.Moda de Subculturas: Moda e Cultura Alternativa.

26 de janeiro de 2015

Estilo: NoFrills Twins

NoFrills Twins é como estão ficando conhecidas as gêmeas Vanessa e Arna, de apenas 20 anos. A dupla australiana chama atenção pelo visual irreverente, misturando peças de diferentes conceitos. O estilo delas é tão peculiar que ambas não possuem uma inspiração específica, tendo o descompromisso de usar o que querem, traduzindo ao seus gostos o que pesquisam por aí. Não pertencem a nenhuma subcultura, porém elas detém um grande senso estético e artístico que as fazem exemplos de moda alternativa.


Apesar da extrema paixão pelas roupas, o objetivo delas é seguir na carreira musical. Pelo site, as irmãs citam como influência nomes como Alanis Morissette, Amy Winehouse, The Cranberries, Janis Joplins e Lana del Rey. Não gostam de classificar suas composições em um único gênero, mas se pressionadas, denominam de "alternativa pop-punk". 

Enquanto não realizam o desejo de se tornarem cantoras profissionais, direcionaram os estudos a área da moda com o intuito de lançarem uma linha de roupa onde o dinheiro arrecado irá financiar o primeiro álbum da dupla. 
Mesmo sendo jovens, Vanessa e Arna já perceberam a forte interação entre música e estética e assim, vão criando também a identidade visual delas. São as verdadeiras geração Millennials

Maquiagem e acessórios surrealistas ajudam a compor o visual excêntrico das cantoras:

Por serem duas, o resultado acaba sendo uma explosão visual. São peças em grande maioria baratas, compradas em Op Shops (tipo de brechó de caridade australiano). E acredite, os looks de Vanessa e Arna não eram só montados para fotos, elas iam ao colégio vestidas assim. Que liberdade de expressão!

Como Millennials, referências noventistas não poderiam ficar fora da estética das gêmeas. Plataformas, chokers, óculos redondos, vestidos a la kiderwhore
Tudo junto e misturado:


Essa irreverência toda não fica somente na estética. Vanessa e Arna também trazem ao universo da música o jeito excêntrico delas. Vejam como ficou a versão de "Skinny Love", interpretação bem diferente da banda americana Bon Iver:


Além do canal do youtube, aos que apreciarem o estilo das NoFrills Twins podem acompanhá-las também pelo facebook e ficar sabendo das últimas notícias sobre a carreira artística das irmãs. Quem sabe vem novidade por aí?

23 de janeiro de 2015

Kurt Cobain: uma pensata sobre a camiseta estampada com a carta de suicídio

Semana passada, saiu a intrigante notícia de que os sites Ebay e Etsy estavam comercializando t-shirts estampadas com a carta de suicídio de Kurt Cobain e que já haviam vendido 200 mil unidades do produto custando 25 dólares cada.


Quando li de primeira, de cara senti estranheza, era algo bizarro demais para ser verdade. Talvez por ser grande fã de Cobain e conhecer bem a finalidade da carta, tenha sentido tal impressão. Só que de longe fui a única. Logo em seguida soube da petição acusando as empresas de “glamourização das doenças mentais”, e assim, os produtos foram retirados do mercado.

Entre as justificativas do porquê ser falta de respeito, Julian Godinez, criador da petição, descreve que “a doença mental e o comportamento suicida não é uma questão de moda, e não se destina a ser glamourizada ou ser ostentada numa camiseta”.
De fato, essa não é uma estampa qualquer. Não é um simples papel com escritas. A carta representa uma das últimas angústias do cantor. Para algumas pessoas – porque há de tudo – pode parecer uma bobagem, um alarde à toa, mas não é. Doenças mentais têm crescido de forma surpreendente no mundo, a depressão já é chamada de o mal do século. As taxas de suicídio vêm aumentando, inclusive no Brasil, país que tanto vende a imagem da felicidade. Os sorrisos estão ficando cada vez mais forçados.

Mesmo com os altos índices, essas doenças ainda são vistas na sociedade com estigmas supernegativos. Além da tortura física, como depressivo e suicida, Kurt também sofreu, e ainda sofre, do martírio moral. A eterna culpa de ter sido um fraco, já que ele era um homem bem sucedido na profissão que escolheu, era casado e com uma filha. Desse modo, observa-se o desconhecimento sobre o assunto. Não podemos também esquecer o que a família passa. No dia de sua morte, o sofrimento de Kurt pode ter acabado, mas os dos seus parentes foi o início.


Talvez pelo fascínio que os ídolos causam, exista gente, principalmente adolescente, que ache “cool” ter a imagem de depressivo, bipolar, etc, pois de algum jeito ficam mais próximos de seus admiradores. Ou até mesmo, isso lhes traga empatia por saber que ambos sentem coisas semelhantes. Porém, é preciso enxergar o lado cruel dessa história. Não é glamour ter transtorno mental. Quem sofre sabe o quão duro e incapacitante é estar nela. A idade vai passando e as frustrações se acumulam. A vida perde o sentido e passa num piscar de olhos!

Se você sofre de depressão ou conhece alguém nessa condição, indico a página Acabe com o Estigma, onde há relatos pessoais sobre o tema. Os testemunhos reais podem servir de conforto para quem está lutando contra o transtorno. E claro, procure ajuda médica, é necessário para enfrentar a situação. Nós também estamos a disposição caso queiram relatar sua história. 

No livro "Kurt Cobain, a construção do mito", Charles R. Cross dedica o penúltimo capítulo abordando o tabu que aos poucos vem sido quebrado. Chega a ser irônico noticiar esse assunto diante de um músico que odiava tanto a imprensa quanto a moda. Ele provavelmente ficaria espantado ao ver fãs usando a camiseta. Fica a questão para se pensar: Será que os transtornos mentais sofrem tanto preconceito que banalizam sem ter a devida noção???

21 de janeiro de 2015

Passaportes do Rock

Diante de todo o espetáculo armado em cima dos Rockstars, é interessante encontrar imagens que os tiram desse pedestal e quase os transformam em reles mortais. Sim, sabemos que são seres humanos iguais a nós, maaass não há como se negar que devido a toda aura de genialidade artística, não seja surpreendente observá-los em momentos tão banais e semelhantes ao nosso.


Doro Pesch

Janis Joplin

Alice Cooper

David Bowie

George Harrison 

John Lennon 

Johnny Cash 

Marc Bolan 

Michael Hutchence 

Roy Orbison 

Bob Dylan

Tá vendo? Tudo gente como a gente. :P

19 de janeiro de 2015

Real Gothic Brasil - um time de futebol nada convencional

O futebol é uma grande paixão nacional. Seria uma frase totalmente clichê senão fosse a existência do Real Gothic Brasil, time brasileiro formado por jogadores góticos. Criado em 2012, ele é um exemplo de vários estereótipos quebrados, incluindo a de que subculturas não se misturam com esportes que atraem o público de massa.


Tudo começou há mais de 10 anos na Inglaterra, onde foi fundado o Real Gothic FCo primeiro time de futebol do mundo nessa categoria. Apesar de ser pequena, a equipe inglesa já possui uma certa estrutura, se reunindo para campeonatos, participando de festivais de música e apoiando instituições beneficentes, como a Sophie Lancaster Foundation, em memória a jovem inglesa brutalmente assassinada por seu visual gótico.


Versão feminina; Sisters of Real:

Assim como a matriz britânica, ambos têm o intuito de unir alternativos pelo esporte, promovendo a confraternização na subcultura e sendo uma nova opção de evento perante os tradicionais conhecidos.

Ainda pouco conhecidos no país, entrevistamos o Guilherme Freon Heart, integrante da equipe brasileira, e que contou para o blog detalhes dessa recente modalidade. Lembrando que o Real Gothic Brasil tem face e blog (inclusive, há uma bela matéria com o John "Pablo" Thompson), onde os leitores poderão acompanhar todo o seu percurso e participarem caso tenham interesse.


Como e por que resolveram fazer um Real Gothic versão brasileira?
Antes mesmo de conhecermos o Real Gothic já havíamos tentado criar um time de góticos por aqui. Em 2009, conseguimos organizar uma partida entre GÓTICOS x DEATHROCKERS. O evento, organizado através da maior comunidade virtual de góticos na época (a comunidade Góticos no Brasil, no orkut), teve uma certa repercussão e foi realizado com sucesso, mas não teve continuidade. Em 2012, conhecemos o Real Gothic inglês, entramos em contato, eles nos deram o impulso de ânimo que faltava e assim foi criado o Real Gothic Brasil. Nosso intuito é simples, reunir góticos que gostam de futebol e outros esportes para fazerem isso juntos.

Quais informações pode oferecer para que outros estados montem seus times?
Seria bom mais góticos se interessarem em jogar. Mas queríamos eles em nosso time, não criando outros rsrsrs. Estamos sempre precisando de jogadores. Mas, basicamente, basta reunir góticos interessados em jogar e não desistir.


Pretendem formar no futuro ligas e campeonatos? Aliás, só existe o Real Gothic em São Paulo?
O Real Gothic Brasil tem sua sede em São Paulo, mas pretendemos ser um time nacional, isto é, reunir góticos de outros Estados também. Geralmente só disputamos amistosos, jogos simples e sem compromisso. Nossos adversários quase sempre são outros times alternativos. Já jogamos contra times de punks, metaleiros... No ano passado disputamos nosso primeiro campeonato, foi a Copa Rebelde - um torneio organizado por movimentos sociais pra questionar os abusos da Copa do Mundo no Brasil. Então, basicamente, o torneio foi disputado por times anarquistas, punks, feministas, movimentos sociais.... e o Real Gothic haha. Foi uma experiência bem legal.

Observamos que homens e mulheres já jogaram no mesmo time. Vocês não se importam com essa interação de gêneros, as meninas entram no time por falta de jogadores ou não tem mais meninas interessadas?
Sim, nosso time reúne meninos e meninas, sem distinção. A Taís é uma das nossas jogadoras mais dedicadas. Outras meninas já passaram pelo time também, mas não deram continuidade. Ainda sofremos um pouco com a falta de jogadores - sejam meninos ou meninas. Muitos góticos que gostam de esporte ainda não conhecem o Real Gothic, por isso nosso primeiro objetivo é alcançar essas pessoas e nos fazermos conhecidos.


Góticos se confraternizarem por meio de um esporte é algo que a gente não costuma ouvir falar. As pessoas não conhecem esse lado de vocês?
De fato, é uma surpresa pra muita gente ver góticos jogando futebol ou praticando outro esporte. Na verdade já fomos alvos de olhares desconfiados mais por parte de pessoas da cena do que por parte de "outsiders". Um gótico uma vez nos disse que não deveríamos jogar futebol e sim xadrez, que talvez tivesse mais a ver com a identidade de um gótico. É o mesmo olhar torto que uma banda brasileira como o Clube da Miragem, que mescla post punk com samba, sofre. Alguns góticos se prendem a alguns falsos padrões. O Real Gothic inglês joga durante um dos maiores festivais do gênero na Inglaterra, o jogo deles é praticamente uma atração do evento. São góticos jogando futebol, simples. Isso não muda nossa identidade, pelo contrário, só reafirma. Mas esse tipo de visão é minoritária. No geral, temos sido bem recebidos pela cena, com muito incentivo.

Como faz para ser parte do Real Gothic Brasil?
Nos escreva, entre em contato. Pode ser através da nossa página no facebook ou pelo email: realgothic_brasil@hotmail.com
Ah, estamos aceitando pessoas da cena metal, rockers... temos um sistema de cotas pra isso! haha!

Não esqueçam de acompanhar o face e o blog do Real Gothic Brasil!
 

16 de janeiro de 2015

Health Goth: o Gótico Saudável

Indo no embalo do Fitness, aproveitamos para comentar sobre uma nova "tendência" de streetwear - que dizem substituir o Normcore e Seapunk - denominada de Health Goth, ou seja, "Gótico Saudável". Isso mesmo que você leu!


De uns tempos para cá, tem sido muito comentado na cultura mainstream assuntos sobre saúde. As musas fitness que vem ganhando popularidade no Brasil, nada mais são do que um reflexo desse comportamento. Além delas, no campo da moda, vem se observando o crescimento das roupas esportivas invadindo as passarelas, que reflete nas coleções apresentadas nas lojas. A cada dia que passa, encontraremos peças com estilo mais esporte, que poderão ser usadas tanto para exercício quanto no dia a dia.

Pode ser que essa vibe tenha ajudado a dar o impulso nesse tal de Health Goth. Ou não. O que se sabe é que o novo modismo ganhou nome pelos músicos americanos Mike Grabarek e Jeremy Scott em 2013, ao captarem o espírito que circulava nos clubes de Portland (cidade dos EUA). Juntos então criaram um facebook para compilar imagens que tentam traduzir o movimento, pois ele ainda se desenvolve.


Algumas imagens da página Health Goth

Fomos olhar essas fotos para análises e vimos uma mistureba de coisas. Deu para perceber que o Goth surge num tom de brincadeira por causa dos produtos serem em grande maioria na cor preta, mas também há o branco, tons neons e metalizados. O Health é devido aos produtos esportivos, principalmente aos que contém alta tecnologia, com muita lycra, látex, telas nos detalhes em recortes e outros materiais de ginástica. São peças com visual futurístico, robótica, biônica, alguns ligaram até ao cyberpunk. Não tem uma marca específica, mas boa parte são da Nike e outras como Adidas, Y3, Alexander Wang e Rick Owens.

Ou seja, pelo que vimos das descrições, é uma moda de rua com elementos de esportes de alta performance chamada ironicamente de Health Goth (Gótico Saudável), e que possui muitas roupas pretas. Há de se observar que existe também um toque de rap/hip hop, já que essas subculturas adoram utilizar peças esportivas. E pitadas de cyberpunk que oferece um ar futurista.

A coleção da Nike criada em parceria com Pedro Lourenço apresenta peças quem remetem ao Health Goth. Interessante que a sede da empresa também fica em Portland. Seria essa a ligação?


Pode ser tudo uma besteira? Talvez. Porém algumas coisas nos chamaram a atenção. Na entrevista dos músicos à Complex, é relembrado uma importante mudança atual ao destacarem não ser mais necessário um novo tipo de música para se criar subculturas, basta a estética. Algo de extrema influência da geração Millenials. Outra coisa também é que essa sensação foi captada em Portland, cidade americana que abraça com força a cena alternativa, igual São Francisco e Nova Iorque.

Um terceiro fator interessante que pode surgir daí é a diminuição desse estigma junkie que as subculturas possuem. Há uma pluralidade de indivíduos no meio, inclusive pessoas que acordam cedo para malhar, trabalham em locais tradicionais, não bebem e nem fumam. Quem sabe isso ajude a desmistificar que não há só um tipo de alternativo e parem de rotular os demais???

14 de janeiro de 2015

Como manter o estilo alternativo na hora de se exercitar?

Por incrível que pareça, não há muito mistério na resposta. A vestimenta para se exercitar não difere da tradicional pois a funcionalidade da roupa é mais importante do que a estética. Porém, isso não impede que você dê o seu toque pessoal, ainda mais sendo de alguma subcultura, onde geralmente se procura por diferenciação.
Infelizmente, não temos no Brasil marca alternativa só de moda fitness. Portanto, o negócio é saber qual a sua preferência e assim adaptar ao que existe por aí. Não é algo tão complicado. 

Imagem de Kat Von D

Por exemplo, quando eu ia à academia, usava muito preto, cinza e roxo. Procurava peças de ginástica com estas cores nas lojas mainstream. O meu toque pessoal era que eu não curtia usar legging no verão, então usava shortinho - eles ainda não estavam na moda nas academias (exceto pra quem corria), então às vezes comprava modelinhos de verão/praia com cores específicas. Outro toque pessoal meu eram as polainas - que também ainda não estavam na moda nas academias - o que acabava me diferenciando não pela roupa em si, mas pelos detalhes e modos de uso.

Lembramos que certas indicações abaixo estão montadas em looks elaborados, ou seja, as peças precisam ser olhadas de forma isolada para que se enxergue o tema proposto. Inclusive alguns modelos de legging necessitam de adaptações de tecido, o que é possível encomendar pelas marcas Black Frost e Dark Fashion. Opte por tecidos como malha de algodão, poliamida e viscolycra. E claro, não há nenhuma regra imposta, tudo o que está sendo demonstrado pode ser misturado de acordo com o que lhe interessar. Então simbora!

Se você tem o gosto mais clássico, será atraída por peças mais básicas. Como muitos curtem preto, existem modelos comuns mas que possuem pequenos detalhes que irão deixar a roupa menos simplória. Exemplos:

Blusa Dark Fashion 1502 (mais larguinha) e 2037

As blusas de banda são ótimas para o momento. Regatas Wear Ever; Nirvana, Ramones, Guns e Aerosmith

Legging Fitness Black Milk (estrangeira); modelo Hurricane e BM-Pro

Legging Dark Fashion 4008 que cobre o bumbum, caso queira usar uma blusa mais curta

Se prefirir por uma peça menos justa, calça Jogger Wear Ever 

Legging Black Frost 706. Opção na cor roxa, tonalidade escura e que pode substituir o preto 

Se o seu estilo é mais para o sexy, provavelmente terá interesse em peças superjustas, com vários recortes que revelam o corpo. Algumas gostam de usar cores mais sóbrias e outras bem coloridas. Exemplos:
 Regata Dark Fashion 2005

Regatas cavadas da Wear Ever; Pink Floyd e Metallica 

Blusa Black Frost 109

Blusa Dark Fashion 1504 

Short Dark Fashion 4505

Legging Black Frost 701 e Dark Fashion 4007

Leggings La Bella Mafia Wild Skull e Yellow Heads

Por fim, há o estilo irreverente, que são os que gostam de roupas vibrantes. É só escolher peças com a modelagem que mais lhe agrada, adicionando cores e estampas. Exemplos:

Regatas Wear Ever com estampas irreverentes; Pin Up, CatCorn, Tartarugas Ninjas e Rugrats

Shorts La Bella Mafia American Indian e Jaw Skull

É mais ou menos isso, sem muitos segredos. Há outras adições, tipo polainas, mas vai depender do gosto de cada um. O que importa mesmo é que a roupa lhe ofereça conforto, ainda mais para tal finalidade.

*sugestão de post da leitora Rebeca Alves Atadani, esperamos que tenha lhe ajudado!

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