Destaques

29 de abril de 2019

Kenned Flautas Negra: conheça o fotógrafo que registra a cena alternativa em Angola.



Em 2017 a cena pós punk da cidade de Luanda, em Angola, fascinou boa parte dos alternativos brasileiros. O motivo foi a viralização de uma foto no Facebook de autoria do fotógrafo Kenned Flautas Negra. Na época, vi que um dos rapazes estava marcado na foto, e contatei-o, o que resultou numa das postagens de maior repercussão aqui no blog, a "Como é ser alternativo em Angola". Sempre que relembro esta postagem ela é muito compartilhada. Não sei o motivo pelo qual cada uma das pessoas se interessa em específico pelos góticos de Luanda, mas posso levantar algumas suposições.

Créditos: Kenned Flautas Negra

Apesar da internet, pouco nos chega de informação sobre as cenas alternativas que ocorrem nos países daquele imenso continente chamado África. A curiosidade de saber que num país historicamente tão próximo ao Brasil, a Angola, o gótico se faz presente, nos faz perceber que na cultura alternativa existe algo de universal, algo que não tem fronteiras, gerando uma sensação de irmandade, identificação e união por interesses em comum apesar das distâncias.

Embora mais da metade da população brasileira seja afro-descendente, temos pouca representatividade negra nas cenas alternativas brasileiras e os angolanos se tornaram mais uma referência para os que buscam se inspirar e se empoderar por aqui.

Um outro ponto que levanto, é o da cultura do "Faça Você Mesmo", algo que no Brasil, com o acesso à lojas alternativas nacionais e internacionais, com o acesso à roupas de lojas departamento onde conseguimos encontrar peças com cara de alternativas, perdemos muito do hábito de customizarmos e fazermos nossas próprias roupas. Os angolanos mantém viva a cultura DIY tendo um contato muito próximo com a roupa, fazendo com que elas carreguem um significado não apenas estético mas emocional, o de criar algo com suas próprias mãos. Vi algumas pessoas associarem o hábito ao que eram as subculturas em seus primórdios, como se os angolanos fossem um exemplo a ser seguido ao manterem viva uma cultura em extinção.

Customização / Créditos: Kenned Flautas Negra

Hoje trago novamente os angolanos ao blog, desta vez com o responsável pelas imagens de sucesso e que viralizaram, o fotógrafo Kenned Flautas Negra. Bateu a vontade de conhecer mais sobre quem está por trás do registro - que com certeza tem um poder histórico - da cena alternativa de Luanda. Acompanhem:

Moda de Subculturas: Como descobriu o interesse pela fotografia? 
O interesse pela fotografia surgiu quando estava a cursar Arquitetura numa de fotografar as casas para se inspirar, aprofundei a paixão.

MDS: E o que você mais gosta de fotografar?
Gosto de fotografar tudo que me chama atenção, e me deixam fotografar.

MDS: Você tem sido o responsável por registrar a cena gótica angolana. Você também é gótico?
Acho que sou gótico ainda. Registro góticos para contar histórias naqueles que virão depois de nós.

Créditos: Kenned Flautas Negra


MDS: Já foi convidado para fazer alguma exposição ou lançar livro? Se não, tem alguma vontade de fazer?
Já sim, exposição coletiva denominada "Visões" com a Lwiana de Almeida. Mas não era nada ligado a cena gótica, era ligado a fotografia de rua em foco a mulher rural e urbana.

Créditos: Kenned Flautas Negra


MDS: Como sua Arte representa a Angola? Tem algo específico que você gostaria que as pessoas de outros países prestassem atenção? 
Tento ser mais "sujo" possível de modo o pessoal saber que a coisa é feita na "banda". As minhas fotos contam histórias, "se não ouviu não viu bem..."

Créditos: Kenned Flautas Negra


Kenned Flautas Negra está traçando seu caminho artístico. É fato que ele já possui imagens históricas em suas mãos, registros documentais da uma cena alternativa local que podem continuamente circular em exposições. Com intenção de ser diverso, captar as variadas nuances dos lugares que circula, o fotógrafo tem tudo pra continuar fascinando a todos, capturando a luz e eternizando momentos com a certeza de que já deixou sua marca na história da cultura alternativa.




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22 de abril de 2019

Trapezia: moda retrô, pin-up e vitoriana | + Cupom de Desconto

Uma das sessões que mais gosto aqui no blog é a de entrevista com as marcas alternativas. Tenho a oportunidade de saber mais sobre quem está por trás das lojas brasileiras, do que gostam, o que pensam, de onde tiram suas ideias, quais as visões de mercado... conhecer o lado que não vemos quando acessamos os sites das lojas.

Esse espaço também é importante para dar voz aos empreendedores, para que eles falem sobre suas criações. Como blog alternativo, promover esse tipo de conexão entre as lojas e seus possíveis clientes - nossos leitores - é fundamental. Quem tem mídia alternativa ou quem tem visibilidade, faz bem em promover um segmento que tem chances baixas de aparecer na grande mídia (e muitas vezes nem quer) e que tem uma luta diária pela independência. A cultura alternativa sobrevive assim, com um apoiando o outro, não tem outra forma!




Hoje trago a entrevista com Thaís Viana, dona da Trapezia. Foi a última parceria que fechei antes de dar uma pausa (em parcerias, não no blog rs). Não imaginava ter tantos pontos em comum com ela. Daí vejo como é legal conhecer mais sobre quem está por trás de tudo! Se não rolasse essa entrevista talvez eu demorasse a saber que Thaís gosta das mesmas bandas que eu quando se trata da música da década de 2000. Senti uma conexão ao ler suas respostas e esse é o tipo de situação que valorizo muito!


A Trapezia
Antes de ir pra entrevista de fato, vale uma apresentação da loja e de nosso cupom de desconto:


CUPOM: SUBCULTURAS 


Cropped Top Caveiras by Trapezia


A marca surgiu em 2012 e tem duas formas de produção: à pronta entrega e peças sob encomenda que devem ser solicitadas pelo email: pedidos@trapezia.com.br O foco vai desde retrô/pin-up (vestidos super bem cortados!), passando pelo vitoriano (steampunk), rock/goth (acessórios) e cosplay (sob encomenda). 

À frente de tudo está Thaís, uma "menina mulher de 28 anos com carinha de 18 e de muita personalidade" que tinha o sonho de ser cantora e era parte de uma banda de rock que cantava covers de Epica, Lacuna Coil e Evanescence. Mas uma de suas maiores inspirações estéticas é Emilie Autumm, que como comentamos lá no #desafiodos10anos no insa do blog, foi uma das personalidades mais influentes na moda alternativa da década de 2000! 

Mas nem tudo é só peso na vida da Thiis, como é chamada pelo amigos, a estilista também tem um lado ligado ao romantismo do século 19, que se reflete em rendas, babados, meias calças e interesse em roupas de época, diz ela “Costumo dizer que nasci na época errada pois, sou apaixonada por roupas de época e todo aquele volume mas, gosto mesmo é da Era Vitoriana”.

Quem nunca teve a fase "dark" que todo mundo achava que ia passar? A da Thaís não foi uma fase, e seu caminho foi direcionado para Moda quando aos 15 anos aprendeu a costurar e foi criando peças à seu gosto. E foi através da costura que adentrou no universo do Cosplay - uma cultura onde pessoas se fantasiam de personagens e os interpretam - e passou a criar de uma outra forma: ao invés de corpos reais, agora criava para corpos fictícios.

Mas nada melhor do que ela mesma contar sua história com as próprias palavras, acho que vocês vão amar a conversa e a personalidade dela! Acompanhe:


Moda de Subculturas: Na biografia no site da loja, você diz que fez parte de uma banda de rock e chegou a fazer cover de bandas como Epica, Lacuna Coil e Evanescence. O rock foi o responsável por te inserir na cultura alternativa? Conta como você adentrou nesse universo.  

Thaís: Definitivamente sim, desde os meus 13 anos minha família não entendia o que me levou a curtir rock n' roll pois ninguém da minha família curte esta sonoridade. O pessoal gosta mais de música brasileira, no máximo meus tios ouviam Legião Urbana, Los Hermanos, Paralamas do Sucesso, foi o que eu cresci ouvindo na verdade. Mais tarde com uns 13 anos comecei a ouvir variados estilos de rock, Metallica, Nirvana, System of a Down, dentre outros... até ouvia o que não era rock (clipes que passavam na MTV), por exemplo Avril Lavigne hahaha... (gostava muito do estilo das roupas), mas na verdade verdadeira mesmo eu queria ser a Amy Lee, passava horas buscando referências de roupas dela e mandava fazer algumas coisinhas em costureiras de bairro pois, quem é dessa geração 2000, sabe muito bem que marcas internacionais e estilo alternativo não eram tão acessíveis. Em consequência, Evanescence me levou às bandas de Melodic Metal, o que me fez ficar fascinada por corpetes e por toda aquela atitude e estilos destas cantoras, pelo qual amo até hoje!


Thaís, estilista e proprietária da Trapezia

MdS: Você tem alguma formação na área de moda? O que estudou para criar a marca? 
T: Me formei na Faculdade Belas Artes em 2013/14, mas antes fiz curso de desenho com 15 anos e definitivamente desenho não é pra mim! Também fiz curso de costura com a mesma idade e fiquei um pouco revoltada com a máquina de costura hahaha (hoje somos amigas novamente!) e depois da faculdade fiz cursos de modelagem (pra mim é a parte que mais curto, a parte de criação e desenvolvimento). Quando estava prestes a me formar encontrei uma oportunidade de ter minha própria marca - parentes, amigos e até estranhos na rua sempre elogiavam meu estilo. Contei com a ajuda de um tio meu que é formado em Desenho Industrial e que ama tipografias. Na época meu briefing foi a Emilie Autumn (cantora, compositora e violinista que uma amiga do colégio me apresentou e que amo até hoje). A partir de algumas fotos e conceitos de marcas que apresentei para meu tio, chegamos no nome Trapezia e na tipografia do logo. Foi estudado o mercado alternativo superficialmente e alguns potenciais concorrentes, tivemos o cuidado de fugir do óbvio e de usar nomes que prendessem a marca a somente um estilo.


Bolsas da Trapezia


MdS: Sua loja lida com a estética de subculturas bem diferentes e às vezes até contrastantes, como retrô, cosplay, vitoriano e steampunk. Como é seu processo de criação, de pesquisa e referências para desenvolver as peças? 
T: O público de cosplay foi um dos que me motivou a criar a marca, encontrei uma oportunidade por gostar muito de figurinos de teatro e filmes e comecei a fazer o nome da marca desta forma. Antes de ter a loja online, eu prestava serviços de criação para este público. A inspiração da marca com certeza é a marca queridinha por mim, a Hot Topic, vejo um mix de produtos que sonho em ter um dia. As inspirações e processo das criações variam muito de coleção para coleção. Atualmente temos os vestidos e outras peças inspirados no estilo das pin-ups, mas num futuro próximo penso em agregar nas coleções muito mais do meu gosto pessoal e me inspirar total nas cantoras das quais admiro tanto.





MdS: Você tem paixão pela era vitoriana assim como muitos alternativos, porém roupas neste estilo são raras de encontrar nas lojas alternativas brasileiras. Você pretende um dia desenvolver alguma coleção releitura só com essa temática? Quais são as dificuldades de adaptar esse visual ao clima brasileiro? 

T: A pesquisa de história da moda nunca acaba, é fascinante! Mais especificamente comecei a curtir corsets e a história deles através das cantoras de melodic metal que o usam de uma forma moderna ou seja, em forma de releitura. De todos os períodos históricos, o que mais me identifiquei foi com a Era Vitoriana (tem muita coisa representativa e de valor neste período na minha opinião), o meu TCC da faculdade foi o tema "The Tudors - Dinastia Inglesa na Era Tudor" (tem no site o ensaio). Com certeza é uma meta, fazer ensaios e coleções com temas históricos, mas pode ser que demore um pouquinho no atual cenário da marca. Dificuldade total para quem mora em cidade onde o clima quente prevalece na maior parte do ano, mas brasileiro é guerreiro e nada nos impede de irmos a encontros vitorianos e steampunk não é mesmo?





MdS: Você desenvolve figurinos cosplay, em quê vestir personagens é diferente de vestir pessoas?  
T: O cosplay tem algo muito mais fantástico na maior parte do tempo, dificilmente me pedem personagens sociais, que usem roupas para usar no dia a dia. A modelagem, desenvolvimento e até os tecidos são bem diferentes do que quando desenvolvo uma coleção para a marca. Por exemplo, fazer figurinos e cosplays me permite ter uma liberdade de escolha de tecidos e texturas que às vezes para desenvolver uma roupa mais duradora e com maior conforto, em uma coleção não seria possível, como usar tecidos de tapeçaria ou plástico e e.v.a. Alguns cosplays precisa-se usar espuma, arames, a estrutura é bem diferente de uma roupa comum.





MdS: O nome Trapezia remete ao universo circense e você é fã dos visuais de Emilie Autumm, que mistura essa ideia de circo vitoriano com “boneca quebrada”, se você tiver que falar sobre estas duas paixões aos leitores, o que você falaria, por que eles te inspiram?   

T: Tem coisas que às vezes é difícil de explicar porquê exatamente temos algumas paixões, neste caso também não tive nenhuma influência de amigos ou parentes, simplesmente foi assim. Acho lindo também os freak toys, tenho uma mini coleção de Monster High (adoro o estilo das roupinhas), mas se eu tivesse espaço e pudesse, teria aquelas bonecas assustadoras que eu acho lindas, não sei exatamente porquê hahaha... Também sempre gostei de filmes de terror, principalmente os asiáticos... os filmes do Frankenstein, Drácula dentre outros, já assisti todos! E por outro lado também curto o estilo dos circos de antigamente, filmes como Chocolate e o Rei do Show. Gosto muito de toda esta parte histórica. Enfim, são mil e uma referências, acho que quando se trata de arte, para quem é artista uma coisa acaba levando à outra. Gosto de coisas fofinhas e também de coisas um pouquinho estranhas.




MdS: Quais são as suas dificuldades como empresa pequena para se manter em funcionamento? Quais os pontos altos de ter uma marca alternativa?  

T: A maior dificuldade é financeira, não conseguir atualmente desenvolver e poder ter marcas licenciadas como faz a Hot Topic por exemplo (um sonho), para criar muita coisa e viajar legal nestes temas. A outra dificuldade que o pequeno empreendedor enfrenta também é que ao produzir pouca quantidade de qualquer produtos (algumas vezes por não ter dinheiro para investir em alta quantidade e também por não ter onde armazenar muito estoque), é que tudo sai muito mais caro, o custo do produto fica muito mais caro do que grandes empresas. A vantagem de ter uma marca alternativa é de poder viajar nas criações e trabalhar com temas e assuntos que você ama, trabalhar em algo que se identifica não tem preço!


MdS: O que acha do mercado alternativo brasileiro atualmente?  
T:Trapezia está com a loja online em funcionamento desde 2017, ainda estamos amadurecendo com esta experiência mas existem muitas marcas brasileiras que já estavam em ação antes de 2013 e que agora estão colhendo os frutos e isto dá um orgulho enorme. Acredito que nós marcas brasileiras estamos conquistando nosso espaço. Ainda temos muito o que amadurecer para encontrarmos uma identidade, mas o cenário atual é de um público alternativo que consegue consumir moda alternativa muito mais fácil do que anos atrás.




MdS: Uma das questões que o blog aborda é sobre manter o estilo alternativo quando adulto. Você sente ou já sentiu alguma pressão para mudar de estilo por causa da idade?  

T: Ainda não senti na pele uma cobrança diretamente. Por trabalhar com moda as pessoas meio que esperam de mim um estilo alternativo, mas acredito que familiares e certas funções durante o ambiente de trabalho, a cobrança é hard. Mas minha família não fala muito não, minha avó já se conformou em ter uma neta meio doidinha haha, eu até que sou "comportada", não tenho nem tattoo e nem piercing (tenho problema de cicatrização e fibromialgia e confesso que tenho um pouquinho de medo de dar cagaditas haha), mas às vezes a maior cobrança vem de nós mesmo e esta sim é a mais difícil de conviver e lidar. Mas quanto a mudar meu estilo no momento não, se fosse pra ter alguma pressão seria "você precisa ousar mais". Acho demais as velhinhas que usam roxinho no cabelo e deixa roxo de propósito, acho demais senhoras que são rock n' roll, que tem um corte de cabelo diferente e etc... Acho que hoje em dia, as possibilidades são inúmeras e para as pessoas mais "evoluídas" e sem preconceito, nada disto mais importa.

__________


Para quem quer adentrar na moda retrô, mas com peças superadequadas ao nosso clima, pode dar os primeiros passos com as peças da Trapezia. De algodão leve apropriada ao calor brasileiro, os vestidos da marca são uma ótima opção. Destaco esse modelo com caveira dourada:




Eu já recebi o meu e me encantei com a peça, que serviu perfeitamente mesmo sendo um tamanho padronizado. Acho importante quando marcas alternativas se preocupam com o tecido, a modelagem, acabamento e uso da técnica, pois é isso que as torna peças de qualidade. 





Espero que vocês tenham gostado da entrevista! 

Não deixe de visitar o site da loja e me digam o que vocês acharam da Trapezia e se já tem peças da marca.



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10 de abril de 2019

Mulheres carecas: raspar os cabelos ainda é um ato de transgressão

Cabelos compridos são considerados um símbolo da feminilidade. Associados à juventude e virgindade, as meninas logo cedo tem contato com as histórias de princesas e donzelas de contos de fadas com longos cabelos. Em algumas culturas, o cabelo é tão poderoso que deve ser coberto em público e só revelado em aposentos privados por ser forte símbolo de sedução. 

A cantora Sinead O'Connor

Quando falamos em cabelos mais curtos logo vem à mente as melindrosas dos anos 1920, símbolos de independência e sexualidade feminina. Outra época em que ficaram muito em voga foi na década de 1960, quem não lembra dos cortes de Vidal Sassoon responsável pelos cabelos de  Mary Quant? E de Mia Farrow no filme "O Bebê de Rosemary" (1968)?
Na década de 1980 quando a mulher buscava cargos executivos e disputava mano a mano com os homens, os curtos são associados às mulheres independentes e ousadas! Grace Jones é um dos ícones do período e é dela a frase: "Minha cabeça raspada me faz parecer mais abstrata, menos presa a uma raça específica ou sexo ou tribo."

Garotas no festival Afropunk

Ainda no fim daquela década vamos nos lembrar de artistas como Sinead O'Connor que raspou os cabelos após os executivos de sua gravadora pedirem para ela adotar um look mais suave e sexualizado, com saias curtas e cabelos longos. Ela se recusou a ser parte de uma fantasia masculina. 
Sigourney Weaver em "Alien, A Ressurreição" (1992), reforça a ideia de mulher que adquire força e Natalie Portman em "V de Vingança" (2005) tem sua cabeça raspada por um motivo oposto: um ato de violência no momento que é transformada em prisioneira. A atriz revelou em entrevistas que após o término das filmagens manteve os cabelos curtos por um período por ter gostado do resultado, revelando que apesar de ter raspado pela personagem foi uma escolha que ela estava feliz em ter feito.


Fonte: Tokyo Fashion

Conversei com algumas meninas que rasparam a cabeça para saber um pouquinho mais sobre suas motivações e experiências. Percebi que a escolha não se limita a estilo, mas principalmente a uma sensação de liberdade e desapego às regras sociais, desconstruindo uma feminilidade construída na sociedade patriarcal, como bem dito por Iracema Doge, de 23 anos dona do canal Calabouço do Thexuga:
"Tudo começou no meu nascimento, assim que o gênero feminino foi designado para minha estrutura, ao nascer nem sabia que já tinha toda um propósito a servir, tinha regras a seguir e tudo isso nem se quer ter consciência do que estava acontecendo, crescemos em uma sociedade patriarcal que dita exatamente como devemos ser e agir antes mesmo de conseguir ter consciência disso. Ao decorrer do tempo isso foi começando a ficar mais nítido em meu cotidiano não só em questão de comportamento, mas também em como eu deveria me sentir. Quando tive a oportunidade de escolher como eu deveria me sentir, comportar e vestir, comecei a ter questionamentos sobre o porquê deveria seguir um padrão que foi estipulado a mim sem nem se quer pedir a minha permissão."

A mulher de cabelos longos como um padrão ideal de beleza ainda é bastante forte em nossa cultura. Cortar os cabelos - mesmo que seja só as pontas - pode provocar arrepios de terror em algumas garotas! Por isso raspar a cabeça ainda é considerado uma representação do inconformismo relativo às noções tradicionais de feminilidade impostas pelo patriarcado e suas definições de gênero. É um ato político.

Dentre todas estas questões, podem passar despercebidos pensamentos que são reproduzidos no passar de gerações: a mulher que "não cuida do cabelo", a que "não tem os cabelos bonitos" é criticada, demonstrando a exigência enraizada de ter de estar sempre perfeita aos olhos (e julgamentos) sociais. Cuidar de cabelo cansa sim! E cansa mais ainda se a mulher faz isso como obrigação para não ser considerada desleixada. 

As subculturas não estão livres destas exigências, já que cada uma delas também tem um ideal de beleza, sendo porém espaços onde a abertura a quebra de padrões é igualmente aceita, como segue me contando Iracema Doge, que desde muito nova se interessou por cultura alternativa especialmente a gótica, da qual passou a fazer parte e onde relata que:


"Adentrando cada vez mais na cena gótica, tive o desprazer de ainda me sentir submersa nas estruturas colossais do patriarcado, senti que ali mesmo ainda tinha resquícios de atingir certos padrões um exemplo disso é que neste processo todo eu ainda usava cabelo longo de franja lisa, uma característica que ainda era um padrão visto de fora da cena alternativa para o meio da subcultura gótica, esse padrão me incomodava não só nessas circunstâncias mas senti que isso fosse um reflexo moldado pelo tempo e que talvez eu não quisesse mais aquilo.

Dentro da subcultura gótica encontrei liberdade para me expressar, ser quem realmente eu gostaria de ser, encontrei apoio e também uma grande força de influência feminista. Perante a essa decisão tive força e muito apoio, meu cabelo estava na cintura quando decidi raspar e doar todo ele, não sinto arrependimento e tão pouco vontade de deixá-lo crescer novamente, senti que agora sim sou quem realmente um dia busquei ser e hoje me expresso melhor, me sinto finalmente livre e a partir de agora quaisquer decisão que tenho sei que não será por regras ou preceitos sociais."

Essa ideia da quebra dos padrões, parece ser o ponto mais comum entre as meninas que conversei. Acompanhem os relatos:


 Carolina Ribeiro: "Raspar a cabeça foi algo que eu sempre quis fazer, mas claro, nunca tive coragem. Em 2017 eu comecei a cortar meu cabelo bem curto, até que decidi: estava na hora de raspar, era naquela hora ou nunca. Por que raspar a cabeça? Eu estava num processo intenso de desconstruir a ideia de feminilidade e adotar uma estética que fosse condizente com meu modo de pensar, o que também incluía reduzir a maquiagem, o excesso de acessórios e certos tipos de roupas. Por ser uma mulher gorda, sempre ouvi que cabelo curto não combinava, porque evidencia o rosto (como se isso fosse uma coisa ruim). Talvez por esse motivo nunca encontrei muitas inspirações para raspar a cabeça. Então tomei coragem e eu mesma raspei em casa. Todos estranharam e muitos não entendiam minhas motivações, mas eu me senti liberta e maravilhosa. Chamava atenção? Muita! Ainda mais porque também deixei de usar maquiagem todos os dias, então muitas pessoas me perguntavam se eu estava doente. A sociedade ainda não aceita muito bem uma mulher que não performa feminilidade, infelizmente. Mantive a cabeça raspada durante 1 ano aproximadamente e só comecei a deixar crescer novamente por questões de trabalho. Embora a área da educação não exija abertamente, é notório o estranhamento de pais e alunos."


Lívia Stark: "Meu nome é Lívia, tenho 39 anos e sou professora de Arte da rede pública. Cabelo sempre foi algo que fez parte da minha mente criativa desde criança. Sempre quis ter penteados diferentes, cores diferentes... Tive como "modelo de beleza" os tipos considerados alternativos. E desde criança eu quis ter um cabelo curto e bem colorido, como o da Annie Lennox na época do Eurythmics. E sempre teve aquela história do "cabelo curto é cabelo de homem". Não ligava, queria porque queria. Mas por ser criança, obviamente não tive autorização pra cortar o cabelo ao meu gosto. Só tive essa liberdade aos 18 anos, e ainda fui escondida da família! Todo mundo achava que, por ser gorda, nenhum corte combinava com meu rosto, muito menos um curtíssimo. Mas não foi nada radical, foi um modesto chanel. Foi o que bastou pra eu me libertar do medo do julgamento alheio. A cada ano, o corte diminua um pouco. Porém, na primeira vez que raspei a cabeça, estava passando por muita pressão psicológica na faculdade. Surtei igual a Britney! Mas isso mudou minha vida. Crescemos num meio influenciado pela mídia e pelo machismo...e quando a cidade onde a gente mora tem ares de interior, a cabeça das pessoas não está aberta para coisas tão simples como "cada um cuide da própria vida" e as pessoas te olham feio se você foge do padrão. Eu diria que já nasci fora dele. Com o passar dos anos, a gente vai percebendo como algumas coisas simples são libertadoras. Recentemente voltei a raspar a cabeça mas sem nenhum fator estressante por trás desse ato, apenas pelo prazer de ser livre. Vi imagens de mulheres maravilhosas de cabeça raspada, totalmente desapegadas e resolvi que dessa vez rasparia a cabeça por que queria um descanso pra minha beleza! Sim! Pois cuidar de cabelo cansa! Querer ter cabelo de comercial cansa! Ouvir que homem não gosta de mulher de cabelo curto cansa! Comecei a ver beleza numa pessoa que antes odiava a própria imagem. Senti o alívio de não ter que acordar mais cedo só pra arrumar o cabelo num penteado aceitável socialmente. Jamais questionei a feminilidade de ninguém por causa do comprimento do cabelo e estou ainda mais certa disso agora, que desfilo alegremente com minha cabeça raspada, colorida, pelo trabalho. E não é por ser professora de arte que isso ficou mais fácil. No meu ramo tem pouca gente que foge do padrão. E muita gente fala que eu sou corajosa por ter raspado a cabeça... talvez eu seja, já que muita gente ainda se submete ao gosto alheio em vez de ser feliz. Como dito antes, aqui, no interior do Brasil, as pessoas ainda me olham feio. Devem morrer de vontade de perguntar que doença eu tenho! Raspar a cabeça é um vício! É prático demais viver assim, acordar e já estar pronta! E quando começa a crescer um pouco mais o cabelo, já corro pra aparar! Mas a melhor parte é a liberdade. Sou livre pra ser como eu quiser, pois o que os outros pensam sobre meu cabelo não me importa mais."

Jenifer Pino Da Silva:

"A ideia de raspar a cabeça me veio após decidir tatuar a cabeça toda, já não gostava de ter cabelo e seguir padrões de beleza, pois pensava toda mulher tem sua própria beleza.

E é dessa beleza incomum que quero ter e tenho hoje em dia, pois me amo assim, nem liguei para o que iriam falar, queria mais me sentir bem mesmo que fosse careca. 

Ser uma mulher careca já é (nossa que absurdo) ainda mais se for tatuada e diferente perante a sociedade é uma coisa que sempre quis fazer que era não mais cabelo, me sinto mais eu e maravilhosa todos os dias."

Como vimos, as motivações são diferentes, mas o importante neste processo todo é que a mulher tenha a liberdade de escolha sobre seus atos e que não se sinta mal ou culpada por não estar seguindo um padrão sobre como é esperado as mulheres aparentarem. 
Cabelo cresce, é verdade. E algumas vezes o processo de crescimento não é fácil, mas tenho certeza que quem passa pelo processo de raspar os cabelos consegue enfrentar muito melhor as complexidades relacionadas à se entender como mulher na sociedade e tornar mais empoderadas!



E você, já raspou os cabelos? 
Considera fazer isso algum dia? 

Conta sua história pra gente!



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8 de abril de 2019

Dark Fashion: Coleção Dreams em detalhes | + Cupom de Desconto

É difícil falar da loja Dark Fashion sem rolar aquela pontinha de emoção. Neste 2019 que o blog comemora 10 anos, muitas memórias me vem à mente e uma delas é que eu conheci a Nívia, dona da loja, no Orkut quando ela nem tinha fundado a marca. Lembro que ela conversava sobre esse sonho de ter uma loja alternativa... A coleção Dreams, a mais recente, exala a realização daquele sonho! Devido ao uso do cirê - tecido brilhoso que lembra vinil - me tornei especialmente nostálgica, porque esse tecido estava muito em alta na moda alt de dez anos atrás.

Blusa 2028

Sempre me complico pra falar das marcas que gosto porque fica piegas, mas no caso da DF não me importo nem um pouco, pois sei o quanto há dedicação na melhoria da modelagem e da qualidade, na opção de tamanhos sob medida, assim como a tentativa de manter valores acessíveis apesar da crise braba.

E é justamente esses detalhes que queria mostrar pra vocês através de três peças lindíssimas. Cupom de desconto no final do texto.

O pacote: essa é uma tecla que gosto de bater. Você já ouviu falar do problema do lixo plástico? A Dark Fashion não vai te dar esse problema. As peças de roupas não vem embrulhadas em plástico, mas em papel e tecido. O papel vai se decompor rapidamente se jogado no lixo, mas o pacotinho de tecido você pode guardar suas roupas ou usar em viagens. Tornar a moda mais sustentável é um dos valores da marca.


O plástico que você vai encontrar está nos adesivos, por enquanto algo que ainda não dá pra mudar e que no fim a gente usa, guarda, passa adiante, mas não joga no lixo!




O que você faz com os cartões de visita das lojas? Guarda? Esqueça essa acumulação! O cartão de visita da Dark Fashion agora é um marcador de livro!! MARCADORES!! E com aquele toque de Halloween que a gente ama! Quer coisa mais útil que isso?? Tem como não amar as atitudes dessa loja?? <3



Blusinha de malha cirê tecnológica com efeito látex, vinil ou brilho molhado. Não desbota fácil e não esquenta por conter fios de poliamida em sua composição.  
Essa blusinha tem a pegada fetichista que está presente em várias peças da coleção. Detalhe para o arreio (harness) fake que desce da gola até o busto. 



Atenção para a perfeição destas costuras...


Blusa manga longa 2503 em tule arrastão [clique pra acessar na loja]
Se está esperando uma blusa de arrastão daquelas furadinhas vai se surpreender. Essa peça tem uma base finíssima em tule, que achei muito elegante, pois além de manter a peça "no lugar", dá um ar mais adulto e chique a quem escolhe usar a peça. Fora que dá pra montar uma infinidade de looks: punks, gótico, deathrock...



Tentando mostrar a finíssima camada de tule entre os 'furinhos'.


Tá calor aí? Acho que esse vestido vai cair bem! Em viscolycra e com uma tela arrastão desenhada por cima, dá aquela leveza e arejamento necessários pros dias quentes. 


A altura das costas é levemente maior que a da frente pra dar aquela descrição no sutiã e as alças em courano (material sintético) permitem que você regule a altura de acordo com o tamanho de seus seios. Que marca pensa em todos esse detalhes?? XD


Tentando mostrar o desenho...


 Não vou postar looks porque tá programado um ensaio com as peças! Aguardem! <3

E pra quem quer comprar qualquer peça na loja, o cupom de desconto na Dark Fashion é
SUBCULTURAS




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7 de abril de 2019

Projetos alternativos de financiamento, porquê não recebem tanto engajamento quanto deveriam?

Ao longo de aproximadamente um ano e meio, participei de um projeto alternativo que para se tornar real precisou de financiamento coletivo. Tratava-se de uma revista que teve quatro lindas edições. Mas por que será que ela entrou em "pausa" por tempo indefinido? 


Revista Gothic Station #4

Minha experiência trouxe algumas revelações:

1. O pioneirismo nem sempre é compreendido em seu tempo.
A revista foi a primeira do gênero no Brasil (focando no Brasil e não no exterior) e se tornou uma espécie de cobaia. Um verdadeiro experimento. 

2. Um possível desinteresse das pessoas por informações geradas em modo físico (papel).
Eu não pesquisei cientificamente o assunto, mas acho os alternativos brasileiros não têm o hábito de consumo de publicações alternativas em papel.

3. "Por que pagar por informações que você pode conseguir "de graça" na internet?"
Na verdade, nada que se pega na internet é de graça. Paga-se pra ter acesso a internet (e não é barato) e as coisas tem dono sim. A questão seria mais sobre aonde o dinheiro merece ser investido, e me pareceu que não era numa publicação alternativa.

O cenário alternativo ao longo de sua história arranjou meios de se manter ativo em paralelo com o que acontece na cultura dominante (crises, problemas políticos). E um desses meios é uma rede de circulação de produtos que se desenvolve no nicho. Foi assim que as subculturas e estilos alternativos do passado chegaram até os dias de hoje!

Percebi que no período em que a revista esteve em circulação, foi muito bem recebida, vi muito apoio. Vi pessoas muito felizes com relação ao projeto. No entanto, essa boa receptividade não se refletia no financiamento online. Foi bastante complicado fazer os financiamentos fecharem. Nunca compreendi porque tão pouca gente financiava sendo que havia um público imenso interessado nos temas propostos. 

Mas o que me intrigou ao longo de todo o período foi porquê projetos independentes que visam fazer com que informação circule, não são tão divulgados/compartilhados quanto poderiam ser? 

Vejo pessoas alternativas inteligentes compartilharem tretas no Face ou no Instagram que geram centenas de opiniões; vejo várias situações pequenas que são compartilhadas como se fossem grandiosas (a famosa tempestade no copo d´água); vejo mulheres denunciando outras mulheres numa guerra pra dizer quem é mais oprimida que quem (somos TODAS oprimidas em algum nível. A rivalidade feminina é justamente uma reprodução dessa opressão! É perigoso cair no conto da luta individual. Para se exigir empatia primeiro precisa-se ter empatia. Dê as mãos à mulher que tem um sofrimento diferente do seu, isso é sororidade). 

Não vejo projetos que espalham cultura gerarem engajamento no mesmo nível que as tretas de redes sociais! Um projeto feito com tanto carinho, dedicação, envolvendo várias pessoas, que nos custava meses de trabalho... acabar por falta de financiamento foi bem triste... No meu ponto de vista, a história e cultura das subculturas deveriam ser tratadas como um legado a ser passado adiante! 

Com uma ideia na cabeça, resolvi fazer uma pesquisa nos stories do InstagramObservem as perguntas e respostas:



A maioria dos que votaram apoiavam a existência da Gothic Station em formato físico, mas infelizmente quando o financiamento estava ativo não houve apoio suficiente. Eu não tenho resposta para essa discrepância (para além dos "boicotes" que a revista sofreu) e nem sei se um dia terei. Lógico que uma pesquisa no Insta não é reflexo da situação em geral, mas dá uma ideia do que os seguidores do blog pensam.

E sobre a existência de uma revista virtual (pdf) e um apoio financeiro dela:



A julgar pelas respostas, uma revista alternativa virtual é bem vinda. E mais interessante ainda: seria apoiada financeiramente para se tornar realidade! Confesso que fiquei surpresa com o resultado. Adoraria investir num projeto assim, seria mais uma vez, experimental. O Instagram é legal, mas não envolve todos os leitores do blog, portanto a sua resposta para a pergunta abaixo é bem vinda. 

Você financiaria uma revista alternativa num formato virtual?


Buscando sempre várias formas de comunicar cultura alternativa!





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