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20 de abril de 2013

A Moda e o Tempo: A Revolução Romântica na Moda

Vocês já devem ter lido o post "A Lei de Laver - A Moda e o Tempo" que falava como fatores econômicos e sociais influenciam o gosto e as escolhas de moda dos indivíduos. Nesta postagem volto a abordar a relação entre Moda e Tempo, mas sob outro ângulo.
Embora os indivíduos tenham sido censurados por se vestirem como jovens ou velhos demais, às vezes a própria moda cometeu o mesmo crime. Em determinados períodos da historia, toda uma geração de carneiros - sem mencionar alguns lobos - usou roupas de cordeiro. Em algumas épocas, os estilos que prevaleceram para homens e mulheres sugeriam maturidade avançada, dando aos jovens uma aparência de meia-idade. 
Essas mudanças na moda não são arbitrárias e extravagantes e sim, o sinal externo e visível de profundas alterações sociais e culturais. A adoção de estilos juvenis nunca envolve a roupa isolada. Invenção, experimentação, novidade e acima de tudo juventude, entram na moda e a própria moda começa a imitar as roupas de crianças. Às vezes os estilos copiados são contemporâneos, com frequência são aqueles que a última geração de adultos usou quando era jovem. Ao vestir estes estilos, os indivíduos comunicam graficamente que se recusam a se colocar no lugar de seus pais ou a se parecer com eles de alguma maneira.

Veja as outras partes desta sequência:
A Moda e o Tempo Parte 1: A Revolução Romântica na Moda
A Moda e o Tempo Parte 2: Os Primeiros Vitorianos
A Moda e o Tempo Parte 3: O Homem Vitoriano e sua Barba
A Moda e o Tempo Parte 4: Mulheres Vitorianas

 
A Revolução Romântica na Moda 

No século XVIII as roupas eram - e foram durante muito tempo - extremamente formais, rígidas e elaboradas. As pessoas ricas dos dois sexos vestiam trajes com enchimentos, barbatanas, fitas, enfeites e bordados. Os pés eram apertados em sapatos de salto e bico fino. As cabeças dos homens recebiam o peso das perucas e cacheadas; as das mulheres, construções complicadas de cabelo verdadeiro e falso que podiam levar horas para serem realizadas e às vezes atingiam alturas surpreendentes (são vistas nos retratos de Maria Antônieta e das mulheres de sua corte). 

A moda extravagante feminina tinha trajes com armação lateral nas saias, enfeites e penteados elaborados. Os homens, igualmente enfeitados com babados, bordados e grandes perucas.



Alguns homens foram longe, com o estilo "macaroni", originado por volta de 1770 por jovens ingleses que viajavam para a Italia. Em suas cabeças um penteado pompadour extravagante.



1880: traje feminino mais simples

A mudança para estilos mais infantis e simples ocorreu na época das revoluções francesa e americana, e foi uma manifestação da mudança politica, social e cultural. Mesmo antes de 1776, o movimento romântico, com ênfase no simples e natural, começou a se refletir no modo de se vestir.

Foi especialmente evidente na Inglaterra, onde franzidos e rendados para homens e enormes armações laterais de saias para as mulheres começaram a desaparecer na década de 1770. A moda americana obedeceu a inglesa embora à certa distância como acontece nas províncias. 

Na França, a extravagância e o excesso de adornos continuaram até a véspera da Revolução quando o Terceiro Estado aboliu a distinção de classes na maneira de vestir* e aristocratas aterrorizados abandonaram suas armações e jóias. Em uma crise, as pessoas tem menos tempo de comprar ou desenhar novas roupas. Uma vez passada a crise, foram introduzidos estilos mais simples, primeiro imitando os já existentes na Inglaterra, depois levados ao extremo.

Por volta de 1800, mulheres e homens usavam o tipo de roupa que deviam ter vestido em crianças: vestidos de musselina branca, decotados, de cintura alta para as mulheres; casacos simples, sem adornos, calças brancas e marrom claras para os homens. As perucas e penteados elaborados cederam lugar a um cabelo mais curto, de aparência mais natural. As saias ergueram-se do chão, revelando tornozelos cobertos por meias brancas infantis e sapatilhas sem salto para os dois sexos. Os poemas de Blake Wordsworth proclamavam a virtude e a nobreza naturais da infância. Estes trajes tinham a energia, espontaneidade e sensibilidade romântica infantil daqueles que os vestiam (continua...).

De fins do século XVIII a começo do século XIX, os homens abandoram os adornos por um estilo mais simples, inclusive nos cabelos: 


As mulheres passaram a usar roupas com aparência infantil: longos vestidos de musselina com a cintura alta e sem os corsets que delimitavam a cintura (meninas crianças ainda não tem cintura), o que dava à elas uma aparência juvenil, pareciam ser mais jovens que suas idades verdadeiras.


* Diferente de hoje que temos uma moda mais democrática e acessível, antigamente as roupas diferenciavam claramente as classes sociais.

Fonte: livro A Linguagem das Roupas 

22 de fevereiro de 2013

Tendências Alternativas: Peplum

A palavra peplum vem do grego "túnica", embora a palavra tenha se referido a outras peças de vestuário grego também. A segunda definição da palavra, independente da primeira, deriva da evolução de trajes do século XVIII. O pet en l’aire, uma peça feminina que fica entre o casaco e o robe à la française (sack dress) era popular do começo do século até 1740, sendo que o comprimento variava do joelho para cima e foi encurtando gradualmente até se tornar o início do peplum (saia curtinha) lá por 1780.
No século XIX, o peplum se torna uma "saia" acoplada um pouco acima dos quadris em jaquetas, outras saias ou blusas justas podendo também ser apenas um babado adicional.

Origens da peça: século XVIII e século XIX:


O peplum atual é mais parecido com o dos anos 1940, que era inserido na cintura dos paletós em diferentes estilos. Algumas vezes era aumentado para dar mais curvas aos quadris e enfatizar a cintura, usado com saias estreitas ou lápis. A peça deu uma sumida na década de 1950, mas voltou no final dos anos 1980 e no início de 1990 em jaquetas com grandes ombreiras o que fazia a cintura parecer menor do que realmente era
A partir da década de 2000, o peplum se tornou mais discreto, seguindo a moda atual de peças acinturadas dando uma imagem mais retrô e romântica ao look.

Estes modelos abaixo são de recentes coleções da Renner e da CeA. Você pode comprar peças semelhantes e customizar com tachas e spikes como os do Customeasy.


Seguindo a moda retrô, estes modelos alternativos são inspirados nos anos 1940:


Estas peças já tem uma pegada mais rock, a segunda é da loja nacional Dark Fashion. E na imagem a seguir, saias peplum de uma grande loja alternativa americana.


Eu tenho visto muitos blogs relativamente conhecidos dizendo o absurdo de que apenas garotas magras podem usar... Com certeza estas pessoas estão falando uma grande besteira!

Lembram do post sobre a Moda Plus Size onde eu selecionei alguns modelos de corpos de gordinhas e dei dicas do que cada um pode usar? Então, um corpo maçã* pode usar peplum se o babado for mais suave e pequeno; o corpo plus size ideal pra usar a peplum é o triângulo invertido*, assim como no corpo retângulo* porque estes corpos pedem que se crie uma cintura para disfarçar os quilos a mais. Basta saber escolher o babado peplum ideal, de preferência que ele parta da cintura, tendo sempre em mente que se você é obesa de estatura média ou baixinha, é preferencia que a barra da saia não ultrapasse os joelhos, pois uma obesa quando fica com a silhueta achatada, pode parecer mais obesa do que realmente é! Saltos ajudam a alongar a silhueta mas nem sempre estamos a fim de usar salto, então diminuir a barra da saia pode ser uma opção.
* vejam os formatos de corpos no post da moda plus size.

Corpo maçã com peplum na cintura e curtinho; o corpo ampulheta pode usar peplum à vontade! Não achei fotos de gordinhas com corpo retângulo e triângulo invertido com a peça, uma pena...
Observem a altura da barra das saias delas ;)


O corpo triângulo ou pêra, teoricamente seria o menos recomendado pra usar peplum, pois ele aumenta o quadril, mas reparem na moça abaixo, ela tem corpo pêra e o peplum realmente deu a impressão que o quadril dela é bem maior do que realmente é, especialmente porque ela usou a blusa com jeans justo. Mas ela não está nem aí, está super confiante. E é isso que vale, pra magras ou gordinhas: ter auto estima e usar o que quiser! =)

26 de agosto de 2012

História da Moda: Visuais que Chocaram Épocas

Por séculos as roupas distinguiram as classes sociais e era praticamente impossível usar algo diferente do pré-estabelecido. As "bizarrices" da moda atual são leves comparadas com alguns dos estilos mais chocantes do passado - tendências que causaram clamor público, foram consideradas indecentes, decadentes e até mesmo antipatrióticas.
A moda algumas vezes se choca com a moral social prevalecente. Atualmente as mudanças de estilo acontecem tão rapidamente em nosso mundo moderno, que não paramos pra pensar duas vezes sobre elas. Assim, uma tendência de moda nova e radical atual, provavelmente não tem o mesmo valor de choque que teria tido há 100 anos atrás.

Macaronis
Eles ririam da cara do metrossexual atual e o que eles consideram cuidar da aparência. Um grupo de jovens aristocratas britânicos liderou o estilo em meados de 1700. Os Macaronis chocaram e escandalizaram - e se divertiam com isso.

Macaroni: Caricarura
Tudo começou com um grupo de jovens ricos que fizeram a Grand Tour pela Europa depois de terminarem a educação formal. Eles adotaram estilos extravagantes dos franceses e italianos, mas levando todos os detalhes para o extremo. Supostamente, o nome Macaroni surgiu porque eles tomaram gosto pelo macarrão, uma comida italiana pouco conhecido na Inglaterra até então, e eles diziam pertencer ao "Macaroni Club".

Altas, caras e de decoração elaborada, as perucas eram usadas com chapéus minúsculos empoleirados no topo que só podiam ser retirados com a ponta de uma espada. Casacos usados apertados e decorados com rendas, fitas e botões muito grandes. Coletes em estampas berrantes confrontavam meias brilhantemente coloridas. Sapatos estreitos e com exageradas fivelas decorativas. Os Macaronis desenvolveram sua própria forma de linguagem para impressionar, misturando estrangeirismos em francês, italiano, latim, inglês e usando uma pronúncia diferente para o horror de seus pais.
Eles eram um contraste com a moda masculina da época. A moda inglesa havia se suavizado desde o início do século XVIII, era uma alfaiataria simples que se desenvolveu a partir das roupas de campo. Casacos de seda pesadamente bordados e jóias não eram nada práticos para cuidar de uma propriedade rural.


Mas o que também escandalizou foi o fato de que os Macaronis eram obcecados pela moda em primeiro lugar. O século XVIII foi o período em que a moda se tornou de gênero e eles estavam destruindo esta regra. Por uma variedade de razões, naquela época, a palavra "Moda" se tornou um assunto de mulher. Um homem se envolver com tantos enfeites era visto como bobo e efeminado. Ao se envolver com  a alta moda, eles estavam tomando o lugar da mulher, o que foi muito escandaloso.
Mas foi uma moda passageira, a moda masculina rapidamente passou para estilos mais simples defendidas por Beau Brummell - o estilo dândi - que foi uma reação masculinizada ao excesso efeminado da moda Macaroni. Brummell acreditava que vestir-se bem vinha de detalhes impecáveis e da exibição sem ostentação. 


Chemise à la reine de Marie-Antoinette 
O retrato ao lado chocou uma nação. Maria Antonieta, a rainha da França, já havia indignado os franceses em 1783 com sua opulência; agora ela escandalizava a todos com uma abordagem de roupas mais simples. Tão simples que a nação achava que ela havia posado para o retrato em sua roupa de baixo. A rainha adotou um novo modelo de vestido para combinar com o estilo de vida que ela estava levando em seu retiro privado no campo. O Petit Trianon era situado num recinto do Palácio de Versalhes e lá, várias cerimônias elaboradas da corte francesa foi abandonadas, incluindo a moda.

Retrato Original


Maria Antonieta começou a usar um vestido leve, sem forma, chamado de gaulle. Ele era feito de camadas simples musselina, folgado e moldado por um cinto amarrado na cintura. Ele também não tinha os panniers habituais sob a saia, que eram muitas vezes tão extremos que os batentes das portas tiveram que ser ampliados para acomodar os vestidos. De tão leve, o vestido poderia se moldar em torno das pernas, o que era chocante no momento. Ele foi um contraste direto com a moda da corte, que era incrivelmente elaborada e exagerada de luxo. Quando Elisabeth Vigee Lebrun pintou a rainha em seu vestido novo e a obra foi exibida ao público, houve um grande escândalo. A simplicidade e leveza do vestido parecia muito com a chemise, que era uma peça básica usada por todos. Como resultado, o gaulle ganhou o apelido de "chemise à la reine".
Retrato refeito

Mesmo quando foi esclarecido que ela estava usando um novo estilo de se vestir, o furor público não diminuiu, a simplicidade da roupa era vista como um insulto à glória da monarquia, e rainhas francesas deveriam ser um reflexo da grandeza do rei. O retrato teve de ser refeito, desta vez sem o gaulle mas com um vestido azul. Ela também foi acusada de tentar boicotar os comerciantes de seda franceses. Na época, eles eram uma parte vital da economia do país e, usando tecido importado, a rainha foi acusada de apoiar uma indústria têxtil rival.
Mas, apesar de inicialmente ser acusado de indecente, lá por 1790 as mulheres francesas e britânicas começaram a adotar os vestidos chemise de musselina. Ele foi o precursor dos estilos de moda do início do século XIX, bem conhecidos através das personagens das obras literárias de Jane Austen. 


Terno Bloomer
Ai de uma mulher que mostrasse o tornozelo em meados de 1800! Em boa parte do mundo as saias eram longas para proteger a modéstia de uma mulher, corsets eram apertados e restritivos e usar qualquer coisa remotamente masculina elevaria sobrancelha coletiva da nação - para dizer o mínimo. 
Daí a indignação causada pelo terno bloomer, mesmo que as estas calças compridas fossem amarradas no tornozelo e usadas sob saias longas. A menor aparicão dos bloomers sob a saia era suficiente para deixar as pessoas em um frenesi de desgosto. 
Desenhado por Elizabeth Smith Miller em Nova York em 1851 e defendido pela ativista dos direitos das mulheres Amelia Bloomer, o pequeno grupo de mulheres que os vestia o considerava uma alternativa saudável e racional para as pesadas saias da época. Os bloomers tornavam o andar de bicicleta e outras tarefas da vida diária muito mais fáceis.

Mas a sociedade não estava preparada para mulheres usando calças, mesmo que estas fossem quase totalmente escondidas sob uma saia. A peça se tornou uma declaração política e as usuárias foram atacadsas publicamente. "Bloomer" tornou-se um termo depreciativo, um nome lançado contra as que estavam envolvidas nos direitos das mulheres. As sátiras da época as desmoralizavam e ridicularizavam, caricaturas ilustravam mulheres usando calções e agindo como homens. A sociedade conservadora venceu e o terno bloomer voltou ao guarda roupa. Quando retornou décadas depois, não perdeu seu poder de escandalizar.
A maioria das pessoas ainda achava que estas calças roubavam das mulheres a feminilidade. No início de 1900, eles começaram a ser usados novamente, desta vez sem uma saia por cima. Foram adotadas pelas primeiras estudantes universitárias americanas, mas restrições ditavam onde e quando eles eram autorizados a serem vestidos: basicamente apenas no campo esportivo. 
Apenas na década de 1930 foi que as calças passaram e ser aceitas em outros lugares, mas ainda não eram aceitas na sociedade em geral. O impacto do bloomer foi um legado para que as mulheres pudessem usar roupas que melhor se adaptem às rotinas de sua vida sua diária.


Assim como com os Macaronis, a indefinição do estilo tradicional de gênero foi o que chocou as pessoas. Quando as mulheres adotaram uma peça mais masculina (os bloomers) elas eram vistas como querer ser como os homens, o que significava serem associadas com o gênero de mais poder. Quando os homens queriam se parecer mais com as mulheres - como os hippies da década de 1960 - as pessoas entenderam que eles estavam querendo descer na escala de poder. 


O New Look
Hoje em dia é usando pouca roupa que muitas vezes se cria um furor, mas não foi o que aconteceu com Christian Dior em 1947 quando ele apresentou sua primeira coleção após a 2º Guerra Mundial em Paris. Chocadas e indignadas, as pessoas o consideraram antipatriótico simplesmente por causa da quantidade abundante de tecido usado para fazer saias longas e volumosas.

 
New Look Dior
A guerra tinha acabado, mas vários países europeus ainda estavam passando por racionamentos. No Reino Unido, o governo fez uma ordem de restrição das roupas civis, proibindo o corte desnecessário de pano. Também definiu uma lista de restrições que alfaiates e costureiras tinham que trabalhar, ditando o número de botões, bolsos e da quantidade de guarnição que uma roupa poderia ter. Na época, a moda feminina havia se tornado muito estruturada e masculina, com ombros pontiagudos e influência de cortes militares, o que era um reflexo do trabalho que as mulheres vinham fazendo durante a guerra nas fábricas e nos campos na década de 1940.

Em contraste com tudo isso, o New Look de Dior tinha barras longas e saias rodadas acinturadas. Ele criou a silhueta ampulheta perfeita. Os tecidos usados por ele eram caros demais: cetins, lãs finas e tafetá. Com muitas pessoas ainda lutando bravamente pra sobreviver, o estilo luxuoso era considerado um insulto. Mas o estilista  foi apoiado por fabricantes têxteis que viram o estilo como uma forma de aumentar seus lucros. O New Look foi também considerado um regresso à silhueta vitoriana, com a cintura fina e ombros suaves,  o que foi interpretado como o envio de uma mensagem para as mulheres: de "retorno ao lar", que muitos governos tentavam impor desde o fim da guerra, e aos poucos estas começaram a abraçar o novo estilo que influenciou a moda da década seguinte, como vocês puderam ler na postagem sobre a moda feminina de 1950



Estilistas atuais ainda citam o New Look Dior, como parte seminal da história da moda. E tanto na moda mainstream como na moda alternativa atual, o estilo retrô que imita o New Look está muito em voga, assim como o estilo de Moda Lolita carrega fortes referências do New Look também.


*Esta postagem foi baseada num artigo do site BBC News - Magazine, chamado "Fashion: History's shocking styles" escrito por Denise Winterman. Traduzi o texto e refomulei os parágrafos com alguns acréscimos escritos por mim.


19 de março de 2011

Gala Nocturna - The Virgin Queen

Dia 12 de fevereiro, realizou-se na Igreja Augustinus, na Antuérpia, Bélgica, a 5º edição do baile gótico-histórico Gala Nocturna. Ao contrário das quatro edições anteriores dessa vez o traje era preferencialmente Tudor/Elisabetano

Aos que não lembram, na primeira edição, bastava-se um traje histórico ou gótico; a segunda e terceira edições foram focadas na estética gótica e na neo-romântica (século XIX atualizado), a quarta edição abriu espaço maior para o barroco e rococó. Obviamente trajes steampunk e gothic lolita sempre foram aceitos por serem parte da estética oitocentista.

Só de analisar a evolução do baile, dá para perceber como as tendências de moda histórica variaram com o passar dos anos dentro da subcultura gótica/alternativa (em breve postagem sobre a evolução das tendências da moda alternativa). 
Atenta à essas tendências, a fotógrava Viona Ielegems focalizou o tema do 5º Gala Nocturna na Idade Média Renascentista. O Baile foi um sucesso e teve grande demanda popular, tanto que a data do próximo Gala Nocturna já foi marcado: 11 de fevereiro de 2012.

Vejamos algumas fotos:

       

23 de fevereiro de 2011

O Século XVIII e XIX : Diretório, Império e Regência

A moda do final do século XVIII e começo do século XIX na França, se divide em três períodos: o primeiro, de 1789 a 1799, chamado de Diretório, foi um período de mudança brusca nas vestimentas. O segundo período, de 1800 a 1815, é a época da chamada “moda Império”, baseada na silhueta neoclássica. De 1815 a 1825, ocorre o período final do Neoclássico, chamado de Regência, cuja moda muda gradualmente para o estilo romântico.

Para ler a postagem sobre A Moda na Diretório, Império e Regência , você precisa ser redirecionado ao meu novo blog, exclusivo sobre História da Moda. Clique na imagem abaixo para acessar o blog e o link do post:




Mais postagens sobre história da moda no link Moda Histórica.
O texto foi escrito pela autora do blog de acordo com pesquisas em livros de Moda lançados no Brasil e no exterior. Se forem usar o texto na íntegra para trabalhos ou sites, citem o blog como fonte. Leiam livros de Moda para mais informações e detalhes.

23 de novembro de 2010

Kerli: Rococó Lolita em Tea Party

Eu estou fascinada pelo figurino desse clipe! Assisti umas quatro vezes seguidas e cada vez que olho acho um detalhe diferente de produção.

A música é da trilha sonora do filme Alice in Wonderland de Tim Burton, que se passa no século XIX. Curiosamente, o clipe não aborda só a estética do século XIX, mas também todo o luxo e ostentação exagerada da Era Rococó. O máximo que se chega perto da Alice é a cor do vestido azul à la Maria Antônieta da cantora. Do século XIX: corsets, chapéuzinhos, objetos de cena e um fetichezinho presente nas peças de couro e vinil. Fora uma coisinha ou outra de outras épocas - inclusive a atual - e claro, impossível não comentar também o perfeito toque Lolita que é característico na estética da cantora Kerli

Aliás, Kerli não é novata em se interessar pelo meio alternativo, quando lançou seu primeiro álbum, foi entrevistada pela revista americana Gothic Beauty e a capa de seu disco é de ninguém menos que a artista de fotografia digital Natalie Shau. Aos que não sabem, a música "I Fell Immortal" cantada por Tarja Turunen, foi escrita por Kerli, mas ela não conseguiu colocá-la em seu disco e repassou para Tarja, que reescreveu alguns trechos.

Maquiagem e perucas perfeitas, acessórios de dar inveja, gargantilhas e rufos lindos, peças interessantíssimas, combinações de roupas e épocas em perfeita harmonia. E o que é aquele sapato do look Lolita-Maria antônieta?  Moda alternativa muito bem produzida, já que a responsável pelo figurino do clipe é uma pessoa entendida do assunto: Roxin Contin, que conseguiu juntar o melhor da moda alternativa historica atual com muita criatividade. 

Sem dúvida, em termos de estética, é um dos meu clips preferidos. Afinal, não é todo dia se vê um trabalho em vídeo que envolva minhas duas paixões: moda histórica e moda alternativa. Acho que também vão apreciar o figurino tanto quanto eu:

 


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