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6 de fevereiro de 2024

YRU lança coleção de calçados inspirada em Monste High

 A marca de calçados alternativos YRU lançou nada menos do que 20 modelos de calçados inspirados nas Monster High


As Monster High são bonecas que misturam estéticas de moda alternativa com elementos do terror. Espia algumas peças da coleção (clica na foto pra aumentar):






E aí, o que acharam?

Eu achei as peças incríveis, em termos de criatividade e design! Super a ver com as Monsters e muito estilosas. 
Minha única questão é a respeito do modus operandi da feminilidade desde a infância, acho que quem acompanha os debates que ocorrem nos stories do nosso Instagram já sabe do que se trata. :)



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1 de outubro de 2020

Conheça Madeleine Vionnet, a revolucionária estilista que dá nome à saia criada em parceria com a loja Dark Fashion

Nascida em Aubervilliers na França, Madeleine Vionnet (1876-1975) é uma estilista super reconhecida, mas subestimada a respeito de um de seus maiores feitos: a liberação das mulheres do espartilho - fato comumente associado à Chanel ou Paul Poiret. Acompanhe o post e saiba porque a saia que criei para a Coleção Dark Glamour com a loja Dark Fashion recebeu o nome desta estilista que é considerada revolucionária.


Acima, criação de Madeleine Vionnet, note a transparência na saia. Abaixo, saia criada em parceria com a loja Dark Fashion. Para qualquer compra na loja, nosso cupom é SUBCULTURAS




Em 1907 Madeleine fez parte de uma reforma utópica do vestuário, através de roupas com inspiração nas artes gregas clássicas (período Helenístico), criou peças com movimentos livres e naturais que permitiriam às mulheres se libertarem de pesadas roupas de baixo. 

Uma de suas peças com inspiração grega.

Madeleine modelando tecido numa boneca, era sua forma de fazer experimentações.


Abaixo, vestido com pontas assimétricas, como a saia criada com a Dark Fashion.



Trajetória 
Vionnet começou como aprendiz de costureira aos 12 anos de idade trabalhando com lingerie de luxo, já profissional, trabalhou com grandes nomes da época, como Kate O´Reilly, Mme Gerber e Jacques Doucet até que em 1912 abre sua própria Maison luxuosa, criando peças minimalistas. Teve de fechá-la com o começo da 1° guerra mundial quando se muda para Roma para estudar antiguidade grega.

Quando reabre, sua Maison em Paris era decorada com imitações de afrescos de deusas gregas e de mulheres contemporâneas. Sua técnica de costura unia conhecimentos ocidentais e orientais. Utilizava um manequim articulado onde enrolava e cortava o tecido e criou costuras invisíveis decoradas com desenhos de flores e estrelas. Suas peças, modelos soltos, simbolizavam o modernismo dos anos 1930 - ela inclusive foi uma grande divulgadora da frente única. Você pode ler a postagem sobre a história da frente única clicando aqui, é surpreendente! Madeleine se aposenta em 1939 com o início da 2° guerra mundial.



Revolucionária
A revolução de Vionnet estava na forma de corte e costura das peças, que tinham a ilusão de simplicidade (e na verdade eram bem complexas). As peças eram cortadas em viés (ângulo de 45°) e o caimento acompanhava as curvas do corpo das mulheres com as saias terminando em pontas ou lenços. A construção das peças dispensava fechos e resultavam em roupas fluídas e esvoaçantes. As peças, fora do corpo, pareciam amorfas e se revelavam perfeitas ao serem vestidas. Nem mesmo seus vestidos de noite tinham pences, botões ou zíperes!

É com muito orgulho que a saia Madeleine da coleção Dark Glamour homenageia essa mulher revolucionária, algumas das características das criações de Madeleine Vionnet podem ser encontradas na saia, mas claro que dentro de um contexto contemporâneo e aliado à moda alternativa. É uma marca de minhas criações a união entre história da moda e moda alternativa.

  • A saia de Tule “Madeleine” 5035 tem como base uma minissaia em visco lycra e por cima duas camadas assimétricas de tule de altura midi com as pontas adornadas com barrado de renda. O tule, transparente, de caimento fluído e esvoaçante potencializa o ar de mistério. Madeleine Vionnet revolucionou a moda feminina com seus vestidos de saias transparentes que promoviam movimentos livres e naturais.

Pré - Feminista
Outra grande atitude da estilista foi quando em 1922, Vionnet deu às suas funcionarias licença-maternidade, assistência médica, férias remuneradas, creches, refeitório... coisas que ainda hoje são lutas do movimento feminista pois não estão garantidas à todas as mulheres!


É ou não é merecido o nome da saia? Agora que você já conhece um pouco da história de Madeleine Vionnet, compreende um pouco mais do quanto valorizo a cultura de moda em tudo que desenvolvo. Um bom momento pra revisitar a coleção Dark Glamour na loja Dark Fashion!



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11 de fevereiro de 2020

"Dark Glamour" - Conheça a coleção criada em parceria com a loja Dark Fashion

Para celebrar os 10 anos de blog, da parceria entre a loja Dark Fashion e o Moda de Subculturas nasce a coleção “Dark Glamour”, idealizada por Sana e com curadoria de Nívia Larentis, proprietária da marca.

Para Sana, autora do blog Moda de Subculturas, o conhecimento e a alta qualidade técnica da Dark Fashion faz da marca a parceira ideal para o desenvolvimento de uma coleção comemorativa.

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Modelo: Sana / Sapato: Reversa / Foto: Bárbara Tomásia Fotografia 

"Dark Glamour" é o termo que desde o início do blog Moda de Subculturas em 2009, tagueia as postagens de alta moda com temática obscura. Nestas postagens, os looks tem uma estética elaborada e sofisticada, inspiração para as mulheres alternativas que querem manter - ou adotar - uma elegância obscura no dia a dia.

A coleção é toda na cor preta. Ao longo da História da Moda, era a cor da nobreza e da aristocracia, pois corantes negros eram extremamente caros. No século 20, o tom se associa à femme fatale, sensual e assertiva. Nas subculturas alternativas, a cor é o símbolo da rebeldia, sendo considerada a cor gótica por excelência.

Nesta coleção, Sana associa o Dark Glamour ao gótico e ao romantismo obscuro resultando numa coleção super diferente do que já foi produzido pela Dark Fashion até então, unindo conforto, qualidade e impacto visual nos designs das peças.

Foram criados 8 (oito) modelos: 4 vestidos; 2 blusas; 2 saias.
Dois dos vestidos podem se tornar dois modelos diferentes. As 2 (duas) blusas e as 2 (duas) saias combinam entre si. Algumas peças são oferecidos em até 3 (três) tecidos diferentes, para várias ocasiões e estações. Nestas variações de tecidos, chega-se à 11 peças e pelo menos 14 combinações entre entre elas! 

As inspirações vieram de fontes diversas: da moda gótica, da moda clássica, passando pelas Dark Pin-ups e nas desejadas marcas alternativas estrangeiras inacessíveis para muitas brasileiras. Com a consultoria de Nívia orientando sobre costurabilidade e viabilidade, ambas tornaram as peças adaptadas ao nosso estilo e clima, mantendo a conexão com a identidade da marca Dark Fashion.

Um dos desejos era que todas as peças além da qualidade do material e acabamento, tivessem um design atemporal, ou seja, peças que nunca sairão de moda e que poderão ser usadas por muitos anos, tendo um ótimo custo-benefício respeitando o investimento da cliente.


O Ensaio

No ensaio fotográfico para a coleção Dark Glamour, o brilho e a luminosidade contrastam com o visual dark da coleção. Vivemos num país tropical, de luz brilhante a maior parte do ano e nada mais apropriado do que apresentar as peças dentro de nossa realidade. Um jardim simbolizando nossa natureza real e exuberante, a casa na praia simbolizando o conforto tanto das peças quanto do nosso lar. Nas unhas, um tom de roxo, cor preferida da Nívia e sempre usada na publicidade da loja.

Podemos ter um grande estilo vivendo num país tropical, não é necessário recriar uma luz estrangeira, utilizar um cenário elitista/colonizador ou tentar copiar paisagens distantes. Temos nosso próprio brilho e criatividade exatamente como as peças de roupas produzidas pela Dark Fashion.

Como esta é uma coleção especial, comemorativa, Sana foi a própria modelo. Mas todas as peças estarão disponíveis em tamanhos maiores, logo você poderá vê-las nas meninas “plus size” parceiras e clientes da Dark Fashion.

As fotos foram tiradas por Bárbara Tomásia, talentosa retratista. Fotógrafa em início de carreira, esse foi seu primeiro trabalho com catálogo de Moda. Quem mora em Santa Catarina, fica a dica desta fotógrafa que também é da cena alternativa.

Modelo: Sana / Sapato: Reversa / Foto: Bárbara Tomásia Fotografia 

Depoimento de Sana sobre a coleção

Eu não poderia estar mais feliz com essa coleção em parceria com a loja Dark Fashion!
O desejo de criar uma coleção em parceria era antigo e o momento finalmente chegou! Meu blog Moda de Subculturas e a loja Dark Fashion completaram 10 anos de parceria - e o blog 10 anos de idade! Um apoio mútuo raro num universo efêmero em que parcerias vem e vão ao longo dos anos. Creio que a mútua admiração profissional justifica essa durabilidade.

Desde que surgiu, a Dark Fashion vem aprimorando sua qualidade. Substituindo tecidos que não funcionam mais por outros mais respiráveis, confortáveis, naturais e com mais qualidade. Sempre tentando manter preço justos. Sobre a qualidade técnica da modelagem, só podemos nos orgulhar da profissional excelente que a Nívia é, também alterando as modelagens quando necessário e anualmente criando novas peças e coleções. A Dark Fashion faz roupas em todos os tamanhos de corpos e sob medida desde o começo e sem cobrar mais por isso (veja entrevista)! Por tudo isso, é a marca perfeita para a minha coleção que tem desde peças casuais pro dia a dia até peças mais elaboradas, transmitindo desde traços de rebeldia até uma distinta elegância.

As coleções da Dark Fashion sempre trazem algumas peças atemporais e "sem idade". A Moda Alternativa direciona boa parte de seu foco na juventude. Mas todas nós ficaremos mais velhas e queremos continuar apoiando marcas alternativas, então nada mais interessante encontrar nas lojas alternativas peças "sem idade", onde alternativas que ‘envelheceram’ vão encontrar looks mais “adultos”. Quando mais velhas, com um estilo de vida diferente da juventude, nem sempre podemos ou queremos sair com um visual mais ‘edgy’, às vezes queremos manter a diferenciação usando peças com design (esse é também o segredo das famosas senhoras que aparecem no Advanced Style: o design!).

Modelo: Sana / Foto: Bárbara Tomásia Fotografia

Como puderam ver, fui modelo da minha própria coleção. Não apenas porque eu saberia melhor comunicar as peças que criei usando como plano de fundo a casa na praia e o jardim, mas também porque sou uma mulher com mais de 30 anos - cada dia mais próxima dos 40. Ter me tornado uma adulta alternativa me fez lembrar das alternativas que ‘envelheceram' e o quanto elas não são representadas na mídia e moda alternativa mesmo que continuem consumindo o segmento (e recorram à marcas mainstream ou fazem suas próprias roupas por não se identificarem tudo com o que as marcas alts vendem). Nós, mulheres alternativas com 30, 40, 50... anos, existimos! E Podemos ser modelos, podemos representar marcas, podemos ser estilosas  e unir nossas forças com a energia inovadora da juventude que é uma grande inspiração sempre! Não vivemos só uma fase  mas toda uma vida alternativa!

Adoraria que as peças que criei fossem vestidas por mulheres de todas as idades, cada uma delas usando as peças à seu estilo.  Dito isso, mantenham-se autoconfiantes e não deixem o passar do tempo desanima-las. Façam de todas as fases da vida uma oportunidade de explorar suas melhores
mudanças!

Modelo: Sana / Sapato: Reversa / Foto: Bárbara Tomásia Fotografia

Com a Dark Fashion, pude trabalhar da forma que amo:
Buscando minhas referências na própria moda alternativa, no melhor do mainstream e na História da Moda. A História da Moda tem grande influência no meu processo inspiracional, mas não gosto de usá-la de forma óbvia e literal, deixemos o passado no passado. Gosto de referenciar essa História poderosa nos detalhes, nas nomenclaturas, alinhavando a moda alternativa.

O peso da moda alternativa nesta coleção também foi grande, busquei principalmente manter um dos pilares da Dark Fashion, que é a cor preta e seus materiais de trabalho habituais (tecidos, ilhóses…) me inspirando também em marcas estrangeiras que são inacessíveis para maioria dos brasileiros, buscando o que parecia ter mais funcionalidade no Brasil.

Criei algumas peças com traços românticos. Eu adoro romantismo e ele sempre some das lojas nacionais quando 'sai de moda', o que é uma pena. Mas o tema tem retornado ao interesse cada dia mais. Aproveitei que a Dark Fashion tem em seu histórico outras peças românticas, ou seja, tem essa abertura ao tema e criei algumas peças.

A blusa de alças cruzadas não é novidade no mercado nacional, mas eu diria que o diferencial das criadas por nós é o conforto, a qualidade do tecido e possibilidade de regulagem de alças. Algumas blusas de outras marcas não tem a regulagem ou não tem elasticidade, o que pode complicar para meninas com busto maior ou menor. Ela está disponível em três tecidos diferentes. E precisávamos disso no mercado.

E por fim, o mainstream. Quando surgiu em 2009, o maior diferencial do blog Moda de Subculturas e que o fez chamar a atenção de muita gente era a conexão entre moda mainstream e moda alternativa. Mostrando como os dois mundo se conectam. Por isso essa coleção, chamada “Dark Glamour”, leva o nome da tag do blog para mostrar peças de grifes mainstream que tinham uma estética obscura.


Conheça as peças e seus detalhes:

Assim como outras marcas, a Dark Fashion não dá nomes fantasia à suas peças. Perguntei se podia dar nomes à elas e optei por nomes de mulheres inspiradoras nas mais diferentes áreas da cultura. Mulheres da moda, da literatura, da mitologia, da fantasia, do cinema, música e da cultura alternativa. Mulheres que impactaram o mundo a seu jeito, assim como as peças desta coleção tem seu impacto tanto na minha vida quanto na das clientes e admiradoras.


  • “Lisbeth” 5091 é o vestido com harness (arreio), um acessório fetichista que ascendeu ao mundo graças à subcultura pós punk. O vestido é em viscolycra preta, com busto forrado e saia assimétrica em duas camadas. Possui alças em courano com regulagem por ilhóses, onde você pode aumentar ou diminuir o decote de acordo com o tamanho de seu busto ou sua vontade.
    O harness, também em courano, é removível, tornando o vestido um modelo 2 em 1: com o harness é um vestido punk/goth estiloso e sem o harness, se torna um vestido preto básico confortável para todas as ocasiões. O harness pode ser aplicado em outras peças da Dark Fashion que possuem alças afiveladas. O nome “Lisbeth” homenageia a personagem Lisbeth Salander criada por Stieg Larsson, a personificação de uma mulher alternativa e segura de si, assim como a cliente da Dark Fashion.
  • “Doro” 5090 é o nome do vestido em viscolycra com sobresaia em tule. Suas alças são reguláveis na parte de trás e cruzadas na frente com ilhóses. O decote tem ilhóses e amarração. O nome do vestido remete à cantora Doro Pesch, que tem como forte marca de seu estilo pessoal o uso de corpetes com amarrações.
    Este vestido tem o busto forrado, saia mullet e sobressaia em tule também mullet em comprimento mais longo que a base em viscolycra. É um vestido super fresco, ideal para dias quentes. A saia fluída balança ao caminhar, delineando de forma maravilhosa todos os tipos de corpos, fornecendo um visual etéreo. A parte superior com as tiras de ilhós e amarração tem grande impacto visual. Um vestido super diferente e a cara da Dark Fashion!
  • “Dita” 5092 é o nome do vestido tubinho com alças cruzadas reguláveis. Inspirado na estética de começo de carreira da dançarina burlesca Dita von Teese, um ícone alternativo de mulher sensual porém elegante, justamente a proposta deste vestido. O modelo está disponível em duas versões de tecido: lycra cirré e veludo.
    Mas o vestido Dita surpreende: ele acompanha uma saia godê em tule com o cós ou em veludo ou em cirré. A saia de tule é uma peça emblemática na cultura alternativa e usada em cima do ajustado vestido 'quebra' sua sensualidade, trazendo um visual sofisticado e diferente. Perfeito pra quem quer sair do óbvio num vestido tubinho.
    Tecnicamente, o vestido “Dita” também vai te surpreender, pois a Dark Fashion é uma marca que preza por qualidade e também pelo conforto da cliente, fazendo o vestido ser forrado. Isso mesmo! Tanto o modelo em cirré quanto o modelo em veludo são forrados com viscolycra, fazendo com que o vestido apesar de justo, não marque de forma deselegante sua roupa de baixo e os detalhes de seu corpo. Não se preocupe que os tecidos são respiráveis! É bastante raro uma marca nacional pensar em forrar das peças e isso só demonstra a atenção aos detalhes da Dark Fashion. Não poderia haver elegância maior num vestido chamado “Dita”.
  • O vestido “Aurora” 5093 é certamente a peça mais impressionante que você verá nesta coleção. Um modelo super diferente do que é vendido no mercado alternativo nacional e leva este nome por parecer ter saído de um conto de fadas, podendo se tornar, com alguns ajustes, um vestido de noiva dark. Este vestido em viscolycra, tem decote império (logo abaixo do busto) franzido no decote, com detalhe em cirré logo abaixo do busto. Cirré também é o tecido de suas alças reguláveis. O brilho ‘molhado’ do cirré em contraste com a viscolycra e o tule, tornam a peça um modelo único.
    A saia do vestido é composta de duas camadas assimétricas de tule, longas e volumosas, dando à peça um ar etéreo, sublime, romântico, como se fizesse parte de um “dark fairytale”. Peças românticas são caracterizadas por tecidos fluídos e historicamente inspirados (neste caso, um modelo Império). Este vestido remete à uma imagem de fuga para o campo, para um mundo mágico e por vezes fantástico. O vestido perfeito para encontrar beleza nas sombras, seja na floresta, num castelo em ruínas ou no seu próprio palácio assombrado.
  • A blusa com tiras cruzadas, leva o nome de “Maya” 2029, homenageando toda a elegância do estilo Dark Pin-up. A blusa de alças cruzadas aparece na história da moda em meados do século 20 e desde então, se mantém como uma peça incomum e que aparenta muita distinção.
    A blusa está disponível em 3 (três) tecidos diferentes, cada um para uma ocasião. A levíssima viscolycra para o dia a dia, o veludo para um momento elegante e a lycra cirré para os momentos de lazer. Com certeza você vai querer possuir todos! A blusa possui alças reguláveis e é forrada na parte frontal, garantindo a elegância.
  • A saia de Tule “Madeleine” 5035 tem como base uma minissaia em visco lycra e por cima duas camadas assimétricas de tule de altura midi com as pontas adornadas com barrado de renda. O tule, transparente, de caimento fluído e esvoaçante potencializa o ar de mistério. O nome é uma referência à estilista Madeleine Vionnet que revolucionou a moda feminina com seus vestidos de saias transparentes que promoviam movimentos livres e naturais.

  • “Dóris” 2030 é o nome da blusa frente única em veludo com com decote princesa e detalhe em renda. Sua amarração se dá na parte traseira do pescoço com tira em veludo. Sem dúvida uma peça marcante! O nome homenageia as divas de Hollywood como a atriz Doris Day. Estas atrizes, fascinavam com seus ombros e costas de fora ajudando a popularizar o modelo frente única, peça que também está na história das subculturas sendo um dos modelos preferidos pelos jovens alternativos da década de 1960. 
  • A saia de renda “Olympia” 5034 tem como base uma minissaia em viscolycra, por cima possui uma camada assimétrica de renda de altura midi adornada nas pontas por um barrado de renda. A renda de caimento encorpado balança ao caminhar, resultando numa peça de sofisticada de beleza impactante. O nome é uma referência ao Monte Olimpo, local de morada dos deuses gregos, afinal esta é uma peça digna de uma mulher-deusa!
Modelo: Sana / Sapato: Reversa / Foto: Bárbara Tomásia Fotografia

Tecidos
A coleção Dark Glamour trás o conforto da viscolycra, a ousadia e a sensualidade do cirré e o clássico veludo, tendo como complementos a renda, o tule de malha e o courano envernizado.
A viscolycra (93% viscose, 7% elastano) é respirável, super confortável, macia e perfeita para os dias quentes.
A lycra cirré (85% poliamida, 15% elastano) fornece um brilho envernizado efeito látex ou brilho molhado (Wet Look), sendo uma malha resistente e confortável que não esquenta por conter fios de poliamida em sua composição. 
O veludo irlandês (95% poliéster, 5% elastano) trás o conforto por conter elastano e sendo um material mais encorpado é perfeito para dias amenos, locais com ar condicionado ou eventos e saídas à noite.
A renda (90% poliamida, 10% elastano) e o tule (90% poliamida, 10% elastano) são os tecidos que trazem a transparência, caimento fluido, remetendo a criações luxuosas sendo super adequados ao nosso clima.
O courano envernizado (material sintético) se destaca nos detalhes com ilhóses e tiras.


Fiquem de olho
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E não esquece o cupom de desconto: 
Cupom de desconto de lançamento: GLAMOUR
Cupom de desconto na loja/pós lançamento: SUBCULTURAS


Essa coleção mostrar um pouco do meu lado de estilista de moda alternativa. Unindo os universos que amo junto com uma grande marca brasileira do segmento. Adoraria conhecer a opinião de vocês sobre a coleção!




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6 de dezembro de 2019

Glamour Ghouls: conheça o sapato boneca criado em parceria do Moda de Subculturas com a loja Reversa

Como parte da comemoração dos 10 anos do blog, foi criado um modelo de sapato boneca em parceria com a loja Reversa, a maior loja alternativa do Brasil! 

Modelo único no mundo, inédito e exclusivo!


O sapato

A ideia era que o calçado fosse no modelo boneca (confira aqui a história do calçado), modelo que nós, autoras do blog amamos! É um clássico que nunca sai de moda. O desejo era que fosse em verniz. Não apenas porque é um material que caracteriza o sapato boneca historicamente, mas porque o verniz é um material resistente especialmente pra quem mora no litoral e sabe que qualquer roupa ou calçado em "couro falso" pode esfarelar ou mofar em poucos meses devido à maresia e alta umidade do ar. Então o verniz foi pensado de forma que o calçado tenha uma durabilidade temporal maior quando bem armazenado e conservado. Não foi apenas por uma questão estética embora sim, isso tenha sido levado em consideração visto que é um material que também remete à moda fetichista.

Sana (@sanakull) com o Glamour Ghoul / Foto: Bárbara Tomásia

Originalmente foi cogitado que o calçado fosse com o solado pata de bode (veja post aqui) que tem rolado muitos modelos no exterior, mas numa versão repaginada 2019. Mas acabamos optando por uma plataforma e salto que a Reversa já produz e que é superconfortável. Conforto era algo que estava desde o início na nossa mente.

Esse solado parece pesado mas é superleve! Salto 7,5 centímetros, plataforma 5 centímetros, resultando num salto "real" equivalente a apenas 2,5 centímetros. 
E tratorado - uma marca dos calçados da Reversa.
Foto: Sana (@sanakull)/ Foto: Bárbara Tomásia

Mas ele tinha que ter um 'edgy', algo que deixasse ele mais com nossa cara (minha e da Lauren). Então veio a ideia de colocar spikes em uma das tiras simbolizando várias subculturas que a gente ama. Pensei também em morcego, não apenas por ser um animal cujo formato está em voga na moda alternativa mas porque ele tem toda uma ligação com a cultura de terror que adoramos!

Foto: Sana (@sanakull)/ Foto: Bárbara Tomásia

Todo esse processo de desenvolvimento foi feito em conjunto com a Beatriz, proprietária da Reversa que foi opinando a respeito da viabilidade da forma, material e adornos.

Uma das ideias que ela trouxe foi que o morceguinho fosse de metal e fosse removível. Para que ele pudesse ser retirado quando a pessoa quisesse e também usado em outros calçados da Reversa como adorno. Ela também sugeriu as três tiras grossas. Sendo a da canela também removível.

Indo mais a fundo, você pode usar os morceguinhos de outras formas que inventar: colocando numa gargantilha, numa pulseira... é um acessório pra você exercitar a criatividade! 

Uma amostra da versatilidade: dá pra usar sem a tira no tornozelo.
Modelo: Sana (@sanakull)/ Foto: Bárbara Tomásia


Formas de uso:
- Originalmente, com 3 tiras sendo duas delas adornadas com morcegos;
- Com as três tiras mas apenas uma delas adornada com morcego;
- Com as três tiras mas sem os morcegos;
- Com duas tiras, uma com o morcego;
- Com duas tiras, sem morcego;
- Com as três tiras, mas cruzando a segunda e a terceira tiras (a de spikes passando por cima)
- Alguma outra ideia que você tiver...


Lindo demais!!
Modelo: Sana (@sanakull) / Foto: Bárbara Tomásia

A seguir veio a escolha do nome. Processo tão importante quanto à criação!
Escolhi "Glamour Ghouls" pois a união de verniz e o salto tornam o sapato glamouroso, não um glamour clássico mas um glamour alternativo, já que diversas estéticas alternativas fazem uso desse material de forma muito elegante, já a sola tratorada dá um tom "não mexa comigo"! E "ghoul" porque os morceguinhos remetem à cultura do terror, à Maila Nurmi (Vampira), de uma garota obscura e misteriosa, ou seja: o calçado perfeito para todas as glamour ghouls brasileiras!

Modelo: Sana (@sanakull) / Foto: Bárbara Tomásia

Espero que tenham gostado de conhecer um pouco do processo de desenvolvimento do produto e a história por trás. Essa foi a primeira vez que criei um calçado e agradeço imensamente à Beatriz da Reversa pela oportunidade! É mais uma conquista na história do blog!

Nos conte o que acharam do Glamour Ghouls!

Versatilidade: um pé com 1 morcego outro pé com 2 morcegos pra ilustrar as possibilidade de uso. É você quem decide que tira ficará com morceguinhos!


Esse é o link do calçado no site: 


"Parceria exclusiva Reversa com o blog Moda de Subculturas! Sapato tipo boneca em verniz com três tiras e aplicações de spikes, perfeito para todas as Glamour Ghouls! Possui detalhe de dois passadores exclusivos de morcego e solado tratorado. Material do cabedal:Poliuretano, material sintético de origem não animal com brilho envernizado. Solado: poliuretano injetado, material sintético de origem não animal. Salto de 7,5cm e frente de 5cm Forma: Este sapato tem a forma normal. Peça o número que costuma usar. Conservação: Passe uma flanela macia umedecida com água e um pouco de detergente neutro suavemente pela superfície da peça para remover a sujeira. Evite molhar o produto. Não exponha ao sol."







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21 de novembro de 2019

Juventude, Subculturas e Feminismo: Conheça a história do Sapato Boneca (Mary Jane shoes)

O modelo de sapato conhecido como "boneca", também chamado de Mary Jane, é um clássico da moda! Cheio de história, o calçado está nos pés tanto de crianças quanto de mulheres adultas e já ganhou as mais diversas versões: desde o modelo icônico criado pela estilista Vivienne Westwood até modelos que remetem à inspiração fetichista em salto agulha. Hoje vocês vão conhecer um pouco mais sobre esse calçado que nunca saiu de cena na moda alternativa!


Modelo clássico em verniz da loja Reversa


O começo

O sapato boneca surge como um calçado unissex, especialmente feito para crianças. Vocês já devem ter visto a cena em que  John Kennedy Jr. bate continência no funeral de seu pai, o ex-presidente americano  John Kennedy,  em 1963. O garotinho vestia este modelo de calçado. Assim como a famosa atriz mirim de Hollywood, Shirley Temple, usou-os de 1935 a 38.


Shirley Temple usando sapato boneca.

O motivo das crianças serem vestidas com o modelo é fundamentalmente por conta de uma tira que passa por cima do peito do pé, que impede o calçado de cair dos pézinhos que aprendem a andar ou correm por aí. 

Conhecemos por "sapato boneca" aqui no Brasil, justamente pelas bonecas (normalmente de feições infantis) serem vestidas com este modelo. Já o hábito de chamá-los de "Mary Jane" surge apenas em 1902 vindo de uma personagem da tirinha Buster Brown, desenhada por Richard Outcault publicada no Herald em Nova Iorque até o ano de 1906. A tirinha foi de extremo sucesso nos EUA, tanto que foi capitalizado e modelos do calçado foram vendidos associados aos personagens. Esse nome americano também é popular aqui no Brasil. 


Tirinha Buster Brown onde o garotinho e a garotinha vestem "Mary Janes"

Características

Sua marca primordial é ser um sapato preto de verniz, mas o que de fato define o modelo é a presilha por cima dos pés, que pode ser abotoada, com velcro ou fivelas; saltos (originalmente) baixos e bico fechado e arredondado.

 Reversa, uma das principais lojas alternativas brasileiras, já lançou diversos modelos de sapato boneca, seja no modelo clássico, seja em variações:


Da juventude ao "feminismo"

Na década de 1920, o modelo passa a ser muito usado pelas mulheres, especialmente as jovens. Quem lembra do post sobre as Melindrosas? Mas é só a partir da década de 1930 que aos poucos a ideia de que era um calçado apenas feminino começa a se difundir.



O calçado também parece estar muito associado à emancipação feminina e ao feminismo (liberal), observa-se que todas as épocas que as mulheres tomaram as rédeas de sua posição política na sociedade, o sapato ascende como moda. Um exemplo bem forte disso é que na década de 1960, o período do terremoto juvenil na Inglaterra, o calçado reaparece nos pés das garotas... 




... e da famosa modelo Twiggy - ícone da década - e em lojas como a Biba (clica aqui pra ler nosso post sobre a loja!). O estilista Courreéges, considerado criador da minissaia, peça revolucionária, também utiliza o modelo em sua marca. 




Vocês também devem lembrar de ver este modelo de sapato sendo usado com meias brancas até os joelhos, ou meias estampadas em imagens dos anos 1970. 



Na década de 1990, permanece associado à juventude e rebeldia quando os vemos nos pés das meninas grunges como Courtney Love e Kat Bjelland, mais especificamente no estilo Kinderwhore, visual que exatamente fazia  a mistura de infância e vida adulta. 





Naquela mesma década o calçado virou moda, e é possível vê-lo em diversas atrizes de cinema. 
Curiosidade: leia nosso post "Por que os anos 90 estão tão em voga".





Não é novidade dizer que há décadas o calçado está presente na moda das mais diversas subculturas (abaixo, sapato boneca na moda lolita) e tem ganhado novo fôlego de uns cinco anos para cá. Definitivamente o sapato boneca não parece sair de cena tão cedo!




Nas subculturas o calçado ganha traços mais exagerados, como a adição de plataforma e salto Anabela ou saltos grossos. Assim como adornos dos mais diversos tipos, como pingentes. 




Recentemente postamos sobre o retorno do solado conhecido no Brasil como "pata de bode", vários daqueles sapatos tinham o modelo boneca. Clica aqui pra ler a postagem.




Isso nos leva de novo à seu simbolismo feminista liberal, já que alguns consideram que estamos vivendo a quarta onda do feminismo e curiosamente, o sapato boneca voltou à moda há alguns anos.




E vocês, o que acham do calçado? 
Gostam do sapato boneca/Mary Jane?





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