Destaques

8 de setembro de 2019

#10 anos de Moda de Subculturas: Pink é Punk!!

Você deve ter notado que a capa da revista e do zines Riot Grrrl (assim como suas páginas) estão cheias de tons de rosa, seja bem clarinho, seja mais forte. A escolha não foi à toa. 

Nos últimos anos, não há cor mais subversiva que o rosa. É o momento perfeito pra questionar os clichés de que a cor é apenas um símbolo de feminilidade. 

Parafraseando Valentino: Pink é punk. 



É a sociedade que define os sentidos das cores. 

E é nesse ponto que busco na história, o pink de Schiaparelli na década de 1920, que já nasce alternativo e pink do terno de Claude Montana nos anos 80, que reconhecia a autoridade social das mulheres.

O rosa foi o tom dos protestos políticos de jovens rebeldes nos anos 1960 e 70. 

A banda The Clash declarou que o rosa é "a melhor cor do rock 'n' roll".

Um triângulo rosa era utilizado para identificar homossexuais em campos de concentração e tornou-se um símbolo do ativismo gay. 

O famoso rosa Millennium é a cor dos questionamentos de estereótipos da geração jovem. 

Rosa é a cor que as  feministas começaram a se apropriar tornando um símbolo de força e não de frivolidade. 

Cada vez mais o tom desafia as ideias tradicionais da sociedade! Assim como no século 18, o rosa volta a ser uma cor sem gênero definido. 

Subverter o rosa, é subverter os papeis socialmente criados em relação às mulheres!

Desta forma especialmente a capa do nosso zine sobre o Movimento Riot Grrrl, ganha esse tom (literalmente) anacrônico, que une punk noventista, com pink feminista 2019!




Como um blog feito 100% por mulheres falando de subculturas (um tema que é dominado por homens) e de moda (sendo acusadas de frivolidade), nada mais ideal do que subverter e declarar: "Pink é Punk!" e podemos provar isso!

E você, o que acha da nossa escolha da cor?




Gosta no nosso conteúdo? Vem apoiar nossa Vakinha de 10 anos de blog:


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2 de setembro de 2019

Sarah Amethyst é capa da revista Moda de Subculturas, dedicada à moda e cultura alternativa

Este ano o blog comemora 10 anos em outubro e pra celebrar tem 1 revista e 3 zines em conteúdo digital disponíveis para todos que apoiarem nossa Vakinha!! Com no mínimo R$25,00 você já garante suas edições!

Corre que o prazo pra garantir suas edições está acabando!


É com muito entusiasmo que apresento a CAPA OFICIAL da 
primeira revista brasileira dedicada à moda alternativa:



Quando surgiu a ideia de celebrar os 10 anos do blog logo veio a ideia de lançar uma revista comemorativa, esse é um desejo muito antigo e finalmente chegou a hora de realizar!! Sou daquelas que anos atrás fazia leitura de revistas alternativas estrangeiras buscando novidades porque não tínhamos uma revista de moda alternativa aqui. E agora teremos!! Fico extremamente feliz de dar mais esse passo tão importante para a mídia alternativa do Brasil com o apoio dos leitores do Moda de Subculturas.


Sobre a capa

Escolher a capa de uma revista não é tarefa fácil! 
São tantas pessoas incríveis, tantos assuntos fascinantes! 

Mas sendo essa uma revista de MODA ALTERNATIVA, eu quis colocar na capa principal uma pessoa que fosse ligada à esse universo, queria colocar uma modelo alternativa

E quando pensei em "modelo alternativa" e tudo que esse termo envolve, a Sarah Amethyst foi a primeira pessoa que me veio à mente.

Sarah demonstra dedicação e criatividade ao produzir seus ensaios super diversificados e muitas vezes surpreendentes, mostrando-se multifacetada e com capacidade de realizar os mais diversos tipos de trabalho. Sempre compartilhando o conceito por trás da temática das fotos, demonstrando seu repertório e interesse em cultura de moda. Além disso, consegue comunicar que moda - seja ela alternativa ou não - vai muito além superficialidade. A moda é expressão do self. 

E ao longo destes dez longos anos, este blog teve o compromisso de tratar moda alternativa com seriedade, tentando afastar ao máximo a ideia de que usar visual é futilidade, vide tantas matérias sobre subculturas e como seus estilos foram construídos visando a auto-expressão.

Na entrevista, Sarah falou muito sobre a importância do DIY, do "faça você mesmo" afinal, essa é a base da cultura alternativa. E talvez isso seja seu diferencial: mostrar que todos nós podemos colocar a mão na massa e realizar o que desejamos. 

A revista Moda de Subculturas e os zines são sobre pôr a mão na massa e produzir conteúdo de forma independente. Isso é o que nos une: manter viva a essência da cultura alternativa apesar de todas as adversidades do caminho!

Sobre o ensaio, Sarah contou em seu Instagram,  estar muito orgulhosa desse trabalho feito em parceria com pessoas super talentosas e  que a principal referência para o ensaio foi o trabalho da estilista Vivienne Westwood. Eu não poderia imaginar temática mais perfeita!! :D 



Sobre o processo de escolha de matérias

Infelizmente houveram algumas mudanças no percurso. Criar uma matéria de revista não é como escrever uma matéria de blog onde eu mesma corro atrás de produzir o conteúdo. Na revista, dependo muito mais de quem está comprometido a escrever e ceder fotos. E algumas vezes não houve compromisso, o que resultou em alteração de pautas. Talvez vocês sintam falta de um conteúdo x ou y, mas com certeza haverão outras oportunidades destas pautas aparecerem ou aqui no blog ou em outra publicação.

Talvez até mesmo por não termos ainda uma cultura de revistas alternativas, nem todos entendem que uma revista também é um veículo de divulgação de pessoas e marcas que estarão em suas páginas, é algo que com o tempo espero contribuir para que haja mais compreensão para que todos os que contribuem com a cultura alternativa possam ter mais um veículo de comunicação.

Revista Moda de Subculturas trará matérias que não estarão aqui no blog como, por exemplo:

- O legado contracultural dos Hippies;
- As origens das culturas vintage e retrô,
- Breve história da Moda Fetichista;
- A influência da Cultura Pop nas subculturas;
- Mulheres Trans nas Subculturas;
- Pin-ups negras;
- Medievalismo;
- Anarcofeminismo;
+ História da Moda;
+ Dança;
+ Arte.


Terá entrevistas com a Sarah Amethyst (capa), Marie Devilreux, Kemp von Sellessen, Mothmouth (blogueira do Through the Looking Glass), Henrique Kipper, Carol Sakuma.

E também ensaio de moda e a participação dos leitores no "Look do Leitor" (clique aqui pra saber como participar)! 


Zines: 





Zine Riot Grrrl - vamos homenagear aquela que é considerada a primeira subcultura criada por mulheres e para mulheres. Neste zine, contaremos a história do movimento com imagens dos próprios zines da época. Vamos enaltecer as meninas criadoras do Girl Power

Zine Dark Pin-ups - resultado de uma pesquisa iniciada em 2017 sobre um estilo que ficou conhecido no Brasil como "Dark Pin-up". Esse será um material exclusivíssimo, autoral e com uma abordagem ainda inédita no Brasil, trazendo história, descrição e análise.

Zine Subculturas e Estilo - O zine de 10 anos prestará uma homenagem à comunidade 'Subculturas e Estilo', do Orkut, criada em 2006 e que deu origem ao blog. Seu conteúdo será do jeitinho que tudo começou: pequenos textos sobre o estilo de algumas subculturas. Este zine trará bonecas de vestir criadas por nossas ilustradoras. E por quê bonecas de vestir? Porque esse foi meu primeiro contato, quando criança, de brincar com a moda, mas não tive a opção de ter bonecas em estilos alternativos/subculturais, hoje tornarei isso possível com a ajuda das ilustradoras @lacroc, @ilustra.annah@estranhadupla <3

Eu espero que vocês gostem do material e principalmente que continuem conosco pelos próximos anos!! São 10 anos (r)existindo como um dos poucos sites/blogs brasileiros sobre moda e cultura alternativa. E quero que saibam que chegamos até aqui e TUDO é possível graças à vocês! <3





* As capas poderão sofrer leves alterações no design até o dia de lançamento, mas o conteúdo não mudará.

13 de agosto de 2019

Conheça a ilustração oficial dos 10 anos do blog!

Muitos de vocês já devem estar sabendo do projeto de 10 anos do blog, que vai oferecer 1 revista e 3 zines em conteúdo digital para todos que apoiarem nossa Vakinha.



Como parte dos festejos, uma ilustração comemorativa foi criada pela Estranha Dupla e em breve vai ter postagem contando tudo sobre o trabalho deles aqui!
Enquanto isso vocês podem os seguir no Instagram e conhecer a loja:
- Loja


A ilustração foi feita inspirada nas autoras do blog, a fundadora Sana (à direita) e a co-autora Lauren (à esquerda) e além de promover o projeto, será capa de um dos zines!

Para criar a ilustração, a Estranha Dupla se utilizou de fotos das autoras, sendo que Lauren pediu que fosse desenhada com o look de calça, bota e jaqueta de onça, seu visual pessoal preferido. Já a Sana, não estabeleceu um visual específico, mas tal foi a surpresa ao se deparar que a Estranha Dupla a desenhou com um visual que ama: saia xadrez, jaqueta e uma Melissa de Vivienne Westwood: símbolos da cultura alternativa e que é justamente o tipo de look preferido dela (e ela realmente tem essas peças no guarda roupas!) Não foi incrível essa sinergia??  :D


Declaração da Estranha Dupla:
Post do Instagram da @estranhadupla

Para nosso Instagram - nos acompanhem pois é que todas as novidades estão sendo divulgadas! - criei alguns stories contanto detalhes sobre o projeto, ao acessar clique no story fixado chamado "Vakinha 10 anos" e conheça todos os detalhes! 

Espero que tenham curtido a ilustração e o nosso projeto e qualquer dúvida é só me mandar email:



Apoie a campanha de 10 anos de blog!




25 de julho de 2019

Mine, estilista da Sweet Sam conta tudo sobre sua marca e sua experiência no programa Troca de Estilos

A Sweet Sam nasceu no ano de 2006, em São Paulo, com o intuito de oferecer moda de qualidade e acessórios sob medida para o público alternativo. 

Mine, estilista estilosa da Sweet Sam

Com confecção de moda alternativa sob encomenda e sob medida, a marca começou importando tecidos e aviamentos para desenvolver roupas e acessórios. Uma das características mais marcantes da Sweet Sam, foi oferecer peças para as mulheres do Hard Rock e do Heavy Metal numa época em que este público tinha poucas opções disponíveis especialmente de estilos que estavam em voga no exterior, que a marca habilmente desenvolvia em versões nacionais. Outro estilo que a loja investiu há mais de sete anos, foi o retrô, desenvolvendo maiôs e biquinis quando esse segmento ainda era minúsculo no Brasil.

Existe uma relação interessante entre eu, o blog e a Mine: uns tempos atrás, ela divulgou em seu Instagram que uma saia de tule que fiz e postei o DIY no Orkut e uma conversa que tivemos por e-mail, foi o que a incentivou a criar a marca!! Essa foi uma das coisas mais lindas que aconteceu em minha vida! <3 

Tendo como plano de fundo as comemorações dos 10 anos de blog, estou fazendo uma série de entrevistas com as lojas parceiras! Adoro a oportunidade de conhecer as pessoas por trás das marcas. 
Antes de começar, anota aí o cupom de desconto na loja:   Subculturas

Entrevista com Mine, da Sweet Sam

MdS: Quando e como começou a sua adesão à cultura alternativa?

Mine: Eu sempre fui uma criança muito sozinha, porém com uma mãe muito criativa. Cresci ouvindo histórias fantásticas e ajudando minha mãe a fazer artesanatos. Com 10 anos ouvi um disco do Pink Floyd e do Queen na casa do meu padrinho. A paixão foi instantânea e comecei a procurar saber mais sobre rock. Naquela época não era comum todas as pessoas terem computador em casa, muito menos celular. Eu buscava informação em revistas e livros de sebos.

Comprava fitas K7 e cds e trocava gravações com as minhas amigas. Logo o visual diferente das bandas me chamou muito a atenção. Com 14 anos ganhei meu primeiro computador, e passava as madrugadas (oi internet discada grátis após a meia noite hahahaha!!) procurando bandas, referências de visual...

Me apaixonei por Hard Rock com 15 anos, e o meu sonho era ter uma bota de onça, uma calça de vinil e uma jaqueta de couro. No Brasil roupas assim não estavam disponíveis, e importar não era uma opção, pois não tinha dinheiro para tal. Um dia ganhei um dinheiro de aniversário e corri para uma loja aqui em SP para comprar a tão sonhada calça de vinil. As calças eram muito duras, com uma modelagem estranha, completamente diferente das que eu via (e sonhava) dos clipes. As roupas simplesmente não vestiam em mim. Frustrada e muito triste, tive a ideia de comprar em um brechó algumas peças e tentar modificar. E assim comecei o meu caminho!


MdS: Um dia você contou no Instagram que meu post sobre como fazer uma saia de tule e um email que te respondi sobre a área de moda, foram dos momentos que te impulsionaram a criar a tua marca. Como foi seu início? Você buscou fazer cursos específicos?

M: Eu descobri o blog logo quando ganhei meu primeiro computador. Vi em um grupo do finado Orkut um post sobre como fazer uma saia de tule em casa (era outro sonho de consumo). A partir desse dia, eu comecei a pensar em fazer ou customizar minhas roupas. A simpatia e a atenção da Sana foram extremamente importantes para esse início. Eu estraguei muita roupa até decidir iniciar um curso de corte e costura. Logo em seguida, fui atrás de cursos de customização, etc... Com 20 anos decidi que iria cursar faculdade de moda, para me especializar ainda mais. 

MdS: Naquele mesmo post do Instagram, você disse que conseguiu fazer faculdade de moda com seus próprios recursos. Como foi estudar Moda sendo uma garota alternativa? Sentia resistência ao tema entre os professores? Sentiu que o curso te daria a base necessária?

M: Eu paguei minha faculdade fazendo trabalhos para colegas de classe, estudantes de moda de outras instituições e com o meu trabalho de confecção de peças da Sweet Sam. Os tempos eram outros, e infelizmente encontrei muito preconceito por parte de poucos colegas. Mas tive muito apoio e incentivo de muitas pessoas, principalmente de professores. Pedras no caminho sempre irão existir, temos que aprender com elas e seguir em frente. ❤️ Eu aprendi grande parte do que sei também com as minhas costureiras maravilhosas e no dia a dia com os clientes.




MdS: Sua loja inicialmente se chamava Lúcifer Sam, quais os motivos que te levaram a trocar para o nome Sweet Sam?
M: Eu recebia e mail TODOS os dias perguntando se a loja tinta pacto (sério) hahahaha!! Clientes também pediam para não colocar etiqueta nas roupas. As bases do nosso país são cristãs, e muita gente tem uma visão muito distorcida daquilo que não tem conhecimento e entendimento. Por intuição e por um estudo de numerologia, resolvi mudar o nome para Sweet Sam.

MdS: No início sua marca focava bastante no público hard rock e metal oitentista, naquela época você era das raras marcas que fornecia peças personalizadas para esse público. Como você definiria seu público hoje? Ainda tem bastante clientes hard/metal, ou adquiriu uma nova clientela de outros estilos alternativos?
M: Ainda atendo o público Hard Rocker e Metal sim. São minhas raízes, tenho paixão por brilho e metal. Hoje meu público é muito diverso, atendo desde fantasias para feiras, adolescentes, adultos, meia idade e recentemente estou atendendo à melhor idade também. As mulheres adoram as peças mais fluídas e transparentes que ando trabalhando. Atendo da adolescente fofa que gosta de desenhos japonês até a mulher fatal que quer arrasar em uma roupa de vinil. Meu trabalho é bem diverso e acompanha o meu humor. Tenho épocas mais fatais, então tenho inspiração para criar peças mais sexies. Tenho épocas mais fofas, então tenho inspiração para criar peças mais fofas. Fora as minhas clientes maravilhosas e as minhas influencers, que sempre criam peças novas comigo.

MdS: Como é seu processo de criação, de pesquisa e referências? Cria coleções ou lança novas peças esporadicamente?
M: Eu dificilmente lanço coleções fechadas. Se eu tenho vontade de fazer uma peça nova, eu simplesmente faço e lanço.

Rosana (@bettiefromhell) e Sarah Amethyst (@thequeenofhurts)

MdS: Quais são as suas dificuldades como empresa pequena para se manter em funcionamento? Quais os pontos altos de ter uma marca alternativa?
M: A dificuldade maior são os altos impostos que o pequeno empresário tem que pagar. O ponto alto é sem dúvida ver a alegria e a satisfação das pessoas que recebem as peças que confeccionamos. Outro ponto que adoro, como pessoa, é ter a oportunidade de oferecer moda de qualidade, feita com amor e carinho, por pessoas que foram tiradas de situação de trabalho tenebrosas, e que hoje prestam serviços com amor e dignidade para a Sweet Sam. Sou totalmente contra a situação de trabalho escravo de grande parte das oficinas de costura do Brasil. Costura é dedicação e amor, não exploração.

MdS: O que acha do mercado alternativo brasileiro atualmente?
M: Acho ótimo. Hoje temos uma grande variedade de roupas e acessórios. O brasileiro é muito criativo, a nossa moda não deixa a desejar em nada para outros países. Temos tanta variedade e qualidade como qualquer outro país.

Rosana (@bettiefromhell)

MdS: Uma das questões que o blog aborda é sobre manter o estilo alternativo quando adulto. Você sente ou já sentiu alguma pressão para mudar de estilo por causa da idade?
M: Já senti muita pressão vinda da família. Mas aprendi a não ligar, afinal a vida é minha, esse povo que fala groselha tá com a vida toda bagunçada e fica dando pitaco na vida alheia.  Mando cuidar da própria vida e pronto, geralmente dá certo hahaha! (juro que não sou grossa, mas não admito gente metendo o dedo nas escolhas e no estilo do outro, maior falta de respeito isso).

MdS: Recentemente foi ao ar o programa Troca de Estilos, do Discovery Home & Health com sua participação! Me conta como foi sua experiência, já que este tipo de programa costuma destruir o estilo e personalidade de pessoas alternativas, como vimos na postagem "Sobre Esquadrão da Moda, Mude Meu Look e ser socialmente aceito".

M: Fui contatada pela produção que me pediu que eu indicasse uma amiga. Lembrei de uma grande amiga minha que gostava de visual alternativo, de metal, tocava em uma banda de black metal quando era adolescente. Quando lá pelos 16, 17 anos elas adotou um estilo mais casual e comum. Enquanto eu continuei no meu estilo alternativo. Ao final de todo o processo [do programa], foi muito interessante me ver com outro estilo, outro tipo de roupa. 90% das roupas que uso são da minha coleção. Dificilmente compro roupa, faz mais de 5 anos que não compro roupa. Compro sapato, calcinha e sutiã. Biquíni eu faço todos.
Mas uma coisa que fiquei um pouco chateada não foi ao ar: foi que as pessoas, elas pensam que quem tem um estilo diferente está de alguma maneira 'se escondendo', sabe? Ou disfarçando alguma coisa que não gosta. E não é nada disso. Não é porque uma pessoa usa lente de contato ou pinta o cabelo de uma cor diferente, que ela não gosta do cabelo dela natural ou da cor dos olhos dela. É uma questão de gosto pessoal. Essa é uma visão muito turva que as pessoas têm. O povo achando que eu tava me escondendo atrás de maquiagem, roupa e cabelo... Engraçado que as pessoas "padronizadas" ou os ícones Pops ninguém se esconde, eles 'têm estilo'; e aí quando uma pessoa comum tem estilo, é porque está se escondendo e não se aceita de alguma forma? E o pior é ouvir  um negócio desse vindo de uma pessoa que trabalha com imagem, uma personal stylist. Francamente! É uma cagação de regra...  Mas não foi uma coisa tão invasiva quanto aquele Esquadrão da Moda, que eu acho ridículo.
De resto foi maravilhoso. Foi muito legal.
Pra mim o mais importante foi ver minha amiga se redescobrindo porque ela foi se deixando ficar discreta e apagada, e ali naquele momento eu vi ela florescer, se sentindo feliz, bonita, sexy. E eu como estilista, me sinto muito bem em ver outra mulher se sentindo bem. Quando faço roupa pra homem também, ele se sentindo bonito, se sentindo bem. A pessoa se sentindo bem com a própria imagem dela é muito importante. Eu repetiria a experiência porque foi muito legal e interessante. Mas eu não adotei nada daquele estilo que me sugeriram. Eu achei aquele vestido branco horroroso, péssimo, uma modelagem horrível que não veste bem em ninguém, um tecido inapropriado. Eu sou muito chata com roupa, você não tem noção! Achei o vestido mal cortado... não gostei de nada que me colocaram... a maquiagem eu achei ok, era aquela maquiagem que não parece que você está maquiada. O cabelo preso: detesto! Pra mim cabelo é a moldura do rosto, independente do tamanho do cabelo. Tem gente careca que é maravilhosa! Mas pela minha amiga valeu muito a pena, ver ela feliz e se sentindo bem. Ela mudou bastante a forma de agir e a forma que ela se comporta com ela mesma depois dessa experiência.

Mine, você gostaria de falar sobre algum assunto que não foi perguntado?
Gente, sejam o que vocês quiserem ser.
Sigam a profissão que quiserem, tenham o visual que se sintam bem.
Não existe idade ou corpo pra usar tal roupa.
A roupa (pelo menos aqui na Sweet Sam) é para todes, independente de idade, corpo, gênero.
Se libertem do olhar do outro, se foquem no seu próprio eu e deixe a vida fluir.
Dessa experiência de vida que temos nessa terra só levamos aprendizado.
A vida é curta pra se podar e deixar de experimentar novas coisas, novas roupas e novos estilos! ❤️
Muito obrigada pelo carinho e pelo espaço Sana, a minha admiração por você é enorme, continue sempre com esse lindo trabalho ❤️

Rubia Nosferotika  (@nosferotika) modelando para Sweet Sam

______


Eu que agradeço imensamente a Mine por fazer parte da história do blog desde o começo! E que venham mais anos de sucesso!

E vocês, o que acharam da entrevista? Também são clientes da Sweet Sam?




Convite: apoie a campanha de 10 anos de blog!
http://vaka.me/606162





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13 de julho de 2019

Darkness: coleção marca o retorno da moda masculina na Dark Fashion

Como vocês já devem estar cansados de saber, a Dark Fashion é uma de nossas parceiras mais antigas! Fico feliz de anunciar que ela também é uma das maiores apoiadoras da comemoração dos 10 anos do blog!


Anota aí o cupom de desconto na loja:
subculturas


É sempre bom trazer a loja aqui por toda sua dedicação em desenvolver roupas para oito tamanhos padronizados e também sob medida, fazendo alterações nos modelos conforme o desejo do cliente , o que torna as peças exclusivas. E também por  todo o trabalho de utilizar mão de obra brasileira e ter interesse em consumo consciente e sustentabilidade. Na ativa desde 2008, a marca já é referência em moda alternativa no Brasil, marcada na história deste segmento.



Se hoje somos felizes por termos várias lojas alternativas virtuais possibilitando grande acesso de qualquer lugar do Brasil, imagine há 11 anos atrás quando a Dark Fashion era das poucas no mercado! 
Sempre digo e repito que o que eu mais gosto na marca é que boa parte das roupas podem ser usadas no dia a dia Como eles trabalham com foco em conforto e usabilidade, isso fica bem evidente. Ou seja, não vão ficar guardadas no armário esperando aquele "momento especial". 

A novidade hoje é o retorno de peças masculinas, que tinham dado uma sumidinha do catálogo! Então rapazes: aproveitem!


Alguns homens se aventuram a usar visuais com design mais elaborados. A coleção Darkness trás principalmente peças masculinas com detalhes nos ombros, golas e mangas.



As blusas tem inspiração medieval e nas armaduras. E se você mora numa cidade que não faz frio, a marca também fez algumas versões das blusas sem a manga longa, acessa o site pra ver!


Mas as mulheres como sempre estão bem representadas! 
Tem cropped com manga de tela e calça boca de sino...


Tem a volta do fraque, peça que a marca já tinha desenvolvido anteriormente com outros designs.


Tem blusa de amarração com manga boca de sino e calça com tiras que podem ser retiradas.



Tem calça com bolso com zíper de metal...



E tem jaquetinhas pro frio!



Me conta qual a peça que vocês mais gostaram da coleção!!

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E não esquece da nossa vakinha de 10 anos!!! Clica no banner!





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9 de julho de 2019

10 anos de Moda de Subculturas: Conheça a ilustradora Annah Rodrigues, cuja arte estará em nosso zine!

Primeiro, queria dizer pra vocês não desistirem da gente haha! Este blog, nosso Face e Instagram andam suuuuper lentos de atualizações, mas é por um bom motivo: a produção do conteúdo da revista e dos zines comemorativos de 10 anos do Moda de Subculturas! 
Peço a vocês paciência pela ausência mas que não deixem de nos visitar! Preciso  mais do que sempre do apoio de vocês pros projetos de 10 anos se tornarem realidade, por isso criei uma vakinha, onde vocês podem contribuir com qualquer valor, basta acessar a Vakinha Moda de Subculturas e garantir seu apoio

Hoje vocês vão conhecer um pouco mais do conteúdo inédito e exclusivo que está sendo produzido pros 10 anos: apresento a vocês uma de nossas ilustradoras, a Annah Rodrigues, que está criando artes especiais pro zine, que serão mostradas no momento oportuno. Logo logo vocês vão conhecer as outras ilustradoras, porque sim, nossos zines abraçarão a diversidade de mulheres super criativas!

Elvira e Vampira deixaram de lado a rivalidade no desenho da Annah!

Acho muito importante apoiar quem está começando, que é o caso da Annah! Tenho muito orgulho de ter apoiado e divulgado desde o começo do blog as novas marcas alternativas, mesmo que algumas destas tenham nos deixado, ainda acredito que no nicho alternativo apoio mútuo é o que permite que todos cresçam e se fortaleçam!

Quando comecei a pensar quem convidaria pra ilustrar as comemorações dos dez anos, foi importante escolher pessoas aliadas da cultura alternativa. Pessoas que percebo um talento e paixão pela arte. A Annah foi nossa colaboradora aqui do blog, que precisou ficar fora um tempo devido ao TCC, mas logo logo ela volta! No TCC em Design, ela criou uma webcomic com foco nas mulheres do metal! Não é pra aplaudir de pé? Me orgulho muito desta menina que tem um baita caminho pela frente! Você pode ler o comecinho da webcomic Vale do Metal clicando aqui.

É legal ver que a ilustração alternativa tem várias facetas... a Annah tem um estilo que mistura fofo e trevoso com personagens bem diversas e um traço divertido. E é isso que vocês vão encontrar na nossa parceria. Ao longo da entrevista, vocês verão algumas artes da Annah enquanto a arte exclusiva ao MdS fica em segredo...


Personagem usando roupas da Reversa: união entre arte e moda alternativa!

MdS: Conta pra gente como você adentrou na arte do desenho.
Eu sempre desenhei por conta própria, principalmente porque meus pais nunca tiveram condição de bancar um curso pra mim - cheguei a fazer aula de mangá quando tinha 11 anos, mas só por seis meses. Minha mãe sempre me dava cadernos novos de desenho e meu quarto vivia cheio de lápis de cor, pacotes de papel sulfite e pastas com meus desenhos. Também vivia desenhando atrás das provas da escola e nas capas dos meus livros e cadernos - já levei altas broncas por causa disso!
Na transição pro Ensino Médio eu me afastei um pouco do desenho porque queria fazer faculdade de música, e também tinha começado meus estudos formais num conservatório aqui de São Paulo, mas foi uma amiga minha que me fez "voltar às minhas origens". Fui estudar Design e, ao longo da faculdade, evolui meu estilo até chegar no que eu faço hoje.

MdS: Quais suas inspirações artísticas?
Essa é sempre uma pergunta difícil kkk Gosto de muitas coisas: mangás, desenhos animados, filmes do Tim Burton, livros, bandas de metal... Meus artistas favoritos são a Yana Toboso (autora de Black Butler), Hidekaz Himaruya (autor de Hetalia), JP Ahonen (autor de Belzebubs) e o usuário @yukkedondon do Instagram (responsável por algumas artes de camisetas do Ghost recentemente). No geral, o que me atrai é basicamente qualquer coisa que seja fofa e trevosa ao mesmo tempo kkk

Bruxinha feminista!

MdS: Como foi o processo até chegar no estilo de desenho que faz hoje? Como você descreveria seu estilo de criação?
Assim como muita gente que gosta de desenhar, eu comecei desenvolvendo um estilo mais próximo do mangá. Eu basicamente copiava os personagens que eu via na TV e online, e até mesmo arriscava a criação de alguns meus. Fiquei nessa até a metade da faculdade, quando comecei a explorar novas soluções gráficas com influências Burtonescas e de animações com estilo CalArts - já vi gente dizendo que meu traço lembrava um pouco os quadrinhos de Scott Pilgrim também. Posso dizer que meu estilo, hoje em dia, é mais uma variação do que se faz de cartoon aqui no ocidente, mas sem perder referências das minha influências orientais em alguns aspectos.

MdS: Você pretende desenvolver produtos físicos ligados à seus desenhos, como pôsteres, adesivos, papelaria..?
Agora que já estou formada eu quero muuuito começar a vender coisas com os meus desenhos! Estou aguardando o resultado do Pixel Show e pretendo me inscrever no Ressaca Friends este ano - a ideia é começar desde já a pintar nos Artist's Alley de vários eventos pra vender prints, bottons e adesivos, principalmente com artes originais minhas.

MdS: Como colaboradora do Moda de Subculturas, criou postagens de sucesso como "Crescer é abandonar o estilo alternativo" e a entrevista com a Ursula Decay... de que forma você adentrou na cultura alternativa?
Olha, acho que como muitos roqueiros aqui de São Paulo meu contato com esse universo se deu muito com a música e também com a Galeria do Rock. Lembro até hoje o choque cultural que eu levei quando eu visitei lá pela primeira vez e foi uma experiência muito mágica - ver todo aquele pessoal diferente e aquelas lojas era novidade pra mim! Fora isso teve as pesquisas na internet e tal, o que inclui o blog de vocês!

Garotas Alternativas

MdS: O universo da ilustração sempre deu destaque a arte dos homens. No próprio Rock quase não vemos artes visuais feitas por mulheres. Como você se sente nesse meio? Sente solidão, alguma barreira (preconceito)...? Como o campo está se desenvolvendo nesse aspecto de mulheres cada vez mais presentes?
Eu sinto um pouco de desigualdade e falta de visibilidade, sim, principalmente entre a galera que mexe com quadrinhos. Lembrei agora de um curso que fiz de HQ recentemente e, dos 15-20 alunos da turma, só tinha eu e mais uma menina de mulheres! Sem falar da exposição de história dos quadrinhos que ocorreu faz pouco tempo no MIS, onde só lembro de ter visto menções à Marjane Satrapi (autora de Persépolis) e à Laerte (muito provavelmente por ela ter atingido a fama antes da transição de gênero) em meio a troçentos autores homens.

Eu mesma sinto um pouco de receio às vezes de falar que comecei a fazer quadrinhos e a trabalhar com ilustração porque 1) se eu estiver falando com um cara, ele pode querer fazer todo um questionário pra dar o "aval" de que eu sou digna ou não de mexer com aquilo (perguntar que quadrinhos eu acompanho, de qual desenhista ou roteirista eu gosto, que arco de tal série é o meu favorito) e 2) num país onde o maior caso de sucesso de ilustração e quadrinhos é Mauricio de Souza, as chances de as pessoas acharem que o que eu faço é algo infantil são muitas, isso tanto pejorativamente quanto por inocência mesmo. Mas o bom é que hoje em dia eu vejo as minas se juntando pra se apoiarem e divulgar o trabalho umas das outras, seja por grupos em redes sociais ou até em projetos maiores como o banco de dados da Lady's Comics (link aqui: http://ladyscomics.com.br/bamq). No fim das contas, é preciso tomar esse tipo de iniciativa pra aumentar a nossa voz mesmo.

Freakshow!


MdS: Seu trabalho é visivelmente alternativo, você acha que existe alguma uma espécie de "limitação" de lugares onde sua arte possa ser exposta ou apresentada? Sendo assim onde e como você costuma divulgar sua arte para ela se tornar mais conhecida?
Já recebi feedback de profissionais dizendo que o tema que eu abordo nos meus desenhos é muito nichado, fora toda a insegurança e indecisão que um ilustrador iniciante tem em trilhar caminho X ou Y na sua carreira, que clientes atingir, etc. Isso é normal, afinal o mercado funciona assim e ninguém pode viver apenas de fazer Arte só pela Arte em si. Eu já fiz trabalhos de ilustração para clientes pequenos fora do nicho que aceitaria o que eu normalmente faço, mas acredito que com as pessoas certas na minha rede de contatos eu posso conseguir trabalhos bem legais em diversas oportunidades.

Já em relação à divulgação, eu aposto no que é o óbvio nos tempos de hoje: redes sociais. Mantenho atualizado meu Behance e meu Instagram sempre que possível e tenho uma página no Facebook para estar em contato com quem utiliza a plataforma - não vejo mais tanta utilidade no face pro meu âmbito pessoal kkk Tenho outras redes que preciso dar uma ressucitada (vide Deviant Art e Tumblr) e quero muito fazer um site profissional com meus melhores trabalhos. Ah! Agora voltei para o Twitter (@ilustra_annah) e lá eu também posto o que estou fazendo e compartilho trabalhos de outros artistas e coisinhas bacanas :)


MdS: Recentemente você avisou que seu TCC em Design vai ser em quadrinhos sobre as mulheres do metal, você até lançou algumas ilustrações no seu Instagram e disponibilizou dois capítulos num site (eu li e estou adorando!), qual a sua visão sobre mulheres do metal e como isso influenciou no desenvolvimento de seu webcomic?
O rock no geral sempre me foi transmitido como coisa de menino e, depois de toda a pesquisa conceitual que eu fiz sobre o assunto pro TCC, eu percebi que há aspectos que denunciam a predominância masculina e o caráter misógino do meio. Se você é uma mulher que curte metal, os caras sempre vão questionar a paixão que você tem por isso porque pra eles as metaleiras têm que ser ou gostosonas ou então usar um visual tão masculino quanto o deles - além de rolar o lance do "questionário" pra saber se você realmente manja das bandas que você ouve. Se você disser que toca, então, ainda vão ser envolvidos outros tantos paradigmas culturais com base em "instrumento de homem" e "instrumento de mulher", o que não faz o menor sentido!

Eu mesma, ao mesmo tempo em que tive meu gosto musical elogiado por pessoas mais velhas, também fui alvo dessa desconfiança por parte dos caras. E não só essa minha revolta mas também o meu crescente interesse por conhecer mais mulheres e bandas femininas da cena me inspiraram na hora de criar a história do meu projeto. Eu queria dar protagonismo a garotas que vivem na pele o que é ser mulher no meio, seja como musicistas ou apenas como fãs, e tudo sem hipersexualizá-las ou tornando-as inimigas uma da outra, mas sim mostrar que a união faz a força e que mulher também tem lugar no metal.

Gatinho mágico <3


MdS: Espaço para escrever algo que não foi perguntado mas que gostaria de expressar.
Gostaria de dar alguns conselhos: 1) se você está adentrando o mundo dos ilustradores e quadrinistas agora assim como eu, não deixe ninguém te por pra baixo por conta da sua pouca vivência no meio e não pense que todos os veteranos vão te menosprezar - você pode se surpreender e até criar uma boa rede de contatos!; 2) você que é mulher e curte rock e metal, não se intimide com os caras e viva sua vida plena, ouvindo o que você gosta e sem dar satisfação pros outros; e finalmente, 3) apoie as minas ilustradoras, quadrinistas e musicistas da sua cena! 

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E aí, gostaram de conhecer a Annah? O que acharam da arte dela? Super a ver com o blog né? Espero que tenham apreciado a entrevista e cliquem no banner abaixo pra apoiar nossa vakinha de aniversário!

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10 de junho de 2019

Universal Monsters: Jeremy Scott se inspira no terror para desfile da Moschino

O recente desfile da grife Moschino, criada pelo estilista Jeremy Scott trouxe para a temporada Resort 2020 o tema "Halloween and Desperate Housewives at Universal Studios" e foi realizado em Los Angeles. Nesse Haunted Resort, vemos a característica marcante de Jeremy: a influência da cultura pop em criações que mesclam juventude, sensualidade e principalmente diversão, que é a marca do estilista.

Vampira foi representada pela drag Violet Chachki.



Dá uma olhadinha em outras postagens com criações do Jeremy Scott:
A influência do estilo 'punk bailarina'
O irreverente desfile Pop Culture de Jeremy Scott
Hard Rock oitentista no desfile da Moschino
O revival do Clubber na moda alternativa


Roupas com Inspiração em Frankenstein e na cultura do Halloween.

O estilista Jeremy Scott nasceu em 1975 e foi criado na zona rural de Kansas City, uma cidade conservadora dos Estados Unidos, sofreu bullying na escola por ser homossexual e por se vestir fora do padrão. Tentou entrar nas maiores escolas de moda americanas como o FIT e a Parsons, mas não foi aceito, sendo recomendado a se encaixar no sistema de moda. Mas o jovem Jeremy já tinha consciência que não se encaixaria, não era seu perfil. Até que finalmente foi aceito - e compreendido - no Pratt Institute onde cursou Moda. Após os estudos, tentou trabalhar na área mas, novamente, não se encaixava ou não conseguia as vagas, até que acabou criando a própria marca (que leva seu nome) em 1997, após muita resistência à ideia.



Não é novidade a influência do universo alternativo nas criações de Scott. O estilista já declarou que a "moda coloca você em sintonia com a tribo da qual você se sente parte".

Você deve estar se perguntando como Jeremy Scott foi parar numa grife tão tradicional como a Moschino! Fundada pelo italiano Franco Moschino em 1983, tinha como característica trazer humor em suas criações. A marca viveu um auge nos anos 80 e quando Franco morre em 1994, a grife ficou um tempo meio esquecida, sem conquistar a juventude, sendo associada a mães e avós. Em 2013, ocorre a escolha de Jeremy Scott como diretor criativo. A diversão, a paixão pela cultura pop assim como o desencaixe ao sistema de moda tradicional são as principais semelhanças entre os dois criadores.

No desfile teve bolsa de morcego e bolsa em formato de caixão...



... e em formato de lápide e em formato de jaqueta perfecto.


Em formato de fantasma e de gatinho!

E bolsas no estilo lancheira com estampa dos filmes da Universal dos anos 1940.
Se você quer saber mais sobre essa temática, acessa nosso post sobre a influência desses filmes na moda alternativa.




... e uma bota bem igualzinha à que a club kid Jenny Talia usou nos anos 90

Vocês já viram e vão ver mais ainda calçados com plataformas imensas! 
A gente já tinha alertado pra volta desses modelos. 


Maquiagem: no desfile podemos ver muito delineador, seja em formato de cat eye ou algum desenho que lembra lágrimas. Nas fotos abaixo, olhos pretos bem marcados.

 Vocês provavelmente verão a imagem abaixo e vão se lembrar da estamparia da marca alternativa Iron Fist! E não é a primeira vez que Jeremy cria estampas super semelhantes com as da IF! 


"eu só conheço o pop, é nesse mundo que eu vivo"

As principais abordagens de Jeremy sobre moda são a da cultura pop e da diversão, levando as ruas e as comunidades urbanas pra passarela. Foi alçado à fama mundial ao fazer parceria com a marca Adidas, criando tênis com ursinhos, pelúcia, flores, asas... que se tornaram objeto de desejo de colecionadores. Dentre os artistas que são vestidos por ele estão cantoras pop como Miley Cyrus e Katy Perry, assim como rappers que adoram suas criações extravagantes. Neste desfile, Frances Bean, filha de Kurt Cobain e Courtney Love, estava presente.


Uma parcela da juventude alternativa contemporânea tem usado muita cor e estampa, 
Jeremy é o estilista perfeito pra quem gosta de misturas supercoloridas!


O desfile foi no Universal Studios, o mesmo local das filmagens dos clássicos filmes de terror produzidos pelo estúdio e o mesmo set utilizado como Wisteria Lane na série Desperate Housewives.



As referências utilizadas na coleção foram inúmeras, desde “Redrum” (filme O Iluminado) estampado verticalmente num vestido; passando por Frankenstein; a personagem Casey Becker de Drew Barrymore no filme "Pânico", que Scott disse ser uma de suas maiores inspirações para aquela noite.



Ao mesmo tempo em que Jeremy Scott enfrenta da alta indústria da moda uma incompreensão (Suzy Menkes já declarou que não o entende), eles pelo menos o respeitam. No meu ponto de vista, o pessoal da alta moda não o compreende porque ele trás muito das subculturas e da moda alternativa em suas criações, e quem é muito distante desse universo não compreende seus símbolos e suas linguagens. 



É bem difícil eu postar desfiles quase completos aqui no blog, mas desta vez eu não me contive! Acabei por postar a maioria dos looks. Segue acompanhando:














Não sei a opinião de vocês sobre o trabalho de Jeremy Scott e sobre essa coleção para a Moschino, mas há muito tempo uma coleção de passarela não me empolgava tanto, não apenas porque eu adorei a interpretação de Scott da cultura do terror mas também como objeto de análise de um estilista que foge do padrão criativo da grande indústria, quanto do caminho que a moda alternativa percorre quando inspira grandes estilistas de moda.
Eu não duvidaria que neste momento Jeremy Scott ou seus assistentes estejam de olho nas redes sociais de todas nós do universo alternativo buscando referências.

E vocês, o que acharam dos looks?


Fontes: Vogue.com e "Jeremy Scott´s The People Desiger".


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