecido recebe o acréscimo de produtos fotoprotetores, e pelo que se comprovou em testes, são realmente eficientes. Não à toa a tecnologia surgiu num país com clima quente, a Austrália, que em 1996 passou desenvolver tecidos com proteção solar visando reduzir a alta incidência de câncer de pele na população daquele país.
Por estas e outras que a Dark Fashion é uma das melhores marcas alternativas, além de oferecer peças em todos os tamanhos, com qualidade e acabamento impecável, agora também investe em tecidos tecnológicos que dão aquela ajudinha na saúde! Aproveito pra postar uma foto de uma blusinha da marca que é minha nova queridinha! <3

E vocês, já usam peças com proteção UV?

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27 de novembro de 2017

Levando o Punk para as massas: icônica exposição dedicada à banda Nirvana está em cartaz em São Paulo.

Está em cartaz desde o dia 12 de setembro deste ano a exposição “Nirvana: taking punk to the masses” no Lounge Bienal, dentro do parque do Ibirapuera, em São Paulo. A exposição passou antes pelo Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro. Visitei a exposição no dia 03 de novembro e trago aqui um pouco das minhas impressões sobre o evento.



O foco da exposição era mostrar como o Nirvana levou o punk às massas, ou seja, como fez com que um estilo musical contracultural se tornasse popular. Isso não é muita novidade pra quem é fã da banda, mas de qualquer forma vale a pena visitar a exposição pelos itens que citarei a seguir.

© Nandi Diadorim

Pra quem já leu os livros do Charles Cross sobre o Kurt Cobain – o mais famoso é o Heavier than Heaven (Mais pesado que o céu, no Brasil) – vai reconhecer muita coisa por lá. As primeiras fitas K7 da banda, os encartes dos primeiros shows, as artes gráficas feitas pelo próprio Kurt – para a banda ou não – fotos raras, primeiros setlists, letras de músicas escritas a mão; isso tudo você já viu nestes livros. Mas ver ao vivo é bem diferente, um pouco emocionante até. Eu como fã inveterada da banda, sei que essa foi a oportunidade que eu tive de chegar mais perto deles.

© Nandi Diadorim

Existem algumas raridades na expo também: entrevistas em vídeo que nunca foram ao ar, fotos nunca antes publicadas, muito material de áudio e vídeo sobre a cena de Seattle (e não apenas do Nirvana), infelizmente muitos sem legendas. Muitas roupas usadas por Kurt e Krist também estão expostas.

© Nandi Diadorim
© Nandi Diadorim

Quanto a mim, as peças que mais me tocaram foram as guitarras (talvez por eu ser guitarrista também). Não quero soar tão espiritualista assim, mas as guitarras do Kurt guardam muito da energia dele; é possível quase sentir isso, tantos anos depois. Fiquei arrepiada de ver elas lá!!

© Nandi Diadorim


Entre guitarras lindas, impecáveis e bem cuidadas, como a famosa Fender Mustang, estão lá também as guitarras completamente destruídas nos shows; ou ao menos parte delas. Kurt destruía elas sem dó nem piedade. Dá quase pena de olhar pra elas, sobreviventes da história.

© Nandi Diadorim
Outra peça impressionante é a boneca do In Utero, usada nos shows dessa turnê, em duas versões diferentes, em tamanho real. Também estão lá um baixo do Krist Novoselic e um pedaço da bateria usada pelo Dave Grohl.


Além das peças, ambientes especiais também foram criados: uma sala imitando o cenário do Unplugged MTV, com cortinas e os candelabros usados no programa; e um espaço para fotos imitando a capa do Nevermind, onde você pode perseguir uma nota de dólar fictício (risos!).

© Nandi Diadorim

É claro que eu bati uma foto minha fazendo isso...
© Nandi Diadorim

Só não curti muito uma espécie de dark room (não entrei) que capturava sua imagem reagindo ao som da banda. Achei desnecessário, fora que você cedia seus direitos de imagem ao entrar na sala.
Em suma, uma exposição que vale muito a pena, você sendo um grande fã ou não. Se você não é um grande fã, você conhecerá a trajetória da banda. Se você é um grande fã, você vai pirar com os instrumentos e as raridades.



Pra quem quer dar uma olhada:
apressem-se, a exposição encerra dia 12 de dezembro!
Paz, amor e empatia!









Autora:
Nandi Diadorim.

Historiadora e professora na rede municipal de ensino no Rio Grande do Sul.
Guitarrista em uma banda de punk rock.
Cachorreira, gateira, vegetariana, feminista...em suma, a incomodação em pessoa.






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Artigo de Nandi Diadorim em colaboração com o blog Moda de Subculturas. É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo aqui presente sem autorização prévia do autor. É permitido citar o texto e linkar a postagem. É proibido a cópia da ideia, contexto e formato de artigo. Plágios serão notificados a serem retirados do ar (lei nº 9.610). As fotos pertencem à seus respectivos donos, porém, a seleção e as montagens das mesmas foram feitas por nós baseadas na ideia e contexto dos textos. 

22 de novembro de 2017

Marca investe em acessórios para as Horror Pin-ups! Entrevistamos a proprietária da loja Ravenous, que tem chamado a atenção por seus acessórios de temática gótica.

As pin-ups com pegada dark são um fenômeno de estilo alternativo aqui no Brasil, e óbvio que com a demanda de clientes, nada mais justo do que surgirem lojas para abraçar o desejos deste público!


Estefani Pereira mostra as bolsas veganas da marca Ravenous.

A Ravenous é uma marca de acessórios alternativos especializada em acrílicos produzidos artesanalmente e com foco em temáticas da cultura alternativa especialmente temas góticos.
Em recente expansão a loja criou uma linha de bolsas com matérias crueltyfree/veganas. Embora seu público seja muito amplo, é inegável que se tornou uma marca queridinha das Horror/Goth/Dark Pin-ups! 

Assim como muitas outras marcas alternativas, a loja é comandada por uma mulher. Para mim, marcas alternativas são uma forma de empoderamento e independência feminina, há muito girl power envolvido, o empreendedorismo destas garotas pode inspirar muitas outras!! Go Girls! <3

Apresento agora entrevista com a proprietária Estefani Pereira, que comanda a confecção artesanal das peças. Ela nos conta sobre seu envolvimento na cena alternativa, o processo de criação e os desafios de ter uma loja alternativa. Lembrando que:

Leitores do blog tem direito a cupom de desconto na loja, o cupom é
SUBCULTURAS
e pode ser usado em qualquer compra acima de R$28,00. <3


A postagem está ilustrada com as peças que recebi da marca.
Este é o colar Bride of Frankenstein [aqui].

Moda de Subculturas: Conte-nos como se interessou por moda alternativa.
Estefani Pereira: Desde de muito cedo me tornei admiradora do universo alternativo, começando pela parte musical, onde tive grande influência da família, mas confesso que demorei para me relacionar com a moda! Meu interesse fashion só rolou aos 15 anos quando comecei a frequentar baladinhas Underground da grande São Paulo e foi lá, que tive um contato real com o estilo. Ver toda a produção e estética do público Goth me inspirou a vivenciar isso e posteriormente trabalhar nesse ramo!

MdS: Como decidiu trabalhar com esse segmento específico e ter sua própria marca?
EP: A decisão de trabalhar com acessórios veio de uma necessidade pessoal. Antigamente, como consumidora eu não encontrava peças alternativas que me agradavam 100% ou que estavam financeiramente ao meu alcance. Pensando nisso, comecei a produzir acessórios para meu próprio uso, o que acabou se tornando um hobby! Quando minhas amigas viam o que tinha conseguido fazer com montagens de colares e brincos, pediam para que eu fizesse modelos iguais para elas também. Foi quando percebi que não era a única com essa necessidade e que o meu hobby era admirado por outras pessoas! Pensando nisso e na escassez de lojas nacionais e confiáveis nesse segmento, me aperfeiçoei no trabalho e decidi lançar a Ravenous em 2015.



MdS: Como você definiria a Ravenous e que tipos de itens a pessoa encontra na loja?
EP:
A Ravenous é uma coletânea de muitas coisas. Trazendo elementos místicos, alternativos, referências de estilos e inspirações pessoais para cada peça! Sempre com o intuito de oferecer ao público algo que ele se identifique e o represente. Nosso catálogo é composto por colares, brincos, camafeus, anéis, chokers, e recentemente por bolsas e itens decorativos.


MdS:
Você já tinha uma habilidade natural pro artesanato ou foi estudar técnicas? É uma área que exige um pouco de detalhismo, certo?

EP:
Sempre gostei muito de artesanato e tive facilidade em trabalhar com diversos materiais. Porém, tudo exige aperfeiçoamento! Como você disse, é algo que precisa ser detalhado e alinhado. Ao trabalhar com peças acrílicas foi necessário aprender técnicas de corte, gravação e principalmente de criação da arte que é por onde tudo começa. Na real é um estudo continuo!




MdS:
Como é o processo de escolha das peças a serem vendidas, é seu gosto pessoal, um "feeling"... há alguma influencia da estética de subculturas?

EP:
Essa parte é muito intuitiva! Começando pelo meu gosto pessoal, inspirações e o que o público está procurando. Tento conciliar tudo na estética alternativa da loja para chegar no resultado final.


MdS: Quais as peças de maior sucesso?
EP:
É difícil dizer! Felizmente todos os modelos estão sendo bem aceitos. O Colar e os Brincos Spider Web são muito queridos pelo público, e os novos modelos exclusivos, como o Colar Magic Moon e o Brinco Moon Phases estão disparando ♥ Porém, nada supera o famigerado Maxi Brinco Pentagram (risos).




MdS:
Quais suas peças favoritas?

EP:
Ahhhh pode tudo?! Haha Eu amo todos os modelos. Mas confesso que todas as peças exclusivas da loja são as minhas preferidas do coração. Deve ser aquele orgulho de mãe!


MdS: O que acha do mercado alternativo no Brasil tanto como consumidora quanto como empreendedora?
EP:
Está melhorando a cada dia e isso é maravilhoso! Hoje podemos encontrar com facilidade peças de qualidade e que represente nosso estilo. Marcas independentes que se preocupam com a questão ambiental e artesanal são as minhas preferidas! Claro que ainda tem muita coisa para se melhorar e inovar, como por exemplo a pouca quantidade de lojas que oferecem vestuário plus size e produtos de matéria prima 100% nacionais, mas aos poucos estamos chegando lá! Acredito que a tendência é só melhorar.





MdS:
Quais os pontos baixos e os pontos altos de ter uma marca alternativa?

EP:
São pontos que andam lado a lado, pelo menos pra mim! O ponto baixo é a dificuldade de encontrar matérias primas ou até mesmo mão de obra de qualidade com um bom custo beneficio para repasse! Mas acredito que isso seja um obstáculo de todas as lojas, não só as alternativas. É realmente frustrante você ter uma ótima ideia e ter dificuldades em executá-la por essa questão, mas é aí que entra o ponto alto: conseguir realizar o projeto mesmo assim, extrair o melhor até chegar ao produto final e poder oferecer ao público o que foi idealizado com qualidade, é realmente gratificante!


MdS: Pode nos contar o que você programa para o futuro da marca?
EP:
Eu sonho muito e adoro segredos! (risos) Só posso dizer que no momento estou muito focada em aumentar nossa sessão decorativa.

Colar Spider Web [aqui]



MdS:
Para os leitores que quiserem comprar seus produtos, onde eles podem encontrar e como podem entrar em contato?

EP:
Por enquanto nossos produtos são vendidos somente online através do nosso site (www.ravenous.com.br) O atendimento também é exclusivamente online de segunda à sexta das 09:00 às 17:00 através da nossa FanPage (www.facebook.com/ravenousloja), Instagram (@ravenousloja) ou email comercial (contato@ravenous.com.br)



Pacote, panfleto e adesivos dos produtos.


Espero que tenham gostado de conhecer um pouco mais sobre mais sobre a Ravenous! Usem o cupom SUBCULTURAS para ter desconto e companhem a loja nas redes sociais! Nos sigam no Instagram pra ver mais fotos das peças recebidas <3



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17 de novembro de 2017

Leitores revelam qual profissão "escondem" por baixo de elaborados estilos alternativos!

No mês de outubro, na França, a "Association des Cultures inhabituelles et Décalées" fez uma série de fotos com o intuito de mostrar que pessoas com visuais alternativos, membros de uma cultura ou de uma comunidade desconhecida e por vezes incompreendida, podem perfeitamente ter uma profissão e uma vida de cidadãos comuns. As fotos eram parte de um projeto para financiar uma exposição sobre o tema, e pode ser acessado neste post que fizemos na fanpage do blog no Facebook.
Inspirada pelo projeto francês e por tantas outras vezes que nos dedicamos a manter o estilo alternativo mesmo quando temos uma profissão tradicional, convidei leitores a participar de uma versão nacional do projeto. O convite ainda está aberto aos leitores e leitoras que quiserem ter sua foto incluída na postagem, basta nos contatar pela fanpage do Face ou por e-mail enviando suas fotos, nome e profissão.


Caroline, Comissária de Vôo (Instagram)

Angélica Burns (Instagram), jornalista e vocalista da banda Hatefulmurder.


Ana Onório, programadora (Instagram)
 
Elaine Campos, auxiliar administrativa 
(Instagram)

Kelly Aline, esteticista e colaboradora aqui do blog (Instagram).


Eduardo Molinar, Jornalista.
Autor do livro sobre a história do Rockabilly no Brasil (aqui)


Sandra Henriques, cantora, costureira e bombeira nos
Bombeiros Voluntários de Leiria (Portugal).


Karen de Souza (Instagram), auxiliar administrativa de clínica médica aeronáutica. Maquiadora, modelo e dona da marca de moda alternativa Karen Souza-Moda Personalizada


Nayara Soares, funcionária de escola e
blogueira/youtuber do Eccentric Beauty (Instagram).

Everton Figueiredo, Nutricionista (Instagram)

Lara Ávilis, designer gráfica e fotógrafa (Instagram)


Vivien Garbin, professora e doutoranda (Instagram).
 
No mundo atual, fazer parte das regras do sistema dominante é necessário para manter determinado estilo de vida com mais liberdade e independência. Um estilo de vida alternativo não impede ninguém  de ser ser um profissional competente.

Quando julgamos alguém somente pelas roupas do dia a dia, pelas roupas do trabalho, podemos estar totalmente enganados... uma pessoa alternativa, um semelhante, pode estar escondidinho ali embaixo! <3

* Este post está sendo atualizado na medida em que os leitores estão enviando fotos. Retorne em breve para ver os novos participantes! :D




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