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25 de dezembro de 2015

Entrevista com Isis, proprietária da loja Miniminou

Não tem como negar que a Miniminou é uma das lojas de acessórios alternativos mais influentes aqui do Brasil. Com quase seis anos de idade, encontrou seu nicho ao oferecer produtos de qualidade, com acabamentos caprichados e boa parte deles feitos artesanalmente a partir de ideias e referências da proprietária. E é com a dona da marca, Isis, a nossa entrevista da sessão Mercado Alternativo de hoje!


"We are all skulls inside"



Conte-nos quando decidiu trabalhar com esse segmento e ter sua própria marca.
Isis: Nasci em uma confecção. Meus pais trabalham com moda desde o início dos anos 1970, já produziram acessórios de couro, roupas exóticas, jeans e todo o universo feminino. Meu pai largou a publicidade para ser o modelista/estilista para se juntar com minha mãe que sempre foi vendedora e montarem suas empresas. Tiveram algumas, então desde os meus 9 anos eu já sabia costurar alguma coisa, com 13 eu ficava de vendedora em uma das lojas deles e com 16 me apaixonei por webdesign e queria fazer T.I mas não tinha grana, então continuava trabalhando com meus pais mas também tendo meus próprios mini negócios, fazer e vender sabonete, trufa, revistas e CDs de cantores pop e por aí vai. Aos 17, fui trabalhar em uma fábrica de montagem no Japão, nesses esquemas que eles pagam sua passagem e estadia e você paga de volta com trabalho e fiquei lá por 1 ano. Quando voltei decidi mergulhar de cabeça no negócio dos meus pais que estava muito falido. Aos poucos, com muita criatividade foi se reerguendo, porém eu sempre tive problemas com minha mãe e nos desentendemos de vez em 2008.
Trabalhei de vendedora em boutique, tranquei a faculdade de Negócios da Moda que já não tinha condições de pagar e tentei outros negócios que não deram certo também, um deles eu acabei ficando com um estoque de bolsas de furoshiki (técnica japonesa) e precisava vendê-las, então pedi emprestado para minha irmã o pagamento para participar de um evento, mas arrisquei a colocar uma parte no estande de produtos que garimpei no centro com um dinheiro também emprestado e essa parte desse estande em abril de 2010 se tornaria a Miniminou.
As bolsas não venderam, os produtos da Miniminou sim, e era algo que eu sempre admirei, sempre achei diferente, foi ali que tomei a decisão de criar a Miniminou de verdade e ela seria virtual, sem roupas, por favor! (não queria mais ver roupas por muito tempo).


Focando em acessórios, a marca demorou alguns anos pra lançar roupas próprias, 
como a saia godê abaixo.


Como você definiria a Miniminou? Que tipos de itens a pessoa encontra na loja?
A Miniminou é um grande mix de produtos, gosto de pensar que todo produto que tenha na marca causará alguma reação em alguém que irá usá-lo. Desde o anel fofo de gatinho cheio de detalhezinhos até o vestido com o símbolo de pentagrama invertido nas costas, há quem ache algum produto fofo, meigo, lindo e aqueles (que eu acho os mais legais) que provocam medo, aflição e estranheza.
Sempre disse que a Miniminou não é voltada para um determinado público, nós mudamos com o tempo e seguimos mudando, não há regras para usar as peças, use o que goste e o que você acha interessante.

O vestido com pentagrama invertido nas costas é um dos sucessos da marca.

 
Como é o processo de escolha das peças a serem vendidas, é seu gosto pessoal, um "feeling"... há alguma influencia estética das subculturas?
Acho que muito disso aprendi com minha mãe, esse feeling do mercado, do comércio mesmo. Já a escolha das peças eu só imagino meu público alvo, que demorei um pouco pra entender o que ele quer, eu particularmente não usaria e não uso a maioria dos produtos da Miniminou, sou mais básica rs.
Muitas subculturas, se não todas, fazem parte do processo do desenvolvimento dos produtos da marca, tenho aprendido tanto nos últimos anos (o seu blog ajuda muito nisso), há muitas vertentes a serem exploradas, eu me encanto mais com o gótico e o punk e a partir desses pontos vou seguindo para outros meios, mas nunca querendo rotular um produto como de tal subcultura e pronto.


Algumas de suas peças são montadas de forma artesanal, só que o artesanato não é tão valorizado no Brasil exceto em um nicho que valoriza o personalizado, peças únicas. De que você acha que se dá esse desdém do brasileiro pelo artesanal? Você acha que a Miniminou está ajudando a mudar essa mentalidade entre seus consumidores?
Acho isso muito difícil, mudar a mentalidade das pessoas. Por mais que é dito na loja sobre as roupas serem produzidas aqui, muitos colares e chokers serem feitos manualmente por mim, muita gente crê e bate o pé que é tudo importado ou então que deveria ser o preço de um importado chinês já que é igual... 
A maioria não nota a diferença ou nem quer notar, o brasileiro prefere pagar mais barato sempre e acho difícil essa mentalidade mudar. Mas a Miniminou têm clientes incríveis que sempre valorizaram o nosso trabalho e acompanham a evolução da marca, aos poucos teremos mais clientes assim.


Colares são alguns dos produtos montados de forma artesanal.


Você também cria designs exclusivos, sua marca é influenciadora no nicho de acessórios alternativos no Brasil, como lida com as vantagens e os problemas que toda essa criatividade e influência trás?
É muito gratificante receber foto de cliente usando o produto, os feedbacks, e os comentários que as pessoas recebem por estarem com um produto diferente. Eu sou um pouco ingênua, nada que a marca lança de novo eu acho que será um sucesso mas normalmente é e isso me deixa feliz e vem mais um monte de ideias legais para lançar, aí resolvo arriscar mais, ousar mais nos produtos e tal.
Esse ano que rolou a parte mais chata que foi a cópia dos produtos de acrílico, eu não imaginava o sucesso que seria, produzi bem pouco mas era uma vontade que eu tinha há mais de ano, mas não achava fornecedor certo, nem o material certo, quando consegui lancei despretensiosamente e não muito tempo depois comecei a ver as cópias, foi algo assustador, surreal e decidi que o melhor era deixar pra lá e seguir com coisas novas, então dificilmente voltarei a lançar peças assim e aproveito pra pedir desculpas as clientes que compraram e mandam fotos com os produtos de acrílico, eu adoraria repostá-las nas redes sociais mas eu já não sei mais quais são as que compraram na Miniminou ou de outra pessoa e escolhi não fazer mais propaganda para os outros.


Alguns dos desenhos autorais em acrílico da Ísis para a Miniminou.


Há algum tempo vocês tem apresentado tecidos com estampas exclusivas. Isso ganhou destaque agora, na última coleção - que trouxe 5 modelos diferentes de desenhos elaborados. Como foi o processo pra produzir estampas exclusivas, porque isso foi um feito e tanto uma marca pequena e alternativa como a sua...
Primeiro fiz aquelas estampas corridas, sem pé na estamparia, a do morcego, do gatinho e da caveira com rosas e correntes. O primeiro pedido mínimo é de 150m por estampa, então na primeira vez fiz os 150m e fiz tudo em um modelo de vestido só. Aí vieram essas da última coleção, para conseguir passar o que eu imaginava para a ilustradora é um pouco difícil pra mim, o que acaba demorando mais, daí a estamparia cada hora mandava uma amostra mais estranha que a outra e até acertar foi também demorado.
Mandei pra oficina com os 2 projetos de vestido, o longo e o boho. Detalhe que essas estampas tem pé ou barrado, ou seja, o encaixe no corte é mais difícil e isso foi dito e foi cobrado a mais pela oficina, só que atrasou muito e não entregavam, tive que cancelar sessões de fotos 2x. Quando descobri, vi que não tinham respeitado os desenhos das estampas, ou seja, o desenho não estava na barra nem os outros estavam no sentido certo, um horror. Eu só chorava de desespero de ter visto tudo perdido. Mas já havia pedido na estamparia correr mais 50m de cada e foi isso que salvou, então tive que apelar pra outra oficina de última hora.
No final deu certo a coleção, mas infelizmente não consegui produzir o quanto queria e por isso as peças esgotaram muito rápido. Espero que a próxima produção não dê tanta dor de cabeça assim e a Miniminou consiga atender a demanda. Novas estampas e novos modelos já estão em processo de criação para o próximo ano. 


Um dos cinco modelos de estampa criadas pela marca lançadas recentemente.


Tantas pessoas incríveis vestem sua marca (@sarabellemarcoux, @danielecorpse, @roseshock), existe alguém que você gostaria de ver usando peças da marca?
Sonho mesmo seria a Kat Von D e Dita Von Teese, mas há de fato pessoas maravilhosas que tenho conhecido com o tempo e que considero tão incríveis quanto <3


O que acha do mercado alternativo (dificuldades e facilidades), tanto como consumidora quanto como empresária?
A Miniminou fará 6 anos agora em abril. Há 6 anos não tínhamos quase nada no mercado, encontrar qualquer produto com caveira ou que remetia ao rock era quase impossível, hoje isso é muito mais fácil, consigo encontrar tecidos prontos de caveira com mais facilidade, acessórios com um ar mais dark também e com qualidade um pouco melhor e pedir uma produção de 50 blusas de tricô com o desenho do baphomet já não assusta mais tanto as pessoas, até posso escolher o modelo de botão de caveira eu quero!
Mesma coisa para o consumo, marcas como a Schutz e Santa Lolla vieram com tudo com esse ar mais dark em suas peças, na Renner, C&A e Riachuelo sempre tem um cantinho "do rock".
A parte boa mesmo é a facilidade de se encontrar hoje em dia produtos mais legais, mas a qualidade ainda deixa um pouco a desejar.

Para os leitores que quiserem comprar seus produtos, onde eles podem encontrar e como podem entrar em contato? 
Agora a Miniminou só tem a loja virtual, esse é o foco da marca que com tantos anos de experiência é onde sabemos trabalhar melhor. Loja física é um sonho, mas distante, então todos os produtos estão disponíveis na loja http://loja.miniminou.com.br
O atendimento é feito sempre por e-mail, em breve por telefone também e fazemos o máximo para responder à todos nas redes sociais.



Espero que tenham gostado da entrevista! 
Foi um papo muito interessante que me fez compreender um pouco mais sobre o conceito da Miniminou, ver um pouco da empresa e do mercado pelos olhos da proprietária. 
Vimos que ela abordou alguns assuntos que a gente sempre bate o pé aqui no blog, como as dificuldades das marcas pequenas que criam suas próprias peças enfrentam em relação à criação de peças diferenciadas e de se manterem ativas - coisa que também foi comentada pela Nívia, da Dark Fashion [aqui] -  também ficando super claro o porquê das lojas alternativas autorais cobrarem o preço que cobram por suas roupas e acessórios: existe todo um processo de fazer uma ideia diferente se tornar real, num nível de trabalho artesanal além do trabalho intelectual e autoral.

Vocês podem acompanhar a marca também pelo Instagram @_miniminou

E quem quiser pode comentar dizendo o que achou da entrevista, se são clientes da loja (ou querem ser) e o que acham dos produtos :)


 

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29 de outubro de 2015

Miniminou: Nova Coleção de Vestidos ( Boho / Witchy / Ocultismo)

Como o blog não foi muito atualizado recentemente (na verdade teve só 1 post novo essa semana), vocês devem pensar "pô, de novo post da Miniminou"? Kkkk! Não tiro o espanto de vocês! É, de novo! Mas não teria como não atualizar o blog com esse super lançamento da marca!!
Doze (!!) vestidos novos com estampas autorais! Na verdade, a Miniminou produz muita coisa autoral vocês sabem, né? Muita pesquisa, testes, estudos... e o resultado a gente vê lá no site. Os novos vestidos tem cara de verão e referências boho, witchy além de outros temas que sempre interessaram a loja como sereias, gatos pretos e ocultismo.


Eu já expliquei aqui e aqui um pouco sobre esse lance de criar coisas próprias e o quanto isso influencia no preço e tal, porque se vocês notarem, os preços destas peças estão um pouco mais altos. Mas reparem que a estampa é feita em chiffon, algumas são localizadas e estes modelos usam mais tecido, vários deles são longos, todos com forro. Enfim... o que pesa mesmo é qualidade, e hoje em dia, com o consumo consciente, preferir peças de qualidade pra durarem bastante e serem muito usadas acaba sendo econômico no longo prazo.

Além das peças novas, foi lançado nada menos do que 5 editoriais de moda: Still Life, que me lembrou a Ophelia pré rafaelita; Graphism; Pool Party focando no maiô pentagrama; The Dress que tem um vestido inspirado em Elvira e Occultism.

 
 
 

Outra coisa a ser observada, é a presença de uma mulher negra modelando para a marca. Lembram de nosso post sobre a falta de representação e de diversidade de modelos alternativas? Ponto positivo pra Miniminou por ter fotografado com Thamires Rangel e dado esse passo entre as lojas alts nacionais.



Vamos às peças: Black Velvet Elvira é um vestido longo feito em veludo com decote profundo e fenda na parte da saia. 


E então temos os curtinhos de chiffon e manga flaire, bem esvoaçantes!





E os longos de alcinha pra desfilar no verão: longo Raven e longo Black Cats


longo Occultism e longo Skulls and Chains - este não aparece nos editoriais mas também é novo.


e por fim, longo Wicca e Creepy Mermaid com estampas localizadas na barra do tecido.
 

Não apenas os vestidos, mas também tem vários acessórios novos no site!


Se você curtiu, até o dia 01/11 nosso cupom SUBCULTURAS ainda está valendo 10% off nas compras na loja! ;D


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22 de outubro de 2015

Acessórios da Miniminou + últimos dias com 10% de desconto!


Vocês estão de olho em algum produto da loja Miniminou?? 
Então CORRAM que o cupom SUBCULTURAS vai valer até o dia 1 de novembro! Aproveitem pra comprar com 10% de desconto!

Miniminou shop has worldwide shipping, and with coupon SUBCULTURAS you get 10% off until november 1. 



Anel Ouija


Usando o choker e o anel Ouija


Então vamos lá falar sobre as peças, primeiro o Choker: a gargantilha é courino e a pedra é agata negra. 
A ágata negra é muito usada como amuleto de proteção, estimula a coragem e favorece o reconhecimento. É símbolo de vigor e prosperidade, absorve, transmuta e devolve energias negativas, transformando-as em positivas.



Agora, este é maravilhoso! O Colar pendulo pedra estrela. Como podem ver, o brilho parece mesmo uma visão do céu à noite. Eu estou apaixonada por essa pedra, se eu soubesse que ela é tão linda já tinha adquirido antes rsrs!
A pedra estrela ajuda a atravessar a "hora mais escura da noite". Isso é meio que uma metáfora, pois dizem que esse cristal ajuda atravessar momentos difíceis, obscuros, trazendo esperança, graça e cor à vida. Distrai nossa mente quando o pessimismo está ancorado. Também pode ser usada para resgatar nossa crença na abundância mesmo que nos pareça distante.


Foto com luz e com menos luz pra vocês verem o brilho "estrelar" da pedra.


Anel ametista. Essa é uma peça também igualmente linda, e válido dizer que o anel não é pesado. Eu não achei, pra mim isso é um ponto super positivo.
A ametista é uma das melhores pedras para meditação, afasta padrões egocêntricos, alivia tensões mentais e repõe a harmonia interior depois de um período difícil, dando paz e equilíbrio.





Colar bird skull. Essa é uma peça super delicada. Pra quem usa bastante preto, fica super legal o contraste com essa pequena peça prateada. Válido dizer que é acessório de alta qualidade, como todos os outros da loja.
Cliquem pra aumentar as imagens.



Plus: Tem um produto da loja que eu já falei aqui no blog, mas vou abrir um espaço de novo pra falar da pedra. É o anel bornita.
A bornita é uma pedra poderosa também conhecida como pedra pavão. Ela retira fora todos os pensamentos que não te servem mais e anula a energia negativa enviada à você, é uma pedra de proteção que também faz você aceitar a alegria em qualquer momento.



Então não esqueçam: o cupom SUBCULTURAS é válido até o dia 1/11, então aproveitem e se joguem pra aproveitar os últimos dias do cupom. A loja aceita cartões de crédito, paypal, pagseguro. Os produtos tem alta qualidade, foram feitos de forma autoral e tenho certeza que vocês ficarão satisfeitos com o padrão!

Peças autorais em acrílico da Miniminou: o Gato Satânico ainda está disponível


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Fonte de pesquisa sobre as pedras: ágata negra, pedra estrela, ametista, bornita

7 de outubro de 2015

Vestido Wandinha Addams (Wednesday Addams Dress)

Vocês já devem ter visto por aí a febre que se tornou o "vestido Wandinha Addams", em parte por causa da moda Witchy e também por estar em voga a década de 1990. Aproveitando o Dia das Crianças e o mês do Halloween, vamos contar um pouco da história dessa peça tão emblemática aos alternativos.

Lisa Loring: a primeira intérprete de Wandinha na tv.

A famosa roupa é um vestido preto em linha A com gola Peter Pan. Sobre a gola redonda, o traje que a lançou remonta à 1905, quando Maude Adams interpretou Peter Pan na Broadway. A gola foi exclusiva para essa produção, embora no ano de 1900 na França, na publicação Claudine à l'école, o personagem usasse modelo semelhante que virou tendência entre as francesas. Curiosamente, John White Alexander, um dos figurinistas de Maude Adams, morava no país neste período. 
Em 1907 a vestimenta aparece em trajes femininos como uma opção às golas engomadas. Na década de 1920, se torna como algo "normal" nos vestidos das meninas, associado à inocência juvenil que persiste ainda hoje. Sendo o cartoon da Família Addams criado em 1932, é bem provável que a inspiração de Charles Addams tenha vindo dos anos 1920 já que o vestido era comum para as meninas dessa fase.
Nas décadas seguintes, a gola vai e vem na moda. Em 1990 reaparece no grunge e atualmente o estilo está em ebulição na moda alternativa.  


Wandinha Addams se tornou tão associada ao traje que na cena alternativa o vestido é conhecido pelo seu nome.

Desenho original da Família Addams

Seriado de 1964

A gola e a modelagem também se assemelha ao traje Little Lord Fauntleroy usado por meninos no século XIX e começo do XX.

A vestimenta logo se transformaria em referência dos grandes estilistas europeus. No filme A Bela da Tarde, de 1967, o figurino assinado por Yves Saint Laurent coloca Catherine Deneuve usando modelo semelhante, só que conhecido pelo nome de "school girl dress".


Chanel também fez sua versão utilizada por Deneuve. Anos atrás, Kate Middleton vestindo Topshop, mostrando o lado clássico e popular da peça

Nos anos 1990, o vestido adentra a moda alternativa com ajuda de Courtney Love e o kinderwhore, porém voltado a um novo olhar, mais angelical, estilo babydoll e misturado a elementos de rebeldia.
Courtney Love ressignificando o modelo

A roqueira tem sido influencia nas últimas coleções de Hedi Slimane para Saint Laurent, trazendo um conceito diferente do que o próprio YSL fez quando assinou o figurino de A Bela da Tarde.
 Inverno 2013, Inverno 2014 e Verão 2015

Na mesma era do Grunge, é lançado o filme da Família Addams que quebrou recordes de bilheteria nos três primeiros dias de lançamento, sendo um grande sucesso de público tanto alternativo quanto mainstream. Unindo o interesse por temas místicos e sombrios da época, o visual da caçula ganhou bastante evidência na moda noventista.

O figurino de Wandinha agora tem estampas e é interpretada por Christina Ricci

Poses similares em diferentes fases

"Essa é minha fantasia, eu sou um maníaco homicida.
Eles aparentam como qualquer um."

Winona Ryder no filme "Minha Mãe é uma Sereia". Anos depois a atriz aparece com uma versão atual da peça

O que estava no auge deu uma enfraquecida e por um bom tempo a roupa ficou em evidência como fantasia de Halloween, era difícil encontrar em coleções de moda. De 2012 para cá, com o interesse pela estética Witchy e os anos 90, o vestido volta com tudo e hoje encontramos em variadas versões de diversas lojas alternativas, seja estrangeiras ou nacionais. 

Kill Star

Hot Topic

Hell Bunny

Disturbia: repare que o modelo esquerdo inclui o pentagrama invertido, e o modelo do meio botões de ET, duas trends alts.

Versões estampadas: Disturbia e Folter, que a estampa brilha no escuro

Kreepsville 666

 No Brasil temos a Reversa.
E na Spookies.

A popularidade atualmente é tão forte que até nos recentes desfiles internacionais Verão 2016 encontra-se o modelo. Não importa se é mainstream ou alternativo, consumidor de luxo ou não, o vestido já virou um item clássico no armário e tem para todos os gostos e estilos.

A modelo Toya Venice

Kat von D

Blogueiras Mothmouth e Kobi Jae
wednesday addams dress


Que as Addams sempre venham aí! :D



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