Destaques

11 de fevereiro de 2020

"Dark Glamour" - Conheça a coleção criada em parceria com a loja Dark Fashion

Para celebrar os 10 anos de blog, da parceria entre a loja Dark Fashion e o Moda de Subculturas nasce a coleção “Dark Glamour”, idealizada por Sana e com curadoria de Nívia Larentis, proprietária da marca.

Para Sana, autora do blog Moda de Subculturas, o conhecimento e a alta qualidade técnica da Dark Fashion faz da marca a parceira ideal para o desenvolvimento de uma coleção comemorativa.

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Modelo: Sana / Sapato: Reversa / Foto: Bárbara Tomásia Fotografia 

"Dark Glamour" é o termo que desde o início do blog Moda de Subculturas em 2009, tagueia as postagens de alta moda com temática obscura. Nestas postagens, os looks tem uma estética elaborada e sofisticada, inspiração para as mulheres alternativas que querem manter - ou adotar - uma elegância obscura no dia a dia.

A coleção é toda na cor preta. Ao longo da História da Moda, era a cor da nobreza e da aristocracia, pois corantes negros eram extremamente caros. No século 20, o tom se associa à femme fatale, sensual e assertiva. Nas subculturas alternativas, a cor é o símbolo da rebeldia, sendo considerada a cor gótica por excelência.

Nesta coleção, Sana associa o Dark Glamour ao gótico e ao romantismo obscuro resultando numa coleção super diferente do que já foi produzido pela Dark Fashion até então, unindo conforto, qualidade e impacto visual nos designs das peças.

Foram criados 8 (oito) modelos: 4 vestidos; 2 blusas; 2 saias.
Dois dos vestidos podem se tornar dois modelos diferentes. As 2 (duas) blusas e as 2 (duas) saias combinam entre si. Algumas peças são oferecidos em até 3 (três) tecidos diferentes, para várias ocasiões e estações. Nestas variações de tecidos, chega-se à 11 peças e pelo menos 14 combinações entre entre elas! 

As inspirações vieram de fontes diversas: da moda gótica, da moda clássica, passando pelas Dark Pin-ups e nas desejadas marcas alternativas estrangeiras inacessíveis para muitas brasileiras. Com a consultoria de Nívia orientando sobre costurabilidade e viabilidade, ambas tornaram as peças adaptadas ao nosso estilo e clima, mantendo a conexão com a identidade da marca Dark Fashion.

Um dos desejos era que todas as peças além da qualidade do material e acabamento, tivessem um design atemporal, ou seja, peças que nunca sairão de moda e que poderão ser usadas por muitos anos, tendo um ótimo custo-benefício respeitando o investimento da cliente.


O Ensaio

No ensaio fotográfico para a coleção Dark Glamour, o brilho e a luminosidade contrastam com o visual dark da coleção. Vivemos num país tropical, de luz brilhante a maior parte do ano e nada mais apropriado do que apresentar as peças dentro de nossa realidade. Um jardim simbolizando nossa natureza real e exuberante, a casa na praia simbolizando o conforto tanto das peças quanto do nosso lar. Nas unhas, um tom de roxo, cor preferida da Nívia e sempre usada na publicidade da loja.

Podemos ter um grande estilo vivendo num país tropical, não é necessário recriar uma luz estrangeira, utilizar um cenário elitista/colonizador ou tentar copiar paisagens distantes. Temos nosso próprio brilho e criatividade exatamente como as peças de roupas produzidas pela Dark Fashion.

Como esta é uma coleção especial, comemorativa, Sana foi a própria modelo. Mas todas as peças estarão disponíveis em tamanhos maiores, logo você poderá vê-las nas meninas “plus size” parceiras e clientes da Dark Fashion.

As fotos foram tiradas por Bárbara Tomásia, talentosa retratista. Fotógrafa em início de carreira, esse foi seu primeiro trabalho com catálogo de Moda. Quem mora em Santa Catarina, fica a dica desta fotógrafa que também é da cena alternativa.

Modelo: Sana / Sapato: Reversa / Foto: Bárbara Tomásia Fotografia 

Depoimento de Sana sobre a coleção

Eu não poderia estar mais feliz com essa coleção em parceria com a loja Dark Fashion!
O desejo de criar uma coleção em parceria era antigo e o momento finalmente chegou! Meu blog Moda de Subculturas e a loja Dark Fashion completaram 10 anos de parceria - e o blog 10 anos de idade! Um apoio mútuo raro num universo efêmero em que parcerias vem e vão ao longo dos anos. Creio que a mútua admiração profissional justifica essa durabilidade.

Desde que surgiu, a Dark Fashion vem aprimorando sua qualidade. Substituindo tecidos que não funcionam mais por outros mais respiráveis, confortáveis, naturais e com mais qualidade. Sempre tentando manter preço justos. Sobre a qualidade técnica da modelagem, só podemos nos orgulhar da profissional excelente que a Nívia é, também alterando as modelagens quando necessário e anualmente criando novas peças e coleções. A Dark Fashion faz roupas em todos os tamanhos de corpos e sob medida desde o começo e sem cobrar mais por isso (veja entrevista)! Por tudo isso, é a marca perfeita para a minha coleção que tem desde peças casuais pro dia a dia até peças mais elaboradas, transmitindo desde traços de rebeldia até uma distinta elegância.

As coleções da Dark Fashion sempre trazem algumas peças atemporais e "sem idade". A Moda Alternativa direciona boa parte de seu foco na juventude. Mas todas nós ficaremos mais velhas e queremos continuar apoiando marcas alternativas, então nada mais interessante encontrar nas lojas alternativas peças "sem idade", onde alternativas que ‘envelheceram’ vão encontrar looks mais “adultos”. Quando mais velhas, com um estilo de vida diferente da juventude, nem sempre podemos ou queremos sair com um visual mais ‘edgy’, às vezes queremos manter a diferenciação usando peças com design (esse é também o segredo das famosas senhoras que aparecem no Advanced Style: o design!).

Modelo: Sana / Foto: Bárbara Tomásia Fotografia

Como puderam ver, fui modelo da minha própria coleção. Não apenas porque eu saberia melhor comunicar as peças que criei usando como plano de fundo a casa na praia e o jardim, mas também porque sou uma mulher com mais de 30 anos - cada dia mais próxima dos 40. Ter me tornado uma adulta alternativa me fez lembrar das alternativas que ‘envelheceram' e o quanto elas não são representadas na mídia e moda alternativa mesmo que continuem consumindo o segmento (e recorram à marcas mainstream ou fazem suas próprias roupas por não se identificarem tudo com o que as marcas alts vendem). Nós, mulheres alternativas com 30, 40, 50... anos, existimos! E Podemos ser modelos, podemos representar marcas, podemos ser estilosas  e unir nossas forças com a energia inovadora da juventude que é uma grande inspiração sempre! Não vivemos só uma fase  mas toda uma vida alternativa!

Adoraria que as peças que criei fossem vestidas por mulheres de todas as idades, cada uma delas usando as peças à seu estilo.  Dito isso, mantenham-se autoconfiantes e não deixem o passar do tempo desanima-las. Façam de todas as fases da vida uma oportunidade de explorar suas melhores
mudanças!

Modelo: Sana / Sapato: Reversa / Foto: Bárbara Tomásia Fotografia

Com a Dark Fashion, pude trabalhar da forma que amo:
Buscando minhas referências na própria moda alternativa, no melhor do mainstream e na História da Moda. A História da Moda tem grande influência no meu processo inspiracional, mas não gosto de usá-la de forma óbvia e literal, deixemos o passado no passado. Gosto de referenciar essa História poderosa nos detalhes, nas nomenclaturas, alinhavando a moda alternativa.

O peso da moda alternativa nesta coleção também foi grande, busquei principalmente manter um dos pilares da Dark Fashion, que é a cor preta e seus materiais de trabalho habituais (tecidos, ilhóses…) me inspirando também em marcas estrangeiras que são inacessíveis para maioria dos brasileiros, buscando o que parecia ter mais funcionalidade no Brasil.

Criei algumas peças com traços românticos. Eu adoro romantismo e ele sempre some das lojas nacionais quando 'sai de moda', o que é uma pena. Mas o tema tem retornado ao interesse cada dia mais. Aproveitei que a Dark Fashion tem em seu histórico outras peças românticas, ou seja, tem essa abertura ao tema e criei algumas peças.

A blusa de alças cruzadas não é novidade no mercado nacional, mas eu diria que o diferencial das criadas por nós é o conforto, a qualidade do tecido e possibilidade de regulagem de alças. Algumas blusas de outras marcas não tem a regulagem ou não tem elasticidade, o que pode complicar para meninas com busto maior ou menor. Ela está disponível em três tecidos diferentes. E precisávamos disso no mercado.

E por fim, o mainstream. Quando surgiu em 2009, o maior diferencial do blog Moda de Subculturas e que o fez chamar a atenção de muita gente era a conexão entre moda mainstream e moda alternativa. Mostrando como os dois mundo se conectam. Por isso essa coleção, chamada “Dark Glamour”, leva o nome da tag do blog para mostrar peças de grifes mainstream que tinham uma estética obscura.


Conheça as peças e seus detalhes:

Assim como outras marcas, a Dark Fashion não dá nomes fantasia à suas peças. Perguntei se podia dar nomes à elas e optei por nomes de mulheres inspiradoras nas mais diferentes áreas da cultura. Mulheres da moda, da literatura, da mitologia, da fantasia, do cinema, música e da cultura alternativa. Mulheres que impactaram o mundo a seu jeito, assim como as peças desta coleção tem seu impacto tanto na minha vida quanto na das clientes e admiradoras.


  • “Lisbeth” 5091 é o vestido com harness (arreio), um acessório fetichista que ascendeu ao mundo graças à subcultura pós punk. O vestido é em viscolycra preta, com busto forrado e saia assimétrica em duas camadas. Possui alças em courano com regulagem por ilhóses, onde você pode aumentar ou diminuir o decote de acordo com o tamanho de seu busto ou sua vontade.
    O harness, também em courano, é removível, tornando o vestido um modelo 2 em 1: com o harness é um vestido punk/goth estiloso e sem o harness, se torna um vestido preto básico confortável para todas as ocasiões. O harness pode ser aplicado em outras peças da Dark Fashion que possuem alças afiveladas. O nome “Lisbeth” homenageia a personagem Lisbeth Salander criada por Stieg Larsson, a personificação de uma mulher alternativa e segura de si, assim como a cliente da Dark Fashion.
  • “Doro” 5090 é o nome do vestido em viscolycra com sobresaia em tule. Suas alças são reguláveis na parte de trás e cruzadas na frente com ilhóses. O decote tem ilhóses e amarração. O nome do vestido remete à cantora Doro Pesch, que tem como forte marca de seu estilo pessoal o uso de corpetes com amarrações.
    Este vestido tem o busto forrado, saia mullet e sobressaia em tule também mullet em comprimento mais longo que a base em viscolycra. É um vestido super fresco, ideal para dias quentes. A saia fluída balança ao caminhar, delineando de forma maravilhosa todos os tipos de corpos, fornecendo um visual etéreo. A parte superior com as tiras de ilhós e amarração tem grande impacto visual. Um vestido super diferente e a cara da Dark Fashion!
  • “Dita” 5092 é o nome do vestido tubinho com alças cruzadas reguláveis. Inspirado na estética de começo de carreira da dançarina burlesca Dita von Teese, um ícone alternativo de mulher sensual porém elegante, justamente a proposta deste vestido. O modelo está disponível em duas versões de tecido: lycra cirré e veludo.
    Mas o vestido Dita surpreende: ele acompanha uma saia godê em tule com o cós ou em veludo ou em cirré. A saia de tule é uma peça emblemática na cultura alternativa e usada em cima do ajustado vestido 'quebra' sua sensualidade, trazendo um visual sofisticado e diferente. Perfeito pra quem quer sair do óbvio num vestido tubinho.
    Tecnicamente, o vestido “Dita” também vai te surpreender, pois a Dark Fashion é uma marca que preza por qualidade e também pelo conforto da cliente, fazendo o vestido ser forrado. Isso mesmo! Tanto o modelo em cirré quanto o modelo em veludo são forrados com viscolycra, fazendo com que o vestido apesar de justo, não marque de forma deselegante sua roupa de baixo e os detalhes de seu corpo. Não se preocupe que os tecidos são respiráveis! É bastante raro uma marca nacional pensar em forrar das peças e isso só demonstra a atenção aos detalhes da Dark Fashion. Não poderia haver elegância maior num vestido chamado “Dita”.
  • O vestido “Aurora” 5093 é certamente a peça mais impressionante que você verá nesta coleção. Um modelo super diferente do que é vendido no mercado alternativo nacional e leva este nome por parecer ter saído de um conto de fadas, podendo se tornar, com alguns ajustes, um vestido de noiva dark. Este vestido em viscolycra, tem decote império (logo abaixo do busto) franzido no decote, com detalhe em cirré logo abaixo do busto. Cirré também é o tecido de suas alças reguláveis. O brilho ‘molhado’ do cirré em contraste com a viscolycra e o tule, tornam a peça um modelo único.
    A saia do vestido é composta de duas camadas assimétricas de tule, longas e volumosas, dando à peça um ar etéreo, sublime, romântico, como se fizesse parte de um “dark fairytale”. Peças românticas são caracterizadas por tecidos fluídos e historicamente inspirados (neste caso, um modelo Império). Este vestido remete à uma imagem de fuga para o campo, para um mundo mágico e por vezes fantástico. O vestido perfeito para encontrar beleza nas sombras, seja na floresta, num castelo em ruínas ou no seu próprio palácio assombrado.
  • A blusa com tiras cruzadas, leva o nome de “Maya” 2029, homenageando toda a elegância do estilo Dark Pin-up. A blusa de alças cruzadas aparece na história da moda em meados do século 20 e desde então, se mantém como uma peça incomum e que aparenta muita distinção.
    A blusa está disponível em 3 (três) tecidos diferentes, cada um para uma ocasião. A levíssima viscolycra para o dia a dia, o veludo para um momento elegante e a lycra cirré para os momentos de lazer. Com certeza você vai querer possuir todos! A blusa possui alças reguláveis e é forrada na parte frontal, garantindo a elegância.
  • A saia de Tule “Madeleine” 5035 tem como base uma minissaia em visco lycra e por cima duas camadas assimétricas de tule de altura midi com as pontas adornadas com barrado de renda. O tule, transparente, de caimento fluído e esvoaçante potencializa o ar de mistério. O nome é uma referência à estilista Madeleine Vionnet que revolucionou a moda feminina com seus vestidos de saias transparentes que promoviam movimentos livres e naturais.

  • “Dóris” 2030 é o nome da blusa frente única em veludo com com decote princesa e detalhe em renda. Sua amarração se dá na parte traseira do pescoço com tira em veludo. Sem dúvida uma peça marcante! O nome homenageia as divas de Hollywood como a atriz Doris Day. Estas atrizes, fascinavam com seus ombros e costas de fora ajudando a popularizar o modelo frente única, peça que também está na história das subculturas sendo um dos modelos preferidos pelos jovens alternativos da década de 1960. 
  • A saia de renda “Olympia” 5034 tem como base uma minissaia em viscolycra, por cima possui uma camada assimétrica de renda de altura midi adornada nas pontas por um barrado de renda. A renda de caimento encorpado balança ao caminhar, resultando numa peça de sofisticada de beleza impactante. O nome é uma referência ao Monte Olimpo, local de morada dos deuses gregos, afinal esta é uma peça digna de uma mulher-deusa!
Modelo: Sana / Sapato: Reversa / Foto: Bárbara Tomásia Fotografia

Tecidos
A coleção Dark Glamour trás o conforto da viscolycra, a ousadia e a sensualidade do cirré e o clássico veludo, tendo como complementos a renda, o tule de malha e o courano envernizado.
A viscolycra (93% viscose, 7% elastano) é respirável, super confortável, macia e perfeita para os dias quentes.
A lycra cirré (85% poliamida, 15% elastano) fornece um brilho envernizado efeito látex ou brilho molhado (Wet Look), sendo uma malha resistente e confortável que não esquenta por conter fios de poliamida em sua composição. 
O veludo irlandês (95% poliéster, 5% elastano) trás o conforto por conter elastano e sendo um material mais encorpado é perfeito para dias amenos, locais com ar condicionado ou eventos e saídas à noite.
A renda (90% poliamida, 10% elastano) e o tule (90% poliamida, 10% elastano) são os tecidos que trazem a transparência, caimento fluido, remetendo a criações luxuosas sendo super adequados ao nosso clima.
O courano envernizado (material sintético) se destaca nos detalhes com ilhóses e tiras.


Fiquem de olho
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E não esquece o cupom de desconto: 
Cupom de desconto de lançamento: GLAMOUR
Cupom de desconto na loja/pós lançamento: SUBCULTURAS


Essa coleção mostrar um pouco do meu lado de estilista de moda alternativa. Unindo os universos que amo junto com uma grande marca brasileira do segmento. Adoraria conhecer a opinião de vocês sobre a coleção!




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30 de dezembro de 2019

Conheça as peças criadas por Sana em parceria com a loja Sweet Sam [Corporate/Glam Goth]

Como parte da comemoração dos 10 anos do Moda de Subculturas, uma das propostas foi a criação de peças em parceria com lojas alternativas parceiras do blog! Hoje apresento as peças que eu, Sana,  desenvolvi em parceria com a Mine, da loja Sweet Sam.
Atenção! Devido ao lançamento, as peças estão com brinde + desconto de 10% por dez dias na loja! (até 09/01). Após esse prazo retornarão ao preço normal, e você poderá usar o cupom "Subculturas", porém o desconto do cupom é menor que o dado agora no lançamento.
Micro Coleção "Glam Goth", composta por 3 peças: uma blusa e duas saias.
Modelo: Sana @sanaskull/ Foto: @barbaratomasiafotografia 

Vocês já devem conhecer a loja Sweet Sam e recomendo a leitura da entrevista que fiz com a Mine pra conhecer a história, contexto e forma de criação da marca. É só vocês clicarem neste título: "Mine da Sweet Sam conta tudo sobre a marca e sua participação no programa Troca de Estilos".

O processo de criação 

Assim como Mine, me graduei em Moda. Ser estilista de Moda Alternativa é algo que deixei de lado por conta de trabalho e deveres acadêmicos, os 10 anos do blog me permitiram retornar à criação, desta vez com limitações. Por alguns anos fui estilista de uma marca alternativa de SP com total liberdade. Mas ao criar em parceria com lojas, várias questões precisam ser levadas em consideração, como pensar se peças terão a identidade da marca. Sou eu que devo me adaptar ao estilo da marca e não a marca ao meu estilo; passando pela viabilidade real das peças e seu potencial de venda. Por conta disso, foi fundamental trocar ideias com a Mine e receber as posições finais dela sobre as peças. 

Como resultado, optamos por lançar 3 peças em veludo que são intercambiáveis e formam dois looks. O nome do trio é "Glam Goth" e se compõe de uma blusa com manga de tule e duas saias. O veludo é um material que a marca já trabalha, o motivo da escolha do tecido foi por eu querer um material que remetesse à elegância. E veludo tem esse poder.
Outra coisa que eu queria MUITO era uma blusa que tivesse mangas inspiradas na manga bispo, transparentes. Eu adoro esse tipo de manga e até o momento da criação não tinha visto em marcas alternativas nacionais. Essa manga remete à moda dos anos 1930, que adoro! A década de 1930 é pouco explorada nas lojas daqui. Essa manga também foi usada na década de 1980 e retornou atualmente na alta moda com volumes imensos. Explico sobre ela mais abaixo. 

E por fim, duas saias: uma saia lápis clássica, que vai durar a vida toda porque nunca sai de moda. Ela cria visuais corporate goth, ou seja "gótico corporativo", pra quem trabalha e quer manter o estilo ou cria looks bem básicos para aqueles dias que você não está nada inspirada, já que a peça combina até com tênis. A outra saia é de fenda - também uma peça clássica, atemporal mas de pegada mais femme fatale, pra ir num evento, numa festa ou pra balada mesmo colocando aquela botona de plataforma. Uma saia que permite explorar seus extremos.

Importante: as peças da Sweet Sam são bem justinhas. Caso você não curta peças coladas ao corpo, peça para a Mine confeccionar com alguns centímetros a mais de sua medida. 
O veludo que a marca trabalha é bem fino, dá pra usar o ano todo, mas não recomendo em dias extremamente quentes (a não ser que você fique no ar condicionado, aí sim haha!)

Clique nos títulos em azul para acessar a loja. Nesta foto:
Modelo: Sana @sanaskull/ Foto: @barbaratomasiafotografia 

 Clique nos títulos em azul para acessar a loja. Nesta foto:
Modelo: Sana @sanaskull/ Foto: @barbaratomasiafotografia 


Detalhes da blusa Hollywood Glam e da saia Elvira
Modelo: Sana @sanaskull/ Foto: @barbaratomasiafotografia 


Blusa "Hollywood Glam" (com manga bispo)
Mangas volumosas fazem parte da história da moda, mas na década de 1930, período de crise econômica, o romantismo surge como uma forma de fuga com os rumores de uma nova guerra mundial.

Irenne Dunne com grandes mangas bispo, assim como e Rosalind Russel no filme Jejum do Amor.

O Glamour Hollywoodiano ajudou a propagar esta estética romântica e foi exatamente de Hollywood que tirei minha inspiração, já que adoro a moda dos 30´s, mas raramente vejo peças inspiradas no período nas lojas alternativas nacionais. Aproveitei a oportunidade! Agora a Sweet Sam tem uma peça com manga bispo na moda alternativa nacional!
A manga bispo é uma manga comprida, franzida e presa na altura do pulso, ficou popular a partir de meados do século 20, desapareceu da moda nos anos 1970 e retornou agora.

Minha inspiração: Barbara Stanwyck!
Foto: Scotty Welbourne

Enquanto a década de 20 trazia a jovem flapper, na década de 1930 essa jovem se transforma numa mulher madura e elegante, com roupas seguindo o contorno natural do corpo. Uma silhueta longilínea e ajustada, mas não apertada. E essa silhueta marca minha micro coleção com a Sweet Sam

A década de 1930 também viu surgir os conjuntos para o trabalho e o conjunto Corporate Goth é nosso lookinho dedicado ao lado profissional. O tecido usado na coleção também se liga com a moda da década de 1930: o veludo! Valorizando o luxo no dia a dia, nos anos 1930 elogiava-se o veludo "que não amassa, não enruga, é compactável e ultra elegante", foram as palavas de um artigo de 1936 do Literary Digest. E temos também as palavras do figurinista de Hollywood Walter Plunkett, declarando que "o veludo é epítome e símbolo de elegância".


Saia Lápis "Vampira"

Embora saias afuniladas já existissem no começo da década de 1910 impedindo as mulheres de darem passos maiores do que 5 centímetros [risos, mas é real], foi a coleção lançada em 1948 por Christian Dior para a "Ligne Envol" (Linha Lápis), que marca o surgimento da saia lápis. A saia era ajustada com uma pequena fenda atrás para permitir a mulher de dar um passo e assim, caminhar. Mas a peça só pegou mesmo em 1954 quando o estilista lançou a coleção "Linha H", mudando a ênfase da cintura (New Look) para o quadril. Essa silhueta era bastante diferente na época e conquistou mulheres como Marilyn Monroe que todos se lembram de seu andar "sensual" naquelas saias apertadas e difíceis de entrar...

Saia Lápis criada por Christian Dior.

A diferença é que a saia que criei em parceria com a Sweet Sam não é nada difícil de entrar e nem desconfortável já que é de veludo de malha e estica! As saias de Dior começavam com um cós na cintura natural e curvavam-se sobre os quadris e depois afunilavam as pernas logo no joelho ou mais abaixo. Exatamente como a saia que criamos! É uma peça cheia de história da moda! (como todo o resto da micro-coleção!)
A nossa saia recebeu o nome de "Vampira" em homenagem à glamour ghoul Maila Nurmi e seu quadril marcadíssimo! Minhas outras musas Bettie PageDita von Teese e Marilyn Monroe também mostram que a peça é um superclássico da moda que nunca vai ficar datado!



Saia de fenda "Elvira"

A saia de fenda tem a história bastante negligenciada, por isso é um grande prazer escrever aqui no blog já que não se encontram informações sobre ela em sites brasileiros dedicados à moda/história da moda.
A saia de fenda aparece no começo do século 20 associada à dança, especificamente ao Tango Argentino que na década de 1910 causava furor na Europa! Sua adesão na dança foi por ser uma peça confortável que permitia a mulher se movimentar (veja aqui algumas roupas da década de 1910). Essa moda do tango na Europa influenciou até mesmo o costureiro Poiret que logo estava criando vestidos com fendas "envelope". Os vestidos inspirados no tango eram mais soltos e tinham uma longa fenda central na saia que revelava calças por baixo.

Existem registros na cidade de Minnesota (EUA) de uma garota que foi presa por usar saia de fenda em 1913, depois de ficar atrás das grades a moça ainda foi levada para um sanatório! Esse modelo de saia era banido das ruas americanas pois era considerada indecente por mostrar muito as pernas. Isso me remete a diversos posts que temos sobre feminismo, onde vemos muito bem que para a sociedade, o corpo da mulher é considerado público e não privado. E as mulheres têm sua liberdade restringida apenas pelos homens considerarem seus corpos propriedade de todos, menos delas! E isso torna a nossa saia de fenda ainda mais poderosa: homenageia as mulheres que são donas de suas vontades!

As saias de fenda retornaram em outros períodos da moda: década de 1970, 1990 e agora, na época atual. Na cultura alternativa, é fácil relacioná-las com a personagem Elvira (leia a história dela aqui) e foi ela mesma que nomeou a saia da Sweet Sam:


E dá pra se inspirar também na elegância de Dita von Teese <3

História da Moda + Moda Alternativa: isso marcou a história do blog, se tornou nosso diferencial e agora se reflete na criação com a Sweet Sam! Demonstrando que os temas se unem e se completam!

Caso você adquira uma das peças ou as três e caso você também seja um colecionador de moda alternativa, estas peças fazem parte de um momento histórico do blog: a comemoração dos 10 anos. Tem valor agora e poderão ter no futuro! <3

o visual elegante de trabalho pra alternativa super profissional que não largou a trevosidade.
o visual glamouroso e femme fatale pra arrastar olhares em qualquer lugar que você vá.
Modelo: Sana @sanaskull/ Foto: @barbaratomasiafotografia 

* Lembrando que por ser lançamento as peças estão com um superdesconto, e depois vocês podem usar o cupom "Subculturas" com um desconto menor.



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15 de dezembro de 2019

Entrevista com a Banda Scorcese: a cena indie em evidência

Scorcese é uma banda que surgiu em São Paulo, formada pela vocalista Thaís Amanda, o guitarrista Fabricio Goes, o baixista Rafael Vieira e o baterista Abner Eugênio. Eles iniciaram em 2016 e dois anos depois já lançariam o primeiro álbum "Broken Inside". Há muitas dúvidas que pairam sobre a situação do rock na atualidade, mas ainda assim, muitos não desistiram de tocar de forma independente, tema que fomos abordar com a Banda Scorcese que se encontra no início de carreira, além de outras questões da cena indie, influências, a garota da banda e como fica toda essa união.

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Foto: divulgação

Primeiro apresentem-se mais, contem sobre as influências, o porquê do nome Scorcese e o som de vocês.
Nós somos de São Paulo, adoramos pós-punk e temos uma forte influência dos anos 90 que foi uma ótima época para bandas alternativas no geral, e o vocal feminino se destacava bastante.

O nome do álbum é 'Broken Inside', percebi que as letras tocam muito nessa questão interna do ser humano. Nós vivemos uma epidemia mundial de depressão e suicídio, vocês estão olhando para essas questões?
Com certeza, o álbum foi inteiro escrito em um momento bem difícil de um dos nossos integrantes e mostra um diálogo interno cheio de questionamentos do porquê algumas coisas acontecem. Acreditamos que falta um pouco de amor e compreensão nesse mundo e o álbum mostra que apesar das dificuldades vale a pena lutar pelo que amamos, a música é isso, nos mostra a essência da alma de cada um e nos ajuda em momentos difíceis.


As canções são todas escritas em inglês e no instagram a comunicação boa parte também é feita no mesmo idioma. Já pensaram em escrever em português e ampliar mais o público?
Sim, sempre discutimos essa questão.
A banda nasceu com um desejo ambicioso de alcançar patamares internacionais, porém vemos o quanto é importante nos comunicarmos com o público nacional e estamos trabalhando nisso.

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Foto: divulgação

Fala-se tanto da situação do Rock no cenário musical, então vem logo a pergunta: como é ter uma banda no atual mercado? O que enxergam de caminhos e barreiras? Como é que estão conseguindo gravar álbum e clipes?
O rock no cenário mundial está meio complicado, acreditamos que os gêneros musicais têm o seu momento e tempo embora o rock não esteja tão em alta, vemos um grande desejo de mudança nas pessoas e o rock pode trazer isso.
Gravar e divulgar o trabalho nesse cenário é difícil, mas com dedicação e planejamento é possível fazer trabalho de qualidade e acreditamos nisso fortemente.

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Foto: divulgação

O termo 'indie' possui uma sonoridade bonita, mas acontece que ser independente tem seus momentos árduos, tem que se virar nos trinta toda hora. Recompensa o sacrifício? Há união no meio independente?
É difícil realmente, mas compensa o sacrifício. Temos muito amor pelo nosso trabalho e ver a recompensa do público conforme o tempo, vale muito para nós. Embora haja muitas questões ruins de união no cenário, conseguimos movimentar um grupo legal de bandas e amigos que nos ajudam a fazer acontecer.


Há uma reclamação da nova geração de que acha chato pessoas que se gabam de conhecer bandas que ninguém conhece. Essa é uma atitude muito indie, vocês carregam isso tbm?
Não, somos tranquilos em relação a isso. Todos fazem o seu trabalho e devem ser reconhecidos se assim o público julgar. Conhecer bandas diferentes também ajuda bastante a amadurecer a sonoridade, mas isso são influências internas do tipo “nossa olha a pegada daquela banda”.

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Foto: divulgação

O blog tem como foco moda das subculturas. Vocês gostam de ler sobre o tema, conhecer a simbologia das roupas? Preocupam-se com a parte visual e estética do grupo?
Nós gostamos muito no geral da simbologia e visual que a moda mais sombria traz. Tem uma questão cultural muito forte de época e isso ajuda a marcar e influenciar gerações. Eu, Thaís, particularmente coleciono filmes antigos e adoro ler sobre, lembro muito de como filmes tipo 'Elvira', 'Beetlejuice' e a 'Família Adamns' me marcaram de forma visual, pelas roupas e estilo excêntrico.

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Foto: divulgação

Por fim, Thaís, vou fazer uma brincadeira contigo. Vou perguntar a mesma coisa que sempre fizeram à Kim Gordon: como é ser a garota da banda???
Eu acho divertido para falar a verdade kk, acredito que tem uma importância legal mulheres vocalistas de rock. Todos somos bem conectados e os meninos me tratam com muito respeito.
No processo criativo isso ajuda bastante, não só pelo fator do sexo, mas pela diferença de comportamento e sentimentos. Eu particularmente sou uma pessoa mais melancólica e os meninos são um pouco mais extrovertidos do que eu e conforme puxo mais o processo para o preto e branco eles colocam um pouco de cor não só na banda mas na minha vida também.

Thaís possui uma voz bem marcante, singularidade que sobressai nas canções.


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6 de dezembro de 2019

Glamour Ghouls: conheça o sapato boneca criado em parceria do Moda de Subculturas com a loja Reversa

Como parte da comemoração dos 10 anos do blog, foi criado um modelo de sapato boneca em parceria com a loja Reversa, a maior loja alternativa do Brasil! 

Modelo único no mundo, inédito e exclusivo!


O sapato

A ideia era que o calçado fosse no modelo boneca (confira aqui a história do calçado), modelo que nós, autoras do blog amamos! É um clássico que nunca sai de moda. O desejo era que fosse em verniz. Não apenas porque é um material que caracteriza o sapato boneca historicamente, mas porque o verniz é um material resistente especialmente pra quem mora no litoral e sabe que qualquer roupa ou calçado em "couro falso" pode esfarelar ou mofar em poucos meses devido à maresia e alta umidade do ar. Então o verniz foi pensado de forma que o calçado tenha uma durabilidade temporal maior quando bem armazenado e conservado. Não foi apenas por uma questão estética embora sim, isso tenha sido levado em consideração visto que é um material que também remete à moda fetichista.

Sana (@sanakull) com o Glamour Ghoul / Foto: Bárbara Tomásia

Originalmente foi cogitado que o calçado fosse com o solado pata de bode (veja post aqui) que tem rolado muitos modelos no exterior, mas numa versão repaginada 2019. Mas acabamos optando por uma plataforma e salto que a Reversa já produz e que é superconfortável. Conforto era algo que estava desde o início na nossa mente.

Esse solado parece pesado mas é superleve! Salto 7,5 centímetros, plataforma 5 centímetros, resultando num salto "real" equivalente a apenas 2,5 centímetros. 
E tratorado - uma marca dos calçados da Reversa.
Foto: Sana (@sanakull)/ Foto: Bárbara Tomásia

Mas ele tinha que ter um 'edgy', algo que deixasse ele mais com nossa cara (minha e da Lauren). Então veio a ideia de colocar spikes em uma das tiras simbolizando várias subculturas que a gente ama. Pensei também em morcego, não apenas por ser um animal cujo formato está em voga na moda alternativa mas porque ele tem toda uma ligação com a cultura de terror que adoramos!

Foto: Sana (@sanakull)/ Foto: Bárbara Tomásia

Todo esse processo de desenvolvimento foi feito em conjunto com a Beatriz, proprietária da Reversa que foi opinando a respeito da viabilidade da forma, material e adornos.

Uma das ideias que ela trouxe foi que o morceguinho fosse de metal e fosse removível. Para que ele pudesse ser retirado quando a pessoa quisesse e também usado em outros calçados da Reversa como adorno. Ela também sugeriu as três tiras grossas. Sendo a da canela também removível.

Indo mais a fundo, você pode usar os morceguinhos de outras formas que inventar: colocando numa gargantilha, numa pulseira... é um acessório pra você exercitar a criatividade! 

Uma amostra da versatilidade: dá pra usar sem a tira no tornozelo.
Modelo: Sana (@sanakull)/ Foto: Bárbara Tomásia


Formas de uso:
- Originalmente, com 3 tiras sendo duas delas adornadas com morcegos;
- Com as três tiras mas apenas uma delas adornada com morcego;
- Com as três tiras mas sem os morcegos;
- Com duas tiras, uma com o morcego;
- Com duas tiras, sem morcego;
- Com as três tiras, mas cruzando a segunda e a terceira tiras (a de spikes passando por cima)
- Alguma outra ideia que você tiver...


Lindo demais!!
Modelo: Sana (@sanakull) / Foto: Bárbara Tomásia

A seguir veio a escolha do nome. Processo tão importante quanto à criação!
Escolhi "Glamour Ghouls" pois a união de verniz e o salto tornam o sapato glamouroso, não um glamour clássico mas um glamour alternativo, já que diversas estéticas alternativas fazem uso desse material de forma muito elegante, já a sola tratorada dá um tom "não mexa comigo"! E "ghoul" porque os morceguinhos remetem à cultura do terror, à Maila Nurmi (Vampira), de uma garota obscura e misteriosa, ou seja: o calçado perfeito para todas as glamour ghouls brasileiras!

Modelo: Sana (@sanakull) / Foto: Bárbara Tomásia

Espero que tenham gostado de conhecer um pouco do processo de desenvolvimento do produto e a história por trás. Essa foi a primeira vez que criei um calçado e agradeço imensamente à Beatriz da Reversa pela oportunidade! É mais uma conquista na história do blog!

Nos conte o que acharam do Glamour Ghouls!

Versatilidade: um pé com 1 morcego outro pé com 2 morcegos pra ilustrar as possibilidade de uso. É você quem decide que tira ficará com morceguinhos!


Esse é o link do calçado no site: 


"Parceria exclusiva Reversa com o blog Moda de Subculturas! Sapato tipo boneca em verniz com três tiras e aplicações de spikes, perfeito para todas as Glamour Ghouls! Possui detalhe de dois passadores exclusivos de morcego e solado tratorado. Material do cabedal:Poliuretano, material sintético de origem não animal com brilho envernizado. Solado: poliuretano injetado, material sintético de origem não animal. Salto de 7,5cm e frente de 5cm Forma: Este sapato tem a forma normal. Peça o número que costuma usar. Conservação: Passe uma flanela macia umedecida com água e um pouco de detergente neutro suavemente pela superfície da peça para remover a sujeira. Evite molhar o produto. Não exponha ao sol."







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