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31 de outubro de 2017

Conheça SABAT, a revista especializada em Bruxaria

Na década de 1990, houve uma intensa redescoberta pela bruxaria, a qual resultou em filmes como Jovens Bruxas e séries iguais a Charmed, Buffy, A Caça Vampiros e Sabrina, Aprendiz de Feiticeira. Essa atmosfera retornou há pouco tempo, tomando força pelo crescente interesse da nova geração pelo Feminismo. A união desses elementos acabaram impulsionando o nascimento de uma revista: a Sabat.

Revista sobre bruxaria - A Donzela
The Maiden

A ideia tinha formato de zine no início, e pertencia ao mestrado de jornalismo de moda da norueguesa Elisabeth Krohn no renomado London College of Fashion. Sabat acabou então evoluindo para revista, sendo lançada impressa em Março de 2016 com quase duzentas páginas sobre bruxaria e feminismo, arquétipos femininos e arte contemporânea. Surgindo na hora certa, a publicação ganhou notoriedade de forma orgânica, sendo apresentada em diversas matérias de mídias alternativas britânicas.

Revista sobre bruxaria - A Mãe
The Mother

Krohn já revelou em entrevistas que a Sabat é uma revista que fala de bruxaria encorajando e orientando os leitores a encontrarem seus poderes dentro de si. Com olhar moderno, utilizou o Instagram como sua maior fonte de pesquisa e a #witchesofinstagram serviu de inspiração para Elisabeth perceber o interesse ao tema, entrando em contato com pessoas envolvidas com o movimento, o que a ajudou a descobrir diferentes tipos de feitiçarias, ampliando o seu conhecimento e recebendo contribuições de bruxas ao redor do mundo. 


A bruxa é uma figura de resistência?  
Sim e uma poderosa. O que realmente gosto da bruxa é que em qualquer encarnação, ela mantém um senso de individualismo e independência, de ser o estranho ou o arquétipo ambivalente necessário que desafia o status quo em suas políticas, pensamentos, práticas ou simplesmente no seu modo de vida. Elisabeth Krohn para We Are Grimoire.

Cada publicação envolveu buscas que levassem a visões alternativas sobre o feminino. Por isso a criadora tinha o objetivo de lançar apenas três revistas, seguindo a concepção da Deusa Tríplice: Donzela (The Maiden), Mãe (The Mother) e Anciã (The Crone), nomes que batizam cada edição e refletem a tradição pagã dos três estágios da mulher. "Maiden era uma bruxa adolescente que encontrou os seus poderes. Com a Mother e Crone, acho que fomos capazes de mergulhar mais a fundo no mundo da feitiçaria, mas também em aspectos mais complicados da existência feminina."

Revista sobre bruxaria - A Anciã
The Crone

Entre os assuntos abordados está incluída a Moda, porém esta sendo apresentada tentando fugir do esteriótipo "witchy", evitando marcas especializadas nesse tipo de vestuário e colocando outras, como Céline e Acne. A última publicação saiu em Março de 2017, fechando o ciclo. O resultado positivo, além do esperado, abriu espaço para novos projetos. A segunda edição ganhou um prêmio de design da D&AD e o mais legal é que o Diretor de Arte - e fundamental no apoio para existência da ideia de Krohn - é o brasileiro Cleber Rafael de Campos.



Ficamos a espera de novidades e quem sabe, que elas possam chegar até o Brasil, já que aqui existe uma rica história de rituais e tradições religiosas e que infelizmente vem sendo apagada por puro desconhecimento e intolerância.

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29 de setembro de 2016

Kate Moss usando peças da SEX e da Let it Rock (lojas Punks de Vivienne Westwood e Malcolm McLaren)

Em editorial de comemoração aos 25 anos da revista Dazed & Confused, Kate Moss veste roupas das lojas Punks de Vivienne Westwood e Malcolm McLaren, a SEX e a Let it Rock [veja nosso post sobre as lojas aqui]!

Fiquei muito feliz com o timing, pois acabei de postar sobre as lojas e uma super modelo e uma super publicação aparecem usando as famosas peças que entraram pra história da moda! Assim podemos todos nós ver as roupas punks daquele período sendo usada nos dias de hoje! E não é que são atemporais?

Sendo a maioria das peças da época, podemos ver a estética punk inglesa em seus primórdios. Hoje ao olhar as fotos, aparentam ser looks suaves ou "normais", mas precisamos colocar nossa mente lá no fim dos anos 1970 pra entender que eram visuais rebeldes e inovadores. As peças parecem ser "punk de boutique", e realmente são, pois a estética punk de Vivienne e Malcolm nasceu numa boutique. ;)

Ah, as peças vieram do acervo de um colecionador: Kim Jones, o diretor artístico da menswear da Louis Vuitton!
Atentem para o cat eye, típica maquiagem das meninas punks, em versão atualizada

Minha foto preferida: ela veste a blusa Venus [que citei no post] da Let it Rock
com saia de couro da SEX. Não é incrível pensar que isso é o look punk inicial? :D

Novamente um top da Let it Rock e saia de couro da SEX. 
Notem a meia arrastão, as lojas do casal também vendiam este tipo de peça. 

Kate veste trench-coat Louis Vuitton, mas a saia e o sutiã são da SEX, observem os spikes na borda do sutiã! Pois é, até isso é punk inicial! E os scarpins também são da loja, as primeiras meninas punks usavam esse tipo de calçado. 

Foi bem legal escolherem a Kate pra esse editorial, ela é um ícone da moda britânica e a gente sabe da personalidade rebelde que ela tem! No look abaixo: sutiã, capa e saia, tudo da SEX.


E finalizando com essa foto que a Kate usa um suéter da Louis Vuitton que é praticamente no mesmo estilo dos que Vivienne criou para a Seditionaries e os calçados são da Vivienne também, no já citado post que fizemos, postei um calçado bem semelhante. Afinal, sandálias de salto com studs vestiam os pés das meninas punks da época.



Bom, esse com certeza, pelo valor histórico, já é um de meus editoriais favoritos de todos os tempos! Eu tô praticamente chorando de emoção! Não é todo dia que podemos ver as peças punks originais de Vivienne  e Malcolm estampadas em revistas. Vida longa à estética punk! ♥


Vídeo com a história das lojas:


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19 de agosto de 2015

O dia em que saímos na Dazed and Confused

Estudar moda, e em especial subculturas, nos obriga a estarmos com os olhares voltados ao exterior devido serem temas que nasceram lá fora e também pelo desenvolvimento avançado em pesquisas, ao contrário do Brasil onde se encontra atrasado nessas questões. Então, imagina a nossa cara quando descobrimos que fomos referência numa matéria do site da Dazed and Confused!

Algumas capas da revista

Talvez nem todos saibam, mas a Dazed and Confused é uma conhecida revista britânica de status cult, que ganhou evidência por falar de moda com viés alternativo. Somos fãs da publicação tanto impressa quanto online, já citamos em posts do blog e com certeza aparecerá mais vezes pois é um dos nossos endereços de leitura. E foi assim que descobri o que nem poderia imaginar.

Estava de bobeira dando aquela atualizada nos sites favoritos quando me deparei com uma matéria sobre o calçado all star - o tênis foi inteiramente remodelado pela Nike há pouco tempo - onde contava como ele havia se tornado um ícone subcultural. A imagem que ilustra de cara é a do Nirvana, achei interessante a coincidência do assunto ser ilustrado por uma foto que eu também tinha colocado no post da Converse. Abri o link para dar uma lida e meu queixo caiu no chão.

MdS citado só na imagem do Elvis Presley

Senti um mix de felicidade e espanto extremo, até agora não temos a menor ideia de como nos acharam. Depois que li tudo, vi que o blog foi citado bem en passant, apesar das semelhanças em pontos do texto e imagens. Mas isso não enfraquece a alegria de saber que estamos no caminho certo, foi mais uma grande prova de que entre erros e acertos o conteúdo do blog tem capacidade de fazer parte da mídia de moda internacional. 

Termino agradecendo aos leitores que estão sempre por aqui ou nas mídias sociais comentando, dando dicas, ideias, ou simplesmente lendo, pedimos desculpas aqueles que não conseguimos retornar o contato, responder alguma pergunta, tem horas que se não focarmos no término do post a gente não finaliza, é tanta coisa para fazer ao mesmo tempo e tem a vida fora da internet, né?

E vamo que vamo antes que os gringos dominem de vez isso aqui!



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13 de junho de 2015

Girl Power: mulheres ícones do rock na Nylon Magazine!

Para a Music Issue de edição junho/julho, a Nylon Magazine fez um editorial de beleza chamado Girl Power. As modelos Anna Nevala e Merethe Hopland foram fotografadas por Jamie Nelson interpretando mulheres ícones do rock como: Patti Smith, Gwen Stefani, Siouxsie Sioux, Kathleen Hanna, Kate Bush, Kim Gordon, Stevie Nicks e Courtney Love. Particularmente acho que faltou a Joan Jett... mas as fotos ficaram lindas de qualquer jeito!

Não vamos postar apenas as fotos do editorial, mas também algumas imagens que podem ter servido de inspiração para as fotos! :D

#Courtney Love



#Gwen Stefani


#Kathleen Hanna

#Kim Gordon



#Kate Bush



#Patti Smith
 


#Stevie Nicks


#Siouxsie Sioux

O que acharam do editorial?
Girl Power sim ou com certeza? :D


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11 de janeiro de 2015

Editorial: Nadja

Faz teeeempo que não posto editoriais de revistas mainstream com temas relacionados à estéticas alternativas aqui no blog! E olha que foram justamente estes editoriais que fizeram o MdS ser o que é! Não que eu não queira mais postá-los (na verdade tenho uma lista deles super atrasada) mas é que os nossos estudos sobre Moda Alternativa acabam sendo mais fascinantes e preferimos dar mais espaço à eles :D

Esse editorial se chama Nadja, em homenagem à uma das maiores top models da década de 1990: Nadja Auermann. 
Ela já foi considerada a modelo com as pernas mais longas do mundo, o que lhe rendeu muitas sessões de fotos com temática mais fetichista. E justamente por causa desse detalhe físico fez vários trabalhos usando peças de Thierry Mugler, estilista que usa a estética fetichista diretão em suas criações!

O que me fez definitivamente optar por postar o editorial aqui, é que numa das fotos, Nadja usa um corset de metal da Maya Hansen, que é uma estilista espanhola de background alternativo. Curiosamente o corset lembra bastante as peças de Mugler dos anos 90. Outras marcas presentes no editorial são do próprio Thierry Mugler, Chanel, Miu Miu, The Blondes, Salvatore Ferragamo e Just Cavalli.


16 de maio de 2014

Cabelos coloridos: Breve história de seu surgimento à chegada no mainstream

Estamos trazendo algumas postagens sobre cabelos coloridos porque reflete um comportamento da moda atual. Esse primeiro post, é focado nos cabelos coloridos no mainstream. Ao final sugerimos alguns posts antigos do blog que complementam esse artigo, neste momento, como introdução, o post Em Busca da Diferença mostra bem a atmosfera alguns anos atrás.

 Cabelos coloridos

Faz um bom tempo que percebemos como os cabelos coloridos saíram da cena alternativa e invadiram a moda mainstream de jeito. Há mais de cinco temporadas desfilando nas passarelas internacionais, observamos grifes famosas utilizando tinturas fantasias em mechas, perucas ou fios naturais de suas modelos.
Pintar o cabelo é um hábito antigo, os egípcios já usavam henna com tonalidade avermelhada em 1500 a.C., porém, a moda que conhecemos atualmente, surgiu na década de 70, onde os cabelos coloridos vieram como um dos símbolos da pós contracultura do Punk.
A estética, com essência provocante, converteu um simples ato de beleza em rebeldia, transformando o cabelo em cortes e cores dos mais radicais possíveis. Uma personagem que se destacou na subcultura londrina era a modelo Soo Catwoman, que tinha como marca cortar suas madeixas de forma que imitasse orelhas de gato, por isso o codinome.


Na mesma fase, Nina Hagen foi também grande exemplo do estilo. Já nos anos 80, o cenário estendeu ao pop com os cantores Cindy Lauper e Boy George, ex-Culture Club. Na década seguinte, havia uma mistura de ambas as cenas.

No Brasil, temos representantes como a MariMoon. Muito antes dela, a cantora Baby Consuelo já chamava a atenção por seus fios multicoloridos, ao ponto de ser barrada na Disneylândia, famosa história que gerou uma canção.
De lá para cá, os cabelos coloridos ganharam muita atenção, acelerando a popularidade devido ao uso de artistas do mainstream.


Em 2007 já encontramos um editorial na Vogue América de março onde as modelos usam rabos de cavalo coloridos com roupas de grife, era mais um dos sinais de que algo estava mudando na moda dominante.

Nos desfiles, foi interessante ver que começaram a ser aceitas modelos de estética mais alternativa, algumas até conseguiram alcance de mídia, é o caso de Chloe Norgaard e Charlotte Free.

Charlotte Free e seu cabelo tingido de rosa em um editorial e modelo de peruca rosa em outro editorial.

Pode soar comum cabelos vermelhos em subculturas, mas eles nunca foram comuns em editoriais de moda e passamos a ver modelos com mechas avermelhadas neles.


Atraindo os olhares da moda, encontramos madeixas pintadas de todas as cores nos principais editorias da área, em todo tipo de publicação e em volta de todo o tipo de temática fotográfica.


Katy Perry foi uma das primeiras cantoras pop a tingir verdadeiramente os cabelos em tons fantasia nesta década. Nos editoriais, mechas temporárias e cores que saem ao lavar os cabelos na W de setembro 2011 e na Vogue Itália de outubro de 2009.


A moderna revista I-D do verão de 2011; uma óbvia peruca roxa (perucas coloridas também viraram tendência) e o cabelo vermelho fogo, antes tão associado à subculturas.


Mas o que carimbou de fato a trend, foi quando a importante edição de setembro (a mais importante do ano e que define tendências) da Vogue América de 2012 trouxe um editorial que sugere que mulheres negócios bem sucedidas tenham cabelos coloridos. As modelos, usam perucas. 
Depois disso, passou a ser mais comum ver mulheres/meninas "normais" desfilando cabelos coloridos nas ruas usando roupas mainstream.


Os tons pastel entram em voga logo a seguir. E tiveram seu espaço garantido com looks mais suaves, contrastando com peças brilhosas ou com transparências.

Valeria Efanova e Charlotte Cardin-Goyer na Elle Canadá, dezembro 2012  
e Marie Claire chinesa.

W Coréia e Vogue Paris, novembro 2012.

A tendência continua em desfiles internacionais da temporada 2014:
Ashish (spring); Maria Grashvogel; DKNY (fall); Gilles (Fall)...

...Nicolle Miller; Vera Wang (fall), Meadham Kirchhoff (spring).
Abaixo uma comparação evolutiva entre o desfile de Kansay Yamamoto em 1980 e Schiaparelli Couture 2014.

... aqui no Brasil, a Melissa fez um editorial com a já citada modelo colorida Chloe Norgaard e seu último desfile foi cheio de referências alternativas. Além do látex e das perucas coloridas, teve como stylist Anna Trevelyan, ex-assistente de Nicola Formichetti.


Há vários editoriais de moda mainstream postados aqui no blog na época de suas publicações nas revistas. Abaixo, indicaremos alguns. Para acessá-los, basta clicar nos links:

- Cabelos Coloridos na Plastic Dreams
- Cabelos Coloridos: Pastas Pigmentadoras
- Editorial: Sweet Escape
- Revista Numéro: Tribal
- Editorial: Uptown and downtown 



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29 de abril de 2014

O trabalho visionário de Nicola Formichetti e sua parceria com a Diesel

A parceria entre Nicola Formichetti com a Diesel vem nos chamando a atenção ultimamente. Desde que virou diretor criativo da empresa, nota-se que alguns assuntos podem ser relevantes ao cenário alternativo e que ainda não foram enfatizados como deveriam, ou simplesmente analisados com mais detalhe.
Sobre Formichetti, seu currículo é bem chamativo. Está nesse circuito há mais de uma década, com passagens pela revista Dazed and Confuzed e em grifes como Thierry Mugler. Possui multifaces na moda, mas seu grande reconhecimento é como stylist. Foi ele quem alavancou a carreira de Lady Gaga cuidando de seu visual por três anos a partir do clipe Bad Romance. E de sua ex-assistente, a stylist Anna Trevelyan (ela comandou a última campanha da Melissa e hoje é um dos nomes mais influentes na área).

Formichetti é nipo-italiano, morou em Londres e diz "Não se pode julgar uma pessoa pela forma que está vestida, nem por aquilo que faz, porque talvez não tenha dinheiro para expressar-se como gostaria." 


Formichetti foi o responsável por criar o visual de Gaga...

... e deu um empurrão na carreira de Anna Trevelyan para os holofotes da moda.


Quando trabalhou na revista Dazed and Confused, Nicola, que nasceu no Japão, criou editoriais como este, com a participação de Kyary Pamyu Pamyu entre outras cantoras japonesas e chinesas.
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Em entrevista à Elle Americana, ao ser perguntado se gostaria de fazer roupas relevantes, deu a seguinte opinião: “Eu estou na moda há dez anos e acho que o sistema é um pouco antiquado. Eu quero fazer coisas novas. Há tantas coisas que eu tenho visto por um longo tempo, quero dar espaço aos jovens, quero criar coisas que são excitantes, quase como Rick Owen fez (coleção Verão/13)”.

Nicola gosta de abrir portas para pessoas que por algum motivo a indústria continua a ignorar. Chegou a declarar à Vice que não trabalha por dinheiro e sim por amor e criatividade. É provável que por esse motivo, nas suas atuações como stylist ou diretor criativo, não é dado só espaço a corpos mainstream. Encontram-se curvas de todos os tipos, acompanhados de tattoos, cabelos coloridos e sem distinção de raça, gênero ou deficiências.


Em suas campanhas para a Diesel, Formichetti dá espaço à pessoas que não tem o rosto ou o corpo padrão. 
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Uma das pessoas que Nicola abriu as portas foi Rick Genest, o Zombie Boy. Descoberto em 2010 quando Nicola era diretor criativo da Mugler, Rick virou sensação, estrelou a campanha da marca e logo participou de vários desfiles e de claro, um clip com a cria estética de Formichetti: Lady Gaga.


Só que essa não é uma visão nova. Em toda linha histórica da moda, sempre existiu alguém que foi visionário, que não se importava em romper padrões. Em 1947, Diana Vreeland – considerada a maior editora de moda - ao ver expressões de choque por colocar uma modelo de biquíni no editorial da Harper’s Bazaar, diria tal frase: “É esse tipo de pensamento que faz a sociedade voltar mil anos!”.
Nas passarelas o espírito perpetuaria em estilistas como YSL, Westwood, Gaultier, McQueen e outros mais. O que impressiona é que, mesmo depois de tantos exemplos importantes, uma parte da indústria parou em certas questões sociais, chegando ao ponto de retroceder e necessitar de gente como Nicola para repetir, ou relembrar, o discurso de Vreeland. Colocar alguém que não carrega os estereótipos fashion ainda pode ser considerado uma ousadia.

Há barreiras a se quebrar, e Nicola sabe muito bem disso, pois sente na pele. Quando indagado pela Elle sobre encontrar uma garota incrível e que vai ser um futuro sucesso, porém ver que as grifes ainda não querem emprestar roupas (atitude comum no Brasil) responde: “É meio frustrante. Mas de certa forma, eu sou atraído por isso. Sinto-me atraído por alguém que é um pouco estranho. Fico animado por estar com eles e fazer algo junto, é quase como dizer: "f *da-se" à indústria. Eu não me importo. Mais ou menos como: Se você não nos quer dar roupas, eu não me importo, temos McQueen de qualquer maneira”.

É comum novos artistas que carregam em sua essência o alternativo, sofrerem preconceito da indústria pelo o tipo de imagem que propagam. Incompreendidos e sem oportunidade, muitos acabam não saindo do underground. Alguns não se importam, mas outros carregam a decepção por não terem tido a chance de conquistarem um espaço maior e serem mais reconhecidos pela sua arte.
Sabendo o quanto as referências de moda podem interferir no comportamento do ser humano, é importante que o consumidor questione a indústria. Afinal, se somos diferentes, por que não transmitir isso? E é nesse ponto que o mercado alternativo aparece.

Na abertura de sua exposição em Londres, Gaultier fala a em entrevista a Globo que “a Inglaterra e o Japão são os países com maior individualidade. Existe um culto a diferença”. Não à toa, na mesma entrevista à Elle citada acima, Nicola conta que é obcecado pelo Japão e que o próprio fundador e presidente da Diesel, Renzo Rosso, vive por lá.

A maioria das grandes tendências atuais sai desses países e são copiadas ao redor do mundo, exatamente pelo fato da busca ao “diferente” e que, de certo modo, terminará no encontro do “novo”. Interessante é que esses países também concentram enorme força no mercado alternativo, por justamente não terem problema em aceitar o incomum.

O incomum na campanha Diesel Tribute/Leather
Clique para aumentar.

Fechando esse ciclo, vamos mostrar algumas imagens do último desfile da Diesel + Formichetti, que aconteceu no início de Abril em Veneza, Itália. Reparem na quantidade de elementos punks, bondage e grunge na coleção. E também na sua nova queridinha, a rapper Brooke Candy, uma das garotas-propagandas da marca. 

Desfile, clique para aumentar.




Campanha Diesel Accessories com Brooke Candy.

Ao contrário de outros estilistas que "usam" as subculturas, Formichetti tem um genuíno interesse e respeito, e de forma nenhuma suas campanhas tratam os alternativos como seres repulsivos; ao contrário, ele aprecia explorar o lado mais original de cada um deles.

Leia também, posts do blog relacionados ao tema Formichetti, Mugler, Zombie Boy:
- Mugler e Zombie Boy
- Zombie Boy, Hard to be Passive
- Moda Conceitual, Artistas, Thierry Mugler
- Em busca da diferença



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