.Moda de Subculturas - Moda e Cultura Alternativa.

17 de junho de 2018

GOTHIC STATION: a primeira revista gótica brasileira chega a 4º edição! Saiba como apoiar!

É com muita alegria e satisfação que afirmamos que a revista GOTHIC STATION nº 4 vai se tornar realidade graças à vocês que apoiaram a publicação! Quem ainda não apoiou mas quer apoiar, ainda dá tempo! Vamos explicar tudo pra vocês nesta postagem!



É muito bom saber que o financiamento coletivo de projetos alternativos está ganhando adesão aqui no Brasil. É muito importante que nós espalhemos a conscientização de que esta é a forma mais viável de tornar realidade grandes ideias de cultura alternativa que seriam inviáveis se ficassem na dependência da grande mídia ou de grandes empresas patrocinadoras.

Quando apoiamos coletivamente um projeto alternativo estamos apoiando ideias, apoiando o conceito de "faça você mesmo" ampliado, baseado no fato de que os que tem interesse e admiração por determinada cultura alternativa se unem e se esforçam para que tudo se torne realidade.

Esta postagem vem para agradecer à todx que acreditam no nosso trabalho: o trabalho dos criadores de conteúdo alternativo, os que acreditam que informação mantém viva a cultura e a proliferação de informações ao mesmo tempo em que conscientiza, une os interessados, criando uma comunidade de pessoas que tem algo em comum; pessoas que dividem e compartilham um estilo de vida e que tiram um tempo de seu dia para dar apoio à manutenção da memória da cultura alternativa!


Conteúdo:
A edição número quatro da GOTHIC STATION vai trazer um artigo que muitos leitores me pedem: a história dos primórdios da subcultura gótica e o estilo Trad Goth

Além disso, sob convite do editor Henrique Kipper, a maravilhosa matéria de Melissa Souza aqui para o blog  sobre Tribal Style, vai ganhar uma versão para a revista! Tem também matéria sobre diversidade religiosa entre os góticos e nada mais nada menos do que páginas dedicadas à Edgar Allan Poe (tivemos Nosferatu e Frankenstein na edição passada, lembram?) e ainda tem uma entrevista maravilhosa com Amanda Palmer! <3
É mais uma daquelas edições para ser passada de mão em mão, pra que muitos possam ler!

Se você acessar o link de financiamento agora, vai ver que já passou dos 100%, mas peço que não caia na ilusão de pensar que por conta disso a revista não precisa mais de apoio. Precisa sim, é preciso pagar as taxas do financiamento e os correios e quanto mais dinheiro a mais entrar, mais a revista é melhorada, tanto na qualidade do material quanto no número de páginas. Quando você apoia o financiamento, está comprando com desconto. Após o término da campanha, quando a revista for para a loja, você pagará mais caro. Aproveitem agora que o Catarse permite o parcelamento em até 6x! São 53 pacotes diferentes divididos em 4 grupos, 7 opções de camisetas, além de muitos CDs e Livros que você pode escolher!


Clique aqui para escolher seu pacote


Ah e se você tem alguma resenha em suas redes sociais sobre a edição #3 (capa da Sana), manda o link pra gente te divulgar!


Resenhas:



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16 de junho de 2018

Minha experiência na oficina de bateria da Hi-Hat Girls Magazine

Uma das coisas que nos deixa muito felizes é ver projetos independentes dando certo no Brasil. A Hi-Hat Girls Magazine é uma revista online dedicada em informar sobre mulheres bateristas da América Latina. A publicação nasceu em 2012, e quatro anos depois foi criada a oficina com intuito de incentivar garotas a tocar bateria, um instrumento que ainda apresenta um grande déficit de musicistas no comando em todo mundo.

Imagens: Bre Helvetia

Nós fizemos a divulgação do projeto assim que se iniciou em 2016. Agora chegou minha vez de participar e dividir essa experiência com vocês. A primeira coisa a fazer é entrar nas mídias da Hi-Hat Girls e preencher o formulário de inscrição da oficina quando estiver em aberto. Após concluído, é torcer e esperar que seu nome seja sorteado para a data anunciada - sim, a procura é grande pois a aula é totalmente gratuita. Tendo o seu nome sorteado é só esperar pelo o dia!

Imagens: Bre Helvetia

Quando cheguei no local achei que não ia ter muita gente, mas para minha surpresa lotou. Deviam ter quase quinze participantes, eram meninas e mulheres de faixa etária que variavam entre 9 a 40 anos. Fiquei pensando como iria funcionar aquela diferença toda, mas funciona. Funciona demais! Cada uma possuía bagagens diferentes. Algumas com familiares músicos, outras já tinham até feito aula de música, mas a maioria nunca tinha pego em instrumento, muito menos a bateria.

Imagens: Bre Helvetia

A oficina dura por volta de três horas, a gente recebe informações básicas sobre o instrumento, exercício de aquecimento e por fim, a prática. No começo é normal dar um pouco de vergonha, mas é nessa hora que entra a grande habilidade das instrutoras - que no meu dia eram a Julie Sousa, Cris Ribeiro e Camila Viana - em acolher as participantes quebrando o gelo, incentivando com muita atenção e dedicação perante as facilidades e dificuldades de cada aluna. Só sei que quando fui ver, já estávamos vibrando e torcendo para todas as apresentações.

Imagens: Bre Helvetia

Não, não é um instrumento fácil. A bateria desafia sua coordenação motora que precisa ser aliada a memória da teoria e ao nervosismo que surge no primeiro encontro. E é aí que vem o mais incrível: quando perguntadas se gostaríamos de dar continuidade no aprendizado todas disseram que sim! A vontade de seguir em frente no estudo do instrumento permanece. Ficou claro que a dificuldade só fez florescer a persistência e não a desistência.

Imagens: Bre Helvetia

Portanto, se tiver oportunidade de participar da oficina da Hi-Hat não perca! O projeto é independente, está aos poucos saindo do eixo Rio-São Paulo e chegando em outras cidades, como ocorreu em Belém e agora em Salvador. Foi uma das melhores experiências que tive, valeu demais a pena! Vi o quanto é importante incentivar mulheres na música pois ainda somos minoria, como bem lembrou a musicista Cris Ribeiro. Mas há como transformar esse cenário. Tanto que a iniciativa acabou de ser contemplada pelo programa Active Citizens, do Conselho Britânico. Que máximo! Isso mostra que diante das adversidades, há aqueles que acreditam em mudanças reais.


Como dizia Kathleen Hanna: 
'Girls to the front!'



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13 de junho de 2018

La Vie en Rose: Conheça coleção retrô da loja Spookies [ + cupom de desconto]

Para quem gosta de moda retrô com um toque de romantismo, a coleção La Vie en Rose da Spookies vem pra oferecer opções para este nicho! 


Uma das peças que mais amei: a saia! 
Saia: 
https://www.spookies.com.br/novidades/Saia-La-Vie-En-Rose

look-retrô
Look retrô na Spookies

Acompanhe o texto para pegar o cupom de desconto


O tom rosé pálido e suave, estrela dessa coleção, faz lembrar a moda dos anos 1950 e 1960 e até mesmo a década de 1990, como podemos observar no casaco de pelos. A modelagem ora retrô ora moderna é perfeita para as pin-ups contemporâneas que vivem na loucura do século 21 e mesclam referências do passado com a versatilidade de peças que podem ser usadas tanto de dia quanto de noite.

Óculos retrô que você pode comprar neste link:  


A cor preta é uma marca registrada nas coleções da Spookies e combinada com o tom rosé faz uma mescla de cute + bad girl. O tom é super bem vindo não apenas por ser uma cor que vem sendo usada em coleções internacionais de moda alternativa, mas porque supre uma demanda de tonalidades suaves para as pin-ups que gostam de investir num look retrô nas cores usadas em meados do século passado. 

A perfeição da combinação de rosé e preto! Peças:



Uma das peças que amei, a salopete (ou jardineira) em veludo
 lembra as peças dos anos 1990. 



Outra de minhas peças preferidas da coleção, esta que também tem tudo pra fazer a cabeça das Dark Pin-ups, a camisa de lacinho preta




Adoro acompanhar as marcas alternativas nacionais e a Spookies trabalha com coleções pequenas de 5 a 8  produtos que combinam entre si, uma forma bem legal de apresentar novidades com frequência! E comprando na loja vocês podem usar nosso cupom de desconto:

Cupom de 10% de Desconto:
0771DV49 



Finalizando com duas peças que tem tudo a ver com os anos 90, especialmente com a cena cyber e clubber: os casacos de pelos!




Espero que tenham gostado e não deixem de visitar a loja!

Camiseta Soul Freak




O making of da sessão de fotos vocês podem conferir no canal da Spookies!






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5 de junho de 2018

Royal Gothic Wedding: o casamento de Kat von D e Leafar Seyer

No último sábado, 02/06, ocorreu na Califórnia o casamento de Kat von D com o músico Rafael Reyes, a.k.a. Leafar Seyer, da banda Prayers. A cerimônia religiosa foi deslumbrante, com toda pompa de Hollywood, tendo como tema "Heaven and Hell" (Céu e Inferno) e decoração gótica bem ao estilo dos noivos demonstrando a visão excentricamente obscura que ambos queriam para a comemoração.

Via @thekatvond

Apesar de não ser o primeiro casamento da tatuadora, com certeza esse foi o mais simbólico, pois Kat está grávida de seu primeiro filho. Esse ano também representa enorme sucesso profissional, sua marca de beleza, Kat von D Beauty, completou 10 anos no mês passado com direito a festa em Los Angeles de tirar o fôlego.

Via @thekatvond

Kat já vinha nos últimos meses dando algumas amostras de como estavam sendo os preparativos. Estava superfeliz em anunciar que esse seria o maior casamento vegano de todos os tempos! "Nós amamos a ideia de mostrar ao mundo que você não precisa sacrificar luxo/qualidade ao escolher não explorar de nenhuma maneira animais", revelou no Instagram. O casal incentivou aos convidados a não comprarem presentes, e sim fazerem doações à organização de direito dos animais favorito deles, a Animal Equality. 

Via @thekatvond

O dress code pedia look preto total, e assim os convidados eram recepcionados no espaço 'Heaven' com decoração totalmente branca, uma escada em espiral e cruzes adornadas por cravos brancos (a flor favorita do noivo) onde continha um enorme pergaminho que era a versão do livro de assinaturas e felicitações ao casal. Tudo no ambiente era vegano: o carpete de pelo, a cera das velas e o 'couro' falso dos sofás. Haviam três tipos de drinks servidos que carregavam os nomes dos gatos: Piaf, Poe e Nietzsche. 

Via @thekatvond

Logo após, os convidados se direcionavam ao salão principal, onde ocorreu a grande cerimônia. Do ambiente frio e branco, agora encontrava-se quente e vermelho. Era o local onde ocorreriam os votos seguido da festa dos recém-casados, que já haviam oficializado a união em Fevereiro. Seguindo o tema 'Hell', Kat surgiu toda de vermelho e Leafar de preto, ambos estavam vestidos pela marca Majesty Black, da qual o vestido e o terno foram desenhados e confeccionados à mão. O véu da noiva foi feito pela marca Adolfo Sanchez Fashion e os sapatos pela amada Natacha Marro. Achei que o ornamento no cabelo de Kat fazia ela lembrar um pouco A Noiva de Frankenstein.

noiva-devermelho
Via @prayers
noivo-de-preto
Via @thekatvond

A decoração do evento contou com a planejadora de casamentos Michelle Fox Gott que conseguiu a ideia obscura colocando caveiras, cruzes, muitas rosas e velas nas cores vermelhas e pretas, e o tom vermelho predominando nas mesas e enfeites. O bolo era vegano, com formato de castelo desenhado pelo casal. Em vez de colocar aqueles bonecos dos noivos, os iluminadores tiveram a ideia de projetarem imagens de Kat e Leafar acenando e enviando beijos aos convidados.

bolo-de-casamento-castelo-cake-wedding
Via @thekatvond

Depois que os votos finalizaram, os recém-casados se sentavam num trono alto onde podiam observar toda a festa. No final Kat faz uma homenagem no piano cantando a música 'Into My Arms' do Nick Cave, mas não consegue terminar devido a emoção com a chegada de Leafar ao seu lado. É interessante que em toda cerimônia, Kat é acompanhada no lugar dos pajens e daminhas por duas pessoas caracterizadas de zentai, onde ao mesmo tempo ajudavam-na se locomover com o enorme véu como também performavam.

Via @thekatvond

Espero que tenham se encantado com o verdadeiro casamento real do ano!



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26 de maio de 2018

Psychobilly: a história e o estilo da Subcultura

Em janeiro deste ano começamos uma nova forma de produção de conteúdo em nosso Instagram. Decidimos aproveitar o formato dos "Stories" para contar histórias de subculturas e moda alternativa. Você pode conferir algumas delas (assim como cupons de desconto) fixadas em nosso perfil.

Quando fizemos esse formato pela primeira vez no começo do ano, vários seguidores sugeriram que contássemos a história do Psychobilly, subcultura que tem despertado muito interesse na cena alternativa nacional. Postamos no Instagram a história de forma bem sucinta pouco mais de um mês atrás e assim como ocorreu nas outras vezes (caso do Roller Derby e dos Skinheads), chegou a hora de postar também no blog, afinal não são todos os seguidores que possuem aquela rede social.

Ah e o 
maravilhoso desenho que encerra a postagem foi feita exclusivamente para o post pelo nosso parceiro Ed Karvalho, o @edart86 (sigam!).



Breve História

Psychobilly é uma subcultura musical surgida no começo da década de 1980. Como várias outras culturas alternativas, surgiu dentro de um contexto histórico/social específico. É comum que resumidamente se diga que o psycho é uma mistura de rockabilly com punk. Mas como surgiu?

Na década de 1970 nos Estado Unidos, houve um interesse em massa pela rebelião do rock´n´roll dos anos 1950, ocorria a idealização do período, uma romantização, algo parecido com o que ocorre hoje na cultura retrô e vintage. Três programas de TV com personagens Rockabillies se destacaram América entre 1974 e 1984. Um reflexo desse interesse se revelaria no filme Grease (Nos tempos da Brilhantina, 1978), cheio de clichés como hot-rod racing (corrida de carros dos anos 1920 a 40 modificados), rock´n´roll e topetes. O filme fez com  que a imagem dos Rockers deixasse de chocar a sociedade, foi como se a imagem "bad boy" tivesse sido amenizada a ponto de se tornar aceita pela maioria das pessoas. Ao mesmo tempo, a sociedade tinha as ruas tomada por uma nova cultura juvenil: os punks!

Nesta atmosfera, o álbum "In Heaven" é lançado em 1981 pela banda The Meteors, sendo considerada a banda que recebeu duas nomenclaturas, tanto como Rockabilly quanto Punk se tornando definitivamente uma banda Psychobilly. O álbum possuía as características que definiriam o gênero, um cruzamento entre rockabilly e o punk inicial com letras que continham elementos de terror e ficção cientifica, temáticas adoradas por seus membros!



O Psychobilly torna a sonoridade do rock´n´roll cinquentista frenética. Foi no Klubfoot em Londres, aberto em 1982, que firmou-se como uma subcultura musical e se espalhou pelo mundo. Deste período podemos destacar algumas bandas como The Meteors, Guanabatz, Sharks, Klingonz, Meantraitors, Stingrays, Skitzo e Batmobile. À medida que a cena se desenvolve mais bandas surgem, como Demented Are Go, Mad Sin, Godless Wicked Creeps, Nekromantix, Los Gatos Locos e Torment. Com o passar da década ocorre a adesão e mistura de outras sonoridades como hardcore, blues, jazz, ska... podemos dar como exemplo Koffin Kats, Tiger Army, Zombie Ghost Train, Catalépticos, Astro Zombies, apenas para citar alguns. 


Demented Are Go! (Foto: Dirk 'The Pixeleye' Behlau)
The Horrorpops e Voodoo Zombie



Festivais Psychobilly
Talvez o mais famoso deles seja o Psychobilly Meeting que ocorre em Pineda de Mar na Espanha desde 1993. Este evento se realiza na praia unindo clima, diversão e horror no litoral. Uma ideia que poderíamos realizar quando estivermos dispostos a quebrar os clichés da brasilidade, subverter a ideia de "praia" da cultura dominante e se apropriar também deste espaço público já que aqui no Brasil a cena é super forte desde os anos 80. Temos o tradicional Psycho Carnival que acontece anualmente em Curitiba e bandas como a lendária Catalépticos e grandes destaques como As Diabatz e Sick Sick Sinners.




Estilo
Assim como muitas outras subculturas, o estilo se desenvolveu na medida em que novos produtos cosméticos e tecnologias têxteis foram surgindo. Atualmente se destaca pela estamparia.
O psychobilly explora a imagem dos anos 1950 e seus ícones: trouxeram a "estética Bettie Page", o burlesco, o tiki, assim como terror, tatuagens e fetichismo. As roupas misturam rockabilly com punk mas em cores fortes, sendo rosa cítrico, verde ácido, roxo vibrante muito comuns entre as garotas, além de animal prints, estampas sarcásticas de terror ou gore, macabras, com caveiras, caixões e pin-ups zumbis, como se o Halloween fosse todos os dias!
Penteados retrôs como victory rolls são bastante usados. É muito comum a presença de mechas coloridas ou mesmo descoloridas nas franjas e laterais dos cabelos. Os acessórios são os mesmos da cultura pin-up em geral: bandanas, flores... mas com aquele toque punk nas estampas e meias calças, além da chamativa maquiagem cat-eye.

Garotas: uma mistura de pin-up e punk!








Fonte @diamonddolll

Os rapazes usam calças jeans desbotadas no modelo anos 1950 com coturnos Dr. Martens ou creepers; jaquetas e coletes de couro ou em jeans adornado com muitos patches e bottons. Camisetas com estampas de horror e ficção científica. O xadrez também se destaca em camisas. Mas o traço mais marcante são os quiffs, topetes flat-top e imensos pompadours. Cortes em estilo militar com as laterais raspadas também marcam presença assim como moicanos.








Ah e não faltam em ambos os sexos tatuagens com temas de terror e ficção científica!

A loja Kreepsville666 foca neste subcultura que tem o estilo com base no horror e a gente tem cupom de desconto lá! Basta digitar "SUBCULTURAS" ao finalizar as compras.





Curiosidade:
Embora a banda The Cramps tenha usado o termo "psychobilly" para promover sua música em 1976, eles não se consideram uma banda psychobily de fato. Poison Ivy já declarou que eles não tocavam de forma super alta, rápida e nem possuíam toda a história visual que caracteriza o estilo. A origem oficial da subcultura em sua totalidade (musical/estética/comportamental) é creditada à banda The Meteors.


E você, curte Psychobilly?
Conta aí pra gente qual sua banda preferida!

Arte de Ed Karvalho exclusivamente para o blog! Sigam: @edart8






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19 de maio de 2018

Trabalho e estilo alternativo: quando é opção própria e quando é imposição?

Um tempo atrás divulgamos nas redes sociais duas postagens antigas: "Sobre Esquadrão da Moda, Mude Meu Look e ser socialmente aceito" e "Leitores revelam qual profissão "escondem" por baixo de elaborados looks alternativos" mas só depois percebemos que, publicadas em sequência, aquelas postagens podem ter deixado confusas as cabeças de alguns leitores...



Afinal, qual é a diferença principal
entre os dois casos? 






A postagem "Sobre Esquadrão da Moda, Mude Meu Look e ser socialmente aceito", é uma das nossas recordistas de visualização, impressionante como o tema tem relevância! Como citado em alguns pontos do texto, a principal marca destes programas era:

- tirar da pessoa alternativa suas características alternativas pois aquilo era "inadequado";
- quem queria que as pessoas alternativas mudassem eram os amigos, pais, parentes, maridos e não a participante em si;
- a justificativa era que a pessoa não atraía "bons partidos". Muitas vezes a participante tinha ótimo emprego, mas seus colegas julgavam muito a sua aparência;
- o assédio emocional era muito forte, tanto dos parentes e amigos quanto dos apresentadores que usavam os traumas e fraquezas das alternativas para justificar seus atos. Fragilizadas e se sentindo culpadas, estas mulheres concordavam com a mudança;
- no início do programa, na apresentação das mulheres alternativas, elas se revelavam autênticas e felizes com seus estilos, se expressando exatamente como queriam.

Desta forma, o passo para a mudança não partia das alternativas, mas de outras pessoas que não gostavam que elas não se encaixassem nos padrões sociais pré-estabelecidos. O objetivo era retirar das participantes alternativas todos os seus traços de "desvio" de estilo e de comportamento tornando-as "novas" pessoas: pessoas padrão.





Já a postagem "Leitores revelam qual profissão "escondem" por baixo de elaborados looks alternativos" é o oposto!
Parte de um pressuposto histórico de que pessoas alternativas sempre trabalharam, muitas vindo da classe operária, assalariados e outras trabalhando por prazer ou por opção. Sendo comum que precisassem adaptar seus estilos ao trabalho. E aí que vem a diferença: não abandonar seu estilo de vida!

Diferente da postagem "Esquadrão da Moda/Mude Meu Look", no "Leitores Revelam...", a mudança parte do próprio alternativo, pelos mais diversos motivos: sobrevivência, independência financeira, paixão por uma profissão, realização pessoal... ninguém os obrigou a mudar de estilo, eles mantem seus visuais alternativos na vida privada. 

Lembro-me que na época de publicação do post "Esquadrão da Moda/Mude Meu Look", muitas pessoas comentaram que não era preciso mudar o look e o estilo de vida da participante, bastava adaptar o estilo alternativo ao mercado de trabalho. E eles estavam certos: um bom personal stylist não muda a personalidade de seu cliente, mas direciona, informa, adapta.

Os alternativos que participaram da postagem "Leitores Revelam..." fizeram a escolha de se adaptar por considerarem a melhor forma de se manter fiel a seus estilos ao serem inseridos no mercado de trabalho. E não são menos alternativos por isso, todos sabemos da necessidade de pagar contas, de sobreviver, sabemos como o mercado funciona, como o preconceito existe e como muitos padrões precisariam ser quebrados.

Se estas pessoas "enganam" o sistema moldando-se por vontade própria, eles estão fazendo escolhas - ao contrario das participantes do "Esquadrão da Moda/Mude Meu Look" que não escolheram por vontade própria a mudança. E no sistema atual, a melhor forma de você se manter alternativo o resto da vida sem depender nada de ninguém é tendo independência financeira. Trabalhar e manter-se alternativo dá sim. Errado são os que pensam que precisam "consertar" quem é diferente. ;)



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