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19 de janeiro de 2017

Documentário Janis Joplin: Little Girl Blue

Após anos de especulação sobre um filme dedicado a sua biografia, em 2016, saiu o documentário Janis Joplin: Little Girl Blue, que conta a trajetória pessoal e musical de uma das mais importantes vozes do Blues e do Rock.

Nascida em 19 de Janeiro de 1943, “just like the capricorn I am”, nos deixaria ainda muito jovem, entrando para o fatídico Clube dos 27. Esse é um fato que marcaria sua história, e ainda em vida notaria as transformações dessa data. Parece que a tal idade não é mesmo fácil para ninguém, mesmo para os que sobreviveram. Em entrevista à MTV na década de 1990, Axl Rose revelaria que numa conversa com o Prince, o músico havia lhe dito que os 27 anos são os piores. 


Ao longo do documentário, observamos várias questões típicas de uma grande rock star: sentia-se completamente deslocada das pessoas de sua cidade, Port Arthur, Texas. Um local pequeno e de mentalidade conservadora que odiaria para sempre, pois seria lá que destruiriam sua autoestima da qual nunca recuperaria. Sendo uma garota que não seguia as regras de comportamento das meninas de sua época, sofreu consequências por ser considerada "diferente". ápice da humilhação tornaria forma quando num concurso de uma fraternidade, a elegeram “O Homem Mais Feio”, algo que a magoaria demais e a faria sentir os efeitos do machismo na sociedade. Mesmo com a belíssima voz, composições e interpretações marcantes, o adjetivo “feia” lhe perseguiria com frequência em artigos na mídia.

Seu talento para as Artes começou cedo: primeiro o desenho e depois a música

Sobre sua evolução estética e na performance em shows, ocorreria quando trocaria o Texas por São Francisco, na Califórnia. A efervescência cultural da cidade foi superimportante no desabrochar do comportamento da cantora. Em contato com a liberdade social dos anos 60, e como todo jovem influenciado pelo movimento beatnik, aproveitou ao máximo o lema sexo, drogas e rock n’ roll. Influenciada por músicos como Otis Redding, ficaria famosa no festival pop internacional de Monterey, em 1967, ganhando o título de a primeira estrela feminina do rock. Restavam apenas três anos para usufruir seu meteórico sucesso.


Nesse pouco tempo Janis passou por muita coisa, entre altos e baixos bem fortes. Uma delas seria a sua viagem ao Brasil em pleno Carnaval, onde conheceria aquele que parece ter sido o seu grande amor. Essa é uma das partes mais legais do documentário, com diversas imagens mostrando uma cantora genuinamente feliz, se jogando no samba e nas praias cariocas. Há centenas de estórias dela em sua excursão ao país, incluindo passagens famosas como a expulsão do Copacabana Palace e seu encontro com Serguei. Leia mais sobre aqui e aqui

Topless na Praia da Macumba. Foto: Ricky Ferreira

A frase “tristeza não tem fim, felicidade sim”, da canção “A Felicidade” de Vinícius de Moraes e Tom Jobim poderia embalar a volta de Joplin aos Estados Unidos. Seu novo amor não aguentaria a recaída de drogas e partiria para mais uma viagem pelo mundo. A falta de êxito na troca das bandas Big Brother and the Holding Company para Kozmic Blues ainda lhe dava dor de cabeça. A alegria adquirida no Brasil logo daria retorno a solidão que sentia nos momentos em que as luzes dos palcos se apagavam. No dia 04 de Outubro de 1970, sairia de cena devido a uma overdose de heroína.

Em entrevista a Dick Cavett, Janis fala sobre "Move Over",
 a vinda ao Brasil e o futuro reencontro com os colegas que a debochavam no colégio.

As qualidades e defeitos de Janis não ficavam nos bastidores. Um vozeirão que escondia suas fragilidades, mas que exalava a sensibilidade que possuía. É um documentário que deve ser visto por todos os fãs de rock e para aqueles que não conhecem as predecessoras de Amy Winehouse. 

“Tocar é viver, é a maior diversão que existe. Sentir as coisas e mergulhar nelas. É divertido.”



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2 Comments

  1. Assisti a esse documentário recentemente, está até no post de indicações de documentários musicais que fiz recentemente.
    Adorei conhecer um pouco mais da Janis, ela sempre me passou a imagem de uma mulher inabalável, mas me compadeci com sua história, essa parte do concurso é cruel demais!

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    1. Oi Nayara!
      Documentários são bons por causa disso, enxergamos o lado real das personalidades que admiramos, pois a fama e o sucesso meio que faz a gente esquecer que eles ainda são humanos e passam por percalços na vida como qualquer um.
      E se indicamos o doc da Janis para todos assistirem, é pq de fato concordamos que vale a pena para quem ainda não viu! ;)
      Bjs!

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