.Moda de Subculturas - Moda e Cultura Alternativa.: 2014

25 de dezembro de 2014

Looks do Dia Alternativos: reais, comerciais ou idealizados? O que quer o leitor?

Pessoas que apreciam estéticas alternativas, gostam de expressar sua individualidade através das roupas em looks únicos, autorais ou de acordo com as subculturas que são parte. 
Mas como os Looks do Dia (e as sugestões de compras da blogueira) podem funcionar pra esse público que, em sua origem, não gosta de imitar ninguém? 
E outra questão: o que o público alternativo quer ver nos looks de blogs alternativos? A realidade, o desejo ou o idealizado?


Muitos blogs com ênfase em publicidade e lifestyle (incluindo Looks), criam uma relação de vouyerismo e poder com suas leitoras. A blogueira detém o poder da vida ou objeto desejado e as leitoras, vouyers, recebem um estímulo de consumo à curto e médio prazo. Porém, devido aos publiposts, nem sempre há garantia de que você conhece bem a autora, surgindo assim, uma linha tênue de "ser ela mesma" e uma espécie de "fashion victim" que vende um produto.

Há quem diga que blogs sem looks da blogueira são impessoais. Eu não concordo. Sempre há a opinião do autor nos artigos e estes  indicam que tipo de assunto o autor gosta/tem interesse em abordar, revelando assim, um gosto pessoal. 
Quando se trata de Looks em blogs alternativos, sinto uma espécie de faca de dois gumes, não apenas porque Moda e tendências mainstream nunca estiveram tão poderosamente influentes dentro da cena alternativa quanto ao tema abordado [neste post], a questão de manter a autenticidade em meio aos merchans.

Existe uma linha tênue entre indicar uma peça num look (como você usaria) e a relação curta e efêmera de um leitor que viu a peça no look, não curtiu o jeito que foi usado e fica achando que aquela peça não compensa ser comprada. Quando se trata de moda alternativa, eu acredito que não podemos limitar o olhar do outro. Precisamos dar opções e deixá-lo livre pra decidir como usar algo. Dar referências e inspirações e não necessariamente ideias prontas do tipo "use assim", "use com isso" ou "como usar..."

 

Como os Looks e as sugestões de compras da blogueira podem funcionar pra esse público que, na teoria, não gosta de imitar ninguém? 

Acredito que possam funcionar como dicas e não como regra a ser seguida.

Nós prezamos muito que cada um desenvolva seu próprio estilo dentro da subcultura que faz parte ou se identifica. É preciso que haja o toque pessoal que é o que vai te diferenciar de outra pessoa com a roupa igual à sua. 
O produto que indico aqui pode não servir para seu estilo pessoal, mas uma visita ao site da loja pode te fazer gostar de outra peça ou lembrar de outra pessoa e assim você indica a loja à outra, formando assim, uma corrente de divulgação alternativa.

Um look pronto mostra como eu usaria a peça. Mas cada um tem seu estilo particular e precisa desenvolver sua criatividade sem se prender aos looks prontos. Há quem sofra de insegurança, pensando que se não usar a peça “x” que tá na tendência e que a blogueira está indicando, não estarão por dentro...
Não é estranho quando um alternativo não consegue montar os próprios looks? Não é exatamente o alternativo que usa a roupa que quer, como quer, sem ligar se tá de acordo com as regras ou não? De repente, os blogs também tem essa influência negativa de deixar quem é mais inseguro refém de uma aparência ideal e “correta”. 


O perigo das alternativas não questionarem a cultura de massa 
e continuarem externalizando machismo e gordofobia.

Um dos desafios dos blogs alternativos de Moda e Looks é não questionarem a cultura de massa. Espaços alternativos precisam ser questionadores, senão, não podem ser considerados "alternativos". Não podemos transmitir aos leitores, as mesmas neuras de moda e estilo que blogs mainstream passam, ao contrário, precisamos incentivar as pessoas a assumirem ser elas mesmas, independentes das opiniões alheias, não serem mais uma ovelha seguindo o rebanho.

Somos brasileiras e temos corpos (e cores) diferentes das Americanas e Europeias. Em redes sociais como Lookbook.nu e Instagram, status e popularidade se fazem importantes através de hypes e likes. É comum garotas brancas, magras e com pernas longas no lookbook.nu (site que inspira muitas blogueiras). E é possível que brasileiras queiram imitar seus corpos na ilusão de que a roupa cairá melhor. Será que além de criarem o “melhor” look pra ter mais likes e hypes, ao mesmo tempo, induzem-nos a desejar corpos idealizados que não são nosso padrão??
Estilos pessoais e patrocinados de blogueiras chegam a nós e por hábito, tendemos a usá-los como referência. Mas até que ponto queremos ser como elas? Como essa loucura de imagens e informações de um mundo “hemisfério norte” altera nossa própria visão de estilo?

É muito chato que garotas "alternativas" desejam ter corpos idealizados pelo mainstream. É como se anos e anos que as subculturas pregaram o “seja você mesma” tenham se convertido em “seja como a mídia quer que você seja”. É uma cultura que insistimos em copiar. Precisamos parar de copiar estéticas machistas, sexistas, gordofóbicas de fora e do mainstream! Nosso corpo é diferente, podemos ser estilosas, nós temos capacidade, não precisamos imitar o corpo de ninguém. 


As europeias têm um ideal de beleza de pernas longas, por isso usam e abusam de sainhas curtinhas, porque pra cultura mainstream delas, as longas pernas são sexies, estão nada mais nada menos do que mantendo um estereótipo de sensualidade regional. Porém, acho legal salientar que, ao contrário dos alternativos americanos que cada vez mais se rendem aos padrões da beleza mainstream, especialmente na Inglaterra ainda respeitam o verdadeiro conceito de alternativo, é bem fácil encontrar meninas fora do padrão corporal, publicando seus maravilhosos estilos em suas redes sociais.

Gordofobia zero! É preciso que fique claro que estilo próprio independe de "formato de corpo" ideal.

O que o público alternativo brasileiro quer ver nos looks de blogs alternativos:
 a realidade, o desejo ou o inalcançável?

Meses atrás fiz uma pesquisa de opinião no MdS e uma coisa que me surpreendeu foi a relação de amor e ódio dos leitores com a sessão "Look do Leitor". A ideia da sessão era publicar fotos de estilo pessoal que os leitores me enviavam. Claro, alguns se montavam, só que outros menos. Dentre os leitores que disseram adorar a sessão, gostavam porque os looks se aproximam da realidade mostrando como adaptar ao Brasil, pois os looks do exterior seriam "distantes" de nossa realidade. Os que não gostavam da sessão alegaram que os looks eram "muito simples". 
Então, pergunto: o que é um look alternativo simples? Temos que sair montados com vinil e bota de plataforma às 14h? A atitude conta muito num look alternativo. E como reclamar que os looks são muito simples sendo que muito do que se vê hoje são 200 garotas vestidas iguais com o "alternativo" de lojas de departamento? Looks simples e autorais não pode, mas looks fast-fashion parecidos uns com os outros pode???


 O que o leitor de blogs alternativos quer em  termos de 
posts de looks e maquiagens?

Muitas de nós visitamos blogs de moças alternativas estrangeiras e apreciamos seus estilos pessoais ou looks do dia. Mas a realidade delas é um pouco distante da nossa. Não apenas pela disponibilidade de roupas e acessórios iguais ou semelhantes aos delas são escassas ou inexistentes aqui no Brasil, mas também devido ao clima que é diferenciado. 
Lá fora, elas têm acesso fácil à lojas e produtos alternativos, nós aqui, podemos passar uma vida inteira sem nunca ter conseguido nos vestir como gostaríamos devido à escassez de produtos.
Em países como EUA, Inglaterra ou Japão, a moda alternativa é algo muito palpável, basta sair às ruas pra encontrar uma loja física de produtos diversos. Há toda uma cultura já enraizada em algumas cidades ou bairros fazendo com que haja opções do alternativo ter locais para comprar e usar suas roupas. 

"Por mais que digam que os leitores queiram ver coisas reais, úteis, que possam ser incluídas no dia a dia delas, a maioria das leitoras, quer mesmo ver aquilo que é inatingível e distante, idealizado, porque talvez isso seja do ser humano, mesmo, independente de ser alternativo ou não", disse certa vez Erika, do Black Baroque

Sim, eu acredito que o idealizado e distante é do ser humano, MAS o que acho que também acontece é que viciamos e romantizamos nosso olhar pro estrangeiro! Damos ao estrangeiro idolatria e pensamos que teremos status quando nos tornarmos semelhantes à eles, pois temos uma autoestima baixa, uma síndrome de vira latas! Mas não deveria ser assim! Não podemos nos prender somente ao que vem de fora desvalorizando quem faz looks autorais, instrutivos e diferentes no Brasil.

Nós temos um clima complicado e tendemos à medida que ficamos mais velhas a garimpar e peneirar mais nossos estilos pessoais, criando nossas identidades. Sabemos que temos poucas lojas alternativas e pouca variedade de estilos, e também temos poucas opções de lazer na maioria das cidades brasileiras, assim, como usar o alternativo no dia a dia? Não é interessante que mais de nós mostremos isso?

Ou será que os leitores ainda preferem que postemos apenas looks de balada, estilos inatingíveis ou looks prontos? Será que não é mais interessante a blogger mostrar estilos e variedades reais e possíveis dentro de seu estilo pessoal??


Giovana, Erika, Rúbia, Marcela, Sandila: são apenas algumas das brasileiras alternativas que sou fã dos looks próprios, autorais e  completamente adaptados à realidade nacional. 


E vocês leitores, o que buscam em Looks do Dia da blogueira?


* Postado originalmente em abril de 2014, em meu outro blog que não está ativo no momento, importado e com texto adaptado ao MdS pois é um tema que merece ser trazido à tona aqui também.

Coleção Veludo da Black Frost: Review da Blusa 122

Há um tempo atrás recebi a Blusa 122 da Black Frost. Não é nenhuma novidade eu falar bem das peças da marca aqui porque eu realmente aprecio tanto os designs quanto a qualidade. 
 


Quando a Black Frost lançou a coleção veludo, essa blusinha foi a que "menos gostei". Digamos que eu a via no site e pensava que ela era chamativa demais, que os ilhóses naquele lugar não rolavam e que era uma peça dispensável. Mas o tempo passou e cada vez que eu entrava no site, ficava alguns minutos analisando-a e pensando em como poderia usá-la com as peças que tenho no armário! A considerava um desafio porque o estilo que a Alexandra usa é bem diferente do que eu usaria. Cá entre nós, eu não tenho um corpão sexy! 

A blusa e os detalhes.
Mangas com um recorte bem diferenciado, ilhóses enfeitando acima do busto e corpo franzido com tiras de verniz na lateral.

 

Decidi escolher a peça e não me arrependo. Eu estava errada sobre ela. O corpo, além de confortável, pra mim que sou magra e despeitada, os franzidinhos dão um voluminho localizado e quanto aos ilhóses perto dos ombros, acabam por se tornar o destaque da peça ou do look, não precisando acessorizar muito por exemplo o cabelo, já que o detalhe da blusa é o ponto de atenção do topo do seu corpo. Como ela tem essa manga diferente, na hora de vestir sempre fico em dúvida se enfiei o braço no buraco certo kkkk!
Eu chamo esse look de "Veludo Rebelde" porque a saia de pregas dá um ar meio punkzinho.
Eu gosto de desmistificar essa coisa de que só dá pra usar roupa da Black Frost de forma sexy ou tendo um corpão. Dá pra fazer look casual do dia a dia, um look bem simples e real, a prova que a peça não é de uso limitado. Não é porque no site da marca a peça tá sendo ilustrada com legging que você precisa usar com legging, vá e crie opções com o que você tem no armário!


*publipost.

24 de dezembro de 2014

No blog da Queen of Darkness: Gothic Outfits for Summer… in December

Meu primeiro post para o blog da loja alemã Queen of Darkness já está no ar!
São dicas de peças super adequadas ao nosso clima quente e natalino com peças da loja.
Acessem o link e sintam-se a vontade pra comentar lá qual look é seu preferido ("My favorite look is...") :)



 Quem não entender inglês, estou escrevendo o texto aqui embaixo:

 "Nós, que vivemos no Brasil, África do Sul, Austrália e outros países quentes no hemisfério sul, sabemos muito bem que o Papai Noel escandinavo nem sempre se encaixa nossa vida real. Ao andar nas ruas e vê-lo vestido em pele e veludo aos 40º C, todos nós nos sentimos ainda mais calor e o desejo de fugir pra longe do bom velhinho!
Mas você não precisa ficar doente de calor como o pobre Papai Noel visitando o hemisfério Sul, vou mostrar algumas peças frescas e não menos comemorativas da Queen of Darkness!
* Com esse vestido vermelho com renda preta você manteém o glamour sem perder a pose!
* Você prefere preto? Sem problemas! Este vestido de cocktail é uma ótima opção para não passar calor!
* Se você prefere um vestido simples e mais despojado, este pretinho com uma caixa torácica na parte de trás é super legal!
* Prefere um conjunto confortável? Este top preto e vermelho com a saia curta com tule é o meu par favorito!
Qual é  seu look gótico favorito?"

 

*Post Colaborativo

22 de dezembro de 2014

Blogs, patrocínio e consumo: como adaptá-los ao cenário alternativo sem perdermos a identidade?

Quando alternativos criavam blogs, costumavam ser voltados à musica, arte e outros aspectos subculturais. Assim sendo, tendiam a priorizar conteúdo intelectual, porque teoricamente os alternativos eram os seres críticos e pensantes da sociedade.

Porém, com o tempo, a ideia de publicidade, comum em blogs de moda mainstream, também se expandiu aos blogs alternativos. Talvez estes espaços tenham demorado pra entrar na onda comercial por causa de uma resistência natural de “se render ao sistema”. Então, se antes os blogs alternativos falavam de variedades da cena underground/subcultural, hoje boa parte deles fala também de produtos comerciais. Já é comum neles o patrocínio de lojas, afinal, oferecer conteúdo relevante ou interessante na web exige dedicação e muito trabalho, e nada mais justo que ele seja recompensado.


O Moda de Subculturas é um blog focado em artigos autorais que também divulga marcas alternativas, afinal, "Moda" é algo que está em nosso nome. Desde o começo do blog quis indicar aos leitores boas lojas alternativas, pois lojas mainstream estão em todo lugar. É importante que as lojas cheguem ao público de nicho, muito mais do que números, é importante que um leitor que mora no Oiapoque ou Chuí, saiba que existe uma loja alternativa virtual que vende o estilo que ele gosta. Essa união entre lojas e a mídia alternativa (blogs) são importantes quando se trata de nichos, pois promove o crescimento de ambos!


Mas lidar com os aspectos comerciais de um blog de nicho não é tão fácil quanto parece. Durante nosso caminho, surgiram tais questionamentos:

- Como dosar as linhas de publicidade/consumo com bons artigos autorais dentro do blog?   

- Como convencer lojas que o público pode não consumir o produto de imediato (afinal, peças alternativas têm um estilo mais específico e custam mais caro) mas o simples ato de saber que uma loja x existe pra quando ele precisar, é um fator importante à médio prazo?

- Ficamos nós, blogueiras, numa saia justa, divididas entre publicidade mainstream fácil (as propostas por email são constantes) e a difícil mas maravilhosa originalidade das lojas alternativas?


Com a estética alternativa popularizada em lojas mainstream, as lojas do nicho ganharam concorrentes indiretas de peso comercial. Não raro, são as lojas mainstream que fabricam na Ásia que tem mais cacife pra bancar patrocínios em blogs de nicho, assim, as reais lojas alternativas ficam ainda mais suprimidas quando as lojas mainstream tomam os espaços alternativos.   


O cartoon mostra duas garotas que encontraram uma blusa da Patti Smith, sapatos incríveis, cruzes invertidas, caveiras e questionam:
 "quando os shoppings se tornaram tão legais?"


Se o alternativo invade o mainstream, o mainstream também acaba por invadir o alternativo se a pessoa abrir a porta para isso. A partir do momento que espaços alternativos mudam seus formatos pra se adaptar ao sistema tornando-se parecidos uns aos outros em termos de publicidade, acaba fazendo falta o charme do conteúdo pessoal, das fotos espontâneas, do toque único de cada um. Ficamos reféns de conteúdos rápidos para manter acessos, de fotos e cenários perfeitos que não vendem um produto mas um "lifestyle", um "status" que deve ser desejado e copiado.

A chamada "Blogagem Coletiva" surge pra resgatar o tipo de postagem que os blogs perderam numa era onde tudo virou espaço para venda: são grupos que promovem posts com temáticas diversas mas de cunho pessoal, pra trazer um pouco mais de humanidade e menos materialidade aos blogs.

Na contrapartida (e até mesmo resistência) de tudo isso, existem blogs alternativos nacionais (com publicidade ou não) que trazem conteúdo próprio e looks muito bons. Percebemos de cara, tanto via layout quanto via postagens, a ligação das autoras com alguma subcultura/mundo alternativo. Seus looks do dia são próprios, comprados, recebidos, montados ou desmontados, reais... são como uma brisa refrescante num dia de calor: te fazem sorrir e admirá-las.


O maior desafio das blogueiras alternativas quando colocam publicidade em seus blogs é: não oferecer mais do mesmo e manter seu estilo pessoal mesmo que ele não seja a regra.

O público alternativo não é maioria, tem um gosto específico e percebe quando algo é falso. Não gosta muito de ver coisas "massificadas", iguais. É um público muito mais exigente que o público de massa. É preciso apresentar produtos pra este público de forma verdadeira, com opiniões que não imponham, mas informem e construam. 

Nem sempre a forma que blogs mainstream apresentam produtos é ideal para nosso público. Falar de Moda não é "eu acho essa peça isso ou aquilo" ou "essa peça combina com essa podem comprar". Para falar de moda é preciso ter cultura de moda ou no caso alternativo, "experiência" com determinado estilo.

Também existe o imenso desafio de nós, autoras, termos de lidar constantemente com lojas alternativas cujos proprietários ainda não têm maturidade pra entender que gerem uma empresa de Moda. São pessoas que fecham parceria e desaparecem; que fecham parceria e desenvolvemos o necessário para criação de posts sobre a marca, não enviam os produtos prometidos e você perdeu tempo e energia se dedicando à marca delas. Existe preconceito com espaços que não fazem looks do dia - não compreendem que o público consome o produto de outra forma; existe o preconceito com blogs que fazem looks do dia mais "reais". Há as lojas que querem exclusividade de divulgação mas não oferecem nenhum tipo de patrocínio ou compensação pela tal "exclusividade". E sem falar também da síndrome de vira latas (assunto pra um post especial que estamos montando!) que desvaloriza o nacional mas endeusa o estrangeiro. Nós somos a ponte com o leitor-cliente e não indicaremos lojas que não levam seu próprio trabalho ou imagem à sério e pensam que nosso leitor, por curtir um formato diferente de blog, é menos apto ao consumo da empresa delas. 


Quando se trata de blog alternativo...
Espaço e oportunidades são menores. Todo mundo que tem blog neste nicho, tem porque ama, porque querem se auto expressar e divulgar o mercado alternativo nacional.
Este blog cresce a cada dia mesmo não seguindo modismos, então existe público que aprecia quem não segue um formato igual à todos. 

Nós temos espaços alternativos (eu e outras blogueiras alts) que têm admiradores e temos o desafio de falar de marcas e lojas pra um público exigente que pede por diferenciação e ao mesmo tempo o desafio de lidar com lojas de nicho oferecendo postagens de qualidade com opiniões reais e um espaço de divulgação que lojas alternativas não encontram em outras mídias.


Pro próximo post sobre comportamento: o que o público alternativo quer ver nos looks do dia?


* Postado originalmente em abril de 2014, em meu blog pessoal, importado e com texto atualizado para o MdS.

Sorteio: Acessórios da Dark Fashion!

Este mês a Dark Fashion comemora seu 7º ano de existência, e é claro que o presente vai pros clientes mais que especiais que acreditam e apoiam o trabalho da loja. 

Em parceria com o Moda de Subculturas, a loja está realizando o terceiro sorteio do mês, o último do ano aqui no blog e desta vez o prêmio é um kit com acessórios da loja!
O kit é composto de: meia 8104, Bracelete 502, colar 210 e gargantilha 200.
 


Para ver os outros sorteios e vencedoras:
*Sorteio 1: Corpete
*Sorteio 2: Legging


Regras: 
- Compartilhar publicamente a imagem do sorteio presente na fan page da Dark Fashion ou do MdS [esta]

- Preencher seu nome e email abaixo (obrigatório porque é esse aplicativo que fará o sorteio):
Nunca participou de sorteios, por esse aplicativo? 
Sem problemas, aqui está o passo a passo:

- Escolha o ícone: email, facebook, instagram etc... e preencha seu nome e email.
- Responda a pergunta solicitada para ganhar mais uma chance (não é obrigatório).
- Confirme e pronto! Já está concorrendo! Você receberá um email confirmando sua participação.
* Não esqueça de compartilhar a imagem do sorteio no face!!   


Data de finalização do sorteio: 26/12/2014 
A sorteada será avisada por email e terá 24 horas pra responder apresentando o link do compartilhamento público da imagem / print screen.
A não apresentação das provas dentro do prazo acarretará a desclassificação e novo sorteio será feito.


 Atualização 27/12/2014
A sorteada foi  Maragno Thayhá, ela compartilhou o link e já foi enviado um email de contato.


20 de dezembro de 2014

Subculturas, identificação estética e de grupo


Vamos pensar em subculturas no seu conceito tradicional.

Fazer parte de uma subcultura é ser parte de um grupo que compartilha as mesmas ideias, sendo assim existem regras estéticas (com significados simbólicos) de identificação a serem seguidas.
Quando pensamos em subculturas como a punk, a gótica e a rock/metal, lembramos de suas origens de jovens rebeldes, contestadores, questionadores, avessos às regras impostas pela sociedade e em alguns casos, com atitudes anti-capitalistas. As roupas entravam como expressão da criatividade, uma novidade estética proposta por estes grupos que não necessariamente visavam serem “aceitos”, mas mostrarem diferença de ideias através do vestuário.
Em subculturas como a punk, gótica e metal, por exemplo, o senso de grupo é extremamente importante, o que significa que pra você fazer parte delas, além de curtir o som, dever se vestir "igual". Este "se vestir igual" é necessário porque roupa é a linguagem que estes grupos empregam para se comunicar uns com os outros indicando interesses comuns ou envolvimento com atividades semelhantes.


Calça jeans e camiseta preta costuma ser o traje oficial da subcultura metal. 
Se vestir igual, significa concordância de ideias e gosto por atividade semelhantes. 
A subcultura surgiu na classe trabalhadora, por isso esse tipo de roupa é usada. 
O cabelo longo é herança hippie e os acessórios referência punk. Mesmo com roupas "iguais", estudos sociológicos dizem que os headbangers são e adoram serem únicos!


Ser parte de uma subcultura não era simplesmente ficar com o lado divertido da vida. Era ter uma atitude heróica contra a cultura de massa. Tanto que muitos nunca tiveram empregos normais e nem vida dupla de "usar roupa careta pra trabalhar", muitos se mantiveram no underground trabalhando em lojas de roupas, discos ou na cena noturna. Mas com o passar das décadas isso deu uma mudada. As gerações mudaram. O mundo mudou. A internet chegou. O capitalismo nos abraçou. À medida que os costumes da sociedade e as gerações foram mudando, muitos punks, góticos e headbangers se adaptaram ao mercado de trabalho e amenizaram seus estilos porque tornou-se necessário ter uma participação maior dentro do sistema (o corporate goth é um reflexo dessa mudança de comportamento).

Atualmente, os jovens têm laços cada vez mais frágeis com as subculturas, as ideologias foram substituídas por estéticas vazias de significado - muitos não se interessam em saber o simbolismo da peça de roupa que estão usando. Hoje em dia é praticamente impossível criar qualquer subcultura que se coloque em oposição ao mainstream porque o mainstream se apropria dela em pouco tempo. Isso é um processo comercial e econômico. Significa que o capitalismo chegou ao ponto extremo de tornar subculturas como parte do mainstream, pelo curioso fato de que elas deixaram de fazer resistência aos valores da cultura dominante.

Se você é uma pessoa que não resiste aos valores da cultura mainstream e até os aprecia, como você pode se identificar com alguma subcultura específica?
Você não se identificará.


Por que as subculturas aparentemente deixaram de
fazer resistência ao mainstream?
Subculturas são formadas por pessoas. As gerações mudaram, estas pessoas não querem mais ser parte de um grupo, querem ser individualistas. O mainstream te abraçou com uma sociedade em que absolutamente tudo é fabricável, desejável e comprável e você aprecia e quer fazer parte dessa vida de consumo, não quer resistir à ela ou criticá-la. Numa era de selfies e likes, uma vida em grupo, gostos e atividades em comum, parece ser desinteressante para as pessoas.

É cada vez menor o interesse dos jovens de serem parte de um grupo subcultural. Estudos dizem que se este comportamento permanecer, em poucas gerações as subculturas em seu conceito tradicional estarão extintas. Será que conseguiremos reverter suas extinções?
 



A Era da Individualidade
É comum ouvir da geração que é adolescente/jovem no século XXI que eles não se encaixam em nenhuma subcultura e dizem pertencer ao universo alternativo como um todo. Ao invés da identidade de grupo há a identidade fragmentada; ninguém quer ser rotulado, o comprometimento e os laços com a subcultura são fracos, o que faz os jovens “trocarem” de subcultura quando bem quiserem; passeiam entre várias delas; ao invés de pertencerem à uma subcultura por seus valores e crenças, faz-se parte delas pelo fascínio das roupas e da imagem; a auto imagem autêntica virou um não autêntico diverso.

Essa é uma característica dos chamados jovens da geração Y ou Millennials. São jovens nascidos a partir do ano de 1979 até metade da década de 1990. Os jovens da geração anterior, a X, ainda preservavam o conceito tradicional de subculturas. Por isso, é possível ver pessoas na faixa dos 40 anos ainda fiéis à subcultura gótica ou headbanger, por exemplo. 

A modelo Lady Amaranth é gótica. Ela é do tipo de pessoa que se identificou com uma subcultura e permaneceu somente nela a vida toda, sem mudar pra outra. 
Algo raro entre a geração Y.

 
Em contraste com Lady Amaranth, jovens da geração Y se declaram individualistas e sem interesse em pertencer à uma subcultura específica e sim, ao universo alternativo como um todo. Essa identidade fragmentada se reflete nas roupas. Uma mistura de tendências moda mainstream contemporânea com moda alternativa. A garota da foto abaixo gera uma análise interessante, suas referências estéticas são as mais diversas. As roupas podem ser de lojas mainstream. Notamos referências das subculturas: Heavy Metal, Hard Rock, Pastel Goth/Creepy Cute (meias, cruzes) e cultura pop. Outro aspecto interessante é o padrão de beleza mainstream (magra, alta, loira, traços delicados).




"Sou individualista. Não quero me ligar à nenhuma subcultura pois não me interessa seguir as regras estéticas. 
Quero entrar no terreno delas com roupas muito diferentes das que elas propõem."

E quando uma pessoa quer frequentar a cena metal, mas não quer usar tacha e blusa/preta de banda? Ou quer frequentar a cena gótica mas não quer usar preto, por exemplo?
Subculturas têm suas regras estéticas que precisam ser respeitadas. Se você vai num local que é o espaço de uma subcultura, mesmo que você não seja daquela subcultura, precisa respeitar. Roupas são símbolos, é forma de linguagem, o não uso desses símbolos te leva ao julgamento como intruso, uma pessoa que não pertence àquele ambiente e nem foi convidada como exceção.

As subculturas são antes de tudo um grupo com interesses em comum. Uma roupa errada pode simbolizar discordância de ideias com aquelas pessoas. É preciso que exista um respeito ao dresscode.
Parta sempre do princípio da diplomacia: se quer ir num bar/show de metal, mas não quer usar couro e spike, respeite a subcultura, o espaço dela e use elementos neutros que não agridam aquelas pessoas (um jeans e um camiseta podem funcionar na cena metal e um vestido liso pode funcionar na cena goth!) ou simplesmente... não vá. Às vezes é preciso ter sensatez.

"Insisto! Não quero respeitar o espaço da subcultura, quero ir no show de Metal usando um vestido florido azul com rosa e verde e um sapato prateado! 
Acho que eles é que estão errados em me julgar."

É seu direito se vestir como quiser. Mas o traje que você usa sempre vai passar uma mensagem no ambiente que você entrar. Se você toma a decisão de ir no terreno de um grupo mostrando que não concorda com as regras estéticas deles, também deve que estar apto e aberto pra aceitar que poderá ser considerado um intruso e até mesmo ser hostilizado. Lembre-se que subculturas são feitas de pessoas com ideias opostas ou paralelas ao considerado padrão e que cada um dos elementos que usam tem uma simbologia/significado. 

 Subculturas são fontes riquíssimas em matéria de estudos sociológicos, antropológicos e de moda. A moda além de usada como auto expressão reflete um descontentamento com os padrões sociais vigentes através da simbologia de suas roupas.  Ainda hoje no Brasil, existe a necessidade de falar mais sobre subculturas para desmistificar muitas coisas e, ao mesmo tempo suprir a falta de informação sobre elas.


* Postado originalmente em agosto de 2014, em meu blog pessoal, importado e com texto atualizado para o MdS.

18 de dezembro de 2014

Dica de Loja: Queen of Darkness

Como eu já havia comentado na semana passada, fui convidada pra ser embaixadora no Brasil da loja alemã Queen of Darkness, neste post vou apresentar um pouco da loja.


A Queen of Darkness tem 10 anos de existência e produz suas próprias coleções. Como aqui é verão, lá é o oposto: a marca acabou de lançar uma coleção de inverno cheia de peças lindas!
Eu fiquei um bocado triste na hora de escolher as peças da loja porque não tinha condições de eu pedir as peças da nova coleção... mesmo no nosso inverno eu não usaria determinados casacos, por exemplo. E embora a coleção tenha sido lançada recentemente, duas peças que eu curti muito já não estavam mais no estoque, pra ter ideia da velocidade que foram vendidas! Eu acabei escolhendo peças mais leves e usáveis no verão e inverno daqui, tomara que cheguem logo pra poder apresentar pra vocês e dar meu parecer sobre elas.

Neste post optei por postar peças mescladas da coleção de inverno que são possíveis de usar aqui no Brasil e da coleção passada de verão. Nosso frio vai começar lá por maio, então dá pra comprar as peças agora e guardar pra época de clima mais ameno.

As I had commented last week, I was invited to be an ambassador in Brazil in Brazil for the German store Queen of Darkness. The shop has 10 years of existence and produces its own collections. While here is summer, the european brand has just released a winter collection full of beautiful pieces!
I was a bit sad when choosing the store parts because I could not ask the pieces of the new collection ...in our winter  I would not use some coats, for example. And although the collection has been launched recently, two pieces that I enjoyed were no more available in stock,
to get an idea how fast those were sold! I ended up choosing lighter and wearable clothes for brazilian summer and winter, hope the package arrives soon to be able to present it to yo and give my opinion on them.
In this post I decided to show parts of the winter collection that are possible to use in Brazil and some pieces of last summer collection. Our cold will get there by May, so you can buy now and save them for the time of milder weather.



Da coleção atual de inverno, eu destaco essa saia longa que vem com uns prendedorzinhos e ela fica mais curta na frente! Eu não pedi ela porque eu sou mais fã de saias curtas, mas eu noto que este é um tipo de produto que não é comum ver a venda aqui, por isso destaco esta peça especificamente.
From the current winter collection, I highlight this long skirt that can be shortened at the front! I notice that this is a type of product that is not common to see on sale heree, so I highlight this piece specifically for brazilian readers.



Eu adorei tudo desta pequena seleção: a primeira jaqueta é em tela e renda seguida do segundo look que tem uma blusa de manga longa em renda e saia com organza (coleção nova). O terceiro look também é coleção nova de inverno, a saia é uma ótima escolha pra um corporate goth.
Na fileira de baixo, um look mais street, casual. E pra quem curte o estilo mais feminino, uma blusa básica com detalhe em tela que vai pro trabalho e também pro lazer junto com a saia com babados e finalizando com um look também pretinho básico mas a saia tem um toque mais "chic" e sexy (pode clicar em todas as imagens pra aumentar).


I loved all pieces of this small selection: the first jacket is mesh and lace and the second look that has a long-sleeved blouse and lace skirt with organza (new collection). The third look is also new collection, the skirt is a great choice for Corporate Goth.
In the bottom row, a more street and casual look. And for those who enjoy the more feminine style, a basic blouse with mesh detail that goes to work and also for leisure along with the skirt with ruffles. Ending with basic black, the skirt has a more "chic" and sexy look.



Mais uma pequena amostra da variedade da QoD: super atualizada com as trends alternativas com um crop top com detalhes em tela e calça com tiras; vestido que vai pra festas e não é super trevoso, ao contrário tem um ar requintado e retrô. Blusa de tricô que fica com aparência de arrastão, bem apropriada pro nosso outono/inverno e na fila de baixo eu destaco a primeira blusa, que é transparente e tem um franzido super elegante no busto; a seguir uma peça básica: blusa preta com mangas de renda, no look, complementada por uma saia longa com fenda e por fim um vestido bem ao estilo gótico medieval tradicional.
A small sample of the variety of QoD: super updated with alt trends, a crop top with details on mesh and trousers with straps; dress that goes to all parties and is refined and has a retro air. Knitting blouse is appropriate for our autumn / winter and bottom row I highlight the first blouse, which is transparent and has a super stylish detail at the bust. The following is a basic piece: black blouse with lace sleeves, the look, complemented by a long skirt with slit, and finally a dress in the traditional medieval Gothic style.


Blusas que gostei: Básicas com renda ou tela pra usar no dia a dia, regata adornada com studs pra um visual mais estiloso mas ainda assim uma peça bem discreta em termos de decote e mangas e por fim uma blusinha de malha tricô que parece ser bem apropriada pro nosso futuro outono.

Blouses I like: Basic with lace for everyday use, tank top adorned with studs for a more stylish look but still very discreet in terms of neckline and sleeves and finally a  knitted blouse that seems to be well appropriate for our future fall/winter.

E algo também incomum de se ver por aqui, a loja tem algumas peças plus size à pronta entrega. Para ver quais peças são disponíveis em tamanhos maiores, basta acessar este link.
And something unusual to see here, some goth plus size pieces. To see which pieces are available in larger sizes, please access this link.




* post colaborativo
*collaboration post

17 de dezembro de 2014

Look Ideal: Vestido Sublime

Com o calor que está fazendo eu não consigo pensar em vestir outra coisa que não sejam saias ou vestidos frescos! E eu estava no site da Ideal Shop procurando o que indicar essa semana e caí neste vestido da Stooge chamado Sublime.

Eu já tinha visto essa peça no site da própria Stooge mas eu não tinha me dado conta que a saia preta é removível! Isso é interessante porque mudou meus conceitos, já que faz o vestido ser uma espécie de "2 em 1". Bem mais que dois na verdade né? Porque quando você retira a saia preta, você pode usar ela com infinitas opções de outros vestidos, curtos ou longos, sobre outras saias e até mesmo sobre calças! Ou seja, é uma peça com variedade de uso!


O vestido curtinho de caveiras é ao estilo camisola. Dá pra usar ele sozinho, sobre legging ou meia calça.



E por fim, a já citada sobressaia preta! Longa, em malha de tule e que pode ser usada sobre leggings, outros vestidos ou outras saias! Tava pensando aqui... se vocês quiserem ela mais curta, é só prender ela pra cima (tipo até a altura do joelho) com alfinetes de segurança! :D

 


*publipost

15 de dezembro de 2014

Sorteio Dark Fashion: Legging com recortes/navalhado em cotton ou em lycra cirê

Este mês a Dark Fashion comemora seu 7º ano de existência, e é claro que o presente vai pros clientes mais que especiais que acreditam e apoiam o trabalho da loja. 
Em parceria com o Moda de Subculturas, a loja está realizando mais um sorteio, desta vez é uma legging com recortes/navalhada podendo ser escolhido o modelo e o tecido.

Opções de escolha da vencedora:




Regras: 
Compartilhar publicamente a imagem do sorteio presente na fan page da Dark Fashion ou do MdS [esta]
Preencher seu nome e email neste link (obrigatório porque é esse aplicativo que fará o sorteio):
https://gleam.io/kpQGl/sorteio-dark-fashion-legging-com-recortesnavalhado-em-cotton-ou-em-lycra-cir-


Nunca participou de sorteios, por esse aplicativo? 
Sem problemas, aqui está o passo a passo:
- Escolha o ícone: email, facebook, instagram etc... e preencha seu nome e email.
- Visite a fanpage da Dark Fashion para ganhar mais uma chance (não é obrigatório) e clique em "continue";
- Visite a fanpage do Moda de Subculturas para ganhar mais uma chance (não é obrigatório) e clique em "continue";
- Responda a pergunta solicitada para ganhar mais uma chance (não é obrigatório).
- Confirme e pronto! Já está concorrendo! Você receberá um email confirmando sua participação.

Data de finalização do sorteio: 19/12/2014 
A sorteada será avisada por email e terá 24 horas pra responder apresentando o link do compartilhamento público da imagem / print screen.
A não apresentação das provas dentro do prazo acarretará a desclassificação e novo sorteio será feito.


Atualização 19/12/2014
Sorteio finalizado! 
A vencedora do Sorteio foi Daniele Maria Pacheco Campos. Já recebemos o email dela com o print screen e links comprovando que seguiu todas as regras! 


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12 de dezembro de 2014

Novo Projeto: Sou Embaixadora da loja alemã Queen of Darkness!

Algumas semanas atrás fui convidada pela loja alemã Queen of Darkness a ser embaixadora da marca no Brasil!
A loja selecionou algumas blogueiras alternativas ao redor do mundo para o Ambassador Program, onde cada blogueira promove a marca em seus respectivos países, fazendo postagens sobre as coleções, reviews de produtos, além de outros projetos.

http://queen-of-darkness.com/

Uma vez por mês eu publicarei artigos bilíngues no blog da Queen of Darkness e falarei sobre a marca aqui no blog com alguma frequência (em posts também bilíngues para quem vem de fora poder ler!).

A few weeks ago I was invited by German store Queen of Darkness to be brand ambassador in Brazil!
The store selected some alternative bloggers around the world for the Ambassador Program, where each blogger promote the brand in their respective countries, making posts about the collections, product reviews in addition to other projects.
Once a month I will publish bilingual articles on the Queen of Darkness blog and talk about the brand here on in bilingual posts for those coming from outside Brazil be able to read!


A Queen of Darkness é uma loja alemã que existe há 10 anos e tem suas coleções disponíveis em várias lojas on-line em todo o mundo e uma loja própria (outlet) na cidade em Leipzig. E apesar do nome, vende peças masculinas também!

Queen of Darkness is a German shop which completed 10 years recently and have their collections available in many online stores worldwide and a store (outlet) in the city of Leipzig. And despite its name, sells men's clothes too!
O blog da loja fez uma apresentação sobre mim, [cliquem aqui] para ler :D

Queen of Darkness blog has a presentation about me, click here to read :D


Se vocês quiserem conhecer as outras meninas que estão junto comigo como embaixadoras no projeto, basta acessar o blog da loja.
Em breve o banner da loja estará à disposição no menu lateral do blog, para fácil acesso dos leitores!


If you want to know the other girls who are with me as ambassadors in the project, simply access the store blog.
Soon the store banner will be available here for easy access from readers!



10 de dezembro de 2014

Por que os anos 90 estão tão em voga?

Que os anos 90 estão aí, relidos até não poder mais a gente já sabe. Embora as décadas de 1950 a 1970 também estejam dando as caras, a década de 1990 parece ter uma referência - às vezes até literal - mais forte e presente dentro das tendências tanto mainstream quando as nascidas entre os hipsters.

Dentre o que foi moda nos anos 90 e que agora aparece como tendência, podemos destacar os vestidinhos ao estilo camiseta ou Kinderwhore, cropped tops, sandálias de plástico, sapato boneca, referências clubber/holográficas/neon, tattoo chocker, plataformas, sapato com meia, o grunge que resgata o minimalismo básico da época com silhuetas específicas, o uso de tênis como calçado pra todas as horas, maquiagens mais "naturais", cabelos na alturas dos ombros...

O filme "Patricinhas de Beverly Hills (Clueless)" representa bem a moda juvenil da época: uma mistura de referências dos anos 60, grunge, esportividade, roupas em formas simples.


Mas porque será que tá rolando esse interesse tão "completo" pela década?
Não fiz uma pesquisa sociológica antropológica filosófica sobre o assunto, mas vivi os anos 90 todinho - minha adolescência foi naquela época - e o que posso dizer é que: 

Naquela época, o slow fashion era real! 
A gente só consumia o necessário, não havia um consumismo exagerado como sendo o padrão comportamental. Lojas de departamento ficavam em grandes cidades, o fast fashion não imperava embora já existisse. As roupas não eram tão baratas porque não tinha tanta oferta asiática, muito era feito aqui mesmo. E pareciam durar mais em termos de qualidade, tanto que a gente até repassava pra outra criança da família. Hoje, as roupas se estragam tão rápido que algumas não tem condição de serem doadas! Voltam à natureza como lixo.

A gente não tinha internet e tinha tempo pra fazer coisas, até sobrava tempo!
Pra conversar com seus amigos você tinha que telefonar ou encontrá-los pessoalmente, não à toa, na minha cidade, à tarde, as ruas ficavam cheias de gente jovem (porque estudávamos de manhã) conversando e andando ou sentadas nas calçadas da frente de suas casas em grupinhos batendo papo até o anoitecer. Hoje, não é tão usual ver grupos adolescentes nas ruas de minha cidade à tarde, imagino-os todos em casa, na frente de seus computadores...


As lojas de moda alternativa aqui do Brasil ainda não tinham o formato de hoje.
Haviam as lojas rock que vendiam camisetas de banda, acessórios e coturnos e as lojas da Galeria do Rock pra quem fosse pra SP. Nada de lojas online com coleções anuais onde a gente podia montar nosso visual, por conta disso, a gente comprava nossas roupas em lojas mainstream e customizava! 
Usávamos a criatividade pra "copiar" um look de uma subcultura que a gente se identificava ou de um artista que gostávamos, peneirando peças aqui e ali. 
Pela gente ser meio "forçado" a se virar pra desenvolver nosso estilo, nossa relação com a moda era mais intensa, nós treinávamos o olhar pra encontrar a peça certa.

Não queríamos ser lindas... era necessário ter atitude!
A gente queria ser estranha. 
Ser linda era apenas um detalhe já que a diferenciação quebrava com os padrões de beleza pré estabelecidos.
Quanto mais diferenciação você trouxesse na sua aparência, mais legal era!
A verdade é que seu comportamento importava mais que sua aparência. Se destacava quem tinha atitude. E aquelas garotas com atitude eram as garotas que queríamos imitar o comportamento ou ser do grupinho. Não interessava a marca da roupa ou da maquiagem dela. 

Nancy, personagem de Fairuza Balk em "Jovens Bruxas (The Craft)" é uma amostra de como ter atitude era importante para uma garota.

Maquiagem mínima!
Se você fosse gótica, com certeza sua maquiagem seria elaborada, afinal, uma boa maquiagem é parte da estética dessa subcultura, mas se você não fosse, sombra, olho preto e batom. Nada mais.
O minimalismo da maquiagem era real, o natural era realmente natural.
Teve épocas que apenas eu na sala de aula usava maquiagem, nenhuma outra garota usava. Eu usava só porque eu era "do rock" e fazia questão de usar meu batom e meu lápis de olho. Só! 

Maquiagem alternativa da época: delineador ou lápis e batom escuro.
 

As Kitties eram garotas de peso e atitude, a maquiagem pesada delas não se compara com a maquiagem pesada de hoje.


Ser magra poderia ser um desejo mas não uma fixação.
Claro que as mulheres queriam ser magras isso é antigo, e muito se fala da magreza da Kate Moss naquela década. Mas a real é quanto você olha pra Naomi Campbell, Claudia Schiffer e outras tops da época, elas eram magras, mas não eram esqueléticas, aquele era meio que o "padrão" de corpo de uma modelo.
A magreza de Kate era uma coisa que nós, garotas reais dos anos 90, não éramos fissuradas. Era uma coisa distante sabe? 
Não tinham fixado na nossa cabeça que estávamos gordas mesmo estando magras e não tinha photoshop emagrecendo e afinando partes do corpo numa capa de revista.


Top models na campanha de Versace. 
Essas coxas seriam consideradas "gordas" para uma modelo dos dias de hoje?



Talvez seja tudo isso que o mundo esteja sentindo falta, sabe?
De mais naturalidade, espontaneidade, menos pressão estética, de mais tempo ao tempo...
O interesse pela década seria meio que ao mesmo tempo uma nostalgia e uma resposta aos excessos da estética atual, onde existe muita artificialidade, desperdício e ostentação. 

Mas não seria uma contradição fazer da simplória década e 1990 um objeto de consumo fast fashion?
Será que esse interesse pela década não é interesse em nos vender um novo estilo de vida pra gente consumir?

E vocês já tinham nascido nessa década? Quais as memórias que vocês tem da moda/estética?

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