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1 de junho de 2016

Subculturas não tem idade: Adultos que adentram no mundo alternativo

Dentro da Geração Silenciosa, encaixam-se os primeiros frequentadores de subculturas. Nascidos entre aproximadamente 1925 e 1942, deram origem à grupos como Teddy Boy/Girls, Rockers/Bikers, Beatniks, Hippies, a Swinging London e criaram  sonoridades como o Rock n Roll. Dessa geração podemos citar como exemplo Elvis Presley, Jerry Lee Lewis, Little Richard e pessoas que estão - ou estariam - hoje entre os 70 e os 90 anos de idade.

Mas o que contaremos agora são casos como o de Viva, ilustrado abaixo:
pessoas que adentram subculturas DEPOIS de adultas. 


Viva tem 82 anos e adentrou no punk rock quando estava com 45 anos. O punk a atraiu porque a fazia se sentir livre pela falta de regras. Ela não sabia cantar, mas na cena isso não importa, você é livre pra se expressar sabendo ou não tocar ou cantar. Se você tem o espírito e a energia punk é o que vale, diz ela no vídeo a seguir.


Além de Viva, nos lembramos de Vivienne Westwood que tinha 35 anos quando também se envolveu com a subcultura punk produzindo roupas ultrajantes e criando estilos usados até hoje pelas gerações seguintes.


Recentemente assistindo ao documentário Envelhescência, nos surpreendemos com o caso de Judith Caggiano. Hoje uma senhora toda tatuada que ouve punk rock, ela começou a se tatuar após os 70 anos e adentrou no estilo de vida do filho motociclista.


Temos também Isobel Varley, que fez sua primeira tatuagem aos 48 anos e morreu aos 77 sendo a mulher mais tatuada do mundo segundo o Guinness World Records.


Válido citar algumas musicistas que conseguiram sucesso na faixa entre 27 e 30 anos numa indústria que cria ídolos com idades cada vez mais jovens:

Wendy O. Williams tinha quase 29 anos quando criou a banda Plasmatics, que é considerada por alguns a primeira banda que mistura sonoridade e atitude punk com o metal.


Cindy Lauper explodiu nos anos 80 com 30 anos de idade.

Kim Gordon é outra que começou na banda Sonic Youth aos 28 anos.

Debbie Harry tinha 30 anos quando o álbum Blondie foi lançado.

Shirley Manson tinha 29 anos quando a banda Garbage estourou, ela conta que "se sentia velha" como contamos neste post dedicado ao estilo dela.




Estudos olham as subculturas apenas como cultura juvenil.
E de fato, em grande parte era, mas isso parece estar mudando
na medida em que o mundo passa a permitir uma maior liberdade de expressão da individualidade.


Os casos acima, entre outros, nos chamam a atenção por saírem fora do conceito de que é permitido somente aos jovens a rebelião, a contestação e o uso de estéticas alternativas. O próprio Marketing de massa explora a ideia de que adultos devem se comportar dentro da normalidade enquanto estão na idade produtiva.

Observando isso, também notamos um atraso significativo nos estudos de moda e comportamento relativos à esse tema, por exemplo: a moda mainstream só dá valor aos estudos de jovens até 24 anos ou após os 60, as idades entre estas são ignoradas. Enquanto que as subculturas estão à frente, quebrando as regras de todas as gerações. 

Nestes estudos mantém-se a ideia que o adulto não pode ousar nem ser criativo. Tem que ser um robô. Tem que passar pelo esquadrão da moda pra jogar a criatividade fora porque "já passou da idade". Criou-se essa coisa de que a criatividade, transgressão e rebeldia só pertence aos jovens. No nosso ponto de vista, isto não é verdade. Isso não tem idade.


Subculturas podem soar ultrapassadas na pós modernidade,
mas é impressionante como são relevantes em termos culturais. Ainda seduzem jovens e adultos que estão com disposição de quebrar as regras!



Enquanto muitos dizem que ser alternativo “não é só uma fase”, o que dizer de pessoas que estão se descobrindo parte de subculturas na idade produtiva: aos 30, 40 ou 50 anos? E aí, vamos podar essas pessoas? Vamos dizer que elas estão erradas, estão sendo imaturas ou com medo de envelhecer e pedir pra elas largarem de lado suas criatividades e novas descobertas?
É isso que vamos continuar analisando no próximo post.
 

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13 Comments

  1. Muito bom! A parte que mais gostei foi a crítica de que os adultos devem se comportar como robôs. Vou tentar lembrar disso quando tiver mais idade, o que importa é se sentir bem! Pelo menos, na minha futura carreira (curso ciências biológicas) não tem essa de impor padrão, e tal, podemos ser como somos (até pq os biologos são bem esquisitinhos hahahahaha ainda bem!!)

    Beijos, Menina Borboleta.

    meniborboleta.blogspot.com

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    1. Helena, é o maior desafio dessa faixa etária: se sentir bem + ter uma carreira. Espero que você consiga sempre ser você mesma!
      Bjs!

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  2. Que post maravilhoso! Estou entrando agora em uma banda (aos 23) e andei me sentindo muito velha pra isso. Era algo que eu queria desde os 12, quando conheci o rock, mas as coisas tinham que andar na linha e precisei estudar. Agora, já na faculdade, decidi dar a cara a bater e este post veio tirar um pouco da "velhice" de mim. :D
    Obrigada!

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    1. Imagina não está velha não!
      Aproveite bem seu tempo, os anos e você vai ver que todo dia dá pra aprender ou começar algo novo :)

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  3. Puxa, tenho 41 anos, meus cabelos são roxos, uso meus coturnos desde a adolescência, e ká entre nós, ando e ando se me criticam por isto, sou muito feliz assim, kkkkk!!!

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  4. A claro adorei o post, esqueci de falar! ass. Ju!!

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  5. Isso me fez lembrar a campanha da gripe com Arlete Sales que destaca a palavra "Jovens acima de 60 anos", talvez já uma mudança de comportamento da publicidade com esse público.

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    1. É isso que questionamos no post a seguir, ser "jovem" na adolescência e quando idoso é relativamente bem aceito, mas ser "jovem" aos 30, 40 e 50 anos (idade produtiva) não parece ser legal pra sociedade/marketing...
      Por isso os exemplos de pessoas que entraram em subculturas nessa faixa etária nos chamou a atenção, sinaliza que dá pra ser adulto e se identificar com ideologias, estilos de vida...

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  6. Olha, acho que é tudo que eu precisava ler no momento. Não por causa do estilo, porque isso eu não pretendo abandonar nunca. Ser alternativo nunca será uma fase. Tá na nossa essência. Mesmo alguns que se descobrem alternativos mais velhos, pode reparar, em algum momento antes da vida vida a "alternatividade" já tinha dado as caras. Só que, provavelmente, foi repelida pelo esquadrão do normalzinho.
    Mas como eu tava falando, tudo que eu precisava ler, pois às vezes me sinto tão velha pra algumas coisas. Essa imposição social de ser bem sucedido aos vinte e pouco anos é muito difícil de contornar e ver belos exemplos como esses citados de pessoas que fizeram algo legal aos 30 é bem inspirador. ^^
    Adorei o post!
    bjin

    http://monevenzel.blogspot.com.br/

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