.Moda de Subculturas - Moda e Cultura Alternativa.

22 de novembro de 2017

Marca investe em acessórios para as Horror Pin-ups! Entrevistamos a proprietária da loja Ravenous, que tem chamado a atenção por seus acessórios de temática gótica.

As pin-ups com pegada dark são um fenômeno de estilo alternativo aqui no Brasil, e óbvio que com a demanda de clientes, nada mais justo do que surgirem lojas para abraçar o desejos deste público!


Estefani Pereira mostra as bolsas veganas da marca Ravenous.

A Ravenous é uma marca de acessórios alternativos especializada em acrílicos produzidos artesanalmente e com foco em temáticas da cultura alternativa especialmente temas góticos.
Em recente expansão a loja criou uma linha de bolsas com matérias crueltyfree/veganas. Embora seu público seja muito amplo, é inegável que se tornou uma marca queridinha das Horror/Goth/Dark Pin-ups! 

Assim como muitas outras marcas alternativas, a loja é comandada por uma mulher. Para mim, marcas alternativas são uma forma de empoderamento e independência feminina, há muito girl power envolvido, o empreendedorismo destas garotas pode inspirar muitas outras!! Go Girls! <3

Apresento agora entrevista com a proprietária Estefani Pereira, que comanda a confecção artesanal das peças. Ela nos conta sobre seu envolvimento na cena alternativa, o processo de criação e os desafios de ter uma loja alternativa. Lembrando que:

Leitores do blog tem direito a cupom de desconto na loja, o cupom é
SUBCULTURAS
e pode ser usado em qualquer compra acima de R$28,00. <3


A postagem está ilustrada com as peças que recebi da marca.
Este é o colar Bride of Frankenstein [aqui].

Moda de Subculturas: Conte-nos como se interessou por moda alternativa.
Estefani Pereira: Desde de muito cedo me tornei admiradora do universo alternativo, começando pela parte musical, onde tive grande influência da família, mas confesso que demorei para me relacionar com a moda! Meu interesse fashion só rolou aos 15 anos quando comecei a frequentar baladinhas Underground da grande São Paulo e foi lá, que tive um contato real com o estilo. Ver toda a produção e estética do público Goth me inspirou a vivenciar isso e posteriormente trabalhar nesse ramo!

MdS: Como decidiu trabalhar com esse segmento específico e ter sua própria marca?
EP: A decisão de trabalhar com acessórios veio de uma necessidade pessoal. Antigamente, como consumidora eu não encontrava peças alternativas que me agradavam 100% ou que estavam financeiramente ao meu alcance. Pensando nisso, comecei a produzir acessórios para meu próprio uso, o que acabou se tornando um hobby! Quando minhas amigas viam o que tinha conseguido fazer com montagens de colares e brincos, pediam para que eu fizesse modelos iguais para elas também. Foi quando percebi que não era a única com essa necessidade e que o meu hobby era admirado por outras pessoas! Pensando nisso e na escassez de lojas nacionais e confiáveis nesse segmento, me aperfeiçoei no trabalho e decidi lançar a Ravenous em 2015.



MdS: Como você definiria a Ravenous e que tipos de itens a pessoa encontra na loja?
EP:
A Ravenous é uma coletânea de muitas coisas. Trazendo elementos místicos, alternativos, referências de estilos e inspirações pessoais para cada peça! Sempre com o intuito de oferecer ao público algo que ele se identifique e o represente. Nosso catálogo é composto por colares, brincos, camafeus, anéis, chokers, e recentemente por bolsas e itens decorativos.


MdS:
Você já tinha uma habilidade natural pro artesanato ou foi estudar técnicas? É uma área que exige um pouco de detalhismo, certo?

EP:
Sempre gostei muito de artesanato e tive facilidade em trabalhar com diversos materiais. Porém, tudo exige aperfeiçoamento! Como você disse, é algo que precisa ser detalhado e alinhado. Ao trabalhar com peças acrílicas foi necessário aprender técnicas de corte, gravação e principalmente de criação da arte que é por onde tudo começa. Na real é um estudo continuo!




MdS:
Como é o processo de escolha das peças a serem vendidas, é seu gosto pessoal, um "feeling"... há alguma influencia da estética de subculturas?

EP:
Essa parte é muito intuitiva! Começando pelo meu gosto pessoal, inspirações e o que o público está procurando. Tento conciliar tudo na estética alternativa da loja para chegar no resultado final.


MdS: Quais as peças de maior sucesso?
EP:
É difícil dizer! Felizmente todos os modelos estão sendo bem aceitos. O Colar e os Brincos Spider Web são muito queridos pelo público, e os novos modelos exclusivos, como o Colar Magic Moon e o Brinco Moon Phases estão disparando ♥ Porém, nada supera o famigerado Maxi Brinco Pentagram (risos).




MdS:
Quais suas peças favoritas?

EP:
Ahhhh pode tudo?! Haha Eu amo todos os modelos. Mas confesso que todas as peças exclusivas da loja são as minhas preferidas do coração. Deve ser aquele orgulho de mãe!


MdS: O que acha do mercado alternativo no Brasil tanto como consumidora quanto como empreendedora?
EP:
Está melhorando a cada dia e isso é maravilhoso! Hoje podemos encontrar com facilidade peças de qualidade e que represente nosso estilo. Marcas independentes que se preocupam com a questão ambiental e artesanal são as minhas preferidas! Claro que ainda tem muita coisa para se melhorar e inovar, como por exemplo a pouca quantidade de lojas que oferecem vestuário plus size e produtos de matéria prima 100% nacionais, mas aos poucos estamos chegando lá! Acredito que a tendência é só melhorar.





MdS:
Quais os pontos baixos e os pontos altos de ter uma marca alternativa?

EP:
São pontos que andam lado a lado, pelo menos pra mim! O ponto baixo é a dificuldade de encontrar matérias primas ou até mesmo mão de obra de qualidade com um bom custo beneficio para repasse! Mas acredito que isso seja um obstáculo de todas as lojas, não só as alternativas. É realmente frustrante você ter uma ótima ideia e ter dificuldades em executá-la por essa questão, mas é aí que entra o ponto alto: conseguir realizar o projeto mesmo assim, extrair o melhor até chegar ao produto final e poder oferecer ao público o que foi idealizado com qualidade, é realmente gratificante!


MdS: Pode nos contar o que você programa para o futuro da marca?
EP:
Eu sonho muito e adoro segredos! (risos) Só posso dizer que no momento estou muito focada em aumentar nossa sessão decorativa.

Colar Spider Web [aqui]



MdS:
Para os leitores que quiserem comprar seus produtos, onde eles podem encontrar e como podem entrar em contato?

EP:
Por enquanto nossos produtos são vendidos somente online através do nosso site (www.ravenous.com.br) O atendimento também é exclusivamente online de segunda à sexta das 09:00 às 17:00 através da nossa FanPage (www.facebook.com/ravenousloja), Instagram (@ravenousloja) ou email comercial (contato@ravenous.com.br)



Pacote, panfleto e adesivos dos produtos.


Espero que tenham gostado de conhecer um pouco mais sobre mais sobre a Ravenous! Usem o cupom SUBCULTURAS para ter desconto e companhem a loja nas redes sociais! Nos sigam no Instagram pra ver mais fotos das peças recebidas <3



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Artigo das autoras do Moda de Subculturas.
É permitido usar trechos do texto como referência em seus sites ou trabalhos, para isso precisa obrigatoriamente linkar o artigo do blog como fonte. Compartilhar e linkar é permitido, sendo formas justas de reconhecer nosso trabalho. É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo aqui presente sem autorização prévia. É proibido também a cópia da ideia, contexto e formato de artigo. Plágios serão notificados a serem retirados do ar (lei nº 9.610). As fotos pertencem à seus respectivos donos, porém, a seleção e as montagens de imagens foram feitas por nós baseadas no contexto dos textos.

17 de novembro de 2017

Leitores revelam qual profissão "escondem" por baixo de elaborados estilos alternativos!

No mês de outubro, na França, a "Association des Cultures inhabituelles et Décalées" fez uma série de fotos com o intuito de mostrar que pessoas com visuais alternativos, membros de uma cultura ou de uma comunidade desconhecida e por vezes incompreendida, podem perfeitamente ter uma profissão e uma vida de cidadãos comuns. As fotos eram parte de um projeto para financiar uma exposição sobre o tema, e pode ser acessado neste post que fizemos na fanpage do blog no Facebook.
Inspirada pelo projeto francês e por tantas outras vezes que nos dedicamos a manter o estilo alternativo mesmo quando temos uma profissão tradicional, convidei leitores a participar de uma versão nacional do projeto. O convite ainda está aberto aos leitores e leitoras que quiserem ter sua foto incluída na postagem, basta nos contatar pela fanpage do Face ou por e-mail enviando suas fotos, nome e profissão.


Caroline, Comissária de Vôo (Instagram)

Angélica Burns (Instagram), jornalista e vocalista da banda Hatefulmurder.


Ana Onório, programadora (Instagram)
 
Elaine Campos, auxiliar administrativa 
(Instagram)

Kelly Aline, esteticista e colaboradora aqui do blog (Instagram).


Eduardo Molinar, Jornalista.
Autor do livro sobre a história do Rockabilly no Brasil (aqui)


Sandra Henriques, cantora, costureira e bombeira nos
Bombeiros Voluntários de Leiria (Portugal).


Karen de Souza (Instagram), auxiliar administrativa de clínica médica aeronáutica. Maquiadora, modelo e dona da marca de moda alternativa Karen Souza-Moda Personalizada


Nayara Soares, funcionária de escola e
blogueira/youtuber do Eccentric Beauty (Instagram).

Everton Figueiredo, Nutricionista (Instagram)

Lara Ávilis, designer gráfica e fotógrafa (Instagram)


Vivien Garbin, professora e doutoranda (Instagram).
 
No mundo atual, fazer parte das regras do sistema dominante é necessário para manter determinado estilo de vida com mais liberdade e independência. Um estilo de vida alternativo não impede ninguém  de ser ser um profissional competente.

Quando julgamos alguém somente pelas roupas do dia a dia, pelas roupas do trabalho, podemos estar totalmente enganados... uma pessoa alternativa, um semelhante, pode estar escondidinho ali embaixo! <3

* Este post está sendo atualizado na medida em que os leitores estão enviando fotos. Retorne em breve para ver os novos participantes! :D




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10 de novembro de 2017

Como é ser gótico e alternativo em Portugal?

A leitora portuguesa Oriana Bats do blog "Bats on the East Tower" nos enviou esse relato sobre como é ser gótico ou alternativo em Portugal. Se você é nosso leitor e mora no exterior, fica o convite para nos mandar suas observações sobre a cena alternativa no país em que reside, basta enviar o texto para este e-mail. Confira também a postagem escrita pela colaboradora Cha Trinsi sobre Como é ser alternativo na Suécia.


Festival Entremuralhas - Fonte

A existência de diferentes culturas é um fenómeno mundial. Nascem e crescem. Espalham-se e alteram-se (não necessariamente por essa ordem). Mas existem, regra geral, em todo o lado. O meu país, Portugal, não é excepção.
Portugal é um país de dicotomias: tanto existem as chamadas “cidades grandes”, como terreolas no meio de nenhures onde, depois do fenómeno da TDT (Televisão Digital Terrestre), há quem não consiga ver o Telejornal. 

Sinto que o mesmo se passa com as culturas consideradas mais alternativas/diferenciadas: nuns lados são bem aceites. Noutros, bem… são menos. Foi graças a essas dicotomias que resolvi pedir ajuda a alguns amigos para escrever este post. Pensei que, dar apenas a minha opinião (sendo eu uma pessoa que vive numa zona mais rural) seria pouco para abordar o tema. Falemos então primeiro das minhas vivências, antes de passarmos às dos meus amigos. 

A localidade onde vivo, apesar de apenas distar 50km da capital, já é considerada zona rural. A zona tem imensos cafés, cabeleireiros e alguns locais abertos à noite onde se pode ouvir música e beber algum copito. No entanto, esses locais apelam mais para música considerada “mainstream”, o que por aqui significa kizomba e grupos/cantores mais conhecidos. 

Apesar de, na maior parte do tempo, não ter quaisquer problemas, também por aqui podemos ver algumas reacções bem engraçadas. Lembro-me, por exemplo, de uma senhora que foi contra uma placa de um café (e a deitou ao chão), porque não fez outra coisa que não olhar para mim. No entanto, nem tudo são coisas divertidas. Uma vez fui seguida por 2 homens que distribuíam panfletos religiosos (sobre a família, e como só uma boa relação com Deus levaria a que a pessoa fosse feliz, etc). Enquanto vinham atrás de mim, diziam que tinha de deixar o Diabo, que Deus me ia perdoar… aparentemente cabelo azul e roupa preta dá em coisas destas.

Tal como já mencionei, pedi ajuda a alguns amigos de diferentes partes do país para compor este post. Recebi então alguns relatos, desde estereotipização, dificuldades em arranjar emprego/conseguir expressar-se (em termos visuais) um pouco mais no emprego onde está, passando por “purificações com água benta” e recordações constantes acerca da época do ano em que nos encontramos (o típico “Ainda não é Halloween/Carnaval” ou “O Halloween/Carnaval já passou”). Isto tudo entre outras situações.

No entanto, nem tudo são coisas más. Em 2010, surge o festival Entremuralhas. Com o lema “Há uma cultura que não se vende nas prateleiras do hipermercado”, o festival foi-se desenvolvendo em torno da música menos comercial (alguns dos nomes que já passaram por cá: Clan of Xymox, VNV Nation, Vive La Fête, Har Belex, Aesthetic Perfection, She Past Away e Parzival). A atenção dada por parte dos media a este evento (assim como o aparecimento de algumas reportagens mais sérias) contribuiu para esclarecer alguns mitos. No entanto, este não é o único festival dedicado a música mais diferenciada que existe em Portugal, sendo que outros bastante conhecidos são o SWR Barroselas, o Vagos Open Air e o Amplifest, entre outros. Temos também eventos mais pequenos como o Halloween Metal Fest, que se realizará pela primeira vez este ano. Existem ainda alguns eventos relacionados a modificação corporal, que também costumam ter algum destaque nos media. Todos, à sua maneira, contribuem para uma diferente visão das culturas alternativas/diferenciadas em território português.

Godvlad no Vagos Metal Fest - Fonte

Portugal tem ainda muito que mudar, começando pelos membros de culturas alternativas/diferenciadas em si. Aqui ainda existe muito quem diga que há pessoas que se “põem a jeito”*. Lembro-me de ver num fórum relacionado a música vários posts (já algo antigos) que criticavam outras culturas alternativas, por exemplo. Isto para além de comentários sobre as pessoas que se “punham a jeito”* (no sentido de receber comentários negativos ou preconceituosos) porque chamavam muito a atenção (seja por atitudes, roupas, etc) e depois queixavam-se, na opinião dos comentadores, sem qualquer razão. Sinceramente não vejo muita gente vestida “over the top” em Portugal, a não ser para eventos e acontecimentos do género. Mas, como passo pouco tempo em cidades, essa observação pode ser tendenciosa. No entanto, como tentar que haja mudança, se os próprios têm semelhantes pensamentos? 

Tenho plena consciência de que as coisas já estiveram piores. Basta ver uma reportagem, penso que dos anos 90, sobre Black Metal que começa assim: “A música de Satanás, uma década depois, os seguidores do Black Metal, anticristãos e satanistas, aumentaram consideravelmente nos últimos anos. Profanar cemitérios e incendiar igrejas são rituais satânicos cumpridos por muitos dos que fazem do Black Metal uma forma de estar na vida.”. Ou mesmo algum artigo sobre um crime que ocorreu em Ílhavo em 1999, que foi definido como tendo conotações satânicas, pois o autor tinha uma banda de Heavy-Metal e vestia-se a rigor. Claro que as coisas já estiveram piores e, nalguns lados, pouco mudaram. Como faço muita pesquisa relacionada ao tema, é fácil ter essa noção. No entanto ainda há muita coisa que precisa de ser alterada. Tanto no meu país como no resto do mundo.



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Artigo de Oriana Bats em colaboração com o blog Moda de Subculturas. É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo aqui presente sem autorização prévia do autor. É permitido citar o texto e linkar a postagem. É proibido a cópia da ideia, contexto e formato de artigo. Plágios serão notificados a serem retirados do ar (lei nº 9.610). As fotos pertencem à seus respectivos donos, porém, a seleção e as montagens das mesmas foram feitas por nós baseadas na ideia e contexto dos textos.

6 de novembro de 2017

Dica de loja: RAVENOUS + Cupom de Desconto

A loja Ravenous é uma marca de acessórios alternativos especializada em acrílicos, produzidos artesanalmente e com foco em temáticas da cultura alternativa. Em recente expansão de produtos, surge a linha de bolsas com matérias crueltyfree/veganas.  Nesta postagem além de apresentar a marca, anuncio recente parceria fechada que dá direito a cupom de desconto aos leitores.

 

Bolsa Pumpkin

É relativamente comum que quando uma marca surja no mercado ainda não tenha uma identidade formada. Acompanho a Ravenous desde o início e vi como ao longo dos dois anos de existência a personalidade da marca foi se formando chegando ao que é hoje: apresentando produtos autorais e exclusivos. 

Colar Goth

Desde o começo eu percebi a capacidade criativa da proprietária e é muito bom ver que essa criatividade foi direcionada a criação autoral e a um nicho de mercado que abrange não uma única subcultura em si, mas todos os fãs do lado mais cult e sombrio da cultura alternativa.


 

Leitores do blog tem direito a cupom de desconto na loja, o cupom é
SUBCULTURAS
e pode ser usado em qualquer compra acima de R$28,00. <3

Surgida em Campinas em 2015, Estefani Pereira comanda a confecção artesanal das peças em acrílico e mais recentemente em fundição como metal e zamac; além de uma coleção de bolsas e peças decorativas seguindo a linha artesanal com matérias crueltyfree.  



Vale consultar no site as dicas de conservação e limpeza das peças; e a loja possui várias formas de pagamento, quem compra por depósito tem direito a mais 5% de desconto. 

Choker e morcego porta acessórios como decoração.

Usem o cupom SUBCULTURAS e continuem acompanhando o blog nas nossas redes sociais. As fotos usando as peças da marca serão postadas no Instagram do blog e em breve sai a resenha delas e mais uma matéria exclusiva sobre a Ravenous!


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31 de outubro de 2017

Conheça SABAT, a revista especializada em Bruxaria

Na década de 1990, houve uma intensa redescoberta pela bruxaria, a qual resultou em filmes como Jovens Bruxas e séries iguais a Charmed, Buffy, A Caça Vampiros e Sabrina, Aprendiz de Feiticeira. Essa atmosfera retornou há pouco tempo, tomando força pelo crescente interesse da nova geração pelo Feminismo. A união desses elementos acabaram impulsionando o nascimento de uma revista: a Sabat.

Revista sobre bruxaria - A Donzela
The Maiden

A ideia tinha formato de zine no início, e pertencia ao mestrado de jornalismo de moda da norueguesa Elisabeth Krohn no renomado London College of Fashion. Sabat acabou então evoluindo para revista, sendo lançada impressa em Março de 2016 com quase duzentas páginas sobre bruxaria e feminismo, arquétipos femininos e arte contemporânea. Surgindo na hora certa, a publicação ganhou notoriedade de forma orgânica, sendo apresentada em diversas matérias de mídias alternativas britânicas.

Revista sobre bruxaria - A Mãe
The Mother

Krohn já revelou em entrevistas que a Sabat é uma revista que fala de bruxaria encorajando e orientando os leitores a encontrarem seus poderes dentro de si. Com olhar moderno, utilizou o Instagram como sua maior fonte de pesquisa e a #witchesofinstagram serviu de inspiração para Elisabeth perceber o interesse ao tema, entrando em contato com pessoas envolvidas com o movimento, o que a ajudou a descobrir diferentes tipos de feitiçarias, ampliando o seu conhecimento e recebendo contribuições de bruxas ao redor do mundo. 


A bruxa é uma figura de resistência?  
Sim e uma poderosa. O que realmente gosto da bruxa é que em qualquer encarnação, ela mantém um senso de individualismo e independência, de ser o estranho ou o arquétipo ambivalente necessário que desafia o status quo em suas políticas, pensamentos, práticas ou simplesmente no seu modo de vida. Elisabeth Krohn para We Are Grimoire.

Cada publicação envolveu buscas que levassem a visões alternativas sobre o feminino. Por isso a criadora tinha o objetivo de lançar apenas três revistas, seguindo a concepção da Deusa Tríplice: Donzela (The Maiden), Mãe (The Mother) e Anciã (The Crone), nomes que batizam cada edição e refletem a tradição pagã dos três estágios da feminilidade. "Maiden era uma bruxa adolescente que encontrou os seus poderes. Com a Mother e Crone, acho que fomos capazes de mergulhar mais a fundo no mundo da feitiçaria, mas também em aspectos mais complicados da existência feminina."

Revista sobre bruxaria - A Anciã
The Crone

Entre os assuntos abordados está incluída a Moda, porém esta sendo apresentada tentando fugir do esteriótipo "witchy", evitando marcas especializadas nesse tipo de vestuário e colocando outras, como Céline e Acne. A última publicação saiu em Março de 2017, fechando o ciclo. O resultado positivo, além do esperado, abriu espaço para novos projetos. A segunda edição ganhou um prêmio de design da D&AD e o mais legal é que o Diretor de Arte - e fundamental no apoio para existência da ideia de Krohn - é o brasileiro Cleber Rafael de Campos.



Ficamos a espera de novidades e quem sabe, que elas possam chegar até o Brasil, já que aqui existe uma rica história de rituais e tradições religiosas e que infelizmente vem sendo apagada por puro desconhecimento e intolerância.

https://www.facebook.com/sabatmagazine/
https://twitter.com/sabatmagazine



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30 de outubro de 2017

Neo Paganismo: Conheça Wicca, a bruxaria moderna│ Dia das Bruxas (Halloween)

A bruxaria ou aparentar-se com o estereótipo de uma bruxa está em voga na moda alternativa. A bruxaria tem sido romantizada e usada como uma estética visando a diferenciação. Ocorre que nem sempre quem adota um “visual pagão” tem identificação com o paganismo. Sabemos que no Brasil, o Halloween é chamado de "Dia das Bruxas", aproveitando esta nomeação da data falarei um pouco sobre Neo Paganismo e Wicca, a bruxaria moderna.

O Paganismo não tem hierarquias nem mestres, é indispensável que cada indivíduo, cada grupo, faça as suas investigações, suas recolhas de mitos e rituais que o ajudam a orientar o seu caminho.


Bruxaria
Quando os Celtas invadiram a Europa quase mil anos antes de Cristo, trouxeram suas próprias crenças. Séculos depois, mesmo com o advento do Cristianismo na Europa, a bruxaria continuou a ser praticada pois havia certa tolerância por parte dos romanos, chegando certos ramos a incorporar elementos do Panteão Greco-Romano, especialmente na Bruxaria Italiana (Stregheria). Foi somente na Idade Média que a Bruxaria foi relegada às sombras com o domínio da Igreja Católica e a criação da Inquisição, cujo objetivo era eliminar de vez as antigas crenças que eram diferentes do Cristianismo. Durante a Inquisição, o medo fez com que muitas bruxas permanecessem no anonimato para resguardar suas vidas e famílias. Muitos dos conhecimentos, de escritos (livros foram queimados) passaram a ser transmitidos oralmente e assim, muito se perdeu.

A Igreja tradicional chegou a transformar várias deusas pagãs em diabos masculinos não somente para corromper as deidades da Religião Antiga como também para apagar o fato de o aspecto feminino ter sido objeto de adoração. Em 1320, a Igreja (a pedido do Papa João XXII) declarou oficialmente que a Bruxaria e a Antiga Religião dos pagãos constituíam um movimento herético e uma "ameaça hostil" ao Cristianismo. Os Pagãos nunca foram cristãos, portanto foi um grande desrespeito considerar pagãos como heréticos. Dentre os atos que pessoas consideradas heréticas sofreram estavam tortura, estupros, forca, fogueira, prensagem até a morte, espichamento do corpo até ser desmembrado, afogamento, decapitação e o esquartejamento entre outras atrocidades. Somente em 1951 as leis contra a bruxaria foram revogadas na Inglaterra, possibilitando que aos poucos os bruxos se revelassem, o que coincide com as primeiras publicações sobre Wicca.

Não é correto dizer que a Wicca de hoje é a mesma Bruxaria de séculos atrás. No presente, ela é um redescobrimento, sendo parte do chamado Neo-Paganismo.


Milhares de mulheres foram torturadas por suspeita de "praticarem bruxaria" e outras milhares foram mortas porque entendiam de ervas/chás, ciclos femininos e medicina natural.


Paganixmo x Neo Paganismo x Wicca
O paganismo é um imenso leque de caminhos e ali se incluem os neo pagãos. O neo paganismo é um termo inclusivo que abraça wiccanos, bruxas, druidas, xamanistas, adoradores da deusa entre outros. Surge na década de 1960, coincidindo com os movimentos sociais pró meio ambiente. Acredita que a natureza é sagrada e tem se tornado cada vez mais ecológico. Já o paganismo tenta reconstruir através de
fontes históricas as antigas religiões pagãs. O neo paganismo não se preocupa tanto com autenticidade histórica.
De um modo geral, o que distingue a Wicca tradicional dos neo-pagãos é o grau de influência de tradições esotéricas (como a Ordem Hermética da Aurora Dourada e Ordo Templi Orientis de Aleister Crowley)
, o traço comum entre esses movimentos é o conhecimento secreto ou oculto que está disponível apenas para um pequeno grupo e somente através de um estudo intenso.
Fonte

Assim, o ramo neo pagão que mais tem se desenvolvido, sendo neste momento o mais representativo, é designado Wicca (Bruxaria ou A Arte). A divulgação pública da Wicca começou no fim dos anos 1940 e inicio dos anos 1950 na Inglaterra, com a publicação por Gerald Gardner das obras "High Magic's Aid", "Witchcraft Today" e "The Meaning of Witchcraft". O primeiro destes livros foi redigido em forma de ficção devido às leis anti-bruxaria vigentes no Reino Unido até 1951. Embora muito criticado na época por quebrar a longa tradição secretista da Bruxaria, com as publicações, Gardner deu início a um movimento de expansão que até hoje não parou, incentivando a divulgação de conhecimentos até então secretos e a uma estruturação básica para uma forma de manifestação religiosa individual. A Wicca tem base em algumas tradições populares europeias, em ensinamentos de diversas escolas ocultistas, em técnicas usadas pelos xamãs e várias outras fontes. No original, as denominações utilizadas para esta prática são "Witchcraft", "Wicca", "The Craft" ou "The Old Religion", sendo os praticantes geralmente conhecidos por "Bruxos" (
Witches) ou "Wiccanos" (Wiccans).


A WICCA

Wicca tem natureza xamanística, positiva, com duas deidades maiores reverenciadas e adoradas em seus ritos: A Deusa (o aspecto feminino e ligada à antiga Deusa Mãe em seu aspecto triplo de Virgem, Mãe e Anciã) e sou consorte, o Deus Cornífero (o aspecto masculino). É panteísta (o Universo, a Natureza e Deus são a mesma coisa) e politeísta (vários deuses).
Frequentemente, a Wicca inclui a prática de várias formas de Alta Magia com propósitos de cura psíquica ou física, neutralização de negatividade e crescimento espiritual, e ritos para a harmonização pessoal com o ritmo natural das forças da vida marcadas pelas fases da lua e pelas quatro estações do ano.


A roda do ano wiccana
Reprodução (Pinterest)


Deusa e Deus
Para Wiccanos todo o Universo foi criado por uma Grande Mãe. Há também culto ao Deus dos Animais e da Fertilidade, também conhecido como Deus de Chifres ou Cornífero. Os chifres representam a fertilidade, coragem e todos os atributos positivos da energia masculina, representando também a ligação com as energias cósmicas. Hoje a figura do Deus Cornífero é bastante problemática, pois com o Cristianismo ele foi usado para personificar a figura do Diabo, entidade criada pelas religiões cristãs. Este não é reconhecido e muito menos cultuado pelas Bruxas. Quando falamos em fertilidade na bruxaria, não é apenas a reprodução sexual, mas a fertilidade da terra, da natureza, dos animais. A fertilidade da terra é o que nos dá os alimentos.

Existe um Princípio Criador, que não tem nome e está além de todas as definições. Desse princípio, surgiram as duas grandes polaridades que deram origem ao Universo e a todas as formas de vida. Sendo eles:

O Princípio Feminino ou Grande Mãe - representa a Energia Universal Geradora, o Útero de Toda Criação. É associada aos mistérios da Lua, da Intuição, da Noite, da Escuridão e da Receptividade. É o inconsciente, o lado escuro da mente que deve ser desvendado. A Lua nos mostra sempre uma face nova a cada sete dias, mas nunca morre, representando os mistérios da Vida Eterna. Na Wicca, a Deusa se mostra com três faces: a Virgem (ou donzela), a Mãe e a Anciã, sendo que esta última relacionada à Bruxa no imaginário popular. A Deusa Tríplice mostra os mistérios mais profundos da energia feminina, o poder da menstruação na mulher, e é também a contraparte feminina presente em todos os homens, reprimida pela cultura patriarcal.

Deusa Triplice representada nessa fotografia:
as fases da mulher (jovem, mãe e anciã)


O Princípio Masculino ou Deus Cornífero - da mesma forma que toda luz nasce da escuridão, o Deus, símbolo solar da energia masculina, nasceu da Deusa, sendo seu complemento e trazendo em si os atributos da coragem, pensamento lógico, fertilidade, saúde e alegria. Da mesma forma que o sol nasce e se põe, todos os dias, o Deus nos mostra os mistérios de Morte e do Renascimento. Fechando o ciclo do renascimento que coincide com os ciclos da Natureza e mostra os ciclos da nossa própria vida. Do útero da Deusa todas as coisas vieram, e para ele tudo retornará. As mulheres são mães de todos os homens e tem poder de promover o renascimento espiritual e de toda a Humanidade.

Festival na Sardenha, Itália,onde homens reencenam ritos pré-cristãos
em homenagem à fertilidade da terra/agricultura.



A ligação com o Feminismo
Grandes religiões como a Cristã, Islâmica e Judaica apresentam uma longa sucessão de figuras paternas e de valores patriarcais. Essa ênfase no masculino estende-se a todos os domínios da sociedade ocidental. Durante séculos os valores femininos foram relegados ao segundo plano, chegando a serem identificados com o mal, com o demônio. Homem e mulher não são superiores um ao outro, se complementam. A Deusa também é importante para os homens, a opressão dos homens pelo patriarcado é menos óbvia mas não menos trágica, já que estes são encorajados a identificarem-se com um modelo de pensamento ou estilo de vida que é nocivo para eles também.
A sociedade Celta, por exemplo, era Matrifocal, o nome e os bens da família eram passados de mãe para filha. Homens e mulheres tinham os mesmo direitos, sendo a mulher respeitada como Sacerdotisa, mãe, esposa e guerreira, participando das lutas ao lado dos homens. Por isso, durante algumas épocas a bruxaria andou ao lado do feminismo, onde algumas mulheres acabaram se identificando com A Arte.  



Outras características da Wicca:
- Amor e respeito pela Natureza. A conscientização ecológica é uma necessidade e acaba sendo praticamente uma obrigação para tudo dar certo.
- A concepção de "pecado original" inexiste. Os wiccanos não aceitam o conceito arbitrário do pecado original ou do mal absoluto, não acreditam em céu ou inferno. Creem que quando morrem vão à Terra de Verão (ou Terra da Juventude Eterna), onde recobram as forças e se tornam jovens novamente.
- O direito de agir como bem quiser, desde que isso não prejudique a ninguém.
- O conhecimento de que, com treinamento e intenção apropriados, as mentes e os corações humanos são totalmente capazes de realizar magia.
- A importância da conscientização e celebração dos ciclos solar e lunar e também de outros ciclos em nossas vidas.
- Um total compromisso com o crescimento, evolução e equilíbrio pessoal e universal. Espera-se que o pagão realize esforços intermitentes nessas direções.
- Não praticam qualquer forma de baixa magia, magia negra ou "mal". Não cultuam nenhum diabo, demônio ou qualquer entidade do mal.
- Não tentam converter membros de outras fés ao Paganismo. Respeitam as religiões e acham que a pessoa deve ouvir o "chamado da Deusa" e desejar verdadeiramente, dentro de seu coração, sem qualquer influência externa ou proselitismo, seguir o caminho Wiccano.


O dogma principal da Arte Wicca é o Conselho Wiccaniano,
um código moral simples e benevolente:
SEM PREJUDICAR NINGUÉM, REALIZE SUA VONTADE.


Em outras palavras: você é livre para fazer o que quiser, contanto que de forma alguma, prejudique alguém - nem mesmo você! A Lei Tripla (Lei de Três) é uma lei karmica de retribuição que se aplica sempre que você faz alguma coisa, boa ou má. Não que você será "castigado" por um ato mau, porém, quando você envia uma energia, o curso natural dela é voltar à você. Assim, caso envie algo negativo, essa força fará seu caminho, se fortificando, e retornando.


Magia

A magia na wicca é uma força que combina a energia psíquica com os poderes da vontade. Um dos elementos mais importantes na prática da magia é a sensação. É também muito importante usar a visualização criativa, também conhecida como "imaginação desejada". Sem a sensação e a visualização criativa é extremamente difícil (se não totalmente impossível) a magia funcionar. A escolha da forma (ou formas) de magia a ser praticada depende somente da preferência pessoal do bruxo e/ou da tradição wiccana.

Para que a magia funcione apropriadamente, um bruxo deve trabalhar em perfeita harmonia com as leis da Natureza e da psiquê. A lua e cada um de suas fases são a parte mais essencial, sendo extremamente importante que os encantamentos e os rituais sejam realizados durante a fase lunar apropriada. É importante corpo e mente saudáveis e capacidade de aceitar a responsabilidade pelas suas próprias ações. É impossível obter magicamente resultados positivos se seu nível de energia estiver baixo ou se seu corpo estiver contaminado. Para ser capaz de produzir poder, o corpo físico deve ser mantido em condição saudável.

A nudez na bruxaria
Aqui no Brasil, país de cultura judaico-cristã que prega a culpa, é comum considerarem o nudismo algo repugnante. A objetificação e a sexualização do corpo feminino está nos olhos do outros. A nudez na bruxaria é vista sem objetificação. Com pureza, ser livres de medos e tabus. Pra isso é preciso ter o coração livre de conceitos de culpa pra poder tanto se libertar quanto evitar julgamentos sobre o corpo alheio. É preciso libertar a mente destes bloqueios repressivos.



A Roupa Preta
A cor negra na bruxaria não tem nenhuma ligação com o mal, como se costuma pensar erroneamente. Ela representa o Útero Universal, do qual nasceu toda a Luz, a escuridão da Terra onde germinam as sementes. Ela isola as energias negativas, sendo ótima para ser usada quando se tem contato com grandes multidões ou pessoas negativas, pois impede que a sua energia seja "vampirizada". Isso vale pra Bruxas (ou pessoas) que trabalharam sua energia. Pode acontecer de pessoas não-bruxas, ou pessoas que tem energias desequilibradas, ao vestir preto, ao invés de repelir vampirização, absorvam a energia das outras pessoas. Por isso é necessário o autoconhecimento, treinamento, pra ter energias equilibradas e usar a cor à seu favor. Porém, não se deve usar somente a cor negra, pois precisa-se da vibração de todas as cores.



Ecologia e Natureza
A Wicca é muito ligada à natureza, por isso há o interesse por questões ambientais, não apenas enquanto base material da vida humana, mas como uma dimensão sagrada. O respeito a natureza é um valor intrínseco e fundamental no Neo Paganismo. Os indivíduos que se identificam com bruxaria, são pessoas que considerem o homem e todas as outras criaturas viventes, bem como os espaços onde habitam, como sagrados.
A árvore é um dos símbolos sagrado para vários deuses e deusas. Representa a vida e a Imortalidade. É o símbolo mais poderoso e majestoso da vegetação e teve papel importante em várias lendas da antiguidade. A árvore nos dá flores, frutos, sombra, além de necessárias para existir água. Onde não há árvores, os rios secam e a natureza morre.



Individualismo
Wicca é uma escolha pessoal para aqueles que sentem que a sua percepção do sagrado não se enquadra nos esquemas tradicionais. É algo muito individual para se sujeitar a conjuntos de regras e crenças que outros determinaram. As poucas regras existentes na Wicca têm um caráter essencialmente funcional e não são vistas como mandamentos, mas como simples normas de relacionamento entre pessoas que partilham interesses comuns. São princípios genéricos ligados a valores ecológicos e individuais. Cada membro deve decidir, praticar e dirigir as suas práticas e rituais. Quem vai parar na Wicca, são pessoas que consideram o homem e todas as outras criaturas viventes bem como os espaços onde habitam como sagrados.

No neo paganismo nota-se uma ausência de proselitismo. Os Pagãos não divulgam sua religião de porta em porta, como de um modo geral, não dão evidências explícitas de pertencer a este movimento. Optam por ter uma atitude discreta, pois pensam que a aproximação ao Paganismo deve resultar de uma escolha individual ditada por interesses e necessidades interiores. Esta discrição também se deve à falta de aceitação, ao medo e à desconfiança que a sociedade tem em relação aos Pagãos. Assim sendo, a Wicca não tem convertidos: a pessoa se descobre pagã. Normalmente as pessoas já tinham a visão de mundo da bruxaria mas não sabiam (por falta de informação).


Dica:
Programa da TV Brasil Wicca: Cânones e Tradições, clique na imagem pra assistir.



Fontes do texto:
A feitiçaria moderna, Gerina Dunwich.
A Dança Cósmica das Feiticeiras, Starhawk.
Dreaming the Dark, Starhawk.
https://www.hackcraft.net/wicca/onWiccaAndWicca/
https://neo-paganism.com/
https://www.acemprol.com/origens-da-bruxaria-wicca-t8846.html


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