Destaques

17 de fevereiro de 2019

"Two Witches" - Ensaio plus size com Vultus Persefone e Nayara Eccentric

Muito se fala de representatividade plus size, as iniciativas de atender esse público em termos de moda alternativa vem crescendo. Nesta postagem agradeço as influenciadoras Nayara Soares e Rafaela Ivo por cederem as fotos que fizeram para um ensaio de moda.


As peças usadas pelas meninas foram feitas sob medida pela Dark Fashion, loja parceira desde o início do blog (ou seja, há 10 anos), que é uma das poucas lojas brasileiras que desde o seu surgimento oferece peças em tamanhos maiores sob medida. Antes, nem todos percebiam esse fato por ser uma informação escrita no site e não visualmente divulgada através de fotos. Fato que mudou alguns anos atrás e desde então em todos os ensaios da marca uma modelo plus é fotografada. Vale ler a entrevista com Nívia sobre a produção de peças plus size na loja.


Para este ensaio, a mineira Nayara @nayarasoares_eb foi ao Rio Grande do Sul fotografar com Rafaela @vultuspersefone sob as lentes de Jéssica Godoy @jscgdy num belo dia nublado. O ensaio que poderia ser chamado de "Eccentric Perséfone", união do nome dos blogs/canais "Eccentric Beauty" de Nayara e "Vultus Persefone" de Rafaela, mas escolhi nomeá-lo de "Two Witches" pois é o que me veio a mente ao ver as fotos. :)


Tenho grande admiração por estas duas mulheres que há muitos anos comunicam moda alternativa e estilo de vida com muita autenticidade. Elas garantem suas identidades num país onde as moças brancas e de curvas suaves ainda são as que mais agregam seguidores.

Adorei essa foto!!

Pense por um momento em uma influencer brasileira plus size que tenha mais de dez mil seguidores no Instagram e seja alternativa de apelo mais dark, mais punk, mais gótica, mais heavy metal... (eu realmente aceito indicações!!)
É difícil responder, né?
Eu citaria a vampiresca @the_lady_darkness e a dark pin-up @barbiedolixao que está quase lá! Mas ser punk, gótica ou headbanger e ainda por cima ser plus size não parece ser algo muito em evidência ainda.


Vemos iniciativas no uso de modelos plus em lojas alternativas e ensaios de coleção, o que ajuda as garotas a se tornarem mais conhecidas e as lojas adquirirem mais clientes. Mas num geral, as modelos de lojas ainda são brancas, populares e dentro de certa normalidade corporal, variando entre magra ou com curvas "aceitáveis". Há muitas nuances no mercado alternativo, especialmente no que se refere à formação de imagem de uma marca, onde algumas lojas podem não querer serem associadas diretamente a pessoas gordas.


Há muito tempo tenho esse blog e me orgulho de, em 2012, quando mal (ou não) se abordava a moda "plus size" no Brasil, publiquei dois artigos sobre o tema: Moda Alternativa Plus Size e Estilo Alternativo Plus Size. Nestas matérias usei exemplos de modelos e marcas estrangeiras, pois não havia ainda exemplos no Brasil. Coincidência ou não, logo depois destas matérias irem ao ar, algumas lojas alternativas nacionais passaram a usar modelos plus em ensaios e desde então isso vem ocorrendo com alguma frequência. Não posso confirmar que o blog teve alguma influência nisso pois nenhuma destas lojas nos citou diretamente, mas acredito, pela quantidade imensa de acessos que estas postagens tiveram, que alguma semente foi plantada em algum lugar! Foi justamente na virada de 2012 para 2013 que o tema da moda plus size começou a pipocar no mainstream e as mulheres se engajaram a exigir mais representatividade.


Em 2015 alertei para a importância de lojas virtuais utilizarem modelos plus size nesta postagem. Um tempo antes entrevistamos a modelo alternativa brasileira Litha Bacchi que atua na Inglaterra por não termos quem entrevistar por aqui. E o meu post afirmando que gordas podem usar listras sim foi um sucesso! E logo depois vimos reproduções deste tema no mainstream!


Só temos a agradecer que muita coisa mudou a respeito de moda e representatividade plus size no meio alternativo embora ainda haja muito a ser desenvolvido. E pra mim, estas duas influenciadoras, Rafaela e Nayara, já conquistaram seus lugares neste processo, pois fazer história não se resume só a números mas também a atitudes!



Conto com vocês no enaltecimento destas duas damas sombrias:



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8 de fevereiro de 2019

Dark Fashion: Conheça "Dreams", a coleção que mistura fetichismo e elementos medievais

Está no ar na loja Dark Fashion a nova coleção, e tudo que eu senti ao ver as novas peças foi uma mistura de nostalgia e uma admiração tremenda pelo talento criativo da estilista e proprietária Nívia Larentis. 

Já comentaram comigo que as peças da Dark Fashion parecem "muito básicas" que falta aquele toque elaborado nas peças. Eu discordo. Eu não chamaria as peças "muito básicas", mas sim, peças que extremamente usáveis no dia a dia. De que adianta gastar pra comprar uma roupa alternativa que você não vai conseguir usar em várias situações? Diversas peças da Dark Fashion permitem isso, já que ao contrário do que muitos possam imaginar, faz parte do trabalho da estilista planejar a coleção e fazer uma mistura de peças menos elaboradas e outras mais elaboradas para que todas possam intercambiar entre si. Quem conhece um pouco de modelagem, sabe que algumas peças da marca embora de longe pareçam "simples", de perto possuem toda uma técnica de estudo para aquele modelo ter dado certo. Além disso, todos sabemos que peças super elaboradas são mais caras e de uso mais restrito, a própria estilista comentou sobre isso numa entrevista que fiz com ela e que você pode ler clicando aqui. E caso você seja plus size, esta entrevista também é bastante esclarecedora. E vale lembrar que a marca também tem peças com tecidos com proteção solar

Comprar peças que ficarão a maior parte do tempo guardadas? Com certeza esta não é a filosofia da marca!

DREAMS
Em meados do ano passado a loja lançou a primeira parte da coleção Dreams, como bem ilustrado nesta postagem dedicada a seu lançamento. Lá, podemos ver uma coleção com traços outonais. Porém a coleção de agora, é a versão 'verão' da coleção. E há algum tempo não me encantava tanto com as criações da Nívia! Quando eu escrevi que essa coleção  me despertou nostalgia, foi porque vi naquelas peças um estilo que me fez lembrar da loja em seu início! Isso aconteceu pela coleção ter bastante peças em cirré, este tecido de aspecto brilhoso e elementos fetichistas como os harness, também há bastante peças que lembram a moda do período medieval, com mangas largas e caimentos fluídos. Essa junção de fetiche + medieval, deu a esta coleção uma estética única, algo maravilhoso de se ver numa época em que vivemos uma massificação de estéticas alternativas, onde diversas lojas vendem peças iguais ou muito parecidas, a Dark Fashion continua oferecendo para nós o melhor conceito de moda alternativa: peças criativas, produzidas em pequena escala e diferenciadas. 

Fique agora com as imagens da coleção, que pode ser acessada neste link. E não deixe de babar pelo maravilhoso vestido medieval ao fim do post! <3














Ah, e o vestido medieval, peça antiga da loja, ganhou nova modelagem no fim do ano passado! <3



E você, o que achou da coleção? 
Conta nos comentários!


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28 de janeiro de 2019

Coleção cápsula Vampira + La Femme En Noir e LunatiCK Cosmetic Labs

Em 2018, completou-se os 10 anos de falecimento da atriz Maila Nurmi, intérprete da personagem Vampira. De lá para cá foram lançadas algumas coleções em homenagem a famosa Glamour Ghoul, entre elas está uma recente com a marca La Femme En Noir.

Vampira-óculos-morcego-la-femme-en-noir

Criada por Micheline Pitt, a marca fez parceria com Coffin Joe, atual detentor dos direitos autorais da horror girl, onde trouxe uma coleção que revisita todo o figurino de Vampira, trazendo às admiradoras a possibilidade de obter o look igual ao de sua inspiração. O último a ser lançado, e o mais esperado, foi o icônico Bat Glasses, versão contemporânea dos óculos de morcego desenhado pelo pintor americano Edward Melcarth em encomenda à Peggy Guggenheim nos anos 50.

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Vampira-la-femme-en-noir-glamour-ghoul-maiô

Segundo a Galeria Safilo, Melcarth confeccionou outros pares sendo um deles levado para Los Angeles pelo fotógrafo Man Ray, da qual deu para Maila Nurmi e assim usando os óculos para montar Vampira, tornando-se uma das representações da personagem. Além do acessório, dois modelos de vestidos foram reproduzidos junto com o famoso maiô preto utilizado em imagens de praia ou piscina. Pelo fato da coleção exclusiva possuir um valor alto (só os óculos custam 125 dólares!), foram desenvolvido produtos com preços mais acessíveis, como camisetas com dois tipos de estampas e uma ecobag.

A marca Lunatick Cosmetic também comemorou a data e lançou uma paleta de maquiagem inspirada em Vampira! Eles já tinha feito parceria com Elvira, que noticiamos na época, e agora a Glamour Ghoul é a mais nova a entrar no time.


Lembrando que a Kreepsville 666 possui há um bom tempo uma licença exclusiva de blusas, bolsas, broches, boné, leque, máscara para repouso e até toalha de praia da Vampira! E ainda temos um cupom de 13% desconto com a marca: SUBCULTURAS. ;)

Vampira-kreepsville-666
Vampira-kreepsville-666-tolha-de-praia
Vampira-kreepsville-666-broches


Que tal fazer parte da Vampira's Ghoul Gang???



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1 de janeiro de 2019

O estilo punk de Brody Dalle

Na virada dos anos 2000, Brody Dalle foi um dos nomes que mais se sobressaíram na cena punk rock de Los Angeles. Após o auge do Riot Grrrl e Grunge no início de 1990, o Pop retorna as paradas de sucesso em meados da década, ficando um certo 'vazio' de representantes femininas de estética punk - tanto no estilo de cantar quanto na roupa, e assim Brody acaba se destacando como umas das garotas mais influentes do punk rock nesse período. 


Australiana da cidade de Melbourne, seu nome verdadeiro é Bree Joanna Alice Robinson Fitzroy. Nascida no dia 1 de Janeiro de 1979, a cantora conta em entrevista que na infância era horrível fazer aniversário no primeiro dia do ano pois na Austrália é Verão, então todo mundo está fora. Hoje é mais legal porque ela pode curtir com a família. 

Mudança: usando bolsa Chanel. 

Quando jovem Brody se destacou na natação, chegou a treinar para Olimpíadas, mas diz que desistiu depois que descobriu a maconha. Logo o interesse por música fala mais alto e por volta dos 13\14 anos ganha de presente do seu tio uma guitarra e assim monta a sua primeira banda Sourpuss. Adolescente na época do Grunge, era superfã de Nirvana e Hole, da qual teve a sorte de abrir um show em Janeiro de 1995. No futuro, a imprensa musical faria várias comparações com Courtney Love devido ao estilo de canto. Curtia também Blondie, The Runaways, Nina Hagen, The Slits, Kim Gordon, Fugazi, Joy Division, The Hunters and Collectors e já revelou ter como melhor memória de infância Cyndi Lauper. "Vi Cyndi Lauper tocando quando eu tinha sete anos. Meu pai me levou para vê-la. Esse foi o primeiro show que vi na minha vida. Ela era um pontinho minúsculo de cabelo laranja e um vestido azul pálido pulando pelo palco, cantando com aquela voz, fiquei totalmente hipnotizada"


Sourpuss teria um certo destaque na cena punk de Melbourne, isso porque a banda fez parte do projeto feminista Rock N' Roll High School, um espaço que promovia música e cultura DIY para garotas, criada por Stephanie Bourke em 1990. "Eu cresci numa cena que tinha Bikini Kill, Hole, Babes in Toyland, L7. Havia uma abundância incrível de coisa acontecendo com as garotas na música. Você nem pensava sobre, simplesmente só fazia." Foi tocando com Sourpuss no festival australiano Somersault de 1995, que Brody conhece Tim Armstrong do grupo punk Rancid. Meses depois iniciam um namoro a distância e dois anos depois Brody se muda para Los Angeles onde se casa com Tim em 1997 e no ano seguinte monta sua nova banda The Distillers

The Distillers abriu turnê para No Doubt e Garbage em 2002.
Desde então, Shirley Manson e Brody viraram amigas/irmãs inseparáveis.
Com Courtney Love.
Joan Jett e Nirvana. Via @nerdjuice79

Segundo Brody, o nome da banda viria de uma visita a uma destilaria da época que ainda morava na Austrália. Ela adorou os dizeres e ficou com ele na cabeça. The Distillers marcaria de vez sua vida profissional: foi nela que sairia suas primeiras composições e no futuro seria reconhecida mundialmente. Lançou três álbuns com o grupo, The Distillers (2000), Sing Sing Death House (2002) e Coral Fang (2003). Brody já revelou que não gosta do primeiro álbum homônimo pois estas foram suas primeiras canções e ainda estava muito crua como compositora, já o segundo curte mais. Os dois primeiros foram gravados em apenas duas semanas e o último foi em seis, ela nem acreditava que a gravadora havia dado um prazo maior. Coral Fang foi o qual catapultou Brody e a banda ao sucesso mainstream, o cd fez quinze anos em 2018! 




Los Angeles serviu de inspiração para várias canções do The Distillers, inclusive de pano de fundo para gravações de clipes. Brody conta em entrevista que no primeiro momento ao chegar em LA, achou a cidade muito vulgar e alienante, por um longo tempo se sentiu superdesajustada. Ela só conhecia seu então marido e foi através dele que seria apresentada a cena punk local. Após seis anos de um tumultuado casamento, separam-se em 2003. Foi um momento conturbado, Tim fez acusações e Brody se defendeu mais tarde revelando que a relação era mentalmente abusiva à ela pois o vocalista controlava tudo. Os amigos que restaram foram os companheiros de banda e Josh Homme, que começaria a namorá-la no mesmo ano. Em 2005 o casal oficializa a união e permanecem até hoje.

Brody e Tim.
Com Josh Homme (espero que seja punido pelo chute na fotógrafa!)

Brody tem com Josh três filhos: Camille, Orrin e Wolf. A primeira nasce em 2006 e The Distillers havia terminado. A cantora revela que a filha salvou sua vida, por muitos anos lutou contra a depressão e também com o vício em metanfetamina. "Eu não conseguia achar saída até que tive filhos e então me salvou. Eu me sinto bem, tenho um propósito e me sinto satisfeita". Buscando novos caminhos, ela anuncia sua nova banda Spinnerette em 2007. Tenta voltar aos palcos mas cancela a turnê após ser diagnosticada com depressão pós-parto. Em entrevista ao jornal The Guardian, Brody revela que as conversas de internet sobre seu ganho de peso na gravidez de Camille a afetaram profundamente. Admite que foi parte da razão por não conseguir fazer uma turnê apropriada para o novo disco. O retorno só viria em 2014, com o lançamento de seu álbum solo Diploid Love.


O hiato do The Distillers não foi um período fácil na carreira da artista. "Eu me senti uma fracassada depois que The Distillers acabou. Senti-me inútil. Estava envergonhada e perdida. Não sabia o que queria e que caminho tomar, mas me esforcei para encontrar o positivo diário e simplesmente continuei." A resiliência e determinação de Brody foi fundamental para sobreviver nessa indústria de altos e baixos tão bruscos. "Eu nunca tomarei um não como resposta e eu não irei parar. Não pararei enquanto não chegar aonde quero ir." Em 2018, a banda retorna aos palcos para comemoração de muitos fãs.

O estilo punk de 2000

Como dito no começo do post, Brody se tornou uma grande referência - senão a maior - às garotas punks da virada dos anos 2000. E é interessante que o estilo punk dela era bem adaptado a moda desse início do século 21. Dalle usava aquelas famosas calças justas e de cinturas superbaixas seguradas por cintos de caveiras ou de tachas, com blusas curtas, geralmente regatas e baby looks. All Star cano médio era seu companheiro favorito, mas às vezes fugia do seu estilo tomboy e usava saltos em modelos de sapatos polly ou em botas de cano médio e bico superfino. Quando ela colocava saia ou vestido, algo raro, seu visual lembrava muito as punks setentistas.

Inspiração? Pose parecida com Debbie Harry.
Em 2004 na premiação da NME. 
O mesmo look é usado no clipe "The Hunger".

O cabelo virou marca registrada de seu camaleonismo, será que influência da Cyndi Lauper na infância??? Já teve o cabelo de todas as cores e cortes, mas dois são bem icônicos: o moicano e o desfiado curto preto. A maquiagem também não fica de fora, como não lembrar de sua make vamp, onde a pálpebra inferior era pintada de tal forma que parecia uma forte olheira resultando em uma  acentuada aparência junkie? Os lábios superpigmentados de vermelho ou já gastos e sempre acompanhados de piercings. Muitas meninas se inspiram até hoje nesse visual.

Brody se irrita com a Macy's e Bloomingdales e as 
proíbe de usarem essa imagem em campanhas publicitárias.

Por incrível que pareça, o estilo forte e marcante esconde por trás uma pessoa tímida. Tanto que quando se apresenta, Brody diz que prefere entrar e tocar logo, pois ama tocar. "Eu não gosto de conversa fiada, eu não quero que as pessoas fiquem ofendidas por não dizer nada porque não é pessoal, não tenho nada a dizer, prefiro tocar, então às vezes fico mais quieta". Brinca sobre a questão de não gostar de oferecer bis no final do show pois acha a encenação boba, diz que remete aos anos 70 e ao Kiss, banda da qual não curte.




Mesmo sendo reservada, em 2014, Brody e sua irmã caçula, a comediante Morgana Robinson, revelam publicamente como as duas se reencontraram. Ambas são irmãs paternas, mas não se viam desde que Brody tinha cinco anos e Morgana foi morar na Inglaterra com a mãe. Morgana sempre teve o sonho de ver seus irmãos, foi quando Brody saiu na capa da revista The Face, em 2004. O pai - hoje falecido - a notifica sobre a publicação e Morgana descobre que possui uma irmã rock star e que vai tocar em Londres. Ela vai no concerto e assim conhece a cantora, que hoje são superpróximas. Apesar do parentesco, Brody considera seu falecido padrasto como seu verdadeiro pai.


Por sua trajetória musical, Dalle se tornou uma inspiração para meninas e mulheres que querem formar bandas de rock e por suas opiniões e atitudes sobre como encarar essa indústria. Ela ainda se questiona o fato de ainda estranharem uma mulher segurando uma guitarra, mas ao pedirem conselho as que estão iniciando, incentiva na revista Bust: "Sim, dominem um instrumento. Há muito tempo para namorados e namoradas e toda essa m***. Se você é apaixonada por algo, domine-o. E é simples de começar. São passos de bebê. Aprender a tocar um instrumento requer dedicação, cometer erros e descobrir todo tipo de coisas. Se você apenas tocar junto com seus álbuns favoritos, assim como fiz, você ficará melhor e melhor e melhor".

"Eles dizem que mulheres não tocam guitarra tão bem quanto os homens...Eu não toco guitarra com a p* da vagina então que diferença faz?"

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