.Moda de Subculturas - Moda e Cultura Alternativa.

18 de janeiro de 2017

The Vamp Stamp: conheça o carimbo "olho de gatinho" (cat eye makeup)

Nós ficamosempolgadíssimas com o surgimento de um novo produto no mercado de maquiagem, trata-se do VaVaVoon da empresa The Vamp Stamp!


O produto, um carimbo em dois tamanhos, promete acabar com o drama das tentativas erradas (ou tortas) de fazer o cat-eye (olho gatinho). Assistam o vídeo:


 
A empresa de Los Angeles foi criada exatamente para dar vida aos carimbos, sua idealizadora é Veronica Lorenz uma maquiadora de celebridades e vencedora de prêmios de inovação. Segundo a empresa, o produto tem a função de fazer a "asinha" perfeita, já que nem os profissionais de maquiagem escapam de deslizes. E outra questão: meninas como nós não usamos Vamp e Cat-Eye Makeup apenas pra sair à noite, usamos no dia a dia, no trabalho, então imagina você atrasada e ainda tentando fazer o delineado dar certo?
Se o produto funcionar mesmo em todos os formatos de olhos, ele terá sua parcela libertária pois permitirá que as mulheres sem habilidade de fazer este tipo de maquiagem ganhem autonomia e mais tempo livre através da praticidade do produto. 



O carimbo está em pré venda por $25.00 e promete ser lançado ainda neste semestre. 

Veronica Lorenz criou o The Vamp Stamp em 2013 para uma audiência que incluía pessoas com deficiência, sendo o produto direcionado à pessoas com menos habilidade de maquiagem e que elas pudessem ter um cat eye tão sofisticado quanto os dos profissionais. O carimbo acompanha uma tinta, a VINK ™ (vendida separadamente). O motivo pelo qual o produto ainda não estar no mercado pode ser a sua patente, agora oficializada. O produto foi divulgado em outubro de 2016 e logo se tornou viral. 
Assim como diversas maquiadoras, também estamos ansiosas para o lançamento!

O carimbo pode agilizar a vida das mulheres que amam cat-eye
mas nem sempre tem tempo para executá-lo com perfeição!


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17 de janeiro de 2017

Resenha Literária | O Universo Paralelo dos Zines

Há uma forma de comunicação que tornou-se popular dentro dos movimentos punk e riot grrrl, permitindo a liberdade de expressão de seus adeptos: os fanzines. São revistas independentes que surgiram no início do século XX, sem restrições de conteúdo ou convenções de concepção, que mostraram-se ser uma válvula de escape à grande mídia. Do mesmo modo que hoje podemos criar um grupo no Facebook para reunir pessoas com interesses em comum e falar sobre certas coisas, os fanzines eram a “rede social” analógica para pessoas da cena underground – era o modo como “postavam” e “compartilhavam” sobre feminismo, bandas independentes, quadrinhos e outros artistas e ideologias –, contribuindo para fortalecê-la.
Norteado pelo mantra do DIY ("do it yourself", faça você mesmo), típico do underground, Márcio Sno resolveu contribuir para a falta de conteúdo nacional sobre o assunto escrevendo ele mesmo este livro. 

marcio sno

O livro usa linguagem simples e fácil de entender e conta com o resultado das pesquisas feitas por Sno, sua própria vivência no meio underground de São Paulo e experiência como zineiro (editor de zines). Se você é um completo leigo no assunto, pode ser introduzido à definição, características e história dos fanzines, assim como ao vocabulário usado pelas pessoas da cena. Sno conta como era o esquema de produção e distribuição de seus tempos de juventude e o impacto que tudo isso sofreu com a chegada da internet e suas redes sociais, além de mencionar zines importantes como Ficção (primeiro zine brasileiro de quadrinhos, lançado em 1965) e Manifesto Punk (primeiro zine punk nacional, dos anos 1970).


Nos EUA da década de 1990, foi através de zines que garotas punks
informavam sobre feminismo. Era o chamado Movimento Riot Grrrl
riot grrrlriot girl fanzine


É interessante também a menção de projetos pedagógicos que incentivam os alunos a produzirem zines em sala de aula, dando voz aos jovens e fazendo com que sejam ouvidos – o autor também promove oficinas de zines e afirma que há a ampliação de horizontes por parte de quem entra em contato com a prática.

A melhor parte são as dez páginas com todas as referências de pesquisa para o livro! Como já dito, o livro foi escrito em resposta à carência de conteúdo nacional sobre o assunto – os poucos livros brasileiros sobre zines estão listados – , o que o fez procurar por fontes em inglês e espanhol para tanto, desde livros e artigos até documentários e sites.

referencias de pesquisa
Alguns dos títulos da pesquisa (clique na imagem para ampliar)

Recomendo para quem for curioso um desses documentários, de autoria do próprio Sno:

Capítulo I:


Capítulo II:


Capítulo III:


O Universo Paralelo dos Zines é uma publicação da editora independente TimoZine, dá para adquiri-lo através do site deles (AQUI) e, pra quem mora em São Paulo, ele também é vendido na Banca Tatuí (AQUI) e na Ugra Press (AQUI).

Imagem do instagram de Sno @marciosno

“Enquanto a grande mídia estimula as pessoas a consumirem, os zines encorajam as pessoas a fazerem parte e produzirem algo por eles mesmos.” – Márcio Sno


Autora: Annah Rodrigues
Estudante de Design e técnica em Multimídia aspirante à ilustradora. Uma colcha de retalhos ambulante: gosta desde rock e cultura alternativa até coisas de época e animes. Usa sua introversão e sentimento de (des)encaixe para refletir sobre coisas aleatórias nas horas vagas e desbrava aos pouquinhos a cena independente de São Paulo. Instagram - Deviantart - Art Blog - Tumblr pessoal - Facebook


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1 de janeiro de 2017

Votação: Melhor Blog de 2016 - Moda de Subculturas

A revista alternativa Auxiliary está elegendo o melhor blog de 2016 e convido vocês a votarem no Moda de Subculturas!
O voto é para o "melhor blog de cultura e subcultura alternativa, único e independente"! 
Pra votar é só acessar este link bit.ly/bestblogmds (até o dia 11 de janeiro), clicar em "Moda de Subculturas".
É a primeira vez que participo de uma votação e quem se sentir à vontade pra votar, fica aí o convite!
Muito obrigada e neste novo ano continuaremos trazendo muito mais matérias sobre moda e subculturas pra todos vocês! ♥ ♥ 

http://bit.ly/bestblogmds


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30 de dezembro de 2016

Cone Bra: figurino e fetichismo [Parte 2]

Após contada a história do bullet bra, sabe-se que a diferença entre esse sutiã e o cone bra é a costura em círculo até a ponta que o bojo possui. Como contado anteriormente, o bullet bra surge nos anos 40, mas o modelo em forma de cone já existia um pouco antes, e sua aparição muito provavelmente tenha sido no mundo do fetiche.

Por tempos, o formato do corpo feminino foi modificado de forma artificial visando estar de acordo com o ideal de beleza de cada época. A roupa de baixo tem até hoje papel fundamental na criação de formas artificiais, não reais, do corpo feminino, seja nos sutiãs com bojo, sejam nos modelos que levantam e unem os seios visando deixá-los aparentemente maiores. Quanto aos sutiãs de cone, a historiadora Valerie Steele atenta para os seios como símbolos fálicos: sutiãs com "pontas perfeitas" que  projetam os seios para cima e para fora, como um falo. Na questão do fetiche, qualquer tipo de sutiã pode ser fetichizado, mas quanto maior, mais pontudo e mais estruturado, maior este potencial.


nipples Liv Tyler
Liv Tyler com um cone bra em forma de seios.
Em tempos de polêmicas com os mamilos das mulheres, a peça da atriz provoca o tabu da sociedade. 

Em imagens do início do século XX, encontram-se versões de cone bra em sessões de fotos fetichistas. Não eram peças feitas em tecido e o formato era totalmente arredondado, sem o famoso "bico" na ponta. A partir dos anos 40, quando chega a moda do bullet bra, modelos mais pontudos surgem, bem ao estilo "em bala". Seria usado em sessões de bondage por muitas pin-ups, entre elas, Bettie Page.

Nessa foto Bettie está de bullet bra, 
mas sua parceira usa um cone bra com ponta
cone bra

Ela também usaria em outras sessões de bondage.
fetish

No mesmo período mas fora do underground,
Jayne Mansfield com estampa de onça:

Trinta anos depois surge o Punk e as meninas aproveitam o sentimento de confronto contra o conservadorismo provocado pelo movimento e passam a usar peças fetichistas como roupas do dia a dia pra desmistificar tabus sexuais. A partir desse momento é visto as primeiras artistas usando versões chamativas como figurino de seus shows. Juntas com Bettie Page, iriam se transformar nas futuras influências de criações de moda.

Angela Bowie causando nos anos 70
cone bra

O estilizado com luzes no bico de Nina Hagen, em 1986.
iron cone bra

Nina usou tanto bullet quanto cone bra:
fetish

Marilyn Manson no clipe "Long Hard Road Out Of Hell"
 e Lady Miss Kier do Deee-Lite com cones bra em prata:

  Provavelmente Nina Hagen tenha sido referência
 às criações que soltam fogo, como o de Lady Gaga:
fire cone bra

E a cantora mexicana Thalia no clipe "Gracias a Dios". 
Sim, quem diria! 

Annie Lennox usou modelo em couro
 no clipe "Missionary Man" do Eurythmics, em 86.

A força erótica e provocadora da peça casava perfeitamente
com a personalidade de Wendy O. Williams...
sutiã de cone de couro

...que usou versões vazadas e com spikes na ponta do bico.

Nesse editorial Numéro de 2008, é usado um cone bra
com a mesma pegada agressiva da cantora punk.


Na Cama com Madonna
A cantora americana foi a grande responsável pelo revival do cone e bullet bra no mainstream contemporâneo. Em parceria com o estilista Jean Paul Gaultier, criaram para a turnê Blond Ambition de 1990, versões que chamaram tanta a atenção que permanece até hoje no imaginário das pessoas. Tudo isso por um conjunto de fatores: primeiro a peça em si, uma lingerie que ficava a mostra e que tinha nos seios formatos superpontudos, despertando o olhar involuntário - ou até mesmo voluntário - do outro. Aliado a provocação que o modelo oferecia, Madonna aproveitou o impacto sexual da peça elevando ainda mais o efeito com coreografias mega eróticas, com poses que desafiavam o mundo ao mostrar uma mulher dona de seu próprio prazer. Que poder! 

cone bra bullet bra

A performance de "Like a Virgin" foi a que causou o maior alvoroço na época. Madonna com seu bullet bra e os dançarinos de cone bra, elevam a mil o impacto erótico das peças.

Criação de Jean Paul Gaultier feita em 1984.
sutiã pontudo em formato de cone

O estilista revive o icônico bullet no desfile Verão 2010.
Só que agora, trazendo uma versão grávida!
gravida

Em 2016, o documentário de "Na Cama com Madonna" completou 25 anos. A gente sabe que a Moda gosta de pegar datas comemorativas para revitalizar o passado. Será que veremos uma volta do fetiche no mainstream? Fica a observação!


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Artigo das autoras do Moda de Subculturas. É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo aqui presente sem autorização prévia. É proibida a cópia da ideia, contexto e formato de artigo. Plágios serão notificados a serem retirados do ar (lei nº 9.610). É permitido usar trechos do texto como referência em seus sites ou trabalhos, para isso precisa obrigatoriamente linkar o artigo do blog como fonte. Compartilhar é permitido, sendo uma das formas mais justas de reconhecer nosso trabalho. As fotos pertencem à seus respectivos donos, porém, a seleção e as montagens de imagens foram feitas por nós baseadas no contexto dos textos. 

27 de dezembro de 2016

A história do Bullet Bra: das Sweater Girls à Madonna [Parte 1]

O cone bra (sutiã em cone) e o bullet bra (sutiã em bala) tem sido usados por adeptas de subculturas como a rockabilly, burlesco e entusiastas das décadas de 1940 e 1950. Mas a pessoa que reviveu e tornou a peça famosa mundialmente para toda uma nova geração foi Madonna, que usou um modelito criado por Jean Paul Gaultier no figurino que se tornou icônico em sua turnê Blond Ambition de 1990.

bullet bra

Na virada do século XX,  o espartilho deixou de ser usado e foi necessário a criação de novas peças para suporte do busto feminino. O sutiã como conhecemos hoje aparece por volta de 1906, embora em 1889, Herminie Caddole já havia criado seu “corpete para seios” com alças nos ombros. Vários motivos incentivaram a "queda" do espartilho e o surgimento do sutiã, um deles foi um novo estilo de vida feminino: a mulher ativa, que precisava de roupas que facilitassem seus movimentos na medida em que iam se inserindo no mercado de trabalho.

Em meados da década de 1930 surgem os sutiãs com bojo e em 1939 aparece o modelo em formato de cone que dominaria a underwear da década de 1940. Devido ao início da II Guerra Mundial, o governo americano introduziu o Utility Clothing Scheme [aqui], que racionava tecidos e obrigava que as roupas, incluindo as de baixo, fossem construídas para durar.

Modelos de Cone Bra (Sutiã de cone)
1940s 1950s decade

"Pasties" de cone e como nem toda mulher era dotada de seios fartos, os enchimentos surgiam como opção para cobrir o espaço vazio e ajudava a empinar ainda mais os seios. 

Em 1941 a marca Hickory lança seu modelo Perma-lift, um sutiã cone em forma de bala (bullet). Enquanto o formato de cone imperou na década de 1940, na década de 1950 o bullet bra viveu seu auge, promovendo seios separados, erguidos e pontudos. 

bullet bra


Bullet Bra
O bullet bra é um sutiã em formato de cone que cobre todo o busto. Era tradicionalmente feito de nylon ou cetim, sendo também chamado de "torpedo". A peça não tem arame mas é estruturado devido à costura e tamanho acurado, que se adaptava ao corpo separando e levantando os seios. O modelo típico tem costuras em círculos concêntricos ou espirais terminando na ponta do bojo, sendo suas possíveis referências e influência as balas e torpedos usados na II Guerra Mundial: cada seio era como um "projétil".

Com bojos generosos que podiam ser preenchidos com enchimentos inseridos dentro, o bullet bra da década de 1950 era mais extremo que os cone bras (sutiãs cônicos) da década de 1940. 
 
1950s bullet bra

Uma das mais conhecidas fabricantes do modelo foi a Maidenform, que desenhou seu modelo Chansonnette em 1949, com a assinatura da costura circular. Foi um modelo popular por mais de 30 anos. A campanha "I dreamed" dominou a década e ajudou a disseminar a marca. Mostrava mulheres em diversas situações e com atitude confiante usando apenas o sutiã na parte de cima do corpo.

bullet bra


As atrizes Lizabeth Scott, Martha Hayer, Jayne Mansfied,
Mamie von Doren ajudavam a disseminar a moda.
Lizabeth Scott, Martha Hayer, Jane Mansfied, Mamie von Doren.


As "Sweater Girls"
O termo Sweater Girl foi usado nas décadas de 1940 e 1950 para descrever atrizes como Lana Turner, Jayne Mansfield, Mamie von Doren, Agnes Moorehead, Marilyn Monroe e Jane Russell que usavam o bullet bra com suéteres justos. Os suéteres eram propositalmente juntos ao corpo para exibir a nova tecnologia dos sutiãs que separavam e empinavam o busto. A aparição de Lana Turner no filme They Won't Forget (1937) é considerado o primeiro caso de uma "sweater girl", um termo criado por publicitários de Hollywood para descrever o impacto da vestimenta.

Lana Turner no filme They Won't Forget (1937)

A exibição das curvas e o formato em ponta de bala dos seios, quando usados pelas jovens, chocavam a moral da época. O efeito era ainda maior se fossem usados com saias justas pelas mulheres adultas e com jeans, pelas mais novas.
The Wild One Britches
A personagem Britches interpretada por Yvonne Doughty no filme "The Wild One" (O Selvagem da Motocicleta) de 1953,
também era uma Sweater Girl (foto embaixo, na ponta direita).

Na década de 1960, a peça entra em declínio devido a ascensão do desejo feminino por um look mais natural. Já no fim do século passado, em 1999, a marca de lingerie alternativa What Katie Did lança seu próprio bullet bra para um pequeno nicho de fãs de moda retrô. Atualmente, a peça já é mainstream como podemos observar em diversas artistas e editoriais de moda.

Cone Bra e Bullet Bra da marca What Katie Did.
Bettie Page e Dita Von Teese usando a peça.
Modelos alternativas posando com bullet bra

Sutiã meia taça estilizado com bojo bullet da marca Trashy Lingerie


O Bullet Bra de Madonna
O interesse no bullet bra foi retomado no fim do século passado após Madonna usar uma peça criada por Jean Paul Gaultier como figurino de sua turnê Blond Ambition de 1990. A versão do francês foi inspirada nos modelos da marca Perma-Lift da década de 1940. O estilista revelou que a primeira tentativa de confecção foi feita na infância em sua ursinha Nana, conforme pode ser visto [aqui] em entrevista a Lilian Pacce. Porém antes da famosa parceria, a pop star havia utilizado uma criação da marca Trashy Lingerie no clipe "Open Your Heart" e seguiria com a mesma na turnê "Who's That Girl" de 1987. A encomenda teria sido feita pela figurinista Marlene Stewart que trabalhava com ela na época. Talvez a diferença de reconhecimento do modelo de Gaultier para o da Trashy tenha sido o impacto causado pelas coreografias polêmicas do Blond Ambition, fazendo com que Madonna elevasse o efeito erótico e provocativo da peça. Até hoje, diversas pessoas chamam o bullet bra de "sutiã da Madonna". 


No clipe, a cantora usa um modelo preto com detalhes em dourado. O bico de lantejoulas cria o efeito de um tassel pastie, acessório muito utilizado no burlesco.

Na década de 1990, com a versão de JPG, o mais famoso:

Mais recente, com outro estilizado por Gaultier:

E vocês, gostam do cone e do bullet bra? Usariam?
Aproveito e convido vocês pra continuarem acompanhando, pois a seguir vem a Parte 2 deste artigo! Até lá! 


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Referências de Pesquisa:
- Clothing and Fashion: American Fashion from Head to Toe de José Blanco F., Patricia Kay Hunt-Hurst, Heather Vaughan Lee, Mary Doering.
- It Came From the 1950s!: Popular Culture, Popular Anxieties editado por D. Jones, E. McCarthy, B. Murphy
- Cultural Encyclopedia of the Breast editado por Merril D. Smith
- The Vintage Fashion Bible: The Complete Guide to Buying and Styling Vintage, por Wayne Hemingway, Gerardine Hemingway.
- Innovation and Technology of Women's Intimate Apparel, por W Yu,J Fan,S-P Ng,S Harlock
- Última Moda, uma história do belo e do bizarro por Cox, Jones e Stafford
- Fetiche - Moda Sexo e Poder, por Valerie Steele.
- http://whatkatiedid.com/

- https://en.wikipedia.org/wiki/Sweater_girl 

18 de dezembro de 2016

Autoestima e Mercado Plus Size


Passei esse último semestre inteiro como voluntária num programa de estudos com jovens obesos – na verdade, virei cobaia de tese de doutorado mesmo. Enfrentei durante quase todos os meus dezoito anos de vida o desafio de perder peso o suficiente para ajustar o meu Índice de Massa Corporal e escapar daquelas piadinhas que ouvia das outras pessoas com relação ao meu corpo e, quando encontrei um programa completo de emagrecimento grátis, é claro que eu não deixei passar.

Pois bem, num belo dia tive a ideia de compartilhar com os meus colegas uns posts que falavam sobre autoestima e amor-próprio através do grupo do whatsapp, só pra dar um up na determinação de todos. Mal esperava que uma das médicas, que também estava no grupo do aplicativo, daria uma leve patada em minha pessoa. “Muito bons os posts, Aninha, padrões de beleza não têm nada a ver! Mas não podemos nos esquecer da saúde, pessoal!”, foi mais ou menos o que ela disse. 

OK, pode não parecer tão pesado, mas eu me senti bem incomodada a princípio. Não só pelo arrependimento de ter compartilhado os posts, mas também pela minha preocupação de ter feito com que me interpretassem mal – o que acontecesse muitas vezes com quem questiona a necessidade de emagrecer.

Copyright® Annah Rodrigues

Existe uma linha tênue entre emagrecer por questões de saúde e emagrecer por meras questões estéticas. Já foram constatadas inúmeras doenças que o excesso de peso pode causar e ainda tem-se o ideal de um corpo bonito ser um corpo magro/sarado. Não importa qual desses argumentos será levado em conta, as pessoas desejarão ter o corpo na linha. Mas, e quando chega alguém que se impõe contra esse fato social? Alguém que defende que a beleza não está no exterior ou até que não é preciso ser magro para ser saudável? Os outros a acusam de fazer apologia à obesidade.

Fazer apologia a algo não é condenável, afinal isso quer dizer, literalmente, que você defende uma coisa – a não ser que esse algo vá contra as normas da sociedade. É dito “normal” as pessoas almejarem o padrão magro de beleza e evitarem a todo custo fugir dele.

Agora, aonde quero chegar com essa conversa é que o mesmo acontece com as lojas Plus Size, que estariam defendendo a obesidade... Será?
Tendo em vista que o mercado de moda mainstream disponibiliza determinados tamanhos de roupa justamente pelo fato de promoverem a busca pelo ideal magro de beleza, o segmento surge nada mais nada menos como uma resposta à exclusão que esse faz de quem veste números maiores que 46. Ninguém está promovendo que as pessoas não precisam emagrecer para achar mais roupas legais que lhes sirvam, a verdadeira apologia é em relação à democracia da beleza e bem estar.

Você deve estar se perguntado: “Mas o que raios aqueles posts que você compartilhou no grupo têm a ver com isso?” É simples: assim como os posts, a iniciativa de criar um segmento que promove tal democratização também faz com que os outros tenham amor-próprio, tenham mais vaidade e sintam-se bem. 

Perdi só dez quilos – ainda me falta perder trinta – , mas parece que eu aprendi de vez como cuidar da minha saúde. Ao menos eu sei que, mesmo não tendo um corpo que me ensinaram que é mais saudável e que julgam ser bonito, posso encontrar roupas que me agradem e aumentem minha autoestima.


Autora: Annah Rodrigues
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8 de dezembro de 2016

SORTEIO: livro AMITYVILLE da DarkSide Books!


Em parceria com a DarkSide Books,
estamos sorteando o livro
 Amityville de Jay Anson!



★  sorteio exclusivamente no Instagram ★

Regras:
- Dar like na foto oficial [ESTA]

- Seguir o Instagram @darksidebooks [AQUI] 
- Seguir o Instagram @modadesubculturas [AQUI]
- Indicar 2 amigos nos comentários. 
Pode indicar quantos amigos quiser, não tem limite, contanto que seja 2 amigos em cada comentário. Quanto mais comentários fizer, mais números ganha para o sorteio. 
Dica: Pode comentar inclusive, todos os dias, ou dia sim dia não pra ganhar números espaçados.

Atenção: o livro será enviado em janeiro, pois no mês de dezembro a DarkSide não envia livros.


O sorteio será feito pelo app Sorteou no dia 23/12 (as inscrições são válidas até o dia 22 às 23:59hr) e contatarei o vencedor por DM. A seguir publicarei no Instagram um print de tela anunciando publicamente o vencedor.  No caso deste não responder a DM em 24hr, sortearei outro participante. Então fiquem atento e boa sorte!!


Sobre o livro Amityville:
"No dia 13 de novembro de 1974,  polícia do condado de Suffolk foi surpreendida por um crime brutal que chocou os EUA e se tornou assunto em todo o mundo envolvendo a pacata família Defeo. O crime chocou a população, que começou a tecer teorias. Não demorou muito para a casa ser considerada mal-assombrada, virando inclusive objeto de estudo dos investigadores paranormais Ed e Lorraine Warren."
A narrativa escrita por Jay Anson e traduzida por Eduardo Alves foi publicada originalmente em 1977, sendo considerada um dos relatos paranormais mais ricos em detalhes de todos os tempos. Conta as experiências sobrenaturais reportadas por George e Kathleen Lutz durante o mês de dezembro de 1975, quando moraram na casa que compraram por uma pechincha e que fugiram aterrorizados, deixando a maior parte de seus pertences para trás.


Não vai/não quer participar do sorteio?  Sem problemas, o livro pode ser comprado nos links abaixo:



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6 de dezembro de 2016

Moda de Subculturas: procuramos colaboradores!!

Olá queridos leitores!
Gostaríamos de convidar vocês pra fazerem parte do blog em 2017!
Literalmente!
Por isso, estamos abrindo espaço para colaboradores fixos ou esporádicos.


O mundo alternativo é muito, mas muuuuito amplo e não conseguimos abordar os temas tão diversos deste universo. Então nada mais justo do que chamar quem quiser falar sobre, aqui, no espaço que o blog disponibiliza para a participação dos leitores!



O que procuramos?
Pessoas que estejam interessadas em colaborar com o blog enviando artigos.


Como se candidatar?
Quem quiser se candidatar é só mandar e-mail contando um pouco sobre você e como/com qual tema pretende colaborar. Neste e-mail, vamos analisar sua proposta e passar mais detalhes sobre os artigos.
E-mails: 
modadesubculturas@gmail.com ou modadesubculturas.mkt@gmail.com



Como pode ser a colaboração?
Pode ser colaboração fixa ou esporádica.
No caso de colaboração fixa, com uma frequência de postagens, é possível ganhar uma biografia e links de contato na sessão "autoras".
No caso de colaboração esporádica, a biografia e os links de contato ficam na postagem.

Também abrimos espaço para quem estuda letras/tradução e queira traduzir algum artigo do blog!
Todos os posts publicados aqui podem ir para o portifólio profissional de vocês.

E os temas?
Temos bastante abertura quanto aos temas, contanto que sejam ligados ou interligados com o mundo alternativo.

Temas que você pode colaborar:
- Qualquer subcultura alternativa, exemplo: retrô - pinup - gótica - headbanger - punk - pós punk - gótico - rockabilly - psychobilly - subculturas ao redor do mundo etc etc etc!

- Você pode falar de música, de shows, de eventos, de arte, de livros, de filmes, de autores, de artistas, de cultura geral, de curiosidades, beleza, maquiagem, cabelos...

- Moda Alternativa (novidades, opiniões, desfiles, tendências), masculina, feminina, sem gênero...

- Assuntos sobre Moda (tudo que envolva moda e que tenha a ver com consumo).

- História da Moda.

- Você faz parte de uma banda? Que tal falar sobre sua cena?

- Você é modelo alternativa? Vem contar sobre essa atividade!

- Você usa um determinado estilo de moda alternativa e quer escrever sobre ele?

- Você tem uma empresa direcionada ao público alternativo? Vem contar como é seu projeto.

- Fez seu TCC com tema relacionado à esse universo? Manda pra gente um artigo!

- Temas sociais (preconceito, racismo, gêneros, feminismo), antropológicos, históricos, psicológicos também são aceitos. 

- Se quer desabafar uma situação de preconceito?

- Quer jogar um questionamento, uma pensata?

- Quer fazer a análise de algum tema?

- Quer falar como é a cena alternativa na sua região? (Queremos saber como são, onde vivem e o que fazem os alternativos desse brasilzão!!)

- Trabalha com tatuagem, piercings, modificação corporal? Vem compartilhar opiniões, experiências e novidades desta área com  a gente!

- Foi em algum evento alternativo internacional (exemplo: festivais como Wacken, WGT, M´era Luna etc) e quer contar tudo sobre?

- Fez uma viagem pra locais/ bairros alternativos do mundo e quer dividir a experiência? 


Você não precisa ser formado em moda, nem jornalista, nem especialista em subculturas ou moda alternativa, você só precisa ter a vontade de compartilhar um assunto, um tema, uma opinião com os leitores!


Não se preocupe com a escrita, a gente ajuda você a deixar o texto com o estilo do blog sem comprometer seu estilo de escrever!

Queremos fazer deste blog algo que todos os leitores possam participar, mais abrangente e diverso como a cultura alternativa é! 

Quem quiser colaborar manda e-mail
modadesubculturas@gmail.com
que a gente conta um pouco mais sobre!



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