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27 de novembro de 2017

Levando o Punk para as massas: icônica exposição dedicada à banda Nirvana está em cartaz em São Paulo.

Está em cartaz desde o dia 12 de setembro deste ano a exposição “Nirvana: taking punk to the masses” no Lounge Bienal, dentro do parque do Ibirapuera, em São Paulo. A exposição passou antes pelo Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro. Visitei a exposição no dia 03 de novembro e trago aqui um pouco das minhas impressões sobre o evento.



O foco da exposição era mostrar como o Nirvana levou o punk às massas, ou seja, como fez com que um estilo musical pós-contracultural se tornasse popular. Isso não é muita novidade pra quem é fã da banda, mas de qualquer forma vale a pena visitar a exposição pelos itens que citarei a seguir.

© Nandi Diadorim

Pra quem já leu os livros do Charles Cross sobre o Kurt Cobain – o mais famoso é o Heavier than Heaven (Mais pesado que o céu, no Brasil) – vai reconhecer muita coisa por lá. As primeiras fitas K7 da banda, os encartes dos primeiros shows, as artes gráficas feitas pelo próprio Kurt – para a banda ou não – fotos raras, primeiros setlists, letras de músicas escritas a mão; isso tudo você já viu nestes livros. Mas ver ao vivo é bem diferente, um pouco emocionante até. Eu como fã inveterada da banda, sei que essa foi a oportunidade que eu tive de chegar mais perto deles.

© Nandi Diadorim

Existem algumas raridades na expo também: entrevistas em vídeo que nunca foram ao ar, fotos nunca antes publicadas, muito material de áudio e vídeo sobre a cena de Seattle (e não apenas do Nirvana), infelizmente muitos sem legendas. Muitas roupas usadas por Kurt e Krist também estão expostas.

© Nandi Diadorim
© Nandi Diadorim

Quanto a mim, as peças que mais me tocaram foram as guitarras (talvez por eu ser guitarrista também). Não quero soar tão espiritualista assim, mas as guitarras do Kurt guardam muito da energia dele; é possível quase sentir isso, tantos anos depois. Fiquei arrepiada de ver elas lá!!

© Nandi Diadorim


Entre guitarras lindas, impecáveis e bem cuidadas, como a famosa Fender Mustang, estão lá também as guitarras completamente destruídas nos shows; ou ao menos parte delas. Kurt destruía elas sem dó nem piedade. Dá quase pena de olhar pra elas, sobreviventes da história.

© Nandi Diadorim
Outra peça impressionante é a boneca do In Utero, usada nos shows dessa turnê, em duas versões diferentes, em tamanho real. Também estão lá um baixo do Krist Novoselic e um pedaço da bateria usada pelo Dave Grohl.


Além das peças, ambientes especiais também foram criados: uma sala imitando o cenário do Unplugged MTV, com cortinas e os candelabros usados no programa; e um espaço para fotos imitando a capa do Nevermind, onde você pode perseguir uma nota de dólar fictício (risos!).

© Nandi Diadorim

É claro que eu bati uma foto minha fazendo isso...
© Nandi Diadorim

Só não curti muito uma espécie de dark room (não entrei) que capturava sua imagem reagindo ao som da banda. Achei desnecessário, fora que você cedia seus direitos de imagem ao entrar na sala.
Em suma, uma exposição que vale muito a pena, você sendo um grande fã ou não. Se você não é um grande fã, você conhecerá a trajetória da banda. Se você é um grande fã, você vai pirar com os instrumentos e as raridades.



Pra quem quer dar uma olhada:
apressem-se, a exposição encerra dia 12 de dezembro!
Paz, amor e empatia!










Autora:
Nandi Diadorim.

Historiadora e professora na rede municipal de ensino no Rio Grande do Sul.
Guitarrista em uma banda de punk rock.
Cachorreira, gateira, vegetariana, feminista...em suma, a incomodação em pessoa.






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Artigo de Nandi Diadorim em colaboração com o blog Moda de Subculturas. É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo aqui presente sem autorização prévia do autor. É permitido citar o texto e linkar a postagem. É proibido a cópia da ideia, contexto e formato de artigo. Plágios serão notificados a serem retirados do ar (lei nº 9.610). As fotos pertencem à seus respectivos donos, porém, a seleção e as montagens das mesmas foram feitas por nós baseadas na ideia e contexto dos textos. 

21 de outubro de 2017

Um tributo a Carrie Fisher, a eterna Princesa Leia de Star Wars

Em dezembro de 2016 morreu um ícone do público nerd: a atriz Carrie Fisher, famosa por interpretar a Princesa Leia na série de filmes Star Wars. Ela foi vítima de um ataque cardíaco fulminante, aos 60 anos de idade.


Como fã de Star Wars, fiquei chocada com a notícia e demorei muito tempo pra realizar o que de fato tinha acontecido. A primeira coisa que me veio a cabeça é se Carrie já tinha finalizado a participação dela no próximo episódio da série, "The Last Jedi" (previsto para estrear em dezembro), porque eu não queria que transformassem ela em um holograma (embora o holograma de Peter Cushing em Rogue One tenha ficado ótimo).

Ícone da cultura pop:
Princesa Leia com o rosto pintado como David Bowie e com os dizeres "Rebel".

Alguns podem achar estranho eu estar aqui lamentando a morte de uma estranha, mas a Princesa Leia formou parte da minha personalidade e tenho certeza que ela formou a de muitas outras meninas e mulheres por aí. Ela nos mostrou o que era uma feminista mesmo sem nunca termos escutado essa palavra antes.


Leia mostrou que as heroínas podiam ser tão fortes e corajosas como os heróis, que elas podem se virar sozinhas, organizar seus próprios resgates, sem precisar que os homens as salvem (enredo do Episódio IV, "A New Hope"). Relembrando sempre que isso não era muito comum no cinema naquela época: a estreia da personagem foi no primeiro filme da série, Episódio IV, em 1977. E Leia foi uma das únicas Skywalker que jamais caiu na tentação do lado negro da Força, sendo uma personagem que foi fiel a si mesma durante toda a história da saga. E ensinou também que mulheres podem sim ser líderes da rebelião, generais e chefes de Estado da galáxia!


Leia: lugar de mulher é na rebelião!
Carrie_Fisher


Além de tudo, foi uma personagem em que eu, quando era pré-adolescente, podia me espelhar: ela tinha a mesma cor de cabelo e de olhos que eu, e para uma pré-adolescente, representatividade é tudo! Pra mim era um milagre ter uma personagem principal – que era muuuuuito legal! – que não fosse loira de olhos claros e não estivesse seminua nas cenas ação. Leia era rebelde, entendia de armamentos, era líder da rebelião. E além de tudo, usava umas roupas muito legais, sem apelo sexual. A única exceção é quando ela vira escrava de Jabba The Hutt, no Episódio VI, Return of the Jedi, o que é bem simbólico.

A maneira de humilhar a personagem é colocá-la de biquíni, vulnerável, exatamente o oposto do que ela é. No fim, a própria Leia é responsável pelo assassinato de Jabba, matando assim o seu algoz. 


E Carrie Fisher foi o rosto de tudo isso. Como ela mesmo já disse inúmeras vezes “eu sou a Princesa Leia, e a Princesa Leia sou eu”. Carrie era uma grande entusiasta de Star Wars. Dava com a língua nos dentes sobre os novos roteiros várias vezes, era engraçadíssima, escrevia super bem e passou a vida toda lidando com a bipolaridade, a depressão e a baixa autoestima, inclusive publicando livros e artigos sobre o tema.

Sobre o visual da personagem, a característica mais marcante são os coques laterais que identificam a referência à princesa em qualquer lugar que seja. George Lucas, o criador da série Star Wars, necessitava criar visuais alternativos para os seus personagens, já que a história se passa em outras épocas e em outros mundos. O visual da Leia necessitava ser rebelde, revolucionário, pois se tratava da líder da Aliança Rebelde. Segundo Lucas:
No filme de 1977, eu estava trabalhando duro para criar algo diferente que não era fashion, então eu escolhi um visual de uma espécie de "Pancho Villa" feminina, uma mulher com um aspecto revolucionário. Os ‘montes’ de cabelo dos dois lados da cabeça são característicos da virado do século 20, no México.” 
 
Os cabelos da Leia foram inspirados nos das guerrilheiras que participaram da Revolução Mexicana no início do século 20. Melhor referência que essa não poderia existir!


Confirmando a reapropriação que a personagem sofreu depois, como um ícone de resistência feminina e um símbolo rebelde, uma manifestação de mulheres americanas contra Donald Trump, em janeiro deste ano, fez várias referências à Leia:

“Princesa Leia não deixaria isso acontecer”

“Nós somos a resistência”

Pra finalizar, deixo algumas imagens do figurino nada convencional de Leia: muito branco, tons terrosos, estampas militares e roupas associadas ao guardarroupas masculino.



No Star Wars Celebration deste ano foi lançado um vídeo tributo à Carrie, pontuando algumas coisas que estão neste artigo. Segue:




Que a Força esteja com você Carrie!





Autora:

Nandi Diadorim.

Historiadora e professora na rede municipal de ensino no Rio Grande do Sul.
Guitarrista em uma banda de punk rock.
Cachorreira, gateira, vegetariana, feminista...em suma, a incomodação em pessoa.





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21 de setembro de 2017

Juventude, depressão e subculturas (Setembro Amarelo)

Fui uma adolescente deprimida. Não sei se alguém não o foi. Sempre fui muito sensível às opiniões alheias e ao mundo ao meu redor, sendo que qualquer coisinha me fazia chorar. Era realmente uma "manteiga derretida", como alguns colegas de escola gostavam de me chamar. Por sentir tudo demais, era óbvio que eu me tornaria uma deprimida. E posso dizer hoje que foi por isso que conheci o rock e suas subculturas. Penso que esse foi o caminho de muitos outros adolescentes também.

Leia também: Garota Interrompida e Setembro Amarelo

Ultimamente tenho pensando nessas questões por causa da popularização de uma série do Netflix, 13 Reasons Why, que eu não assisti (nem pretendo, por motivos particulares), mas li inúmeras resenhas sobre, que trata de bullying, depressão e suicídio juvenil. O impacto que essa série está tendo sobre a juventude é avassalador, o que me leva a crer que somos uma sociedade que não está se preocupando o suficiente com os seus jovens.

A mim, preocupa a romantização que esse tipo de produto faz da depressão e do suicídio, como se fosse algo poético e até mesmo bonito. Essa ideia é reforçada dentro de algumas subculturas, como a gótica, e dentro do grunge também. Quando eu era mais jovem, costumava pensar que "os bons vivem pouco" e muitas outras meninas da minha idade pensavam o mesmo. Que o bom era morrer cedo, sem envelhecer, pois assim seríamos jovens para sempre. Exemplos não nos faltavam: Kurt Cobain, Janis Joplin, Jimi Hendrix, Jim Morrison, curiosamente todos mortos aos 27 anos. Pra um adolescente, 27 anos é muito, pois a inteligência temporal da maioria deles ainda não está bem sólida. Hoje, aos 28 anos, eu percebo como é curto esse tempo!
 
Imagem: Reprodução

Também sinto que a falta de adultos referência é o que faz o adolescente ter esse tipo de pensamento. Adolescentes reparam nos adultos que os cercam, e não gostam absolutamente do que eles veem. Por exemplo, a falta de adultos que seguem suas subculturas mesmo depois de certa idade, faz o jovem pensar que para ser adulto, ele deve abrir mão de seus gostos musicais, pessoais, estéticos, etc. Há alguns anos eu sentia isso, que para ser adulta era necessário deixar as subculturas para trás, e esse assunto já foi abordado várias vezes aqui no blog (links no fim do post). A falta de referências adultas é muito prejudicial, e faz com que o adolescente não queira se tornar adulto, não queira seguir sua vida, afinal, "os bons morrem cedo".



Por outro lado, ainda que exista essa romantização da depressão e do suicídio em algumas subculturas, o que faz muitos jovens seguirem em frente depois de entrar em contato com elas, é a auto aceitação que as mesmas promovem, como uma via de mão dupla. Ou seja, não interessa o quão estranho e deslocado você se sinta, você é importante justamente por ser assim, não fazer parte da grande massa, não ser apenas mais um no meio da multidão. Dessa forma, pertencer a uma subcultura é, com certeza, um exercício de resistência (porque você vai se aborrecer com os outros que não te entendem) e muitas vezes, de sobrevivência (como quem diz: EI, EU ESTOU AQUI! EU EXISTO!).

Leia também:
- Adultos e a moda alternativa: manter ou abandonar o estilo? 
- Subculturas não tem idade: adultos que adentram no mundo alternativo
- Adultos em idade produtiva: criatividade tem limite de idade?
- Crescer é abandonar o estilo alternativo?



Autora:

Nandi Diadorim.

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31 de julho de 2017

A influência das Subculturas nos Animes

Um dia pensava sobre quais teriam sido as minhas primeiras influências subculturais, porque muita gente me pergunta isso, sempre se referindo à bandas de rock ou outros estilos musicais. Pensando sobre isso, me dei conta que as minhas primeiríssimas influências foram os animes, que permearam minha infância e adolescência.

Sailor Mercury, de Sailor Moon

Sim, os animes! Aquelas animações japonesas que são super populares hoje em dia. Só que nem sempre foi assim... gostar de animes e mangas 15 anos atrás era carregar um estigma de excluído e esquisitão, principalmente se você fosse adolescente, visto que os animes eram vistos como “coisa de criança”. Os eventos para fãs eram raros, muito espaçados e se descobrissem que você frequentava-os, era bullying e perseguição na certa. Fazer cosplay (se vestir como os personagens dos animes, é bem popular nos eventos até hoje) e alguém fora no círculo descobrir, era enterrar completamente a sua vida social.

Hoje isso mudou completamente! Os animes são populares entre a gurizada, se eles não assistem, ao menos conhecem e sabem do que se trata, visto que atualmente há muita informação disponível sobre isso. Os eventos se multiplicaram de norte a sul do país, virando um negócio que move uma quantidade considerável de dinheiro (visto que os primeiros eventos do tipo no Brasil nem ingresso cobravam!). Ninguém precisa se envergonhar por fazer cosplay e há animes de todos os tipos disponibilizados atualmente na tv aberta, na fechada, na internet e no Netflix.

Shun, Cavaleiros do Zodíaco

Acredito que isso se deve à iniciativa das redes de televisão aberta, que após o estouro de alguns animes como Cavaleiros do Zodíaco, Sailor Moon, Guerreiras Mágicas de Rayearth, Dragon Ball – todos da falecida TV Manchete – resolveram investir pesado nesse segmento, e bem, funcionou.

Mas onde estão as influências subculturais nos animes? Bem, primeiro, nos cabelos! TODO anime tinha alguém de cabelo colorido! Era praticamente uma coisa “normal” - como vemos nas imagens que ilustram a postagem. Se ninguém tinha um cabelo berrante em algum anime, isso sim era de se estranhar.

Trunks, Dragon Ball Z

Ayanami Rei, Neon Genesis Evangelion



Nana, Elfen Lied

Lucy, Guerreiras Mágicas de Rayearth

Os exemplos são infinitos! Depois quando me perguntam porque eu gosto tanto de cabelos coloridos, eu paro e penso: sim, toda a minha infância foi recheada de heroínas e guerreiras de cabelos coloridos. Não tinha como não gostar.

Existia também a questão das roupas: eram muito loucas, pelo menos para os nossos padrões ocidentais. Até os uniformes escolares japoneses e roupas tradicionais eram estilizados. Nós queríamos nos vestir todos os dias como esses personagens, e por isso boa parte dessa galera foi para os cosplays – você podia ser um personagem desse pelo menos por um dia. Após conhecer as subculturas nos damos conta que podemos nos vestir assim sempre – basta querer.

As roupas maravilhosas de Card Captor Sakura 



Vampire Princess Miyu: 
uma versão atualizada de um kimono


Influências góticas na Dark Chii, de Chobits, e na Black Lady, de Sailor Moon

Para as mais discretas, tinha o visual “garotinho” da Pan, 
 de Dragon Ball GT:
E o visual andrógino da Haruka Tenoh, de Sailor Moon.
Os exemplos aqui são infinitos também, tem para todos os gostos. Antigamente era complicado encontrar também roupas estampadas com temas de anime, e hoje tem até loja especializada nesse tema. 
Existe também uma influência de via dupla: os animes influenciaram a moda subcultural, mas a moda subcultural também influenciou – e muito! – os animes. Os casos acima, personagens como a Dark Chii e a Black Lady demonstram bem isso. Mas o melhor exemplo são as obras de Ai Yazawa: Princess Ai (baseado na vida de Courtney Love), Paradise Kiss e Nana. Já tem um post sobre esses trabalhos aqui e a influência de Vivienne Westwood neles. Dessas obras de Yazawa, a que mais me toca é Nana, por causa da estética punk e do enredo trágico. 


Teria muito mais exemplos para colocar, mas estes já são bem ilustrativos. Acredito que os animes tenham sido a primeira referência subcultural de muita gente, e lembro também que foi o primeiro tipo de música que eu me liguei. Música para mim era música de anime, não fazia a mínima ideia que existiam outros tipos de música que eu fosse gostar (risos!).
 

Então é isso! Eu queria saber também quais foram os animes que os leitores utilizam como inspiração de moda, porque certamente faltaram centenas nesse post. Escrevam aí!!



Autora: 
Nandi Diadorim. Historiadora e professora na rede municipal de ensino no Rio Grande do Sul. Guitarrista em uma banda de punk rock. Cachorreira, gateira, vegetariana, feminista...em suma, a incomodação em pessoa.




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20 de junho de 2017

O belíssimo trabalho da tatuadora Angelique Houtkamp

Como uma boa viciada em tatuagens e arte, procuro muito por inspirações para tatuar. Foi nestas pesquisas que dei de cara com o trabalho da Angelique Houtkamp, uma tatuadora que trabalha em Amsterdã, Holanda - aqui o estúdio dela: Salon Serpent.

Provavelmente vocês já viram os desenhos da Angelique por aí. Ela desenha Pin-ups estilizadas em old school. Não são pin-ups clássicas*, embora os temas sejam, mas seu estilo único é reconhecível de longe.




A pin-up abaixo é uma representação do personagem principal de “Papillon” (1973), que na história é um homem! Gosto muito dessas mesclas feitas pela artista: embora sejam pin-ups, estão fazendo muitas vezes tarefas que eram consideradas masculinas. 

 

A marinheira e a Sherlock: representações clássicas masculinas que foram feitas pela artista com protagonismo feminino. O traço também é bastante característico e muitos elementos dos desenhos se repetem. 


A inspiração são as pin-ups clássicas e os cortes de cabelo dos anos 1920, atualizadas através das tatuagens.


É provável que a atriz do cinema mudo Louise Brooksesquerda) tenha sido a inspiração principal dos desenhos de Angelique, além de outros ícones da época, como a atriz Gloria Swanson (à direita).

louise-brooks-gloria-swanson


É difícil selecionar os desenhos mais bonitos! Quem gostou pode procurá-los através do nome da artista, são fáceis de encontrar e muitos estão disponíveis!

A artista se tornou tatuadora após os 30 anos de idade, se interligando com o artigo sobre adultos que adentram subculturas.

*Nota da Editora: As pin-ups clássicas remetem às décadas de 1940 e 1950, já as pin-ups de Angelique Houtkamp chamam a atenção por tornar pin-ups a estética da década de 1920, especialmente as garotas consideradas melindrosas.



Autora: 
Nandi Diadorim. Historiadora e professora na rede municipal de ensino no Rio Grande do Sul. Guitarrista em uma banda de punk rock. Cachorreira, gateira, vegetariana, feminista...em suma, a incomodação em pessoa.




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